Passei na faculdade, fui então estudar em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Pra isso tive de abrir mão de algumas coisas. Muitas coisas. Mesmo sem saber se "pra conseguir o que a gente quer, sacrifícios são necessários", talvez pelo momento, essa frase me confortou. Não havia mais o acordar seguido de um "Bom
dia !" pra alguém, a casa só ganhava 'vida' dependendo de mim. "O almoço está na mesa!" ? Não, não. Não mais. Coisas que eu penso e falaria ali ? Fica na minha cabeça, porque ninguém vai ouvir, a não ser que falasse sozinho (o que já era normal pra mim). Silêncio. Mas um silêncio diferente, mais pesado. Em determinados momentos, realmente por não haver uma televisão ligada à toa, como antes; em outros, por haver só eu comigo mesmo.
Dentre as várias novidades, entre elas a cidade, a moradia, os amigos, os colegas, a rotina, a definitivamente mais impactante foi morar sozinho. O engraçado é pensar na situação geral: um garoto de 17 anos que acaba de entrar numa boa faculdade, num curso que ele acha ser o seu caminho e ainda vai morar sozinho!
É o sonho de muitos adolescentes. De fato, mesmo chegando lá e sentindo a mudança mais radical da minha vida até então, consegui visualizar e sentir esse lado bom da situação. É exatamente por isso que a maior mudança foi morar sozinho. Quando estava sozinho, (não posso generalizar) em alguns momentos de não
fazer nada, acabava pensando. Pensando sobre tudo. Eu sempre fui de fazer isso, mas, definitivamente, nunca com tanta frequência e intensidade como nesse ano. Posso concluir que, apesar das mudanças, foi um ano muito atípico pra situação em que eu estava.
Ali, naquela rotina cheia de responsabilidades inéditas, coisas que eu nunca tive de fazer, tentando manter os antigos lazeres e o estudo, pensava se tudo aquilo iria valer a pena, "O que é que a vida vai fazer de mim ?", natural, imagino, no caso de um vendaval desses. Mas uma coisa que percebi nisso tudo, e foi muito bom pra mim, é que nunca fiz tantas introspecções em tão pouco tempo. Uma verdadeira tempestade mental. Foi um caminho íngreme e, em alguns momentos, em função de tudo o que me acontecia, não gostei da experiência, mas, com o tempo, consegui sair da minha parcialidade e enxergar tudo com mais clareza. Gostei. Se tudo isso é parte de uma lição da vida, não sei, mas que prestei atenção na aula, isso sim. Posso até dizer que aprendi e, em função disso, uma parte de mim, parte que provavelmente poucos verão, mudou. Sacrifício ? Não sei, mas, se sim, fui eu quem o tornou um. Só de saber isso, acho que tudo valeu a pena.
As pessoas mudam ? Sim, mas só depende delas e ninguém muda do nada. Por isso, o estímulo pra que venha a mudança vem de fora. Costuma vir de um jeito e num momento em que ninguém quer e isso acaba dificultando a mudança ou até definindo que a mudança não é possível. Mas funciona. Só depende da escolha de cada um.
Verbos no pretérito ? Sim ! Estou de férias em São Paulo agora ! Também sou filho de Deus !
Meu querido Papai Noel,
Não sei se fui um bom menino esse ano, mas te peço a lição de casa da minha aula.
Ah... pra não perder o costume, uma bermuda xadrez preto e branco.
Aquele abraço.
P.S.: Me pondo no lugar de quem lê, esse post não tem nenhum sentido. Só estou tentando cumprir melhor com o propósito desse blog.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Ao volante !
Tensão geral no corpo, respiração forte e profunda, olhos fechados e um monólogo rápido, confiante e sussurado: Ok. (Expiração forte) Tá tudo bem. (Expiração de novo) Batendo a porta... (POOOOW) (HEY !!! NÃO TEM GELADEIRA EM CASA NÃO !?!?!) ¬¬ (SE FOR A DE RIBEIRÃO, TENHO SÓ GELADEIRA, PODE ACREDITAAAR !!!!) Ok. Ele já passou cara... tá tudo bem. Hmmmmmmmmmmm.... Tá. Quebra, despeja, espalha, espera até ficar mais consistente, joga pra cima, desvira... NÃO !!! ISSO É OMELETE !!! Calma. É... Hidrogênio, Lítio, Sódio, Potássio, Rubídio, Cé... NÃÃÃOOO ! Slam it to the left !!! Shake it to the right !!! Chicas to the front !!! Go roooo oooo ooound !!! ... Não, acho que não é essa a sequência também...
Já sei !!! Regulagem do banco, cinto de segurança, freio de mão, embreagem, ponto morto, espelhos... Ok.
- Felipe ?
- Que é, pai ?
- Tá rezando ? Vai... Banco, cinto, freio, embreagem, ponto morto, espelhos...
- (¬¬) Não to rezando, só sussurrando e executando toda essa sequência que você falou.
- Agora liga o carro, sente os pedais, pisa na embreagem, põe em primeira e vai soltando o freio de mão enquanto acele.....ra..... NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO !!!!!!! Olha a calçad.... *#@#@¨%¨%*&#$@$%#$* As pessooo... *%$&¨%$&$&¨*%¨$%$#* O POOOOOOSTE !!!! *%@%¨#%¨%$¨&@$%#$$%@#$* VIIIIIRAAAA !!! ESQUERDA !!!! NÃÃÃÃOOOO, ESQUERDAAA !!! *caveirinha*
Brincadeirinhaaaa !!! Esse sou eu jogando GTA. Na realidade é bem diferente. Tá. Diferente. Hmmmm... Nem tãão diferente assim.
Na hora, é tudo meio tenso, mas depois fica engraçado. É a tendência natural das coisas pra mim. Fica melhor assim. Tipo "um dia vou dar risada disso". Às vezes fica engraçado só quando eu chego em casa, mas em outras, logo depois da tensão, ainda dirigindo.
A graça vem da relação entre que está ao volante aprendendo e quem está logo ao lado, ensinando. Como as ordens da pessoa que ensina estão baseadas no tempo de reflexo dela, acaba sendo tudo em cima da hora:
- Para. Paaaara. PAAAARAAAA !!! Falei três vezes !!! No dia do exame talvez não tenha três vezes !!
- Pai, até você falar o primeiro 'para', eu ouvir, processar, pisar na embreagem enquanto piso no freio atéé parar, o carro já parou na sua imaginação há muitos quarteirões.
Alguns erros de comunicação também:
- Agora só no freio. Vai. VAAAAI !!!
- EU JÁ PAREI O CARRO !!!
- MAS É PRA ACELERAR !!!!
- (¬¬) É que você falou 'freio', então eu tava achando que o 'vai' era pra frear.
E entre 'Não.... fez errado.', 'Eu não falei nada e você esqueceu de um monte de coisas', crises de afobação, ao final da aula:
- Foi muito bem !!!!
(!?!?!?!?!)
Mas eu entendo. Parece que os momentos de tensão tomaram a maior parte do tempo, mas depois, dá pra perceber que foi tudo bem realmente. Exigência faz bem. Ainda mais nesses casos.
P.S.: O que eu queria mesmo era que alguém, no meio do trânsito, me perguntasse 'HEEEEEEEEI !!!! COMPROU A CARTA ?!?!?!' e eu respondesse 'AINDA NÃÃÃÃÃÃOOOOO !!!' hahahahahahaha
P.S.S.: Não que eu vá comprar a minha carta. ^^
Já sei !!! Regulagem do banco, cinto de segurança, freio de mão, embreagem, ponto morto, espelhos... Ok.
- Felipe ?
- Que é, pai ?
- Tá rezando ? Vai... Banco, cinto, freio, embreagem, ponto morto, espelhos...
- (¬¬) Não to rezando, só sussurrando e executando toda essa sequência que você falou.
- Agora liga o carro, sente os pedais, pisa na embreagem, põe em primeira e vai soltando o freio de mão enquanto acele.....ra..... NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO !!!!!!! Olha a calçad.... *#@#@¨%¨%*&#$@$%#$* As pessooo... *%$&¨%$&$&¨*%¨$%$#* O POOOOOOSTE !!!! *%@%¨#%¨%$¨&@$%#$$%@#$* VIIIIIRAAAA !!! ESQUERDA !!!! NÃÃÃÃOOOO, ESQUERDAAA !!! *caveirinha*
Brincadeirinhaaaa !!! Esse sou eu jogando GTA. Na realidade é bem diferente. Tá. Diferente. Hmmmm... Nem tãão diferente assim.
Na hora, é tudo meio tenso, mas depois fica engraçado. É a tendência natural das coisas pra mim. Fica melhor assim. Tipo "um dia vou dar risada disso". Às vezes fica engraçado só quando eu chego em casa, mas em outras, logo depois da tensão, ainda dirigindo.
A graça vem da relação entre que está ao volante aprendendo e quem está logo ao lado, ensinando. Como as ordens da pessoa que ensina estão baseadas no tempo de reflexo dela, acaba sendo tudo em cima da hora:
- Para. Paaaara. PAAAARAAAA !!! Falei três vezes !!! No dia do exame talvez não tenha três vezes !!
- Pai, até você falar o primeiro 'para', eu ouvir, processar, pisar na embreagem enquanto piso no freio atéé parar, o carro já parou na sua imaginação há muitos quarteirões.
Alguns erros de comunicação também:
- Agora só no freio. Vai. VAAAAI !!!
- EU JÁ PAREI O CARRO !!!
- MAS É PRA ACELERAR !!!!
- (¬¬) É que você falou 'freio', então eu tava achando que o 'vai' era pra frear.
E entre 'Não.... fez errado.', 'Eu não falei nada e você esqueceu de um monte de coisas', crises de afobação, ao final da aula:
- Foi muito bem !!!!
(!?!?!?!?!)
Mas eu entendo. Parece que os momentos de tensão tomaram a maior parte do tempo, mas depois, dá pra perceber que foi tudo bem realmente. Exigência faz bem. Ainda mais nesses casos.
P.S.: O que eu queria mesmo era que alguém, no meio do trânsito, me perguntasse 'HEEEEEEEEI !!!! COMPROU A CARTA ?!?!?!' e eu respondesse 'AINDA NÃÃÃÃÃÃOOOOO !!!' hahahahahahaha
P.S.S.: Não que eu vá comprar a minha carta. ^^
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Já sei que sou de peixes; não preciso de provas.
Às 14:00 eu tinha aula. Precisava ir na seção de graduação carimbar a carteirinha da Rápido Ribeirão. Eu não costumo fazer esse tipo de coisa em intervalos entre aulas, ainda mais pelo tempo que eu tinha. Mas um amigo meu disse que precisava ir lá também, o que tornou irrelevantes todos esses motivos. Do local de almoço até a graduação é uma distância relativamente grande. Vamos de ônibus então. No ponto já começou a garoar... mas eu ODEIO ter que carregar coisas (se não for de favor, claro). Pra que eu pegasse o meu guarda-chuva, a garoa teria que morfar, evoluir, comer a semente dos deuses, algo assim. O fato de o guarda-chuva ser novo reforçava mais ainda a ideia de não pegá-lo. Ah... vai... molhar né... =P
Não tenho um bom histórico com guarda-chuvas também. Outro dia esqueci um em algum lugar e não encontrei. Fico achando que foi na biblioteca mas algo me diz que cheguei em casa com ele. Já estou achando que foi déjà vu. Já quebrei, entortei, virei do avesso no meio da chuva, esqueci de pegar quando iria chover. Chover muito. Só falta eu ter que lutar contra a chuva pela posse do guarda-chuva... sabe ? Aquela cena super desesperadora e engraçada, quando o vento vai te levando, tipo no Twister... mas sem um cano enterrado sei lá quantos metros no chão como apoio. Cena super forçada, por sinal. Mas caso aconteça uma batalha da chuva contra mim, com o guarda-chuva como prêmio, vou gostar. Vai ser uma delícia, pelo menos na hora. Aposto que terei que apresentar um seminário logo depois... ¬¬
Fugi um pouco do tema ? Bom... 'guarda-chuva' está no mesmo campo semântico de 'chuva'. É só fazer o jogo do Me Faz Lembrar que dá pra provar.
A caminho da graduação, começou a chover mesmo. E não estou dizendo 'mesmo' como se a garoa não fosse chuva. Ainda que estivesse num estágio de chuva, eu diria 'mesmo', porque estava chovendo MESMO. MUITO MESMO. Do nível que você descobre a porcentagem de algodão da sua meia, mesmo usando calça. Dependendo de quanta água ela vai absorver. Se fizer aquele barulhinho do tipo peido de sovaco enquanto você anda, é mais de 90% algodão. Senti a presença do Murphy ali ao meu lado. Já não era uma surpresa. ¬¬
Uma certa vez, fiz esse mesmo caminho até a graduação, mas a pé. Chegando lá, percebi que a carteirinha estava em casa. Resumindo, fiz uma viagem à toa.
Me lembrando disso no ônibus, fui verificar se a carteirinha estava comigo. De repente meu amigo diz que teria que descer ali. E o ônibus já estava naquele momento-parado-já-vou-fechar-a-porta. !!!!!! VAI, VAI ,VAI !!! Carteira abertamalaabertachovendoe guarda-chuva na mão (fechado ¬¬). Fui pego de surpresa ! PULA, COOOOOORRE !!!!! Debaixo de um teto... Ufa ! Teto dele, porque eu só estava ali de companhia. Isso mesmo, não era a graduação. Mas eu sabia que ele iria descer um pouco antes. 'Pouco' pra quem está num ônibus. Onde ele estava quando disse 'um pouco', aliás. Eu teria que andar mais esse 'pouco'. Acontece que a pé e com chuva (e que chuva!) esse 'pouco' virou uma 'pequena' ironia. Abri o guarda-chuva e coloquei a mala na frente, tipo canguru, sabe ? Não era simplesmente a minha mala, mas dentro dela tinha um livro que não era meu. Todo cuidado é pouco.
Saí na chuva. Andei durante uns 10 minutos e nesse tempo, fui percebendo a inutilidade do guarda-chuva. A chuva incidia num ângulo tal que eu estava ensopado sem perdão da cintura pra baixo. Um questionamento interno sobre o porquê do guarda-chuva começou ali. No primeiro minuto, já começou o teste do algodão da meia, com o resultado saindo logo nos próximos 20 segundos: 100% algodão ! Maravilha... pelo menos a embalagem não enganava.
