Às vezes eu almoço no Subway. Não, não vou entrar na discussão sobre ser possível "almoçar de verdade" no Subway. E não vou mais escrever "Subway" com maisúscula só porque é uma marca. Isso é ridículo.
Em um bela dia eu estava sentado de frente pra porta de saída. Mas reparei uma coisa que tem graves consequências: a placa dizia "Saída de emergência". E, apesar de ser uma porta dupla, a placa estava acima e bem entre as portas. Então, tecnicamente, a porta dupla como um todo era a saída de emergência.
Pensei "qual seria uma situação de emergência?" e cheguei à conclusão de que, pelo menos, eu não deveria estar calmo (e a caminho do desespero), pra conseguir sair dali. Cara, tem que ver isso aí...
Num outro dia, vi que tinha uma outra placa: "Fique tranquilo. O nosso pão não contém lactose."
Não vem muito ao caso com a história mas antes vou falar o que me passou pela cabeça antes do principal: beleza, o pão pode não conter lactose, mas e o resto? E o termo "intolerância à lactose" é meio estranho, tanto que o Rafinha Bastos interpreta isso num dos vídeos dele... um cara ficando puto conforme a caixa de leite se aproxima, hahahaha... Mas agora vem o que me incomodou: o "fique tranquilo".
Então supondo que eu seja intolerante a lactose, e entro naquele subway. Leio a placa da lactose e fico tranquilo, maravilha. Aí como e? E? E agora pra sair?
Que absurdo! Isso é uma contradição! Me deixam tranquilo pra depois me exigir sair do sério? Já entendi! Isso é uma estratégia de vendas. É um loop infinito; o intolerante à lactose não sai mais de lá, e se vê obrigado a consumir; ou, caso vá ficando nervoso - pra poder sair - vai pedir um copo d´água ou um suco
pra se acalmar.
Lamentável...
Obs.: A placa de saída foi piada minha, e a outra parte um amigo completou.
Mostrando postagens com marcador Viajadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Viajadas. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 24 de setembro de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Anestesia Mental
Ninguém me disse pra pensar sobre isso; nunca ouvi ninguém falar sobre isso, mas em algum momento na vida eu pensei nisso. Aquelas coisas que a gente acha que só a gente pensou e pode acontecer (lindo, inclusive) de mais alguém ter pensado nisso também, mas também sem nunca compartilhar. Tô falando sobre isso:
Por que somos capazes de rir de uma simples piada, ou nos sentir bem numa roda de amigos, logo depois de ver na TV a notícia de crianças que foram assassinadas? Como isso funciona? Por que a distância influencia tanto?
Penso nisso não há muito tempo, e não me lembro de nada que tenha me levado a pensar nisso. A não ser alguns programas de televisão que beiram a bipolaridade. E eu temo pelos telespectadores que esses programas podem criar. Em um momento, a morte de uma criança é sentida no fundo da alma, com revolta
do apresentador pseudopolitizado, pseudossensibilizado, pseudotudo, e logo depois a mudança do cardápio do casamento de um jogador do futebol é posta em pauta. Isso é pura loucura. E pior é que quem assiste talvez nem note isso.
Mas de certa forma, em outra escala, todos temos essa loucura. Não de forma - arrisco dizer - maldosa e intencional como nos programas de TV. Mas temos. E me pergunto de onde vem essa "imunidade psicológica". É um absurdo eu estar aqui agora, me preocupando em escrever algo que nem vai causar impacto na vida de pessoas que agora mesmo estão morrendo, seja lá como. Se divertir, e assassinatos; chuva com roupa no varal, e estupros; armar a árvore de natal, e fome.
Eu sei disso tudo. Mas o comportamento segue, e também sei que é natural.
Mas por quê?
E a distância é o fator que mais influencia nisso. Claro que me refiro a "distância" no sentido de "proximidade sentimental, familiaridade", mas a distância física também serve muito bem.
Se a morte de um desconhecido é noticiada na TV, dali a pouco a sua maior preocupação vai ser não derrubar um pouco da sopa na toalha enquanto leva a concha até o prato (não estou dizendo que você vai se importar com a morte da pessoa depois disso, porque não vai). Mas se você vir alguém, mesmo desconhecido, morrer na sua frente, pode te dar muitos dias de pesadelos e virar histórias pros seus netos ouvirem. Imagina então só se for alguém próximo a você?
De onde vem essa "anestesia mental"? Claro que se considerarmos alguém que perde um pedaço da alma com cada desgraça do mundo, seria outro absurdo. Mas me pergunto se essa anestesia não corre o risco de estar em altas doses (se é que já não está)...
Aliás, fiquei feliz de saber que um filme trata, de certa forma, desse assunto. "A Caixa". É meio viagem, mas recomendo.
De qualquer maneira, mesmo que respondam todos os porquês dessa minha dúvida, ainda é um absurdo e sempre vai ser. Estou inserido nele, é assustador, e vou tentar fazer algo a respeito.
Por que somos capazes de rir de uma simples piada, ou nos sentir bem numa roda de amigos, logo depois de ver na TV a notícia de crianças que foram assassinadas? Como isso funciona? Por que a distância influencia tanto?
