Muita gente especula o porquê de inventarem esse tal de Papai Noel. "Ah... se a criança vai descobrir depois mesmo que ele não existe, então porque ficar fantasiando ?", "Até parece que um velhinho daquele vai conseguir, numa fração de segundo, passar nas casas de todas as crianças."
Isso realmente não interessa. É bom acreditar e pronto. Faz bem, ainda mais agora que descobri mais um motivo que prova isso.
Quando você acredita em Papai Noel, sabe, com você mesmo, que os presentes virão, mesmo que descubra um tempo depois que os que vieram não eram muito bem os que você queria, mas pelo menos, até aquele momento, não teve incertezas ou oscilações de humor. Só a ansiedade, por maior que seja, natural, pela espera do presente. É só esperar pelo momento. Funciona como um porto seguro.
Quando você descobre que a 'magia' toda vem dos seus pais, tudo muda. Na hora, pode só parecer triste, sem graça, compreensível, melhor do que antes, o que seja, mas o processo todo da espera pelo presente muda. Você entrava em contato com o Papai Noel uma vez por ano. Ele só 'trabalhava' no final do ano. Agora não. O 'Papai Noel' está ali o tempo todo. Por mais que, na fantasia anterior, você acreditasse que o poder de julgamento do Papai Noel era tão grande a ponto de precisar de uma só cartinha pra definir se você merecia o presente ou não, agora é muito mais real que o seu comportamento está sendo visto. Tá, você só vai se preocupar com essas coisas no natal mesmo, mas é uma preocupação a mais.
O pior disso tudo é como fica a mente da criança. Na véspera de natal ela pede alguma coisa para os pais que, pra ela, é de extrema importância. A partir daí percebe-se o quanto o Papai Noel era importante, porque o porto seguro não existe mais; aquele período que antes era só ansiedade, agora é cheio de especulações e dúvidas. O interessante dessa situação é como tudo o que não deve acontecer acontece, e na hora errada. Como quando você ouve os seus pais conversando baixinho em outro cômodo da casa sendo que, além deles, só há você ali; ou os vê fazendo gestos cheios de significado e olhando pra você de vez em quando. Todas essas coisinhas que acontecem faziam uma tempestade na sua cabeça. Em um determinado estágio, eram tantas coisinhas dessas, tantas especulações, que você poderia simplesmente recortar esses momentos e montar três mosaicos: um extremamente otimista, com a mais perfeita certeza de que iria ganhar o presente em que estava pensando; outro extremamente pessimista, considerando que o presente não seria o que pediu, se viesse; e outro completamente neutro, considerando como nada tudo aquilo que você achava que fosse. Natural. Não era com você. Detalhe: esses três mosaicos eram montados com exatamente os mesmos recortes, com a diferença apenas na interpretação de cada um. O que pode parecer bom, pode, ao mesmo tempo, parecer ruim... ou não ser nada.
A ansiedade aumentava, porque não era só a ansiedade de ver o presente, mas também a de qual presente ver. Essa ansiedade podia ser tamanha que te fazia buscar sinais, te dando pelo menos uma noção pra que mosaico olhar. Então você arrisca conversar com os seus pais sobre o presente de natal e, como querem fazer surpresa, ficam completamente neutros. Neutralidade era a última coisa que você queria. Ela não te faz definir nada; se tudo o que você viu ou ouviu dos seus pais nesse tempo todo era bom ou ruim, se você superinterpretou alguma coisa, se fez tempestade em copo d'água, se pensou certo em algum momento, se a própria neutralidade já quer dizer algo. Nada. Nenhuma certeza. Então você fica oscilando entre essas interpretações e a ansiedade só aumenta ainda mais, porque o presente vai ocupando cada vez mais lugar na sua cabeça, o natal está chegando e você fatalmente saberá o resultado disso tudo. É só esperar pelo momento, mais uma coisa que se torna difícil nessa situação, mas que você sempre consegue. Tá, sempre não, porque, afinal de contas, essa é a primeira vez que passa por algo assim, então não sabe como vai ser. Mas sabe que, por mais cego que você se sinta, sem saber o que esperar, vale a pena tentar esperar. Aliás, o presente é tudo o que você mais quer.
aaah eu não sei se um dia foi por causa dos presentes ou se ainda é. mas eu gosto tanto do natal! as pessoas ficam todas mais simpáticas, talvez mais hipócritas, quem sabe, mas eu não ligo a minima. pq eu gosto do natale eu gosto das pessoas sendo boas e gosto dos papais noéis pendurados nas janelas das pessoas. eu fico feliz, eu fico tranquila, me lembra comidas boas e presentes tbm! acho q sempre soube q era meu padrinho...fantasiado sabe. até o dia em q pedi pra me fantasiar! aí eu fui a mamãe noela daquele ano! era tudo oq eu mais queria
ResponderExcluirahh discordo da Meg.....acho o natal uma das datas mais hipócritas....todo mundo esquece as brigas/desentendimentos/barracos que ocorreram o ano todo e se tratam com a maior simpatia e amor ¬¬
ResponderExcluirNão que eu não goste do natal....eu até gosto, não é só de receber presente [afinal quem não gosta?], mas eu fico anciosa inclusive em dar o presente, eu olho para aquilo e penso tal pessoa vai amar, eh a cara dela e me animo soh de pensar na reação da pessoa ao receber o presente =P
Gosto dessa simpatia e tudo o mais, mas quando sinto que são sentimentos verdadeiros, dá pra ver a sinceridade na atitude das pessoas xD
Nossa Fê... acabei de descobrir que além de um monstro destruidor de Natais, eu ainda tive a capacidade, inconscientemente, de acabar com o porto seguro de alguém... Mas o fato é que eu gosto do Natal... não acho hipócrita, não é que as pessoas esqueçam as brigas, mas é uma válvula de escape de um mundo com convenções babacas que nos oprimem, acredito que o real significado de papai-noel, árvores, presentes e o natal como um todo tem a capacidade de transcender brigas e barracos ocasionados por picuinhas... afinal é uma data tão linda!!!
ResponderExcluirEstá ai algo que sempre esteve presente na minha infância nessa época de natal... aquela bendita espectativa, ansiedade, dúvida, enfim... Resumindo: cadê meu presente! XD
ResponderExcluirAhh eu acho que o papai noel pode visitar todas as criancinhas no mundo em uma noite sim....com essas novas tecnologias tudo é possível ahusahsuhausahu
ResponderExcluirEmbora seja um pouco cruel com a criança, creio ser este um mal necessário...não tanto pelo lição de moral da história, mas pela conscientização de pra que serve o natal....que não se trata apenas dos presentes, mas também da alegria de reunir a família.