Carimbaram a carteirinha direitinho e caminhei de volta. A essa altura, só faltava surgir uma pedra gigante rolando rapidamente em minha direção, logo atrás de mim. Braços ensopados agora também. E eu não queria acreditar, mas a mala estava molhada, pelo menos por fora. O guarda-chuva estava sendo tão presente ali quanto o 'S' da Perdigão.
Encontrei o meu amigo, que me esperava, no caminho e deu tempo de chegar na aula. De quebra, um carro passou ao meu lado com uma velocidade suficiente pra me ensopar mais um pouquinho, mas àquela altura do campeonato eu já não ligava mais, por mais que um "fdp" tenha me escapado da garganta. Quase lá, pensei seriamente em tomar a chuva de fato, se não fosse pelo livro, que não era meu, dentro da mala.
P.S.: Eu estava com uma embalagem de Mentos dentro do bolso... acho que... não preciso dizer mais nada...
P.S.S.: Minha mala molhou por dentro. Só um pouco. Só pra dar uma noção do quanto inútil foi o guarda-chuva e de quanto forte foi a chuva.
P.S.S.S.: Achei que a minha bermuda fosse 100% poliéster, ou seja, 'secagem rápida'... porcentagem enganosa dessa vez ? ¬¬
P.S.S.S.S.: Ai se eu tivesse uma piscina em casa...
Não tenho um bom histórico com guarda-chuvas também. Outro dia esqueci um em algum lugar e não encontrei. Fico achando que foi na biblioteca mas algo me diz que cheguei em casa com ele. Já estou achando que foi déjà vu. Já quebrei, entortei, virei do avesso no meio da chuva, esqueci de pegar quando iria chover. Chover muito. Só falta eu ter que lutar contra a chuva pela posse do guarda-chuva... sabe ? Aquela cena super desesperadora e engraçada, quando o vento vai te levando, tipo no Twister... mas sem um cano enterrado sei lá quantos metros no chão como apoio. Cena super forçada, por sinal. Mas caso aconteça uma batalha da chuva contra mim, com o guarda-chuva como prêmio, vou gostar. Vai ser uma delícia, pelo menos na hora. Aposto que terei que apresentar um seminário logo depois... ¬¬
Fugi um pouco do tema ? Bom... 'guarda-chuva' está no mesmo campo semântico de 'chuva'. É só fazer o jogo do Me Faz Lembrar que dá pra provar.
A caminho da graduação, começou a chover mesmo. E não estou dizendo 'mesmo' como se a garoa não fosse chuva. Ainda que estivesse num estágio de chuva, eu diria 'mesmo', porque estava chovendo MESMO. MUITO MESMO. Do nível que você descobre a porcentagem de algodão da sua meia, mesmo usando calça. Dependendo de quanta água ela vai absorver. Se fizer aquele barulhinho do tipo peido de sovaco enquanto você anda, é mais de 90% algodão. Senti a presença do Murphy ali ao meu lado. Já não era uma surpresa. ¬¬
Uma certa vez, fiz esse mesmo caminho até a graduação, mas a pé. Chegando lá, percebi que a carteirinha estava em casa. Resumindo, fiz uma viagem à toa.
Me lembrando disso no ônibus, fui verificar se a carteirinha estava comigo. De repente meu amigo diz que teria que descer ali. E o ônibus já estava naquele momento-parado-já-vou-fechar-a-porta. !!!!!! VAI, VAI ,VAI !!! Carteira abertamalaabertachovendoe guarda-chuva na mão (fechado ¬¬). Fui pego de surpresa ! PULA, COOOOOORRE !!!!! Debaixo de um teto... Ufa ! Teto dele, porque eu só estava ali de companhia. Isso mesmo, não era a graduação. Mas eu sabia que ele iria descer um pouco antes. 'Pouco' pra quem está num ônibus. Onde ele estava quando disse 'um pouco', aliás. Eu teria que andar mais esse 'pouco'. Acontece que a pé e com chuva (e que chuva!) esse 'pouco' virou uma 'pequena' ironia. Abri o guarda-chuva e coloquei a mala na frente, tipo canguru, sabe ? Não era simplesmente a minha mala, mas dentro dela tinha um livro que não era meu. Todo cuidado é pouco.
Saí na chuva. Andei durante uns 10 minutos e nesse tempo, fui percebendo a inutilidade do guarda-chuva. A chuva incidia num ângulo tal que eu estava ensopado sem perdão da cintura pra baixo. Um questionamento interno sobre o porquê do guarda-chuva começou ali. No primeiro minuto, já começou o teste do algodão da meia, com o resultado saindo logo nos próximos 20 segundos: 100% algodão ! Maravilha... pelo menos a embalagem não enganava.
Carimbaram a carteirinha direitinho e caminhei de volta. A essa altura, só faltava surgir uma pedra gigante rolando rapidamente em minha direção, logo atrás de mim. Braços ensopados agora também. E eu não queria acreditar, mas a mala estava molhada, pelo menos por fora. O guarda-chuva estava sendo tão presente ali quanto o 'S' da Perdigão.
Encontrei o meu amigo, que me esperava, no caminho e deu tempo de chegar na aula. De quebra, um carro passou ao meu lado com uma velocidade suficiente pra me ensopar mais um pouquinho, mas àquela altura do campeonato eu já não ligava mais, por mais que um "fdp" tenha me escapado da garganta. Quase lá, pensei seriamente em tomar a chuva de fato, se não fosse pelo livro, que não era meu, dentro da mala.
P.S.: Eu estava com uma embalagem de Mentos dentro do bolso... acho que... não preciso dizer mais nada...
P.S.S.: Minha mala molhou por dentro. Só um pouco. Só pra dar uma noção do quanto inútil foi o guarda-chuva e de quanto forte foi a chuva.
P.S.S.S.: Achei que a minha bermuda fosse 100% poliéster, ou seja, 'secagem rápida'... porcentagem enganosa dessa vez ? ¬¬
P.S.S.S.S.: Ai se eu tivesse uma piscina em casa...
domingo, 6 de dezembro de 2009
Lei da compensação
Desde que me lembro, tomava leite todo dia. Mas aconteceu algo que me fez perceber uma mudança nessa frequência.
Abri a geladeira, mesmo sabendo que as chances de eu fechá-la sem pegar nada (porque não tinha nada) eram muito grandes, e decidi pegar aquele finalzinho de leite, que devia estar ali sei lá há quanto tempo. Quando virei no copo... "!!!!?!!!" percebi de um jeito meio desagradável, e com mais precisão, o quanto esse 'quanto' era. O BAGULHO TAVA COALHADO !!!
Depois daquilo, comecei a ter outra opinião sobre queijos e iogurte. Tá, foi só na hora mesmo. O que me intrigou mesmo foi o que me levou a deixar o leite coalhar na geladeira. Não vou traçar aqui o raciocínio de algumas das teorias; só vou resumir a mais aceita e mais coerente. Era um final tão final de leite na garrafa que eu não ia gastar um copo pra tomar só aquilo. Tomar direto da garrafa não ia ter açúcar, e leite sem açúcar é meio ruim. Não ia ter nada pra tirar o gosto do leite; primeiro, porque a única coisa que a gente toma pra depois tirar o gosto é remédio. Tá. Xarope Vick tem o mesmo gosto de Halls de melancia, o que é muito bom; segundo, que não tinha mais nada, isso mesmo, mais nada pra tomar. Eu poderia jogar um pouco de açúcar direto na garrafa mas não pensei nisso na hora. Ainda bem, porque eu iria beber direto da garrafa... bleh ¬¬
Dias depois, eu tinha 5 litros de leite. Assim que fui beber o primeiro, como aprendizado da lição, olhei a validade. Aí sim supus que deve existir uma lei da compensação. E que eu a estava obedecendo, ou pelo menos deveria obedecer. O LEITE VENCIA NO DIA SEGUINTE, e como eu tinha comprado os 5 litros no mesmo lugar...
Fiz dois litros de nescau. Já tava de noite e eu tinha que dar um jeito. Não ia desperdiçar. Tomei os dois litros, doei mais dois e deixei mais um comigo, caso decidisse tomar ainda no dia seguinte... ah... é só um dia vencido vai... não deve matar. Mas acabei deixando o último litro intacto lá na geladeira de novo !! Alguém me diz algum experimento legal que se pode fazer em casa com um litro de leite coalhado, por favor... pelo menos eu filmo e jogo no youtube depois.
Abri a geladeira, mesmo sabendo que as chances de eu fechá-la sem pegar nada (porque não tinha nada) eram muito grandes, e decidi pegar aquele finalzinho de leite, que devia estar ali sei lá há quanto tempo. Quando virei no copo... "!!!!?!!!" percebi de um jeito meio desagradável, e com mais precisão, o quanto esse 'quanto' era. O BAGULHO TAVA COALHADO !!!
Depois daquilo, comecei a ter outra opinião sobre queijos e iogurte. Tá, foi só na hora mesmo. O que me intrigou mesmo foi o que me levou a deixar o leite coalhar na geladeira. Não vou traçar aqui o raciocínio de algumas das teorias; só vou resumir a mais aceita e mais coerente. Era um final tão final de leite na garrafa que eu não ia gastar um copo pra tomar só aquilo. Tomar direto da garrafa não ia ter açúcar, e leite sem açúcar é meio ruim. Não ia ter nada pra tirar o gosto do leite; primeiro, porque a única coisa que a gente toma pra depois tirar o gosto é remédio. Tá. Xarope Vick tem o mesmo gosto de Halls de melancia, o que é muito bom; segundo, que não tinha mais nada, isso mesmo, mais nada pra tomar. Eu poderia jogar um pouco de açúcar direto na garrafa mas não pensei nisso na hora. Ainda bem, porque eu iria beber direto da garrafa... bleh ¬¬
Dias depois, eu tinha 5 litros de leite. Assim que fui beber o primeiro, como aprendizado da lição, olhei a validade. Aí sim supus que deve existir uma lei da compensação. E que eu a estava obedecendo, ou pelo menos deveria obedecer. O LEITE VENCIA NO DIA SEGUINTE, e como eu tinha comprado os 5 litros no mesmo lugar...
Fiz dois litros de nescau. Já tava de noite e eu tinha que dar um jeito. Não ia desperdiçar. Tomei os dois litros, doei mais dois e deixei mais um comigo, caso decidisse tomar ainda no dia seguinte... ah... é só um dia vencido vai... não deve matar. Mas acabei deixando o último litro intacto lá na geladeira de novo !! Alguém me diz algum experimento legal que se pode fazer em casa com um litro de leite coalhado, por favor... pelo menos eu filmo e jogo no youtube depois.
domingo, 15 de novembro de 2009
Não sei o que é, mas sei o que não é.
Eu queria fazer Engenharia Automobilística até o dia em que minha mãe disse que um amigo dela estava com Corolla e eu perguntei se era grave. ¬¬
Eu queria fazer Economia até o dia em que entrei numa loja de equipamentos musicais. Eu queria fazer Gastronomia até o dia em que convidei um amigo pra almoçar na minha casa e ele disse que ia pro bandejão mesmo. ¬¬
Eu queria fazer Ciências Atuariais até o dia em que percebi que nunca entendi direito do que isso se tratava.
Eu queria fazer Dança até o dia em que... tentei dançar. (só danço nas provas) ¬¬
Eu queria fazer Artes Cênicas até o dia em que assiti a apenas um episódio de uma novela do SBT.
Eu queria fazer Artes Plásticas até as aulas de modelagem da 1ª série.
Eu queria fazer Arquivologia até ver uma cena do começo d'A Múmia, onde TODAS as estantes de uma biblioteca despencam por efeito dominó.
Eu queria fazer Astronomia até perceber que há muitas coisas em que se investir e muito mais acessíveis.
Eu queria fazer Decoração até entender que saber os nomes de todos os elementos da tabela periódica não era o espírito da coisa. Tá, foi péssima. Pode falar de coração... de coração... entendeu, hã ??? AHAAAAA !! ¬¬ (Viu como podia ser pior ?)
Eu queria fazer Direito, mas já tinha feito tudo errado.
Eu queria fazer Economia Doméstica até o dia em que fui morar sozinho.
Eu queria fazer Farmácia mas o sol estava tão forte que larguei a obra pela metade mesmo. ¬¬
Eu queria fazer Medicina até o medidor de pressão, que tinha quase a minha idade, quebrar pelas minhas mãos. ¬¬
Eu queria fazer Fotografia até o dia em que uma pessoa viu a foto que eu havia tirado e disse: "Mas... cadê a
metade de cima das pessoas ?" ¬¬
Eu queria fazer Moda até o dia em que eu, saindo de casa, indo pra uma reunião normal com os amigos, recebi a pergunta: "Tá indo pra festa do cafona ?" ¬¬
Eu queria fazer Rádio e TV enquanto estava sem energia elétrica ou pilhas em casa.
Eu queria fazer História até perceber que havia algumas coisiiiiinhas erradas no Samba do Crioulo Doido.
Eu queria fazer Zootecnia se eu não me sentisse já como um animal às vezes.
Eu até gostaria de fazer Produção de Bebidas se soubesse antes que existe um curso pra isso. (!?!?)
Eu queria fazer Estética até me olhar no espelho.
Eu queria fazer Nutrição até o dia em que fui pesar o meu prato num restaurante de comida por quilo e o cara disse: "Só aceitamos pratos acima de 150g, senhor." ¬¬
Eu queria fazer Psicologia até que perdi a paciência e fui jogar freecell. ¬¬
Eu queria fazer Cinema até assistir 'Possuída Pelo Demônio', 'Planeta Terror', 'Liga da Injustiça' e só os trailers de qualquer 'High School Musical'.
Eu queria fazer Design de Interiores até o dia em que entraram no meu quarto dizendo: "Que lavanderia legal !!!" ¬¬
Eu queria fazer Engenharia Cartográfica até o dia em que errei de casa e quase acabei com um aniversário surpresa ou quando, voltando da padaria, comecei a ler, nas ruas, placas escritas em uma língua completamente desconhecida, enquanto as pessoas, ao verem minha camiseta do Brasil, diziam: "Rrwrwonaldddowwww !!", "Samba !!", "Garwrwrwota de Ipanemaa !!" ¬¬
Eu queria fazer Propaganda e Marketing até o dia em que quis usar o Marx e o Darwin como garotos-propaganda da Gilette num trabalho da escola.