Penso nisso não há muito tempo, e não me lembro de nada que tenha me levado a pensar nisso. A não ser alguns programas de televisão que beiram a bipolaridade. E eu temo pelos telespectadores que esses programas podem criar. Em um momento, a morte de uma criança é sentida no fundo da alma, com revolta
do apresentador pseudopolitizado, pseudossensibilizado, pseudotudo, e logo depois a mudança do cardápio do casamento de um jogador do futebol é posta em pauta. Isso é pura loucura. E pior é que quem assiste talvez nem note isso.
Mas de certa forma, em outra escala, todos temos essa loucura. Não de forma - arrisco dizer - maldosa e intencional como nos programas de TV. Mas temos. E me pergunto de onde vem essa "imunidade psicológica". É um absurdo eu estar aqui agora, me preocupando em escrever algo que nem vai causar impacto na vida de pessoas que agora mesmo estão morrendo, seja lá como. Se divertir, e assassinatos; chuva com roupa no varal, e estupros; armar a árvore de natal, e fome.
Eu sei disso tudo. Mas o comportamento segue, e também sei que é natural.
Mas por quê?
E a distância é o fator que mais influencia nisso. Claro que me refiro a "distância" no sentido de "proximidade sentimental, familiaridade", mas a distância física também serve muito bem.
Se a morte de um desconhecido é noticiada na TV, dali a pouco a sua maior preocupação vai ser não derrubar um pouco da sopa na toalha enquanto leva a concha até o prato (não estou dizendo que você vai se importar com a morte da pessoa depois disso, porque não vai). Mas se você vir alguém, mesmo desconhecido, morrer na sua frente, pode te dar muitos dias de pesadelos e virar histórias pros seus netos ouvirem. Imagina então só se for alguém próximo a você?
De onde vem essa "anestesia mental"? Claro que se considerarmos alguém que perde um pedaço da alma com cada desgraça do mundo, seria outro absurdo. Mas me pergunto se essa anestesia não corre o risco de estar em altas doses (se é que já não está)...
Aliás, fiquei feliz de saber que um filme trata, de certa forma, desse assunto. "A Caixa". É meio viagem, mas recomendo.
De qualquer maneira, mesmo que respondam todos os porquês dessa minha dúvida, ainda é um absurdo e sempre vai ser. Estou inserido nele, é assustador, e vou tentar fazer algo a respeito.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Caguei pro mundo
Faltando uns 5 minutos pra virada do Fim do Mundo (pelo menos o dia, porque a hora eu ouvi falar - sei lá onde - que seria lá pelas 21h) tive vontade de mijar. Aí tive mais um daqueles pensamentos circunstanciais idiotas do tipo "porra, mijando no Fim do Mundo?", e aí me veio mais um pensamento desses: "Eu poderia estar cagando". Ah, isso me trouxe uma pseudossensação de revolução, como nos momentos em que falam 3 frases que "mudariam o mundo", mas logo depois vão até a geladeira, pegar um corpo de iogurte pra ver a novela, pensando se o arroz vai dar pro almoço do dia seguinte.
Seria tão gostoso, autônomo, poderoso, libertador... Cagar durante o Fim do Mundo! Aquela metáfora direta de "tô cagando pro mundo", claro! Que gigantesco botão do "Foda-se"!
Aí eu quis cagar, mas não estava com real vontade! Pensei "eu poderia forçar um pouco". Então percebi que se eu, de fato, sentasse naquela privada pra forçar uma cagada pro mundo naquele momento, não estaria cagando pra ele. Estaria dando atenção a tanta merda (não é trocadilho, mesmo).
E vim escrever esse texto que saiu do nada. Do nada não; de uma cagada pensada. É, esse texto é uma cagada pensada.
Não caguei, mas caguei pro mundo.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Que seja só ao volante
Primeira aula na auto-escola:
"Assim que você se sentar, mesmo que esteja tudo certinho pra você, mexa no banco e nos espelhos pra mostrar que você lembrou."
Então me pergunto quantas pessoas - ou pior ainda - em quantos momentos as pessoas sentam... e ficam lá.
Não saem da zona de conforto... (o banco já está bom, pra que mexer?)
Não se atentam mais... (os espelhos também, nem olho mais)
Não há mais porquês... (meus pés já vão sozinhos)
Não há mais foco algum... (as mãos também)
"Vai chegar uma hora que você nem vai perceber mais. É automático!"
"E no trânsito mesmo o que acaba acontecendo é que a gente dirige pros outros muitas vezes."
E tudo vai perdendo o sentido... (os espelhos não são pra eu me olhar, mas pra que eu olhe - antes e acima de tudo - pros outros)
E lá estão... dirigindo suas vidas por aí, sem mexerem no banco pra lembrarem de si mesmos, só com a preocupação de chegar ao ponto morto (e poe "morto" nisso).
Já "deixaram morrer" mas não faz mal... nem perceberam, não é mesmo?
Que eu mexa muito no meu banco, perceba, atente às coisas e aos processos.
Porque incomoda.
Mas vale a pena.
"Assim que você se sentar, mesmo que esteja tudo certinho pra você, mexa no banco e nos espelhos pra mostrar que você lembrou."
Então me pergunto quantas pessoas - ou pior ainda - em quantos momentos as pessoas sentam... e ficam lá.
Não saem da zona de conforto... (o banco já está bom, pra que mexer?)
Não se atentam mais... (os espelhos também, nem olho mais)
Não há mais porquês... (meus pés já vão sozinhos)
Não há mais foco algum... (as mãos também)
"Vai chegar uma hora que você nem vai perceber mais. É automático!"
