quinta-feira, 7 de março de 2013
Caos mental
Minha mãe chega e diz que o Hugo Chavez morreu, e na hora eu imaginei o Juca Chaves, sei lá porquê hahahahaha, que merda. O Alison conseguiu trocar o vale refeição por dinheiro pra comprar o Play3, genial! Hahahaha, foda. "Everybooooooooooodyyyy, move-your-feet'aaand feel uniiiiiteeeed, OOOOO-oooo-OOOOO-oow"... O cara me liga, eu falo "ALÔ!" porque não tava conseguindo ouvir nada, e aí ele fala, muito relutante na própria pergunta: "Andréia?" aaaaaah, cetálooooco... Eu lá tenho voz de Andéia, amigão?! O prazo pro meu livro chegar é hoje. Puta merda, se é pra chegar no último dia, não me diz que é "até" dia tal... Maldita Santana! Eu achando que não vou mais pra lá, naquela faculdade de merda, e os caras me ligam pra aparecer lá porque "nós-somos-incompetentes-e-imbecis-então-estamos-desmentindo-coisas-e-jogando-a-responsabilidade-em-cima-dos-outros-nossa-que-vida-frustrada", vai à merda! "Ah, mas é melhor que aquelas pessoas estejam lá, achando que o diploma delas vale algua coisa, do que fazendo merda por aí." Aaaaaahh, não é melhor não! Elas têm que se tocar e fazer algo que não envolva
o futuro de outras pessoas de uma forma tão importante! Vai fazer algo mais individual, e não sair dando aulas sendo que você é um merda! Se o Galeno foi mesmo médico do imperador Marco Aurélio, aí provavelmente viu entranhas humanas nas batalhas de gladiadores em Roma e muitos dos estudos dele se devem a isso, quer dizer que foi "bom" aquelas pessoas terem morrido? Ah, muita coisa do corpo só se sabe graças a coisas muuuuuuuuuito macabras, com certeza... Opa! Chegou o meu livroooooooooooooooooo! Hahahahahaha, que delícia! Engraçado... Tô de férias, mas querendo estudar... Isso só prova que a minha teoria de que eu só tinha que mudar o foco do cursinho tava certa. Porque não é possível, eu me sinto mal querendo estudar nas férias. Mas também, eu já tinha tido três semanas de aula no Mackenzie... Sacanagem parar agora e voltar só dia 18. Tudo bem, não preciso estudar doentiamente, mas um pouco por dia, pra não perder o costume (até porque, cursinho só é bem aproveitado se deixa esse costume na gente. Da lousa fica muito pouco). Acho que vou escrever isso tudo no blog. Assim mesmo. Sem quase nenhum planejamento e tudo embolado, sem parágrafos, do jeitinho caótico que a mente é. O ideal seria escrever aqueles pensamentos retardados de quando tô quase dormindo, tipo o que o Stephen King fez pra escrever a Torre Negra. Genial. "I don't-wann-to-be-buuuuuried in'a pet seeeee-ma-ta-ah-ryy... I don't wann-to live MY-LIFE agaaaa-aaa-aain... pan! pan! pan! pan! pan! pan! pan! pan! hahahaahah, tecladinho genial. O Chorão morreu. Fico mal por quem ele fazia bem. Mas só. Tenho uma teoria, ou hipótese (não vou me apegar a conceitos) de que a disponibilidade das coisas faz toda diferença. Ou seja, tá lá? Vão dar algum valor. Isso vale pra pessoas, livros, ideias... É por isso que se eu fosse o responsável pelo tema da redação de um grande vestibular, proporia algo bem sem-noção. Tipo "com base nos conhecimentos adquiridos durante toda a sua história, faça um texto dissertativo-argumentativo sobre miojo." hahahaha seria sensacional. O miojo tá lá, exposto pra milhares de mentes intelecto-insanas, e que agora dependem do miojo. Iam sair milhares de redações de 30 linhas, por que não? Tudo porque o miojo simplesmente está lá. Mas acho que vou escrever sobre isso num outro post.
Conta até dez, de trás pra frente.
- Pronto pra anestesia?
- Hahaha, pra dormir tô sempre pronto, doutor.
- Viu como é fácil? Hahaha. Ótimo. Conta até dez, de trás pra frente.
- Tá faltando coisa aí, doutor.
- Como assim?
- Eu não posso fazer o que o senhor tá me pedindo, a não ser que me diga mais um dado.
- Continuo sem entender.
- Ué, se eu tenho que contar até dez, mas de trás pra frente... Posso começar de infinitos números da minha escolha, a não ser que o senhor diga qual é...
Pra restringir esse infinito de possibilidades, sabe?
- Mas o que...
- Se o senhor dissesse pra contar até 10 e só, ficaria subentendido que eu tenho que começar do zero...
- Então vamos fazer assim...
- ...ou do um. Acho que não faria muito sentido começar contando do zero, né? É um número meio encrencado aí... Deu confusão com a igreja quando surgiu...
- Porque então não fica subentendido também o que eu quis dizer?
- Porque começando do zero - ou melhor, do um - as possibilidades estão dentro do contexto... Digo, a anestesia não vai demorar um infinito pra fazer efeito, certo? Já do jeito que o senhor disse, não fica nada preciso.
- Se você sabe que o contexto influencia, deve imaginar que você dificilmente vai chegar no dez, certo?
- Depende de que número eu começar. Até porque se eu sei o contexto, posso começar do doze, por exemplo...
- Mas...
- ...mas aí eu poderia chegar no dez e não saberia mais o que fazer.
- MAS VOCÊ VAI COMEÇAR DO UM!
- Calma, doutor! Mas isso não é o que o senhor disse...
- COMEÇA DE ONDE QUISER ENTÃO!
- Calma, calma. Já sei! Se eu considerar que o subentendido era começar do um, então eu teria que contar dez números. Então é só eu jogar dez números além do 10, pra que eu possa contar até dez, só que de trás pra frente! Contexto é tudo, hein doutor...
- VAI COMEÇAR DE QUAL ENTÃO?!
- Vinte...
- COMEÇA.
- Vinte, dezenhhhffffrrhhh...
E o paciente dormiu.
- Babaca.
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