Eu queria ser barbeiro até que cortei o cabelo de um amigo e depois ganhei o apelido de pombo. Porque eu fiz uma 'cagada na cabeça dele'. Só fui chamado de barbeiro no trânsito mesmo. ¬¬
Eu queria ser crítico de futebol até o dia em que, assistindo a um jogo num churrasco, fizeram o gol e eu gritei, saí pulando de alegria mas, ao olhar o pessoal à minha volta, estavam todos me olhando com cara de 'Mas que imbecil...' ou 'Eu não vi isso...'. E então percebi que... era... gol... contra. ¬¬ (e já estava no replay) Assitindo uma vez a um jogo do São Paulo no ano passado, gritei: "Vai Raíííííííííí !!!!!!!!!!" ¬¬
Eu queria ser jogador de handball até o dia em que, na educação física, seguindo pro ataque, o time, em linha, foi passando a bola até que ela chegou em mim e eu continuei passando a bola no mesmo sentido, mas eu estava numa extremidade já e percebi que passei pra uma pessoa que só estava assistindo ao jogo na lateral da quadra. ¬¬
Eu queria fazer Jornalismo até o dia em que assisti... até o dia em que assisti.
E você queria fazer licenciatura em Letras até se deparar com uma redação como essa que acabou de ler.
P.S.: Só me restou fazer programa (Informática Biomédica).
Eu queria fazer Economia até o dia em que entrei numa loja de equipamentos musicais. Eu queria fazer Gastronomia até o dia em que convidei um amigo pra almoçar na minha casa e ele disse que ia pro bandejão mesmo. ¬¬
Eu queria fazer Ciências Atuariais até o dia em que percebi que nunca entendi direito do que isso se tratava.
Eu queria fazer Dança até o dia em que... tentei dançar. (só danço nas provas) ¬¬
Eu queria fazer Artes Cênicas até o dia em que assiti a apenas um episódio de uma novela do SBT.
Eu queria fazer Artes Plásticas até as aulas de modelagem da 1ª série.
Eu queria fazer Arquivologia até ver uma cena do começo d'A Múmia, onde TODAS as estantes de uma biblioteca despencam por efeito dominó.
Eu queria fazer Astronomia até perceber que há muitas coisas em que se investir e muito mais acessíveis.
Eu queria fazer Decoração até entender que saber os nomes de todos os elementos da tabela periódica não era o espírito da coisa. Tá, foi péssima. Pode falar de coração... de coração... entendeu, hã ??? AHAAAAA !! ¬¬ (Viu como podia ser pior ?)
Eu queria fazer Direito, mas já tinha feito tudo errado.
Eu queria fazer Economia Doméstica até o dia em que fui morar sozinho.
Eu queria fazer Farmácia mas o sol estava tão forte que larguei a obra pela metade mesmo. ¬¬
Eu queria fazer Medicina até o medidor de pressão, que tinha quase a minha idade, quebrar pelas minhas mãos. ¬¬
Eu queria fazer Fotografia até o dia em que uma pessoa viu a foto que eu havia tirado e disse: "Mas... cadê a
metade de cima das pessoas ?" ¬¬
Eu queria fazer Moda até o dia em que eu, saindo de casa, indo pra uma reunião normal com os amigos, recebi a pergunta: "Tá indo pra festa do cafona ?" ¬¬
Eu queria fazer Rádio e TV enquanto estava sem energia elétrica ou pilhas em casa.
Eu queria fazer História até perceber que havia algumas coisiiiiinhas erradas no Samba do Crioulo Doido.
Eu queria fazer Zootecnia se eu não me sentisse já como um animal às vezes.
Eu até gostaria de fazer Produção de Bebidas se soubesse antes que existe um curso pra isso. (!?!?)
Eu queria fazer Estética até me olhar no espelho.
Eu queria fazer Nutrição até o dia em que fui pesar o meu prato num restaurante de comida por quilo e o cara disse: "Só aceitamos pratos acima de 150g, senhor." ¬¬
Eu queria fazer Psicologia até que perdi a paciência e fui jogar freecell. ¬¬
Eu queria fazer Cinema até assistir 'Possuída Pelo Demônio', 'Planeta Terror', 'Liga da Injustiça' e só os trailers de qualquer 'High School Musical'.
Eu queria fazer Design de Interiores até o dia em que entraram no meu quarto dizendo: "Que lavanderia legal !!!" ¬¬
Eu queria fazer Engenharia Cartográfica até o dia em que errei de casa e quase acabei com um aniversário surpresa ou quando, voltando da padaria, comecei a ler, nas ruas, placas escritas em uma língua completamente desconhecida, enquanto as pessoas, ao verem minha camiseta do Brasil, diziam: "Rrwrwonaldddowwww !!", "Samba !!", "Garwrwrwota de Ipanemaa !!" ¬¬
Eu queria fazer Propaganda e Marketing até o dia em que quis usar o Marx e o Darwin como garotos-propaganda da Gilette num trabalho da escola.
Eu queria ser barbeiro até que cortei o cabelo de um amigo e depois ganhei o apelido de pombo. Porque eu fiz uma 'cagada na cabeça dele'. Só fui chamado de barbeiro no trânsito mesmo. ¬¬
Eu queria ser crítico de futebol até o dia em que, assistindo a um jogo num churrasco, fizeram o gol e eu gritei, saí pulando de alegria mas, ao olhar o pessoal à minha volta, estavam todos me olhando com cara de 'Mas que imbecil...' ou 'Eu não vi isso...'. E então percebi que... era... gol... contra. ¬¬ (e já estava no replay) Assitindo uma vez a um jogo do São Paulo no ano passado, gritei: "Vai Raíííííííííí !!!!!!!!!!" ¬¬
Eu queria ser jogador de handball até o dia em que, na educação física, seguindo pro ataque, o time, em linha, foi passando a bola até que ela chegou em mim e eu continuei passando a bola no mesmo sentido, mas eu estava numa extremidade já e percebi que passei pra uma pessoa que só estava assistindo ao jogo na lateral da quadra. ¬¬
Eu queria fazer Jornalismo até o dia em que assisti... até o dia em que assisti.
E você queria fazer licenciatura em Letras até se deparar com uma redação como essa que acabou de ler.
P.S.: Só me restou fazer programa (Informática Biomédica).
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Eu sou canhoto/esquerdino/sinistromano
Criança: Tiiiiiiiiiiia, qual é o lado direito ?
Professora: É o da mão que escreve, meu amor.
NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO !!!!!!! NÃO É NÃO !!!! Não necessariamente. Se a criança for canhota e com uma professora dessas ? Pronto, aprende errado. Se algo ficou fora de sincronia, alguma criança esbarrou e quase derrubou os coleguinhas na coreografia da 'Direita, Esquerda' durante aquela apresentação bonitinha da 2ª série, todos os espectadores já sabem quem foi; dará seta pra esquerda, seguindo pra direita e vice-versa; nunca vai conseguir fechar GTA porque nunca conseguirá chegar no local das missões: "Esquerda !!! NÃÃÃÃO !!!! ERA ESQUERDA !!!!"; sempre vai achar estranho o fato de ser a única pessoa que fica do lado 'esquerdo' do trem na hora de desembarcar na Sé, pensando: "e ainda as pessoas ficam contra o fluxo, querendo entrar no trem !!! Que absurdo !!!"; nunca vai conseguir resolver o cubo mágico; só votará nulo ou branco porque prefere não se envolver no conflito esquerda X direita; enfim, esse é um risco que um canhoto corre. Mas há muitas peculiaridades em ser canhoto.
Inverter a faca com o garfo (se os talheres estiverem de um só lado, fatalmente será o direito); girar a xícara pra que a asa fique do lado esquerdo e, por falar em asa, 'fechar a asa' quando se sentar à mesa durante uma refeição ao lado de um destro, porque aí haverá um conflito de cotovelos. Deverá haver um acordo. No final das contas, o canhoto senta na ponta mesmo. Tá, se a mesa for circular e se não tiver outro canhoto no local, o que resolveria o problema, é um caso a se pensar.
Encontrar uma cadeira pra canhoto nas salas de aula é algo praticamente utópico. Achou ? Usa óculos ? Se usa, vai descobrir se está precisando de outro; se não, vai descobrir se precisa passar a usar. Sim, porque ela estará lá no fundo da sala. Mentira. Já encontrei algumas na frente. Não vou sacanear dizendo que estavam quebradas ou que nunca mais entrei nessa bendita sala onde esse fenômeno aconteceu.
O que uma tesoura, um abridor de latas e uma régua têm em comum ? Vou explicar: APARENTEMENTE fazem jus a algumas denominações para o termo 'canhoto', que significa, em geral, inábil, desajeitado, inepto, acanhado (grande merda, aliás). O fato de ser mais fácil pra um canhoto traçar uma reta no sentido direita-esquerda e que a régua é numerada no sentido contrário não atrapalha tanto realmente. Recorte já é algo pra se ocupar na infância quando se quer aprender direito, ainda mais quando a tesoura não é feita pra canhotos (sim, faz a maior diferença), o que os leva a pedir ajuda TO-DA VEZ. Com uma tesoura de destro não é possível visualizar a linha de recorte. Tem que ser aquela que tem serrinha. Já o abridor de latas é um inferno. Ou faz com a mão direita, o que torna muito possível um corte do tipo Rambo na mão, talvez a perda de
algum dedo a perda da lata, ou sofra agindo contra a natureza da ferramenta. A maior frustração de ser canhoto, pelo menos no meu caso, é em relação a instrumentos musicais de corda. Entrar numa loja lotaaaaaaaada de violões, violas, guitarras, baixos, cavacos, banjos, bandolins e ver que a disposição das cordas te impede de executá-los devidamente é de cortar o coração. Quer algum desses instrumentos pra canhoto ? Pode ter ali na loja já. Alguns modelos só. Quer AQUELA guitarra DAQUELE guitarrista ? Só por encomenda. Há outra solução. Aprenda a tocar como destro! Simples assim! Comece o aprendizado todo de novo. Aproveite e aprenda a escrever, fazer tudo com a outra mão também. (Leia-se 'outra mão' como 'esquerda' ou 'direita', dependendo do caso do leitor.)
Mais genialidade, habilidades artísticas, rapidez de pensamento, vantagens nos esportes ? Infinitamente relativo.
A mão esquerda é reservada a tarefas como higienização em Estados islâmicos; sinal da cruz só com a mão direita; acordar com o pé esquerdo é como prever alguma desgraça naquele dia; Cristo está ao lado direito de Deus; havia crenças de que o diabo seria canhoto e que batizava seus seguidores com a mão esquerda; no dia do Juízo-Final, os que levam o Corão na mão esquerda serão castigados. Tá. E ?
Sinistro, mano ?!
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai! Ser gauche na vida.
P.S.: Apesar da classificação do post, nem tudo aí é desabafo.
P.S.S.: Eu sei a diferença entre esquerda e direita, viu ?
P.S.S.S.: 'Gauche' está no bom sentido aí. ^^
Professora: É o da mão que escreve, meu amor.
NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO !!!!!!! NÃO É NÃO !!!! Não necessariamente. Se a criança for canhota e com uma professora dessas ? Pronto, aprende errado. Se algo ficou fora de sincronia, alguma criança esbarrou e quase derrubou os coleguinhas na coreografia da 'Direita, Esquerda' durante aquela apresentação bonitinha da 2ª série, todos os espectadores já sabem quem foi; dará seta pra esquerda, seguindo pra direita e vice-versa; nunca vai conseguir fechar GTA porque nunca conseguirá chegar no local das missões: "Esquerda !!! NÃÃÃÃO !!!! ERA ESQUERDA !!!!"; sempre vai achar estranho o fato de ser a única pessoa que fica do lado 'esquerdo' do trem na hora de desembarcar na Sé, pensando: "e ainda as pessoas ficam contra o fluxo, querendo entrar no trem !!! Que absurdo !!!"; nunca vai conseguir resolver o cubo mágico; só votará nulo ou branco porque prefere não se envolver no conflito esquerda X direita; enfim, esse é um risco que um canhoto corre. Mas há muitas peculiaridades em ser canhoto.
Inverter a faca com o garfo (se os talheres estiverem de um só lado, fatalmente será o direito); girar a xícara pra que a asa fique do lado esquerdo e, por falar em asa, 'fechar a asa' quando se sentar à mesa durante uma refeição ao lado de um destro, porque aí haverá um conflito de cotovelos. Deverá haver um acordo. No final das contas, o canhoto senta na ponta mesmo. Tá, se a mesa for circular e se não tiver outro canhoto no local, o que resolveria o problema, é um caso a se pensar.
Encontrar uma cadeira pra canhoto nas salas de aula é algo praticamente utópico. Achou ? Usa óculos ? Se usa, vai descobrir se está precisando de outro; se não, vai descobrir se precisa passar a usar. Sim, porque ela estará lá no fundo da sala. Mentira. Já encontrei algumas na frente. Não vou sacanear dizendo que estavam quebradas ou que nunca mais entrei nessa bendita sala onde esse fenômeno aconteceu.
O que uma tesoura, um abridor de latas e uma régua têm em comum ? Vou explicar: APARENTEMENTE fazem jus a algumas denominações para o termo 'canhoto', que significa, em geral, inábil, desajeitado, inepto, acanhado (grande merda, aliás). O fato de ser mais fácil pra um canhoto traçar uma reta no sentido direita-esquerda e que a régua é numerada no sentido contrário não atrapalha tanto realmente. Recorte já é algo pra se ocupar na infância quando se quer aprender direito, ainda mais quando a tesoura não é feita pra canhotos (sim, faz a maior diferença), o que os leva a pedir ajuda TO-DA VEZ. Com uma tesoura de destro não é possível visualizar a linha de recorte. Tem que ser aquela que tem serrinha. Já o abridor de latas é um inferno. Ou faz com a mão direita, o que torna muito possível um corte do tipo Rambo na mão, talvez a perda de
algum dedo a perda da lata, ou sofra agindo contra a natureza da ferramenta. A maior frustração de ser canhoto, pelo menos no meu caso, é em relação a instrumentos musicais de corda. Entrar numa loja lotaaaaaaaada de violões, violas, guitarras, baixos, cavacos, banjos, bandolins e ver que a disposição das cordas te impede de executá-los devidamente é de cortar o coração. Quer algum desses instrumentos pra canhoto ? Pode ter ali na loja já. Alguns modelos só. Quer AQUELA guitarra DAQUELE guitarrista ? Só por encomenda. Há outra solução. Aprenda a tocar como destro! Simples assim! Comece o aprendizado todo de novo. Aproveite e aprenda a escrever, fazer tudo com a outra mão também. (Leia-se 'outra mão' como 'esquerda' ou 'direita', dependendo do caso do leitor.)
Mais genialidade, habilidades artísticas, rapidez de pensamento, vantagens nos esportes ? Infinitamente relativo.