"E no trânsito mesmo o que acaba acontecendo é que a gente dirige pros outros muitas vezes."
E tudo vai perdendo o sentido... (os espelhos não são pra eu me olhar, mas pra que eu olhe - antes e acima de tudo - pros outros)
E lá estão... dirigindo suas vidas por aí, sem mexerem no banco pra lembrarem de si mesmos, só com a preocupação de chegar ao ponto morto (e poe "morto" nisso).
Já "deixaram morrer" mas não faz mal... nem perceberam, não é mesmo?
Que eu mexa muito no meu banco, perceba, atente às coisas e aos processos.
Porque incomoda.
Mas vale a pena.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Autodidata em literatura
É de manhã
É de madrugada
É de manhã
Não sei mais de nada
É de manhã
(É de Manhã - Caetano Veloso)
- Se analisarmos atentamente o excerto anterior - até porque só temos isso até aqui (¬¬) -, perceberemos uma gradação interessante.
"Como um todo, há uma relativa inconsistência contextual do eu-poemático em relação ao extrínseco, dado que a impressão temporal apresentada não tem, explicitamente, um expediente sensorial. Não pelo pipitar sincopado dos pássaros, pela pantomima aveludada que os ventos imprimem sobre a vegetação que fulgi à luz do sol brotando da siririca das águas, na linha de um horizonte efluvioso... Ou pelo piscar do fogo que perpassa a jarra do leite matinal, perfunctório. Mas porque, simplesmente, 'é de manhã'.
"E então, nos dois versos seguintes, o eu-lírico materializa a anterior indistinção, justificando-a à imagem de seu universo interior. Dessa forma, com a intercalação da 'madrugada' entre as manhãs, percebemos o sensório confuso; uma consternação de limites, que atinge o pandemônio, o rebuliço, no quarto verso.
"Assim, o trecho tange o ultrarromantismo, fazendo menção ao desinteresse e apresenta-se egocêntrico, pessimista, lembrando Álvarez de Azevedo no poema 'Idéias íntimas', quando diz 'Os meus olhos ardentes se escurecem / E no cérebro passam delirosos / Assomos de poesia...'.
"Ou podemos citar até mesmo Charles Lutwidge Dodgson, que no pseudônimo de Lewis Carroll, descreve Alice entrando pela toca do coelho numa queda longa por entre luzes e objetos flutuantes... Grande metáfora da passagem para o inconsciente...
"Concluímos então a natureza onírica ou até mesmo etílica das divagações do eu-lírico, e...
- Felipe...
- Oi ?
- Para.
- Mas eu...
- Sssshhhh !
- Ma...
- Nãnãnãnãnãnã !!
- ...
É de madrugada
É de manhã
Não sei mais de nada
É de manhã
(É de Manhã - Caetano Veloso)
- Se analisarmos atentamente o excerto anterior - até porque só temos isso até aqui (¬¬) -, perceberemos uma gradação interessante.
"Como um todo, há uma relativa inconsistência contextual do eu-poemático em relação ao extrínseco, dado que a impressão temporal apresentada não tem, explicitamente, um expediente sensorial. Não pelo pipitar sincopado dos pássaros, pela pantomima aveludada que os ventos imprimem sobre a vegetação que fulgi à luz do sol brotando da siririca das águas, na linha de um horizonte efluvioso... Ou pelo piscar do fogo que perpassa a jarra do leite matinal, perfunctório. Mas porque, simplesmente, 'é de manhã'.
"E então, nos dois versos seguintes, o eu-lírico materializa a anterior indistinção, justificando-a à imagem de seu universo interior. Dessa forma, com a intercalação da 'madrugada' entre as manhãs, percebemos o sensório confuso; uma consternação de limites, que atinge o pandemônio, o rebuliço, no quarto verso.
"Assim, o trecho tange o ultrarromantismo, fazendo menção ao desinteresse e apresenta-se egocêntrico, pessimista, lembrando Álvarez de Azevedo no poema 'Idéias íntimas', quando diz 'Os meus olhos ardentes se escurecem / E no cérebro passam delirosos / Assomos de poesia...'.
"Ou podemos citar até mesmo Charles Lutwidge Dodgson, que no pseudônimo de Lewis Carroll, descreve Alice entrando pela toca do coelho numa queda longa por entre luzes e objetos flutuantes... Grande metáfora da passagem para o inconsciente...
"Concluímos então a natureza onírica ou até mesmo etílica das divagações do eu-lírico, e...
- Felipe...
- Oi ?
- Para.
- Mas eu...
- Sssshhhh !
- Ma...
- Nãnãnãnãnãnã !!
- ...
terça-feira, 17 de maio de 2011
Catarro
Eu estava na plataforma de uma estação de metrô. Nesse frio até que é um bom lugar pra se ficar, tirando o fato de que uma plataforma de metrô não foi feita pra se ficar, mas pra deixá-la lá lálálá... lálá. Se bem que pensando por aí, calçadas não foram feitas como um espaço pra se encher de mesas e cadeiras, os elementos imprescindíveis juntos da falação agitada e alta das happy hours; o Google Earth não foi feito pra você achar a sua casa (a felicidade mais efêmera que existe), por mais que você - teoricamente - já saiba onde fica há tempos; enfim... Vem da criatividade achar outras funções pras coisas e eu ficaria lá na estação numa boa, mas tinha compromisso.
O trem chegou. Até que não estava muito cheio, mas tive que ficar de pé. Sentada na cadeira bem diante de mim, uma senhora.
Logo veio aquele planejamento rápido de quem sabe que o trem vai enchendo conforme passam as estações: onde ficar pra que eu tenha um jeito relativamente fácil de ter pra onde ir depois. Decidi ficar ali mesmo.
Então lembrei que esqueci de pôr um punhado de papel higiênico no bolso de trás da calça.
Aquele catarro vinha me incomodando há uns dias. Ali estava bem naquele estágio em que chego a sentir inveja da respiração regular dos outros e saudades da minha. Mas não era algo pleno, porque ainda me sobrava uma narina - numa luta quase injusta de força gravitacional versus status socio-higiênico - mas ainda uma.
Resfriado. Hepatite, caxumba, sarampo, catapora, hidrofobia, dengue, febre amarela, poliomielite, rubéola, meningite, encefalite, herpes, pneumonia ? Não. Resfriado ? Catarro ? Sim. E agora estou com o nariz e peito cheios desse quase-paradoxo imunológico. Só porque tem muito e não incomoda tanto é que tá em todo lugar, é isso ? Veja bem qual o tamanho do "incômodo" nessa frase, porque as pessoas estão entrando no trem, como eu previa, e tenho que tirar a mochila das costas pra dar mais espaço, além de ter que me segurar nessa barra. Agora o incômodo do catarro aumentou um pouquinho. Ah... @#$%& tem a véia sentada aqui na frente... E ELA TÁ OLHANDO !!!
Agora o incômodo atingiu um tamanho colossal, um patamar etéreo. Porque não se trata mais de algo meu comigo mesmo, mas envolve mais alguém, e isso significa que não tenho controle absolutamente nenhum da situação. Mas vou treinar um anto-enganozinho até chegar a minha estação. E a véia não para de olhar. Claro que não... Tem uma visão privilegiadíssima de uma parte de mim que eu não vejo e nem quero ver, e está fazendo questão que vê. Talvez seja por isso que estou tão puto com a senhora, não é mesmo ? Ela me vê, e eu não posso vê-la porque teria que olhar pra baixo, e seria o mesmo que dar bônus de força à gravidade contra a minha única narina atual, que perderia com brio (com todos os sentidos que essa palavra pode assumir). Estou imobilizado pelas pessoas à minha volta, pela minha mochila e pelo desejo de não cair, que ocupa minha outra mão.
Como será que está meu catarro ? Claro que a janela de Murphy diante de mim, por definição, está aberta e me impede de ver.
No momento, percebo que minha única narina está cedendo, porque minhas vias nasais são uma grande obstrução. Minha inspiração é puro catarro. Por extensão, todo esse ar a minha volta é puro catarro. Então me vejo nesse metrô... Túnel viscoso, trem-perdigoto nessa viagem-espirro. Velha maldita.
Não sei se pelo calor bacanal de tanta gente junta, meu alien vai se soltando, todo maroto. E é nessa hora que o problema ganha abrangência: vai chegar no lábio ou não ? Pelo menos pra mim, essa situação é a mais injusta, porque só é percebida quando já aconteceu. O único que não percebe o poder transgressor do catarro é o dono dele. Se estou tão preocupado assim, meu nariz ainda é o local da narrativa.
Minha senhora, tá olhando o que ? O catarro não escorreu ainda. Ainda ! Eu disse ainda !! Essa palavra não existe aqui, entendeu ?! Assim como o catarro escorrendo. Não existe. E se a senhora dá tanta atenção a algo bem diante de você, que não existe, a senhora é LOUCA !!! ESQUIZOFRÊNICA !!! Agora ponha o pé no chão, que vou te perguntar: nunca viu não ? Catarro ? Nunca peidou na vida, minha senhora ? Não me venha com essa cara de "ai-que-grosseria" porque pela sua idade, já peidou mais que o triplo que eu na vida !
Mas eu entendo você. Tanto que se estivéssemos de lugares trocados, ah... Eu não pararia de olhar nunca, e torceria a favor da sucumbência dessa sua blusa de pele, calça de couro, botas, brincos, maquiagem, perfume e cabelos, esse conjunto que custa a sua auto-estima, o olho da cara, horas do seu dia e a sua ilusão de segurança diante dos outros. Tudo sendo ofuscado pelo brilho denso e visceral de uma cachoeira selvagem e primitiva avançando impassível pro chão-mar onde jás tantas outras. Ah, sim !!! PARA DE OLHAR, VELHA FILHA-DA-PUTA !!! Se não eu escarro todas as gotas de catarro esquizofrênico em cima de você ! Viu como tenho certo poder na situação ? Fica pianinha aí...
E pela milésima vez curvo minha cabeça pra cima, dando um lugar mais privilegiado à velha nessa plateia que vê meu show. Acho que o primeiro a dar tanta atenção ao céu estava com um resfriado dos meus.
Enfim chega a minha estação. Me liberto dessa prisão, adeussenhora, e já a caminho do lixo estou na iminência de desfazer-me brusco em ruídos e...
Amor, amor, amor - o braseiro radiante
que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.