A mão esquerda é reservada a tarefas como higienização em Estados islâmicos; sinal da cruz só com a mão direita; acordar com o pé esquerdo é como prever alguma desgraça naquele dia; Cristo está ao lado direito de Deus; havia crenças de que o diabo seria canhoto e que batizava seus seguidores com a mão esquerda; no dia do Juízo-Final, os que levam o Corão na mão esquerda serão castigados. Tá. E ?
Sinistro, mano ?!
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai! Ser gauche na vida.
P.S.: Apesar da classificação do post, nem tudo aí é desabafo.
P.S.S.: Eu sei a diferença entre esquerda e direita, viu ?
P.S.S.S.: 'Gauche' está no bom sentido aí. ^^
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Sobre o bom velhinho
Muita gente especula o porquê de inventarem esse tal de Papai Noel. "Ah... se a criança vai descobrir depois mesmo que ele não existe, então porque ficar fantasiando ?", "Até parece que um velhinho daquele vai conseguir, numa fração de segundo, passar nas casas de todas as crianças."
Isso realmente não interessa. É bom acreditar e pronto. Faz bem, ainda mais agora que descobri mais um motivo que prova isso.
Quando você acredita em Papai Noel, sabe, com você mesmo, que os presentes virão, mesmo que descubra um tempo depois que os que vieram não eram muito bem os que você queria, mas pelo menos, até aquele momento, não teve incertezas ou oscilações de humor. Só a ansiedade, por maior que seja, natural, pela espera do presente. É só esperar pelo momento. Funciona como um porto seguro.
Quando você descobre que a 'magia' toda vem dos seus pais, tudo muda. Na hora, pode só parecer triste, sem graça, compreensível, melhor do que antes, o que seja, mas o processo todo da espera pelo presente muda. Você entrava em contato com o Papai Noel uma vez por ano. Ele só 'trabalhava' no final do ano. Agora não. O 'Papai Noel' está ali o tempo todo. Por mais que, na fantasia anterior, você acreditasse que o poder de julgamento do Papai Noel era tão grande a ponto de precisar de uma só cartinha pra definir se você merecia o presente ou não, agora é muito mais real que o seu comportamento está sendo visto. Tá, você só vai se preocupar com essas coisas no natal mesmo, mas é uma preocupação a mais.
O pior disso tudo é como fica a mente da criança. Na véspera de natal ela pede alguma coisa para os pais que, pra ela, é de extrema importância. A partir daí percebe-se o quanto o Papai Noel era importante, porque o porto seguro não existe mais; aquele período que antes era só ansiedade, agora é cheio de especulações e dúvidas. O interessante dessa situação é como tudo o que não deve acontecer acontece, e na hora errada. Como quando você ouve os seus pais conversando baixinho em outro cômodo da casa sendo que, além deles, só há você ali; ou os vê fazendo gestos cheios de significado e olhando pra você de vez em quando. Todas essas coisinhas que acontecem faziam uma tempestade na sua cabeça. Em um determinado estágio, eram tantas coisinhas dessas, tantas especulações, que você poderia simplesmente recortar esses momentos e montar três mosaicos: um extremamente otimista, com a mais perfeita certeza de que iria ganhar o presente em que estava pensando; outro extremamente pessimista, considerando que o presente não seria o que pediu, se viesse; e outro completamente neutro, considerando como nada tudo aquilo que você achava que fosse. Natural. Não era com você. Detalhe: esses três mosaicos eram montados com exatamente os mesmos recortes, com a diferença apenas na interpretação de cada um. O que pode parecer bom, pode, ao mesmo tempo, parecer ruim... ou não ser nada.
A ansiedade aumentava, porque não era só a ansiedade de ver o presente, mas também a de qual presente ver. Essa ansiedade podia ser tamanha que te fazia buscar sinais, te dando pelo menos uma noção pra que mosaico olhar. Então você arrisca conversar com os seus pais sobre o presente de natal e, como querem fazer surpresa, ficam completamente neutros. Neutralidade era a última coisa que você queria. Ela não te faz definir nada; se tudo o que você viu ou ouviu dos seus pais nesse tempo todo era bom ou ruim, se você superinterpretou alguma coisa, se fez tempestade em copo d'água, se pensou certo em algum momento, se a própria neutralidade já quer dizer algo. Nada. Nenhuma certeza. Então você fica oscilando entre essas interpretações e a ansiedade só aumenta ainda mais, porque o presente vai ocupando cada vez mais lugar na sua cabeça, o natal está chegando e você fatalmente saberá o resultado disso tudo. É só esperar pelo momento, mais uma coisa que se torna difícil nessa situação, mas que você sempre consegue. Tá, sempre não, porque, afinal de contas, essa é a primeira vez que passa por algo assim, então não sabe como vai ser. Mas sabe que, por mais cego que você se sinta, sem saber o que esperar, vale a pena tentar esperar. Aliás, o presente é tudo o que você mais quer.
Isso realmente não interessa. É bom acreditar e pronto. Faz bem, ainda mais agora que descobri mais um motivo que prova isso.
Quando você acredita em Papai Noel, sabe, com você mesmo, que os presentes virão, mesmo que descubra um tempo depois que os que vieram não eram muito bem os que você queria, mas pelo menos, até aquele momento, não teve incertezas ou oscilações de humor. Só a ansiedade, por maior que seja, natural, pela espera do presente. É só esperar pelo momento. Funciona como um porto seguro.
Quando você descobre que a 'magia' toda vem dos seus pais, tudo muda. Na hora, pode só parecer triste, sem graça, compreensível, melhor do que antes, o que seja, mas o processo todo da espera pelo presente muda. Você entrava em contato com o Papai Noel uma vez por ano. Ele só 'trabalhava' no final do ano. Agora não. O 'Papai Noel' está ali o tempo todo. Por mais que, na fantasia anterior, você acreditasse que o poder de julgamento do Papai Noel era tão grande a ponto de precisar de uma só cartinha pra definir se você merecia o presente ou não, agora é muito mais real que o seu comportamento está sendo visto. Tá, você só vai se preocupar com essas coisas no natal mesmo, mas é uma preocupação a mais.
O pior disso tudo é como fica a mente da criança. Na véspera de natal ela pede alguma coisa para os pais que, pra ela, é de extrema importância. A partir daí percebe-se o quanto o Papai Noel era importante, porque o porto seguro não existe mais; aquele período que antes era só ansiedade, agora é cheio de especulações e dúvidas. O interessante dessa situação é como tudo o que não deve acontecer acontece, e na hora errada. Como quando você ouve os seus pais conversando baixinho em outro cômodo da casa sendo que, além deles, só há você ali; ou os vê fazendo gestos cheios de significado e olhando pra você de vez em quando. Todas essas coisinhas que acontecem faziam uma tempestade na sua cabeça. Em um determinado estágio, eram tantas coisinhas dessas, tantas especulações, que você poderia simplesmente recortar esses momentos e montar três mosaicos: um extremamente otimista, com a mais perfeita certeza de que iria ganhar o presente em que estava pensando; outro extremamente pessimista, considerando que o presente não seria o que pediu, se viesse; e outro completamente neutro, considerando como nada tudo aquilo que você achava que fosse. Natural. Não era com você. Detalhe: esses três mosaicos eram montados com exatamente os mesmos recortes, com a diferença apenas na interpretação de cada um. O que pode parecer bom, pode, ao mesmo tempo, parecer ruim... ou não ser nada.
A ansiedade aumentava, porque não era só a ansiedade de ver o presente, mas também a de qual presente ver. Essa ansiedade podia ser tamanha que te fazia buscar sinais, te dando pelo menos uma noção pra que mosaico olhar. Então você arrisca conversar com os seus pais sobre o presente de natal e, como querem fazer surpresa, ficam completamente neutros. Neutralidade era a última coisa que você queria. Ela não te faz definir nada; se tudo o que você viu ou ouviu dos seus pais nesse tempo todo era bom ou ruim, se você superinterpretou alguma coisa, se fez tempestade em copo d'água, se pensou certo em algum momento, se a própria neutralidade já quer dizer algo. Nada. Nenhuma certeza. Então você fica oscilando entre essas interpretações e a ansiedade só aumenta ainda mais, porque o presente vai ocupando cada vez mais lugar na sua cabeça, o natal está chegando e você fatalmente saberá o resultado disso tudo. É só esperar pelo momento, mais uma coisa que se torna difícil nessa situação, mas que você sempre consegue. Tá, sempre não, porque, afinal de contas, essa é a primeira vez que passa por algo assim, então não sabe como vai ser. Mas sabe que, por mais cego que você se sinta, sem saber o que esperar, vale a pena tentar esperar. Aliás, o presente é tudo o que você mais quer.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Sobre coisas dessa vida
Pronto pra ir pra aula de manhã. Meio na correria porque o ônibus passava dali a cinco minutos, mas daria tempo. Abrindo a porta pra sair, percebi que a bermuda não combinava com o vento frio. Entrei em casa de novo pra colocar uma calça e finalmente saí.
Saindo do condomínio, voltado pra avenida onde fica o ponto de ônibus (quase em linha reta de onde eu estava), vi a traseira do ônibus parado. Se eu fosse uma personagem de um filme e você me visse nessa hora, faria algo que, apesar de não ser normal, é comum: gritaria comigo... ou melhor... com a TV.
"COOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRE,COOOOOOOOOOOOOOOOOORRE, VAAAAAAAAAAAAAAI !!!!!!!!!!"
Mas, de fato, mesmo que eu pedisse um milagre, como alguém sair com uma Ferrari da portaria do condomínio logo atrás de mim já sabendo da minha desgraça e só falasse "Pula no capô mesmo que eu breco e te arremesso lá !!!" e esse milagre acontecesse, não daria tempo. Resumindo, perdi o ônibus e, por sorte, peguei carona com um veterano. Cheguei menos atrasado, mas ainda assim, atrasado.
"Moço, só tem a poltrona 30 e a 34."
Como a 34 é BEM DO LADO do banheiro, e eu já me sentei nesse lugar outras vezes, escolhi a 30, lógico.
"Ahhhh... acabaaaaaaram de pegar a 30 no outro guichê."
¬¬'
Adivinha ??? A PORTA DO BANHEIRO ESTAVA DESTRAVANDO SOZINHAAAAA !!! Não só isso, como ela batia no apoio do meu banco quando ficava completamente escancarada. Eu só esticava o braço pra fechar e, com certeza, quando isso acontecia, fazia com que as pessoas pensassem que havia alguém no banheiro. Finalmente, quando entrava alguém no banheiro, o que aconteceu com uma
frequencia anormalmente alta, eu perdia o foco do que estava fazendo, só pra ficar de olho caso a porta abrisse. Sim, porque eu seria a única testemunha de um constrangimento colossal, ficando talvez mais constangido que a pessoa no banheiro.
Às vezes penso que se não fosse eu ali na 34, não haveria nada de errado com a porta. ¬¬'
Ah... o cara que sentou do meu lado nessa viagem estudou comigo no jardim de infância. Ele se lembrou de mim. Não sei porque, mas eu nunca achei que ele fosse me reconhecer, apesar de ele não ter mudado quase nada. Será que eu não mudei quase nada também ?
Outra viagem. Eu estava lendo o terceiro livro de uma história que certa vez tentaram me contar, mesmo sem o meu consentimento.
Quase aconteceu de novo. Na outra vez, quase me contaram coisas do primeiro livro e, dessa vez, me senti mais desesperado ainda, porque o terceiro livro estava muito melhor. Eu não iria querer saber definitivamente nada.
"Noooooooooossa esse livro é muito bom !!!" - uma menina disse enquanto voltava ao ônibus na parada.
No fim, foi uma conversa agradável, porque ela também odiava que contassem as coisas que ainda não havia lido e teve o bom senso de não me dizer nada.
Eu NUNCA MAIS levo NADA naquele compartimento acima das poltronas. Aprendi a lição.
Comprei uma polibarra, daquelas de fazer exercício, sabe ? Coloquei ali acima da poltrona. Só quando o táxi parou em frente de casa, percebi a pequena cagada que tinha feito. Porque diabos eu coloquei a barra ali em cima !?!? Eu NUNCA uso aquele compartimento !!! Eu podia muito bem colocar na parte da frente do banco, onde sempre ponho a minha mala, aliás.
Tive que buscar a barra na garagem dos ônibus que, apesar de ser perto de casa a ponto de eu ir a pé, me fez lembrar daquelas simulações de programas policiais, onde o cenário do assassinato é na beira de uma rodovia, à noite, perto de um matagal, onde as coisas são mal sinalizadas e, principalmente, quando a vítima percebe que o número 1300, que lhe informaram pelo telefone, aparentemente não existe (entre o 1226 e o 1380 deveria haver um 1300, não ?). Ela então liga pro carinha da garagem dos ônibus pra falar onde está, ou onde acha que está.
A vítima só seguiu pro lado contrário. Simples !!!! E se sentiu um animal acéfalo quando viu a quantidade de holofotes, típicos de uma garagem, além de, vejam só, vários ônibus parados lado a lado (típicos de uma garagem também) pro lado que deveria seguir. ¬¬'
MAS O PORTEIRO DO CONDOMÍNIO DISSE QUE ERA DO LADO DIREITO !!!! EU OUVI !!!
E que ninguém me convence de que 1300 vem antes de 1226, não mesmo !!!
Saindo do condomínio, voltado pra avenida onde fica o ponto de ônibus (quase em linha reta de onde eu estava), vi a traseira do ônibus parado. Se eu fosse uma personagem de um filme e você me visse nessa hora, faria algo que, apesar de não ser normal, é comum: gritaria comigo... ou melhor... com a TV.
"COOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRE,COOOOOOOOOOOOOOOOOORRE, VAAAAAAAAAAAAAAI !!!!!!!!!!"
Mas, de fato, mesmo que eu pedisse um milagre, como alguém sair com uma Ferrari da portaria do condomínio logo atrás de mim já sabendo da minha desgraça e só falasse "Pula no capô mesmo que eu breco e te arremesso lá !!!" e esse milagre acontecesse, não daria tempo. Resumindo, perdi o ônibus e, por sorte, peguei carona com um veterano. Cheguei menos atrasado, mas ainda assim, atrasado.
"Moço, só tem a poltrona 30 e a 34."
Como a 34 é BEM DO LADO do banheiro, e eu já me sentei nesse lugar outras vezes, escolhi a 30, lógico.
"Ahhhh... acabaaaaaaram de pegar a 30 no outro guichê."