Concordo com Drummond, mas devo dizer que certas coisas são pontuais, insubstituíveis:
Catarro, catarro, catarro - o visco radiante
que me dá, pelo espirro, a explicação do mundo.
(Conto baseado no livro Tanto Faz - texto 11; de Reinaldo Moraes)
O trem chegou. Até que não estava muito cheio, mas tive que ficar de pé. Sentada na cadeira bem diante de mim, uma senhora.
Logo veio aquele planejamento rápido de quem sabe que o trem vai enchendo conforme passam as estações: onde ficar pra que eu tenha um jeito relativamente fácil de ter pra onde ir depois. Decidi ficar ali mesmo.
Então lembrei que esqueci de pôr um punhado de papel higiênico no bolso de trás da calça.
Aquele catarro vinha me incomodando há uns dias. Ali estava bem naquele estágio em que chego a sentir inveja da respiração regular dos outros e saudades da minha. Mas não era algo pleno, porque ainda me sobrava uma narina - numa luta quase injusta de força gravitacional versus status socio-higiênico - mas ainda uma.
Resfriado. Hepatite, caxumba, sarampo, catapora, hidrofobia, dengue, febre amarela, poliomielite, rubéola, meningite, encefalite, herpes, pneumonia ? Não. Resfriado ? Catarro ? Sim. E agora estou com o nariz e peito cheios desse quase-paradoxo imunológico. Só porque tem muito e não incomoda tanto é que tá em todo lugar, é isso ? Veja bem qual o tamanho do "incômodo" nessa frase, porque as pessoas estão entrando no trem, como eu previa, e tenho que tirar a mochila das costas pra dar mais espaço, além de ter que me segurar nessa barra. Agora o incômodo do catarro aumentou um pouquinho. Ah... @#$%& tem a véia sentada aqui na frente... E ELA TÁ OLHANDO !!!
Agora o incômodo atingiu um tamanho colossal, um patamar etéreo. Porque não se trata mais de algo meu comigo mesmo, mas envolve mais alguém, e isso significa que não tenho controle absolutamente nenhum da situação. Mas vou treinar um anto-enganozinho até chegar a minha estação. E a véia não para de olhar. Claro que não... Tem uma visão privilegiadíssima de uma parte de mim que eu não vejo e nem quero ver, e está fazendo questão que vê. Talvez seja por isso que estou tão puto com a senhora, não é mesmo ? Ela me vê, e eu não posso vê-la porque teria que olhar pra baixo, e seria o mesmo que dar bônus de força à gravidade contra a minha única narina atual, que perderia com brio (com todos os sentidos que essa palavra pode assumir). Estou imobilizado pelas pessoas à minha volta, pela minha mochila e pelo desejo de não cair, que ocupa minha outra mão.
Como será que está meu catarro ? Claro que a janela de Murphy diante de mim, por definição, está aberta e me impede de ver.
No momento, percebo que minha única narina está cedendo, porque minhas vias nasais são uma grande obstrução. Minha inspiração é puro catarro. Por extensão, todo esse ar a minha volta é puro catarro. Então me vejo nesse metrô... Túnel viscoso, trem-perdigoto nessa viagem-espirro. Velha maldita.
Não sei se pelo calor bacanal de tanta gente junta, meu alien vai se soltando, todo maroto. E é nessa hora que o problema ganha abrangência: vai chegar no lábio ou não ? Pelo menos pra mim, essa situação é a mais injusta, porque só é percebida quando já aconteceu. O único que não percebe o poder transgressor do catarro é o dono dele. Se estou tão preocupado assim, meu nariz ainda é o local da narrativa.
Minha senhora, tá olhando o que ? O catarro não escorreu ainda. Ainda ! Eu disse ainda !! Essa palavra não existe aqui, entendeu ?! Assim como o catarro escorrendo. Não existe. E se a senhora dá tanta atenção a algo bem diante de você, que não existe, a senhora é LOUCA !!! ESQUIZOFRÊNICA !!! Agora ponha o pé no chão, que vou te perguntar: nunca viu não ? Catarro ? Nunca peidou na vida, minha senhora ? Não me venha com essa cara de "ai-que-grosseria" porque pela sua idade, já peidou mais que o triplo que eu na vida !
Mas eu entendo você. Tanto que se estivéssemos de lugares trocados, ah... Eu não pararia de olhar nunca, e torceria a favor da sucumbência dessa sua blusa de pele, calça de couro, botas, brincos, maquiagem, perfume e cabelos, esse conjunto que custa a sua auto-estima, o olho da cara, horas do seu dia e a sua ilusão de segurança diante dos outros. Tudo sendo ofuscado pelo brilho denso e visceral de uma cachoeira selvagem e primitiva avançando impassível pro chão-mar onde jás tantas outras. Ah, sim !!! PARA DE OLHAR, VELHA FILHA-DA-PUTA !!! Se não eu escarro todas as gotas de catarro esquizofrênico em cima de você ! Viu como tenho certo poder na situação ? Fica pianinha aí...
E pela milésima vez curvo minha cabeça pra cima, dando um lugar mais privilegiado à velha nessa plateia que vê meu show. Acho que o primeiro a dar tanta atenção ao céu estava com um resfriado dos meus.
Enfim chega a minha estação. Me liberto dessa prisão, adeussenhora, e já a caminho do lixo estou na iminência de desfazer-me brusco em ruídos e...
Amor, amor, amor - o braseiro radiante
que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.
Concordo com Drummond, mas devo dizer que certas coisas são pontuais, insubstituíveis:
Catarro, catarro, catarro - o visco radiante
que me dá, pelo espirro, a explicação do mundo.
(Conto baseado no livro Tanto Faz - texto 11; de Reinaldo Moraes)
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Literalmente, não.
Entrei no orkut hoje e minha sorte do dia: "Não coma neve amarela."
Hahahahaha, ah, cara... (suspendendo os óculos pra apertar os olhos com o indicador e o polegar).
Tá, sempre tem uma metáfora e tal, mas é bom levar certas coisas ao pé da letra de vez em quando. Aliás, nunca sei se entendi a metáfora, porque esse é o tipo de coisa que têm várias interpretações, mas tudo bem.
É importante ressaltar a facilidade com que eu tenho acesso a Neve: até hoje só passei na bunda (tá, já fiz essa piada aqui).
A primeira coisa que eu quero muito fazer quando me deparar com uma quantidade considerável de neve é fazer guerrinha de neve. Claro !!! Eu até colocaria neve na boca, mas seria algo pra se fazer num contexto de completo tédio, onde até as coisas mais estúpidas ganham atrativo. É como ler frasco de desodorante enquanto está sentado no trono. Eu já li até Isto é Gente !!! Pra se ter noção da gravidade da situação...
Então eu estaria sentado numa poltrona, mexendo as orelhas sem as mãos, tentando levantar só a sobrancelha direita (porque só consigo a esquerda), estralando o pescoço, medindo o intervalo de tempo pra que um avião passe bem em cima de casa, notando a diferença na visão quando fecho só o olho esquerdo e depois só o direito e... botando neve na boca.
Veja que colocar na boca não é comer. Comer ?! Porque alguém comeria neve ? Colocar na boca pra saber a textura, tudo bem. Bom, comer não faria diferença assim. Tá, comendo neve, então. Mas não seja qualquer neve, certo ? Tenho certeza de que não é a mesma água pra limpar vidro de carro, ou a do queijinho da praia (puta queijinho bom, aliás).
Lembra da situação de tédio que falei ? Então... Imagine só a pessoa lá, sentada no trono, e com neve do lado ! (Não o papel... Tá, parei) Sabe o que ela pode fazer ? DEIXAR A NEVE AMARELA !!!! É isso mesmo... Visualize a situação. Já assistiu Jackass ? Lembra o que ele faz com um sorvete de casquinha ?Pois é.
E agora eu pergunto: O QUE LEVA ALGUÉM A COMER NEVE AMARELA, PORRA !?!?!?! O QUE MAIS PODE DEIXAR NEVE AMARELA !? SORTE DE HOJE !? SORTE ?!?!?!? HOJE !?!?!?!? CTALOKO !!!!
Hahahahaha, ah, cara... (suspendendo os óculos pra apertar os olhos com o indicador e o polegar).
Tá, sempre tem uma metáfora e tal, mas é bom levar certas coisas ao pé da letra de vez em quando. Aliás, nunca sei se entendi a metáfora, porque esse é o tipo de coisa que têm várias interpretações, mas tudo bem.
É importante ressaltar a facilidade com que eu tenho acesso a Neve: até hoje só passei na bunda (tá, já fiz essa piada aqui).
A primeira coisa que eu quero muito fazer quando me deparar com uma quantidade considerável de neve é fazer guerrinha de neve. Claro !!! Eu até colocaria neve na boca, mas seria algo pra se fazer num contexto de completo tédio, onde até as coisas mais estúpidas ganham atrativo. É como ler frasco de desodorante enquanto está sentado no trono. Eu já li até Isto é Gente !!! Pra se ter noção da gravidade da situação...
Então eu estaria sentado numa poltrona, mexendo as orelhas sem as mãos, tentando levantar só a sobrancelha direita (porque só consigo a esquerda), estralando o pescoço, medindo o intervalo de tempo pra que um avião passe bem em cima de casa, notando a diferença na visão quando fecho só o olho esquerdo e depois só o direito e... botando neve na boca.
Veja que colocar na boca não é comer. Comer ?! Porque alguém comeria neve ? Colocar na boca pra saber a textura, tudo bem. Bom, comer não faria diferença assim. Tá, comendo neve, então. Mas não seja qualquer neve, certo ? Tenho certeza de que não é a mesma água pra limpar vidro de carro, ou a do queijinho da praia (puta queijinho bom, aliás).
Lembra da situação de tédio que falei ? Então... Imagine só a pessoa lá, sentada no trono, e com neve do lado ! (Não o papel... Tá, parei) Sabe o que ela pode fazer ? DEIXAR A NEVE AMARELA !!!! É isso mesmo... Visualize a situação. Já assistiu Jackass ? Lembra o que ele faz com um sorvete de casquinha ?Pois é.
E agora eu pergunto: O QUE LEVA ALGUÉM A COMER NEVE AMARELA, PORRA !?!?!?! O QUE MAIS PODE DEIXAR NEVE AMARELA !? SORTE DE HOJE !? SORTE ?!?!?!? HOJE !?!?!?!? CTALOKO !!!!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Jogos de Tabuleiro - I
De uns dias pra cá eu tenho jogado jogos de tabuleiro com uma frequência relativamente alta, e isso me faz reviver a infância. A minha, só pra deixar claro.