¬¬'
Adivinha ??? A PORTA DO BANHEIRO ESTAVA DESTRAVANDO SOZINHAAAAA !!! Não só isso, como ela batia no apoio do meu banco quando ficava completamente escancarada. Eu só esticava o braço pra fechar e, com certeza, quando isso acontecia, fazia com que as pessoas pensassem que havia alguém no banheiro. Finalmente, quando entrava alguém no banheiro, o que aconteceu com uma
frequencia anormalmente alta, eu perdia o foco do que estava fazendo, só pra ficar de olho caso a porta abrisse. Sim, porque eu seria a única testemunha de um constrangimento colossal, ficando talvez mais constangido que a pessoa no banheiro.
Às vezes penso que se não fosse eu ali na 34, não haveria nada de errado com a porta. ¬¬'
Ah... o cara que sentou do meu lado nessa viagem estudou comigo no jardim de infância. Ele se lembrou de mim. Não sei porque, mas eu nunca achei que ele fosse me reconhecer, apesar de ele não ter mudado quase nada. Será que eu não mudei quase nada também ?
Outra viagem. Eu estava lendo o terceiro livro de uma história que certa vez tentaram me contar, mesmo sem o meu consentimento.
Quase aconteceu de novo. Na outra vez, quase me contaram coisas do primeiro livro e, dessa vez, me senti mais desesperado ainda, porque o terceiro livro estava muito melhor. Eu não iria querer saber definitivamente nada.
"Noooooooooossa esse livro é muito bom !!!" - uma menina disse enquanto voltava ao ônibus na parada.
No fim, foi uma conversa agradável, porque ela também odiava que contassem as coisas que ainda não havia lido e teve o bom senso de não me dizer nada.
Eu NUNCA MAIS levo NADA naquele compartimento acima das poltronas. Aprendi a lição.
Comprei uma polibarra, daquelas de fazer exercício, sabe ? Coloquei ali acima da poltrona. Só quando o táxi parou em frente de casa, percebi a pequena cagada que tinha feito. Porque diabos eu coloquei a barra ali em cima !?!? Eu NUNCA uso aquele compartimento !!! Eu podia muito bem colocar na parte da frente do banco, onde sempre ponho a minha mala, aliás.
Tive que buscar a barra na garagem dos ônibus que, apesar de ser perto de casa a ponto de eu ir a pé, me fez lembrar daquelas simulações de programas policiais, onde o cenário do assassinato é na beira de uma rodovia, à noite, perto de um matagal, onde as coisas são mal sinalizadas e, principalmente, quando a vítima percebe que o número 1300, que lhe informaram pelo telefone, aparentemente não existe (entre o 1226 e o 1380 deveria haver um 1300, não ?). Ela então liga pro carinha da garagem dos ônibus pra falar onde está, ou onde acha que está.
A vítima só seguiu pro lado contrário. Simples !!!! E se sentiu um animal acéfalo quando viu a quantidade de holofotes, típicos de uma garagem, além de, vejam só, vários ônibus parados lado a lado (típicos de uma garagem também) pro lado que deveria seguir. ¬¬'
MAS O PORTEIRO DO CONDOMÍNIO DISSE QUE ERA DO LADO DIREITO !!!! EU OUVI !!!
E que ninguém me convence de que 1300 vem antes de 1226, não mesmo !!!
sábado, 24 de outubro de 2009
A origem das filas do S.U.S.
Como todo mundo, assim espero, tenho uma mania. Não que eu tenha só uma. Tenho muitas, mas vou citar só uma delas. Em qual momento ler frascos de produtos de higiene pessoal e de beleza é a coisa mais interessante que se tem pra fazer ??
...
Na farmácia, é claro !!!! (Onde mais poderia ser ?? hehehe...)
Peguei um frasco. Era uma amostra de shampoo anticaspa. Até aí, tudo bem, mas uma das coisas que me chamou a atenção foi estar escrito na parte da frente a frase "Uso Externo" (!?!?!?!?!?) Ahhhh..... me poupe... o negócio é um shampoo, um SHAMPOO !!! Quer dizer que se não tivesse escrito isso, a pessoa ia pensar: "Ah... meus pelos do nariz estão com tanta caspa que as narinas mais parecem bolinhas de algodão, como um difunto no caixão... acho que isso serve !" ¬¬'
Como se não bastasse, fui para o verso da embalagem. Sim, porque se na frente, com tão pouca coisa escrita, já encontrei uma bizarrisse dessas, sabia que algo tão tapado quanto ou pior me esperava. Comecei a ler aqueles nomes interessantes da composição do produto. Não sei com que objetivo, na verdade. Com esses nomes sempre dá pra fazer uma piadinha ou outra, fazendo jogo de sílabas ou o que a sua habilidade atingir. O único problema é que são piadinhas que, além de você mesmo, ninguém mais entenderia. No fim é rir sozinho mesmo... vale a pena.
Eu PRECISO escrever alguns dos compostos exatamente como estão na embalagem pra mostrar agravidade da situação: Ciclopirox olamina, ácido salicílico, ácido cítrico monoidratado, álcool oleílico, dexpantenol dietanolamida de ácidos graxos de côco (!?), metil glucose dioleato, propilenoglicol, imidazolil betaína de côco, (...).
E nas precauções vem escrito "Não deve ser utilizado por pessoas hipersensíveis a qualquer componente da fórmula."
MAS QUE PRECAUÇÃO EXTREMAMENTE EFICAZ !!! Sim, porque vejam: as pessoas, antes de usar o produto, naturalmente leem sua embalagem até as mínimas letras. (!?!?) Então, como são extremamente preocupadas com a própria saúde, se desesperam ao perceberem que não sabem se são hipersensíveis a nenhum dos compostos do produto e acabam ligando para um médico na família, partindo para uma procura enlouquecida àquela gaveta guarda-tudo em busca do exame do pezinho ou finalmente apelando para esperar numa fila do SUS afim de uma consulta médica.
...
Na farmácia, é claro !!!! (Onde mais poderia ser ?? hehehe...)
Peguei um frasco. Era uma amostra de shampoo anticaspa. Até aí, tudo bem, mas uma das coisas que me chamou a atenção foi estar escrito na parte da frente a frase "Uso Externo" (!?!?!?!?!?) Ahhhh..... me poupe... o negócio é um shampoo, um SHAMPOO !!! Quer dizer que se não tivesse escrito isso, a pessoa ia pensar: "Ah... meus pelos do nariz estão com tanta caspa que as narinas mais parecem bolinhas de algodão, como um difunto no caixão... acho que isso serve !" ¬¬'
Como se não bastasse, fui para o verso da embalagem. Sim, porque se na frente, com tão pouca coisa escrita, já encontrei uma bizarrisse dessas, sabia que algo tão tapado quanto ou pior me esperava. Comecei a ler aqueles nomes interessantes da composição do produto. Não sei com que objetivo, na verdade. Com esses nomes sempre dá pra fazer uma piadinha ou outra, fazendo jogo de sílabas ou o que a sua habilidade atingir. O único problema é que são piadinhas que, além de você mesmo, ninguém mais entenderia. No fim é rir sozinho mesmo... vale a pena.
Eu PRECISO escrever alguns dos compostos exatamente como estão na embalagem pra mostrar agravidade da situação: Ciclopirox olamina, ácido salicílico, ácido cítrico monoidratado, álcool oleílico, dexpantenol dietanolamida de ácidos graxos de côco (!?), metil glucose dioleato, propilenoglicol, imidazolil betaína de côco, (...).
E nas precauções vem escrito "Não deve ser utilizado por pessoas hipersensíveis a qualquer componente da fórmula."
MAS QUE PRECAUÇÃO EXTREMAMENTE EFICAZ !!! Sim, porque vejam: as pessoas, antes de usar o produto, naturalmente leem sua embalagem até as mínimas letras. (!?!?) Então, como são extremamente preocupadas com a própria saúde, se desesperam ao perceberem que não sabem se são hipersensíveis a nenhum dos compostos do produto e acabam ligando para um médico na família, partindo para uma procura enlouquecida àquela gaveta guarda-tudo em busca do exame do pezinho ou finalmente apelando para esperar numa fila do SUS afim de uma consulta médica.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Comunhão
When I heard the learned astronomer
Quando ouvi o douto astrônomo
Quando me apresentaram em colunas as provas e os algarismos
Quando me assinalaram os mapas e os diagramas para medir, para dividir e somar
Quando desde a minha cadeira ouvi o astrônomo que dissertava muito aplaudido na cátedra
Quão subitamente me senti aturdido e enfastiado
Até que esgueirando-me para fora me afastei sozinho
No úmido ar místico da noite e de tempo em tempo
Olhei em perfeito silêncio as estrelas.
(Walt Whitman)
Quando ouvi o douto astrônomo
Quando me apresentaram em colunas as provas e os algarismos
Quando me assinalaram os mapas e os diagramas para medir, para dividir e somar
Quando desde a minha cadeira ouvi o astrônomo que dissertava muito aplaudido na cátedra
Quão subitamente me senti aturdido e enfastiado
Até que esgueirando-me para fora me afastei sozinho
No úmido ar místico da noite e de tempo em tempo
Olhei em perfeito silêncio as estrelas.
(Walt Whitman)
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Não necessariamente
Não é porque eu odeie gente que só pensa em dinheiro que, se você chegar pra mim e disser "Dinheiro não traz felicidade? Então me dá o seu e vai ser feliz!", eu não vá rir.
Não é porque minha cor favorita é azul que se uma menina se caracterizar de Smurphy ou como um membro do Blue Man Group eu vá me apaixonar por ela.
Não é porque eu não goste de caju ou manga que não vá gostar de suco de caju ou de manga.
Não é porque eu goste de MPB que eu não vá gostar de Choro, Samba, Rock (qualquer que seja), Blue, Jazz ou música erudita.
Não é porque eu odeie trovões que eu vá desligar o meu computador agora. Sim, tá dando trovão sem chover e esse é um daqueles mitos que sei lá quem inventou, mas que me fez parar de usar o computador muitas vezes porque meus pais acreditam nele. ¬¬'
Não é porque eu ache algo pesado brincar com o corpo de um indigente que agora serve à ciência que eu vá deixar de chegar pra alguém no meio da aula de anatomia e dizer "Quer uma mãozinha ?", fazendo a piada no sentido mais literal possível.
Não é porque programas de fofoca sejam uma das coisas que mais me irritam nesse mundo que eu vá mudar de canal, caso esteja passando um, e eu seja visita na casa. Tá, mentira. Eu VOU mudar de canal.
Não é porque eu disse isso logo acima que você vai me testar, me tendo como visita na sua casa, quando todos os seus familiares, principalmente aqueles que adoram programas de fofoca, estiverem presentes.
Não é porque eu goste de uma música que eu vá gostar do compositor(a) dela e vice-versa.
Não é porque eu ache super nojento encontrar uma verdadeira cabeleira em torno do cabo da maçã, um bigato saindo do meio da laranja, morder algo duro na meio do arroz ou do feijão, ver uma mosca se afogando no molho da 'carne' do meu amigo logo ao lado que eu vá deixar de almoçar/jantar nesse lugar.
Não é porque eu goste de filmes que tenham uma trama excepcional, sem fazer uso de efeitos especiais, como 'Dogville', que eu não vá gostar de filmes cheios de clichês e entupidos de efeitos especiais, como 'G.I. Joe - A Origem de Cobra'.
Não é porque eu odeie que me contem precocemente fatos importantes de uma história que eu estou acompanhando que eu vá me importar de você me contar uma história.
Não é porque eu estou com dezoito anos que eu vá deixar de fazer e apreciar coisas de quando tinha oito.
Não necessariamente.
Não é porque minha cor favorita é azul que se uma menina se caracterizar de Smurphy ou como um membro do Blue Man Group eu vá me apaixonar por ela.
Não é porque eu não goste de caju ou manga que não vá gostar de suco de caju ou de manga.
Não é porque eu goste de MPB que eu não vá gostar de Choro, Samba, Rock (qualquer que seja), Blue, Jazz ou música erudita.
Não é porque eu odeie trovões que eu vá desligar o meu computador agora. Sim, tá dando trovão sem chover e esse é um daqueles mitos que sei lá quem inventou, mas que me fez parar de usar o computador muitas vezes porque meus pais acreditam nele. ¬¬'
Não é porque eu ache algo pesado brincar com o corpo de um indigente que agora serve à ciência que eu vá deixar de chegar pra alguém no meio da aula de anatomia e dizer "Quer uma mãozinha ?", fazendo a piada no sentido mais literal possível.
Não é porque programas de fofoca sejam uma das coisas que mais me irritam nesse mundo que eu vá mudar de canal, caso esteja passando um, e eu seja visita na casa. Tá, mentira. Eu VOU mudar de canal.
Não é porque eu disse isso logo acima que você vai me testar, me tendo como visita na sua casa, quando todos os seus familiares, principalmente aqueles que adoram programas de fofoca, estiverem presentes.
Não é porque eu goste de uma música que eu vá gostar do compositor(a) dela e vice-versa.
Não é porque eu ache super nojento encontrar uma verdadeira cabeleira em torno do cabo da maçã, um bigato saindo do meio da laranja, morder algo duro na meio do arroz ou do feijão, ver uma mosca se afogando no molho da 'carne' do meu amigo logo ao lado que eu vá deixar de almoçar/jantar nesse lugar.
Não é porque eu goste de filmes que tenham uma trama excepcional, sem fazer uso de efeitos especiais, como 'Dogville', que eu não vá gostar de filmes cheios de clichês e entupidos de efeitos especiais, como 'G.I. Joe - A Origem de Cobra'.
Não é porque eu odeie que me contem precocemente fatos importantes de uma história que eu estou acompanhando que eu vá me importar de você me contar uma história.
Não é porque eu estou com dezoito anos que eu vá deixar de fazer e apreciar coisas de quando tinha oito.
Não necessariamente.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Uma pequena cagada
AEEEEEEEEEEEEEEEEE festa de aniversário do Miyano !!!
Tudo combinado já. Como a festa era surpresa, eu teria que aparecer na casa da Diana entre 14 e 15 horas, assim como todo o pessoal, levando comigo carolinas e pão de forma, a pedidos. O Miyano apareceria depois, claro, pra ser pego de surpresa por todos.
Chegou a hora. Peguei o presente do aniversariante, as coisas de comer que me pediram pra levar e saí de casa. Meu pai ia me levar.
Em algum momento no caminho, com certeza, houve algum pequeeeeeeno desentendimento entre meu pai e eu; acho que ele não deve ter entendido a diferença entre ter festa de aniversário do Miyano e o evento ser necessariamente na casa dele. Tá, eu que falei merda mesmo.