Já que eu era criança, o meu principal interesse era - como o de toda criança, creio eu - jogar, apenas. Então eu não ligava muito pra regras. Não que eu fosse roubar no jogo, mas no sentido de verificar se elas tinham algum nexo.
Agora, passado algum tempo, criei algum tipo de rigor nesse sentido, ou simplesmente me tornei mais chato (sim, mais); enfim, coisa de adulto. Percebi que algumas regras de alguns jogos não fazem muito sentido, o que é bom, porque tudo fica mais engraçado (tentei pensar agora em algo que faça sentido e seja engraçado, mas não me lembrei de nada). Mesmo assim, as coisas engraçadas têm sua lógica e sentido peculiares.
Tem algo de errado, muito errado, e há pouco tempo descobri que é no meu Detetive - a respeito dos pinos de cada personagem: o Prof.º Black é rosa, a Srta. Rosa é vermelho, a Dona Violeta é azul e o Sr. Marinho é verde ! Já citei isso em algum texto aqui. Me lembra aqueles jogos onde você lê a palavra de uma cor escrita com letras de outra cor, porque a confusão em ver um pino rosa e ter que dizer "Prof.º Black" é praticamente a mesma.
Não basta você chegar na casinha da porta pra poder entrar no aposento; é preciso de mais um ponto no dado: Isso leva a cogitar que, no mínimo, a porta emperrou (e isso é bem possível, considerando que o meu detetive é muito velho - final da década de 80, por aí); a personagem pode ter narcolepsia - possível mas pouco provável; esqueceu a chave e fica do lado de fora (sei bem como é isso; 4 vezes em 6 meses no ano passado ¬¬).
Se algum pino estiver no seu caminho, você tem que dar a volta, porque dois pinos não ocupam o mesmo espaço: Que falta de educação !!! Dá licença ae, ow !!! (exceto se a pessoa tiver narcolepsia mesmo e estiver dormindo em pé).
Acusar a sua própria personagem: A pessoa entra no aposento, e
Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
sobe numa cadeira, enrola sua morte no lustre logo acima. "Eu me acuso, com a corda no Hall !!! POR JESUS CRISTO, EU NÃO AGUENTO MAIS !!!"
Se alguém te acusar em um determinado aposento, você é levado até tal aposento: Isso é um inferno. Suponha que você seja o Coronel Mostarda, e está andando em direção ao Hall; lembre-se de que sua sorte não é grande, te impedindo de ver um número maior que 6 como soma dos dois dados. Você precisa chegar ao aposento desejado pra que possa fazer a acusação ali. Chegou na porta ! Mas não pode entrar porque não tirou um número suficiente pra isso, lembra daquela regra ? E então, na mesma rodada, outro participante entra num aposento do outro lado do tabuleiro e te acusa (¬¬). Educação ? Preocupação ? Hipocrisia ? Não sei, mas você tem que comparecer. Agora considere que isso acontece jogada-sim-jogada-não:
Deeeessa vez eu chego lá. Com licença, por favor ? (...) Ah, vai se foder !!! Que falta de modos...
Cheguei... Ok, a chave...
- MOSTARDAAAAA !!!!!
- AAAAAAAAAAAAAAHHHHH, BIXÔÔÔÔ !!!!! QUE QUE É DESSA VEZ !?!?!? (Como se o culpado fosse admitir o crime perante acusação... Tô velho mas não tô gagá, porra.)
Já que eu era criança, o meu principal interesse era - como o de toda criança, creio eu - jogar, apenas. Então eu não ligava muito pra regras. Não que eu fosse roubar no jogo, mas no sentido de verificar se elas tinham algum nexo.
Agora, passado algum tempo, criei algum tipo de rigor nesse sentido, ou simplesmente me tornei mais chato (sim, mais); enfim, coisa de adulto. Percebi que algumas regras de alguns jogos não fazem muito sentido, o que é bom, porque tudo fica mais engraçado (tentei pensar agora em algo que faça sentido e seja engraçado, mas não me lembrei de nada). Mesmo assim, as coisas engraçadas têm sua lógica e sentido peculiares.
Tem algo de errado, muito errado, e há pouco tempo descobri que é no meu Detetive - a respeito dos pinos de cada personagem: o Prof.º Black é rosa, a Srta. Rosa é vermelho, a Dona Violeta é azul e o Sr. Marinho é verde ! Já citei isso em algum texto aqui. Me lembra aqueles jogos onde você lê a palavra de uma cor escrita com letras de outra cor, porque a confusão em ver um pino rosa e ter que dizer "Prof.º Black" é praticamente a mesma.
Não basta você chegar na casinha da porta pra poder entrar no aposento; é preciso de mais um ponto no dado: Isso leva a cogitar que, no mínimo, a porta emperrou (e isso é bem possível, considerando que o meu detetive é muito velho - final da década de 80, por aí); a personagem pode ter narcolepsia - possível mas pouco provável; esqueceu a chave e fica do lado de fora (sei bem como é isso; 4 vezes em 6 meses no ano passado ¬¬).
Se algum pino estiver no seu caminho, você tem que dar a volta, porque dois pinos não ocupam o mesmo espaço: Que falta de educação !!! Dá licença ae, ow !!! (exceto se a pessoa tiver narcolepsia mesmo e estiver dormindo em pé).