"Pai, aniversário do Miyano hoje." - deve ter sido algo assim.
E lá vou eu !!! Sorridente e saltitante porque era uma das raras vezes em que eu iria chegar dentro do horário estipulado.
Chegamos. Peguei as coisas, saí do carro e fui tocar a campainha. Poucos segundos depois vinha uma pessoa me atender (este era o sinal pra que meu pai fosse embora, naturalmente). Era a tia do Myiano.
"Você quer falar com o Miyano ?"
Ué... que pergunta mais estranha...
"Sim. O pessoal já chegou ?"
"Mas não vem ninguém aqui hoje." - ela disse com tanta firmeza, seriedade e mostrando estranheza pelas minhas perguntas que pensei que a 'pegadinha' não era pro aniversariante e sim, pra mim.
"O Miyano vai sair daqui a pouco. Vai na Diana."
É NES-SA HO-RA que o Hommer faz "DÃÃÃÃÃÃÃÃÃH" e a cena é interrompida; que algum bonequinho do Cyanide and Happinnes vai atravessar a rua todo feliz e é atropelado; que alguém, de longe, acena pra você com entusiasmo e você, com o mesmo entusiasmo, responde acenando também, até ver que o aceno era pra alguém atrás de você (e aquela olhadinha ligeira pra todos os lados enquanto abaixa a mão); que a musiquinha de aniversário é interrompida por uma agulha riscando o disco.
Por mais que a realidade estivesse me estapeando violentamente na cara, ainda tive a esperança de que surgisse o Serginho Malandro dizendo "RÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ PEEEEGADINHADOMALAAAANDRO !!!"; o Chuck Norris vestindo uma roupa completamente rosa de maratona, com aquele shortinho curto e apertado, munhequeira de veludo e a clássica faixinha na cabeça, dizendo "ADOOOOOOOROOOOOO !!"; ou que brotasse do chão uma enorme placa com letras garrafais e uma seta apontando pro chão "AQUI É O ACRE." e eu finalmente caísse de cama. AQUILO NÃO PODIA SER VERDADE. EU NÃO, NÃO E NÃO TINHA FEITO UMA CA-GA-DA DAQUELAS.
Nesse meio-tempo de devaneios, o Miyano já tinha chegado ao portão e a tia dele já estava me convidando pra entrar. Percebi que meu pai já tinha ido embora e estava incomunicável até chegar em casa porque ele não usa celular. (AAAAARGGGHHHH!!!)
O Miyano, estranhando também, perguntou "O que você está fazendo aqui?"
De tão chocado, absorto e avoado que eu estava, só estendi a mão com o presente e nem dei parabéns !! E ainda por cima quase que entrego as coisas de comer pra tia dele.
Fiquei 'assistindo' televisão enquanto ainda não estavam prontos pra sair. Não haveria como falar com o meu pai, até porque eu já tinha sido convidado a ir junto com o aniversariante pra festa surpresa dele. (!?!?!??!)
Enquanto eu via um filme de vampiros, voltava a pensar no tamanho da confusão que eu tinha feito, a tal ponto de estar passando PolishopTV quando olhava de volta pra TV.
O que me salvou foi o aniversariante achar que iríamos simplesmente ver um filme na casa da Diana.
Eu não tenho uma doença muito grave, só me enganei mesmo... hehehehehe
Tudo combinado já. Como a festa era surpresa, eu teria que aparecer na casa da Diana entre 14 e 15 horas, assim como todo o pessoal, levando comigo carolinas e pão de forma, a pedidos. O Miyano apareceria depois, claro, pra ser pego de surpresa por todos.
Chegou a hora. Peguei o presente do aniversariante, as coisas de comer que me pediram pra levar e saí de casa. Meu pai ia me levar.
Em algum momento no caminho, com certeza, houve algum pequeeeeeeno desentendimento entre meu pai e eu; acho que ele não deve ter entendido a diferença entre ter festa de aniversário do Miyano e o evento ser necessariamente na casa dele. Tá, eu que falei merda mesmo.
"Pai, aniversário do Miyano hoje." - deve ter sido algo assim.
E lá vou eu !!! Sorridente e saltitante porque era uma das raras vezes em que eu iria chegar dentro do horário estipulado.
Chegamos. Peguei as coisas, saí do carro e fui tocar a campainha. Poucos segundos depois vinha uma pessoa me atender (este era o sinal pra que meu pai fosse embora, naturalmente). Era a tia do Myiano.
"Você quer falar com o Miyano ?"
Ué... que pergunta mais estranha...
"Sim. O pessoal já chegou ?"
"Mas não vem ninguém aqui hoje." - ela disse com tanta firmeza, seriedade e mostrando estranheza pelas minhas perguntas que pensei que a 'pegadinha' não era pro aniversariante e sim, pra mim.
"O Miyano vai sair daqui a pouco. Vai na Diana."
É NES-SA HO-RA que o Hommer faz "DÃÃÃÃÃÃÃÃÃH" e a cena é interrompida; que algum bonequinho do Cyanide and Happinnes vai atravessar a rua todo feliz e é atropelado; que alguém, de longe, acena pra você com entusiasmo e você, com o mesmo entusiasmo, responde acenando também, até ver que o aceno era pra alguém atrás de você (e aquela olhadinha ligeira pra todos os lados enquanto abaixa a mão); que a musiquinha de aniversário é interrompida por uma agulha riscando o disco.
Por mais que a realidade estivesse me estapeando violentamente na cara, ainda tive a esperança de que surgisse o Serginho Malandro dizendo "RÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ PEEEEGADINHADOMALAAAANDRO !!!"; o Chuck Norris vestindo uma roupa completamente rosa de maratona, com aquele shortinho curto e apertado, munhequeira de veludo e a clássica faixinha na cabeça, dizendo "ADOOOOOOOROOOOOO !!"; ou que brotasse do chão uma enorme placa com letras garrafais e uma seta apontando pro chão "AQUI É O ACRE." e eu finalmente caísse de cama. AQUILO NÃO PODIA SER VERDADE. EU NÃO, NÃO E NÃO TINHA FEITO UMA CA-GA-DA DAQUELAS.
Nesse meio-tempo de devaneios, o Miyano já tinha chegado ao portão e a tia dele já estava me convidando pra entrar. Percebi que meu pai já tinha ido embora e estava incomunicável até chegar em casa porque ele não usa celular. (AAAAARGGGHHHH!!!)
O Miyano, estranhando também, perguntou "O que você está fazendo aqui?"
De tão chocado, absorto e avoado que eu estava, só estendi a mão com o presente e nem dei parabéns !! E ainda por cima quase que entrego as coisas de comer pra tia dele.
Fiquei 'assistindo' televisão enquanto ainda não estavam prontos pra sair. Não haveria como falar com o meu pai, até porque eu já tinha sido convidado a ir junto com o aniversariante pra festa surpresa dele. (!?!?!??!)
Enquanto eu via um filme de vampiros, voltava a pensar no tamanho da confusão que eu tinha feito, a tal ponto de estar passando PolishopTV quando olhava de volta pra TV.
O que me salvou foi o aniversariante achar que iríamos simplesmente ver um filme na casa da Diana.
Eu não tenho uma doença muito grave, só me enganei mesmo... hehehehehe
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Nostalgia
Era de manhã. Ouvi ao longe um som que interrompeu meu sonho. O despertador do celular cumpriu parcialmente sua função. Sim, parcialmente, porque coloquei no 'modo soneca' pra que pudesse dormir mais dez minutos e... tá, mais dez depois. Aquele esforço sobre-humano de sempre pra levantar e me arrumar.
Estava finalmente na faculdade sentado numa lanchonete junto de uns amigos; falando besteiras, contando piadas, imitando professores, propondo reuniõezinhas com filme e pizza na casa de alguém, enfim, coisas pra distrair. Haveria uma prova dali a poucos minutos; uma prova que estava me deixando preocupadíssimo, porque, devido a algumas circunstâncias, eu não havia estudado devidamente.
Naquele momento, a péssima perspectiva da prova tomava conta da minha mente. Eu estava mais é querendo chegar em casa pra ver os primeiros episódios da nova temporada de uma das minhas séries favoritas, me realizar apenas com meu violão.
Meus pensamentos foram desviados assim que vi o que se passava numa televisão diante de mim. Era 'A Caverna do Dragão'. Aquilo me levou a um estado de nostalgia de vários 'quandos'.
De quando minha mãe (às vezes meu pai) me cutucava de leve, dizendo "Hora de se arrumar e ir pra escola" ou algo assim; não sei dizer ao certo o que era porque ela(e) interrompia meu sonho, eu ouvia o recado só ao longe. Na maioria das vezes, tirava mais uma soneca e teriam que me chamar de novo. Era difícil levantar e me arrumar.
De quando, durante o recreio, junto dos meus amigos, apostava corrida, brincava de esconde-esconde, quatro cantos, verdade-ou-desafio, contava piadas bobas (e como eram bobas !), tentava, sem sucesso, imitar algumas tias, imaginava com uma esperança infinita que, quando minha mãe e as mães de meus amigos se encontrassem na saída da escola, concordassem que pudéssemos assitir desenho e comer bolo na casa de alguém, enfim, coisas de criança.
De quando eu ficava preocupado e até com medo de alguma prova, achando que iria mal e meus pais iriam brigar comigo. Hoje eu rio daquelas provas. Imagina... me preocupando tanto com aquilo... hahahahahahha
De quando eu só queria chegar em casa a tempo de assitir meu desenho preferido desde o começo do episódio e depois me realizar jogando video-game.
De quando eu era feliz e não sabia.
Opa... alguma coisa mudou ? É... acho que estou gostando desse negócio de 'era feliz e não sabia' porque, pelo menos agora, eu sei. Mas acho que antes eu sabia. Não teria tanta graça se, de alguma forma, eu não soubesse. É o tipo de coisa difícil de explicar e fácil de entender.
Eu ainda vou rir de muitas coisas. =D
Estava finalmente na faculdade sentado numa lanchonete junto de uns amigos; falando besteiras, contando piadas, imitando professores, propondo reuniõezinhas com filme e pizza na casa de alguém, enfim, coisas pra distrair. Haveria uma prova dali a poucos minutos; uma prova que estava me deixando preocupadíssimo, porque, devido a algumas circunstâncias, eu não havia estudado devidamente.
Naquele momento, a péssima perspectiva da prova tomava conta da minha mente. Eu estava mais é querendo chegar em casa pra ver os primeiros episódios da nova temporada de uma das minhas séries favoritas, me realizar apenas com meu violão.
Meus pensamentos foram desviados assim que vi o que se passava numa televisão diante de mim. Era 'A Caverna do Dragão'. Aquilo me levou a um estado de nostalgia de vários 'quandos'.
De quando minha mãe (às vezes meu pai) me cutucava de leve, dizendo "Hora de se arrumar e ir pra escola" ou algo assim; não sei dizer ao certo o que era porque ela(e) interrompia meu sonho, eu ouvia o recado só ao longe. Na maioria das vezes, tirava mais uma soneca e teriam que me chamar de novo. Era difícil levantar e me arrumar.
De quando, durante o recreio, junto dos meus amigos, apostava corrida, brincava de esconde-esconde, quatro cantos, verdade-ou-desafio, contava piadas bobas (e como eram bobas !), tentava, sem sucesso, imitar algumas tias, imaginava com uma esperança infinita que, quando minha mãe e as mães de meus amigos se encontrassem na saída da escola, concordassem que pudéssemos assitir desenho e comer bolo na casa de alguém, enfim, coisas de criança.
De quando eu ficava preocupado e até com medo de alguma prova, achando que iria mal e meus pais iriam brigar comigo. Hoje eu rio daquelas provas. Imagina... me preocupando tanto com aquilo... hahahahahahha
De quando eu só queria chegar em casa a tempo de assitir meu desenho preferido desde o começo do episódio e depois me realizar jogando video-game.
De quando eu era feliz e não sabia.
Opa... alguma coisa mudou ? É... acho que estou gostando desse negócio de 'era feliz e não sabia' porque, pelo menos agora, eu sei. Mas acho que antes eu sabia. Não teria tanta graça se, de alguma forma, eu não soubesse. É o tipo de coisa difícil de explicar e fácil de entender.
Eu ainda vou rir de muitas coisas. =D
sábado, 3 de outubro de 2009
O "segundo Édson Luis"
Brasil, São Paulo, 3 de outubro de 1968. Ditadura Militar.
O ar preenchido de pedras destinadas, carros incendiados, molotovs, potes de ácido sulfúrico para derreter carne, armas de fogo, emanação de caos, preconceito, cegueira e estupidez. Assim estava a rua Maria Antônia, cenário da Batalha da Maria Antônia, conflito entre estudantes e que também culminou, no mesmo dia, no primeiro conflito entre os estudantes e a polícia.
No final da tarde morre José Guimarães, um estudante secundarista de 20 anos de idade.
O ar preenchido de pedras destinadas, carros incendiados, molotovs, potes de ácido sulfúrico para derreter carne, armas de fogo, emanação de caos, preconceito, cegueira e estupidez. Assim estava a rua Maria Antônia, cenário da Batalha da Maria Antônia, conflito entre estudantes e que também culminou, no mesmo dia, no primeiro conflito entre os estudantes e a polícia.
No final da tarde morre José Guimarães, um estudante secundarista de 20 anos de idade.
Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri certeza absoluta.
(Albert Einstein)
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Uma imagem vale mais que mil palavras
Imagine que você vá tirar uma foto com seus amigos. Nessas horas se lembra que os seus óculos não são anti-reflexo, então decide colocá-lo no bolso pra que não pensem que o flash veio de você quando estiverem vendo a foto.
No caso, a câmera está meio perto, a maioria das pessoas ficou na frente, abaixada. Tá bom, vamos colaborar. Já que você está atrás do pessoal, abaixar não seria uma boa solução, então, sem se abaixar, pra que os rostinhos felizes fiquem todos no quadro da imagem, decide apenas se inclinar um pouco. Agora vem o momento em que todos param de falar e se mexer [modo foto - on], surgem sorrisos lindos/bonitinhos, expressões inexpressivas, de surpresa, susto, incompreensão, felicidade, quando determinadas pessoas fazem, até que involuntariamente, as mesmas caras e posições, com pouca ou nenhuma variação entre outras fotos, escolhem o lado mais favorável do rosto, escondem algo que não desejam expor, fazem alguma careta, chifrinhos, posições do tipo 'onde está o banheiro - modo Deuses do Olimpo ou Campeonato de Alterofilismo', incorporam um emo, mostram a bunda, outras ainda não se tocaram que a foto vai sair e entram para a História com o dedo no nariz, olhando pra outro lado, provam que o piscar de olhos não é algo simultâneo. Enfim, quando artificialidade, naturalidade e espontaneidade se registram, como um mosaico, para sempre.
Nesse mesmo momento você percebe que a sua decisão de inclinar-se pra aparecer na foto foi muito precipitada assim que sente algo acontecendo no seu bolso. Primeiramente, você não se dá conta do que é, mas milissegundos depois..... !!!!!!!!!!!!
Então, brevemente, uma tempestade começa dentro da sua mente.
É um processo bem definido, quase como as fases da morte, mas, claro, com suas devidas proporções e adaptações. "NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO !!!!! Ok... isso não acabou de acontecer, foi só impressão minha. Onde já se viu hahahahaha fazer uma cagada dessas." (Negação) "POR QUE DIABOS EU FUI TIRAR OS ÓCULOS DA CARA E COLOCAR NO BOLSO !! NO BOLSOOOOO !!! TINHA QUE SER COMIGO ??? LOGO COMIGO ??? A MALDITA CÂMERA NÃO TAVA COM FLASH E O ANIMAL QUE TIROU A FOTO NEM AVISOU !! NÃO DAVA PRA TIRAR UMA FOTO MAIS ELABORADA NÃO ?? POR QUE EU TAVA ATRÁS ??? TEM GENTE MAIOR DO QUE EU AQUI !!" (Raiva) "Tá. Eu ju-ro que se, quando tirar os óculos do bolso, estiverem inteiros, NUN-CA MAIS VOU RISCAR NENHUMA LENTE DAQUI PRA FRENTE E LIMPEZA RÍGIDA VAI SER TODO DIA." (Barganha) "Droga. Estou ferrado. Eram quase novos, não foram baratos, terei que comprar outros. Com armação e tudo, sim, porque eu sei que, se quebrou, não foi nada leve. Ele deve estar partido em dois. Minha mãe vai me matar. Estou muito ferrado." (Depressão) "Ah... era só um óculos. Vale dinheiro. Com dinheiro aranja-se outro; pagando a prazo, à vista. Eu espero. Estou com os meus amigos. Isso dinheiro não compra, nem a prazo nem à vista. Se esperar, perde-se a oportunidade. Vamos aproveitar porque depois, certamente sentirei saudades do que, talvez, não volte nunca mais." (Aceitação)
Nessa primeira foto, a sua cara vai ser muito engraçada. Vai virar piadinha interna entre o pessoal do grupo e, depois, entre qualquer um, desde que você conte: Cara de 'quebrando os óculos' hahahahha. Na segunda foto, depois da aceitação, de mostrar aos outros o que aconteceu, você estará no seu 'modo foto' ou distraído ou como quiser.
Fazer piada deixa as coisas melhores, não importa por quanto tempo.
P.S.: Isso não aconteceu comigo, mas já fiz menções a uma situação dessas só pra explicar como deve ter sido a minha cara diante de uma desgraça do cotidiano.
No caso, a câmera está meio perto, a maioria das pessoas ficou na frente, abaixada. Tá bom, vamos colaborar. Já que você está atrás do pessoal, abaixar não seria uma boa solução, então, sem se abaixar, pra que os rostinhos felizes fiquem todos no quadro da imagem, decide apenas se inclinar um pouco. Agora vem o momento em que todos param de falar e se mexer [modo foto - on], surgem sorrisos lindos/bonitinhos, expressões inexpressivas, de surpresa, susto, incompreensão, felicidade, quando determinadas pessoas fazem, até que involuntariamente, as mesmas caras e posições, com pouca ou nenhuma variação entre outras fotos, escolhem o lado mais favorável do rosto, escondem algo que não desejam expor, fazem alguma careta, chifrinhos, posições do tipo 'onde está o banheiro - modo Deuses do Olimpo ou Campeonato de Alterofilismo', incorporam um emo, mostram a bunda, outras ainda não se tocaram que a foto vai sair e entram para a História com o dedo no nariz, olhando pra outro lado, provam que o piscar de olhos não é algo simultâneo. Enfim, quando artificialidade, naturalidade e espontaneidade se registram, como um mosaico, para sempre.
Nesse mesmo momento você percebe que a sua decisão de inclinar-se pra aparecer na foto foi muito precipitada assim que sente algo acontecendo no seu bolso. Primeiramente, você não se dá conta do que é, mas milissegundos depois..... !!!!!!!!!!!!
Então, brevemente, uma tempestade começa dentro da sua mente.
É um processo bem definido, quase como as fases da morte, mas, claro, com suas devidas proporções e adaptações. "NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO !!!!! Ok... isso não acabou de acontecer, foi só impressão minha. Onde já se viu hahahahaha fazer uma cagada dessas." (Negação) "POR QUE DIABOS EU FUI TIRAR OS ÓCULOS DA CARA E COLOCAR NO BOLSO !! NO BOLSOOOOO !!! TINHA QUE SER COMIGO ??? LOGO COMIGO ??? A MALDITA CÂMERA NÃO TAVA COM FLASH E O ANIMAL QUE TIROU A FOTO NEM AVISOU !! NÃO DAVA PRA TIRAR UMA FOTO MAIS ELABORADA NÃO ?? POR QUE EU TAVA ATRÁS ??? TEM GENTE MAIOR DO QUE EU AQUI !!" (Raiva) "Tá. Eu ju-ro que se, quando tirar os óculos do bolso, estiverem inteiros, NUN-CA MAIS VOU RISCAR NENHUMA LENTE DAQUI PRA FRENTE E LIMPEZA RÍGIDA VAI SER TODO DIA." (Barganha) "Droga. Estou ferrado. Eram quase novos, não foram baratos, terei que comprar outros. Com armação e tudo, sim, porque eu sei que, se quebrou, não foi nada leve. Ele deve estar partido em dois. Minha mãe vai me matar. Estou muito ferrado." (Depressão) "Ah... era só um óculos. Vale dinheiro. Com dinheiro aranja-se outro; pagando a prazo, à vista. Eu espero. Estou com os meus amigos. Isso dinheiro não compra, nem a prazo nem à vista. Se esperar, perde-se a oportunidade. Vamos aproveitar porque depois, certamente sentirei saudades do que, talvez, não volte nunca mais." (Aceitação)
Nessa primeira foto, a sua cara vai ser muito engraçada. Vai virar piadinha interna entre o pessoal do grupo e, depois, entre qualquer um, desde que você conte: Cara de 'quebrando os óculos' hahahahha. Na segunda foto, depois da aceitação, de mostrar aos outros o que aconteceu, você estará no seu 'modo foto' ou distraído ou como quiser.
Fazer piada deixa as coisas melhores, não importa por quanto tempo.
P.S.: Isso não aconteceu comigo, mas já fiz menções a uma situação dessas só pra explicar como deve ter sido a minha cara diante de uma desgraça do cotidiano.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Adaptação
Primeiro dia sozinho na nova casa.
Era um domingo, um dia antes do primeiro dia de aula. Eu só esperava que, sendo assim, tudo desse certo (nada pior do que ficar preocupado com pequenas coisas).
Montei a cadeira do computador. Novinha em folha. Segui o manual direitinho e nada deu errado, nem aquela coisa clássica de faltar alguma peça ou ter que remontar. AEEEE \o/
Instalei computador, telefone, desfiz as malas, distribui as coisinhas pela casa.
Inaugurei a privada. E QUE INAUGURADA !!!!! "BAHUAAAAAAAAAN (lê-se 'barro one'), PLOC" dei a luz, só faltava falar.
E adivinha só ???? AHAAAAAAAAA ENTOPIU A PRIVADA !!!!!! UHUUUUUUUL o/ MARAVILHAA ¬¬' PRI-MEI-RO U-SO !!!! E já entopiu.
[Modo 'te-vira-negão' on]
Cortei, na faca, um pedaço de uma mangueira velha que tinha guardada embaixo da pia. Ok. Agora era só mexer o troço com aquele bagulhinho e o negócio tava feito; já daria pra usar a mangueira e desentopir. Me ocupei nisso por um tempo, até que estava anoitecendo.
A parede da sala adquiriu pontinhos pretos ! Sim, adquiriu, porque não estavam lá antes. Fui chegando perto, mais perto, maaaaaaais perto e..... (!!!!!) ERAM PERNILONGOS !!!!!! A parede INTEIRA estava repleta deles (uns 40, mais ou menos).
"Puuuuutz..... se eu for dormir com essa quantidade de pernilongos do lado do meu quarto, ainda mais com esse calor, vou acordar inchado a ponto de não conseguir me mexer.... tipo o Adam Sandler no Click."
Peguei o meu chinelo e comecei a estapear tudo o que não tinha a mesma cor da parede, tive que subir na mesa pra matar alguns que iam praticamente pro teto. Foi um bom exercício na verdade, mas me custou uma parede cheia de pontinhos de sangue e de manchas azuis. Sim, porque o meu chinelo era azul e às vezes eu arrastava pela parede pra fazer combo, matando vários mosquitos de uma vez.
Nunca mais deixei a janela aberta à noite. Ainda não comprei a tela de proteção.
Uma coisa por vez. O ventilador ajuda muito por enquanto.
P.S.: Limparam a parede, mas algumas marcas de guerra permaneceram =P
Era um domingo, um dia antes do primeiro dia de aula. Eu só esperava que, sendo assim, tudo desse certo (nada pior do que ficar preocupado com pequenas coisas).
Montei a cadeira do computador. Novinha em folha. Segui o manual direitinho e nada deu errado, nem aquela coisa clássica de faltar alguma peça ou ter que remontar. AEEEE \o/
Instalei computador, telefone, desfiz as malas, distribui as coisinhas pela casa.
Inaugurei a privada. E QUE INAUGURADA !!!!! "BAHUAAAAAAAAAN (lê-se 'barro one'), PLOC" dei a luz, só faltava falar.
E adivinha só ???? AHAAAAAAAAA ENTOPIU A PRIVADA !!!!!! UHUUUUUUUL o/ MARAVILHAA ¬¬' PRI-MEI-RO U-SO !!!! E já entopiu.
[Modo 'te-vira-negão' on]
Cortei, na faca, um pedaço de uma mangueira velha que tinha guardada embaixo da pia. Ok. Agora era só mexer o troço com aquele bagulhinho e o negócio tava feito; já daria pra usar a mangueira e desentopir. Me ocupei nisso por um tempo, até que estava anoitecendo.
A parede da sala adquiriu pontinhos pretos ! Sim, adquiriu, porque não estavam lá antes. Fui chegando perto, mais perto, maaaaaaais perto e..... (!!!!!) ERAM PERNILONGOS !!!!!! A parede INTEIRA estava repleta deles (uns 40, mais ou menos).
"Puuuuutz..... se eu for dormir com essa quantidade de pernilongos do lado do meu quarto, ainda mais com esse calor, vou acordar inchado a ponto de não conseguir me mexer.... tipo o Adam Sandler no Click."
Peguei o meu chinelo e comecei a estapear tudo o que não tinha a mesma cor da parede, tive que subir na mesa pra matar alguns que iam praticamente pro teto. Foi um bom exercício na verdade, mas me custou uma parede cheia de pontinhos de sangue e de manchas azuis. Sim, porque o meu chinelo era azul e às vezes eu arrastava pela parede pra fazer combo, matando vários mosquitos de uma vez.
Nunca mais deixei a janela aberta à noite. Ainda não comprei a tela de proteção.
Uma coisa por vez. O ventilador ajuda muito por enquanto.
P.S.: Limparam a parede, mas algumas marcas de guerra permaneceram =P
sábado, 19 de setembro de 2009
Cores

Azul. É a minha cor favorita. Dizem muitas coisas sobre o azul, e admito que muitas delas, tanto positivas como negativas, têm a ver comigo, mas não gosto da tendência de pensar que somos nossa cor favorita, como se essas coisas fossem equacionadas assim.
Fiz uma verificação interessante sobre o meu ponto de vista das cores.
Olha só !!!!!! Que coisa......
Escolher cores numa sequência a meu gosto. Tinha azul !!!! Fui sincero, como me pediram, escolhendo a minha cor favorita primeiro. Se eu escolher a 'melhor' cor primeiro quer dizer que ela é a mais importante.... ? Se for assim, quem deixa o melhor pro final se ferrou né, porque, pela possível lógica do teste, iria se ver pelo avesso, mas tudo bem.
Engraçado que tive que fazer uma nova escolha de cores, tentando evitar a mesma sequência da anterior. Ahhhhh.... não vou poder escolher o azul primeiro !??!?! E eu nem lembrava qual era a sequência anterior !!! Mas tuuuuuuuuuudo bem.
As duas sequências de cores que gerei me fazem uma pessoa que quer libertar-se da tensão, dos conflitos e desacordos; que não gosto de indiferença, quero ser estimado e respeitado, necessito de estima. Entre outras coisas. Como se não fosse algo suficientemente geral a ponto de se aplicar a todos.
Que as cores influenciam nas nossas emoções, no nosso aspecto psicológico e fisiológico, tudo bem. Só que esquecem que nós também influenciamos as cores:
Preto: - Ó !!!! SEGUIIIINTE !!!: Sempre que uma situação está difícil, tipo 'agooooora-ferrou', seguido de um encontro brutal da palma da mão contra a testa, dizem "Hmmmmmm..... a coisa tá PRETA." O QUE É ISSO !?!?!??!?! QUE ABSURDO !!!!! O QUE QUE EU TENHO A VER COM ISSO ????
Amarelo: - Eu não sei, francamente, que que eu tenho a ver com o fato de alguém ter peidado... mas posso me defender sobre o aspecto "amarelou". Dizem que eu tenho relação com a capacidade de tomar decisões. Ah então vamos dizer que a pessoa viu um tigre arreganhando os dentes pra ela a 2 metros de distância. Ela decidiu: "VOU CORRER E VAI SER AGORA !!!". É simples assim, pô !! Não tem nada de covardia nisso ! É só a brilhante capacidade de tomar decisões com firmeza.
Branco (sim, está escrito branco aí do lado): - Vejam como não entendem nada de mim: Quando uma pessoa está fazendo prova e esquece alguma coisa, dizem que "deu branco" ¬¬ E dizem que foi pelo nervoso !! OOOOOOOWWWWW PERAEEEEEEEEEE !!!!! Eu sou a cor da calma !!!!! CAAAALMAAAAAA !!!!!! TÁ OLHANDO O QUÊ ???? NÃO TÔ NERVOSO !!!!!
Laranja: - Dizem que eu tenho a ver com a tolerância, mas quer saber ???? Acho que a minha tolerância está acabando. NÃO AGUENTO MAIS !!!! TO-DA vez que alguém faz uma besteira que ninguém pode saber, dizem que fui eu !!! POR QUE EU !?!??!?! E por que deram o meu nome àquela fruta redonda lá ???? Pode ver que ela fica verde às vezes. Obrigado pela preferência a mim. ^^ (MAS PAREM DE ME ACUSAR !!!)
Agora vou comer porque estou verde de fome (espero que não seja problema no fígado).
Tudo azul ae pra todo mundo. ^^
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Lei de Murphy - 1 de ...
Quando não pode acontecer, acontece. Pelo menos comigo, é assim.
Meu almoço vinha a meu encontro dentro de uma caixinha dentro de uma sacola dentro de uma caixona de isopor na parte de trás de uma moto.
Finalmente chegou. Estava ali, logo atrás da porta de casa. Mas infelizmente, ele estava mais distante do que eu pensava.
A campainha tocou.
Eu: - Já vai ! - Peguei o dinheiro, e, claro, a ch..... a..... (!!!!!!!)
"CADê A CHAVE !?!?!?!?!" - pensei (calafrio do tipo 'PUUUUTZ').
Comecei a procurar, desesperado, pela chave. Esse processo puuutz-preciso-achar-se-não-vou-me-ferrar tem uma progressão interessante devido, principalmente, ao nervoso.
No começo, é só olhar para lugares livres de bugigangas, como superfícies vazias, ao alcance do nosso olhar; depois, começamos a mexer nas coisas; e finalmente, chega a fase onde nos desconhecemos, porque vasculhamos em lugares tão absurdos, que pensamos: "Ahhhhhh não...... eu NUNCA ia colocar algo tão importante aqui." (leia-se 'aqui' como 'em cima da tampa do cesto de roupas, embaixo da pia do banheiro')
Enquanto eu estava nessa procura, o entregador já estava me chamando pela terceira vez.
Eu: - Ó...... não tô achando a chave aqui..... vou interfonar pro porteiro pra ver se ele tem alguma chave de reserva !
Interfonei e o porteiro disse que ia ver se tinha uma chave reserva.
Entregador: - HEEEY !!! Não dá pra passar pela janela ???
"Felipe, seu animal !!!!! Porque não pensou nisso antes !!!"
Ainda bem que moro no térreo..... heheheheh... imagina se não....
O cara me passou o almoço pela janela (detalhe: chovendo... AEEEEEE BOOOOOOOOOOA o/) e o porteiro já vinha pra me entregar a chave reserva.
Nove dias depois, ou seja, hoje, lá estava eu me preparando pra estudar. Abri o estojo pra pegar as coisas e.......... AAAAAAAAAARRRRGGHHHHHHHHH !!!!!! A CHAVE ESTAVA LÁ !!!!!!
O pior nessas horas é que fica uma angústia, uma sensação de desperdício; como se alguém desligasse o telefone na sua cara ou se acabasse a bateria do telefone no meio de uma conversa, algo assim. É um momento em que não podemos descontar em ninguém; Só deixar sua cabeça pender pra frente e bater a testa na mesa... ou gritar.
Agora estou com receio de perder as duas de uma vez... sei lá como...
Meu almoço vinha a meu encontro dentro de uma caixinha dentro de uma sacola dentro de uma caixona de isopor na parte de trás de uma moto.
Finalmente chegou. Estava ali, logo atrás da porta de casa. Mas infelizmente, ele estava mais distante do que eu pensava.
A campainha tocou.
Eu: - Já vai ! - Peguei o dinheiro, e, claro, a ch..... a..... (!!!!!!!)
"CADê A CHAVE !?!?!?!?!" - pensei (calafrio do tipo 'PUUUUTZ').
Comecei a procurar, desesperado, pela chave. Esse processo puuutz-preciso-achar-se-não-vou-me-ferrar tem uma progressão interessante devido, principalmente, ao nervoso.
No começo, é só olhar para lugares livres de bugigangas, como superfícies vazias, ao alcance do nosso olhar; depois, começamos a mexer nas coisas; e finalmente, chega a fase onde nos desconhecemos, porque vasculhamos em lugares tão absurdos, que pensamos: "Ahhhhhh não...... eu NUNCA ia colocar algo tão importante aqui." (leia-se 'aqui' como 'em cima da tampa do cesto de roupas, embaixo da pia do banheiro')
Enquanto eu estava nessa procura, o entregador já estava me chamando pela terceira vez.
Eu: - Ó...... não tô achando a chave aqui..... vou interfonar pro porteiro pra ver se ele tem alguma chave de reserva !
Interfonei e o porteiro disse que ia ver se tinha uma chave reserva.
Entregador: - HEEEY !!! Não dá pra passar pela janela ???
"Felipe, seu animal !!!!! Porque não pensou nisso antes !!!"
Ainda bem que moro no térreo..... heheheheh... imagina se não....
O cara me passou o almoço pela janela (detalhe: chovendo... AEEEEEE BOOOOOOOOOOA o/) e o porteiro já vinha pra me entregar a chave reserva.
Nove dias depois, ou seja, hoje, lá estava eu me preparando pra estudar. Abri o estojo pra pegar as coisas e.......... AAAAAAAAAARRRRGGHHHHHHHHH !!!!!! A CHAVE ESTAVA LÁ !!!!!!
O pior nessas horas é que fica uma angústia, uma sensação de desperdício; como se alguém desligasse o telefone na sua cara ou se acabasse a bateria do telefone no meio de uma conversa, algo assim. É um momento em que não podemos descontar em ninguém; Só deixar sua cabeça pender pra frente e bater a testa na mesa... ou gritar.
Agora estou com receio de perder as duas de uma vez... sei lá como...
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A relatividade das coisas
Uma forma de comunicação entre os presos - que além de trocar informações faziam críticas, liam trechos de livros e cantavam - era a Rádio Libertadora, que funcionava à noite, depois que os presos voltavam aos seus cubículos. Gritavam na grade da porta e os outros ouviam de suas celas. Quando o Barão entrou, foi um zunzunzum, todo mundo pedindo que o Barão falasse na Rádio Libertadora. E ele falou, para alegria geral, segundo Graciliano conta no livro Memórias do Cárcere e vários presos lembravam muito tempo depois.
- Tudo vai bem. Não há motivo para receio. O que pode nos acontecer ? Somos postos em liberdade ou continuamos presos. Se nos soltam, ótimo: é o que desejamos. Se ficamos presos, deixam-nos com processo ou sem processo. Se não nos processam, ótimo: faltam provas e aí, cedo ou tarde nos mandam embora. Se nos processam, seremos julgados, absolvidos ou condenados. Se nos absolvem, ótimo: nada melhor, esperávamos isso. Se nos condenam, nos darão uma pena leve ou pena grande. Se for leve, ótimo: descansaremos algum tempo sustentados pelo governo, depois iremos para a rua. Se for pena grande, seremos anistiados ou não. Se formos anistiados, ótimo: é como se não tivesse havido condenação. Se não nos anistiarem, cumpriremos a sentença ou morreremos. Se cumprirmos a sentença, ótimo: depois voltaremos para casa. Se morrermos, iremos para ó céu ou para o inferno. Se formos para o céu, ótimo: é a suprema aspiração de cada um. Se formos para o inferno, não há porque nos alarmarmos: é uma desgraça que pode acontecer com qualquer um, preso ou em casa.
- Tudo vai bem. Não há motivo para receio. O que pode nos acontecer ? Somos postos em liberdade ou continuamos presos. Se nos soltam, ótimo: é o que desejamos. Se ficamos presos, deixam-nos com processo ou sem processo. Se não nos processam, ótimo: faltam provas e aí, cedo ou tarde nos mandam embora. Se nos processam, seremos julgados, absolvidos ou condenados. Se nos absolvem, ótimo: nada melhor, esperávamos isso. Se nos condenam, nos darão uma pena leve ou pena grande. Se for leve, ótimo: descansaremos algum tempo sustentados pelo governo, depois iremos para a rua. Se for pena grande, seremos anistiados ou não. Se formos anistiados, ótimo: é como se não tivesse havido condenação. Se não nos anistiarem, cumpriremos a sentença ou morreremos. Se cumprirmos a sentença, ótimo: depois voltaremos para casa. Se morrermos, iremos para ó céu ou para o inferno. Se formos para o céu, ótimo: é a suprema aspiração de cada um. Se formos para o inferno, não há porque nos alarmarmos: é uma desgraça que pode acontecer com qualquer um, preso ou em casa.
Sou um ímã pra frase: 'Isso vai dar merda.'
Eu sou o tipo de pessoa que, por algum motivo, seja astrológico, metafísico ou genético, atrai coisas bizarras, estanhas, estraga-eventos. Vou contextualizar pra ficar mais esclarecido, dando um exemplo do que muito frequentemente pode acontecer caso eu entre num ônibus intermunicipal: o último lugar vago no ônibus, que será meu em algum momento, fica do lado do banheiro (e pode apostar que, sendo assim, todos vão saber, de um jeito meio desagradável, o que alguém comeu na janta do dia anterior); uma criança chorona senta no banco 21 enquanto estou entre o 18 e o 22 (é fatal); quando penso em pegar algo pra ler, a pessoa no banco do lado se acomoda evidentemente pra dormir ou fica falando no celular, ouvindo (e me forçando a ouvir) uma música normalmente insuportável pra mim.
Enfim, num feriado de 7 de setembro, entrei no ônibus que ia de São Paulo pra Ribeirão Preto.
Procurei o meu lugar, sempre preservando uma expectativa, que enfraqueceu muito nesse tempo de faculdade, de que não ia dar nada 'errado' astrológica, metafísica ou geneticamente.
Sentei, ajeitei minhas coisas e me acomodei.
Já estava meio escuro, porque eram mais ou menos sete da noite, então fui verificar se a luzinha no painel do teto estava funcionando. Apesar de essa verificação parecer insignificante, era muito importante pra mim, porque o meu melhor passatempo durante a viagem inteira seria uma leitura. Nunca consigo dormir e, como ainda tinha uma criança que até ali me parecia uma gracinha, sentada (adivinha !?!?!?) atrás de mim, imaginei que daquela vez não conseguiria também.
Já estava na minha leitura fazia um tempinho, quando a menina que estava do meu lado disse: "Ahhhh agora vendo você lendo isso, me deixou curiosa." E ela se inclinou pra frente pra pegar, imaginei eu, um livro. Perguntei qual livro era e ela me respondeu que era o mesmo que o meu. Perguntei em que parte da história ela estava.
AAAAAAAHHHHH PRA QUÊ ..........
"Ahhhh é na parte que (...)." E ELA COMEÇOU A CONTAR !!!!!!! Eu esperava uma resposta em forma de 'página-tanto/capítulo-tal' !!! E detalhe: ela estava muuuuuuito à frente de mim na história.
Virei pra ela, ativei o caps lock e "NÃÃÃÃÃÃO !!!!!! EU ODEIO QUE ME CONTEM AS COISAS !!!!CTALOKA !?!?!?!?!" (em pensamento, claro).
Depois percebi que o que ela falou era algo constante no livro, e não um fato marcante na história. Mas a decepção até eu perceber isso foi muito ruim.
Fui teimoso e tentei durmir. Só tentei. Sim, porque a criança atrás de mim ficava cutucando, é..... CUTUCANDO a minha cabeça !!!! E, do nada, decidiu cutucar a cabeça da menina que estava do meu lado dormindo. A menina acordou, apoiou o braço no encosto e ficou uns 5 segundos olhando pra mim !!!!! Pensei comigo: "Ainda bem que não sou o Mel Gibson naquele filme Do Que As Mulheres Gostam."
P.S.: Só naquele dia descobri como, do meio do nada, todas as pessoas do ônibus sabem que o Graal está a poucos metros !!!! É uma luzinha grande no painel do teto !!!!
Enfim, num feriado de 7 de setembro, entrei no ônibus que ia de São Paulo pra Ribeirão Preto.
Procurei o meu lugar, sempre preservando uma expectativa, que enfraqueceu muito nesse tempo de faculdade, de que não ia dar nada 'errado' astrológica, metafísica ou geneticamente.
Sentei, ajeitei minhas coisas e me acomodei.
Já estava meio escuro, porque eram mais ou menos sete da noite, então fui verificar se a luzinha no painel do teto estava funcionando. Apesar de essa verificação parecer insignificante, era muito importante pra mim, porque o meu melhor passatempo durante a viagem inteira seria uma leitura. Nunca consigo dormir e, como ainda tinha uma criança que até ali me parecia uma gracinha, sentada (adivinha !?!?!?) atrás de mim, imaginei que daquela vez não conseguiria também.
Já estava na minha leitura fazia um tempinho, quando a menina que estava do meu lado disse: "Ahhhh agora vendo você lendo isso, me deixou curiosa." E ela se inclinou pra frente pra pegar, imaginei eu, um livro. Perguntei qual livro era e ela me respondeu que era o mesmo que o meu. Perguntei em que parte da história ela estava.
AAAAAAAHHHHH PRA QUÊ ..........
"Ahhhh é na parte que (...)." E ELA COMEÇOU A CONTAR !!!!!!! Eu esperava uma resposta em forma de 'página-tanto/capítulo-tal' !!! E detalhe: ela estava muuuuuuito à frente de mim na história.
Virei pra ela, ativei o caps lock e "NÃÃÃÃÃÃO !!!!!! EU ODEIO QUE ME CONTEM AS COISAS !!!!CTALOKA !?!?!?!?!" (em pensamento, claro).
Depois percebi que o que ela falou era algo constante no livro, e não um fato marcante na história. Mas a decepção até eu perceber isso foi muito ruim.
Fui teimoso e tentei durmir. Só tentei. Sim, porque a criança atrás de mim ficava cutucando, é..... CUTUCANDO a minha cabeça !!!! E, do nada, decidiu cutucar a cabeça da menina que estava do meu lado dormindo. A menina acordou, apoiou o braço no encosto e ficou uns 5 segundos olhando pra mim !!!!! Pensei comigo: "Ainda bem que não sou o Mel Gibson naquele filme Do Que As Mulheres Gostam."
P.S.: Só naquele dia descobri como, do meio do nada, todas as pessoas do ônibus sabem que o Graal está a poucos metros !!!! É uma luzinha grande no painel do teto !!!!
P.P.S.: Quando fui verificar, a luzinha no painel do teto, não estava funcionando, mas me toquei um tempo depois que era porque o ônibus estava com o motor desligado. =S
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