Acusar a sua própria personagem: A pessoa entra no aposento, e
Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
sobe numa cadeira, enrola sua morte no lustre logo acima. "Eu me acuso, com a corda no Hall !!! POR JESUS CRISTO, EU NÃO AGUENTO MAIS !!!"
Se alguém te acusar em um determinado aposento, você é levado até tal aposento: Isso é um inferno. Suponha que você seja o Coronel Mostarda, e está andando em direção ao Hall; lembre-se de que sua sorte não é grande, te impedindo de ver um número maior que 6 como soma dos dois dados. Você precisa chegar ao aposento desejado pra que possa fazer a acusação ali. Chegou na porta ! Mas não pode entrar porque não tirou um número suficiente pra isso, lembra daquela regra ? E então, na mesma rodada, outro participante entra num aposento do outro lado do tabuleiro e te acusa (¬¬). Educação ? Preocupação ? Hipocrisia ? Não sei, mas você tem que comparecer. Agora considere que isso acontece jogada-sim-jogada-não:
Deeeessa vez eu chego lá. Com licença, por favor ? (...) Ah, vai se foder !!! Que falta de modos...
Cheguei... Ok, a chave...
- MOSTARDAAAAA !!!!!
- AAAAAAAAAAAAAAHHHHH, BIXÔÔÔÔ !!!!! QUE QUE É DESSA VEZ !?!?!? (Como se o culpado fosse admitir o crime perante acusação... Tô velho mas não tô gagá, porra.)
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Coisas da minha cabeça
Por que alguém tem a brilhante ideia de falar sobre cabelo ? Não sei. Dizem que as ideias simplesmente vêm à mente; mesmo assim tenho uma hipótese: acontece que o meu cabelo já está comprido a ponto de se tornar muito mais presente na minha vida; e não estou falando sobre demorar alguns minutos a mais no banho. Estou falando de campo de visão mesmo. "O que é aquilo ? Ah, o meu cabelo." e lá estou eu, milhares de vezes por dia, dando o meu jeito de tirar o cabelo da frente, seja com a mão ou - mais usual pra mim, por mais estranho que pareça - sacudindo toda a cabeça, como quem está desesperado tentando afastar um inseto do rosto (voador, claro; se não, eu vou no tapa mesmo), ou tirando o excesso de água que escorre assim que se sai de uma piscina (não estou falando do corpo todo nessa), ou ainda como uma criança que não quer comer alguma coisa ou tomar a vacina via oral e os adultos têm de apelar fazendo aquela coisa tão agradável de estraçalhar as bochechas.
Pelo que me lembro, meu cabelo era mais claro e mais, bem mais liso que hoje. E quando eu ainda não tinha autonomia nenhuma sobre o meu próprio cabelo, usava o "tigelinha"; faz tempo. Ah, me veio algo agora: sabe aquela situação que te incomoda só de imaginar que inevitavelmente vai acontecer, e não estão nem aí pro que você acha disso mesmo que você seja o centro dela ? Então, eu era exatamente assim com pentear o cabelo. Eu devia ser muito pequeno, porque lembro que era a minha mãe que pentava. E esse era justamente o problema. Ela fazia tanta força pra tirar os nós que ficava praticamente uma peruca no pente a cada vez. E as lágrimas !!! Ah, as lágrimas... Inevitáveis. Não chegavam a escorrer, mas davam presença suficiente.
Nunca tive um caso de amor com meu cabelo, como muitas mulheres têm com os delas. Lavar, sabonete, shampoo, condicionador exige uma paciência que já tive eque não tenho mais, secar e pentear; basicamente isso. Hoje esse processo mudou em uma coisa só: não penteio mais. E, pensando agora, isso aconteceu progressivamente (Não, não me venha com essa análise psicoterapêutica de que criei traumas com as sessões jogos-mortais na infância); eu já penteei o meu cabelo, claro, mas fui parando de fazer isso. Por quê ? Talvez porque eu goste muito, muito mesmo do meu cabelo assim que saio do banho. Nossa, gosto mesmo ! Aquela aparência de umidade e bagunça é demais; um fetiche. Não pentear talvez seja um jeito de deixar aquela bagunça. Como alegria de pobre dura pouco, o cabelo seca e, dependendo, fica uma merda.
Já tive cabelo raspado também, mas por agora não penso em voltar - pelo menos por vontade própria - a raspar. Hoje me acho horrível daquele jeito. Se bem que só raspei várias vezes depois porque achei horrível o cabelo comprido. E aqui temos uma metáfora do ser humano nunca se contentando com o que tem, mesmo tendo lutado tanto um dia para consegui-lo... (Cala a boca, Felipe)
Agora algumas coisas que não entendo direito: porque tanta preocupação com o cabelo se a última pessoa que vai vê-lo sou eu ? É tão estranho quanto comprar um chinelo pela estampa; outro dia vi estampas na sola, NA SOLA DO CHINELO !!! QUE COISA IMBECIL !!! Será que o único momento em que me vejo no espelho é importante porque preciso me sentir bem comigo mesmo ? (Sim, é sim.)
E essa de "cabelo crespo = cabelo ruim" e "cabelo liso = cabelo bom" ? Como assim !? Pra mim, cabelo ruim é o que cai fácil. Tipo coçando a cabeça e "Puta-merda-meu-cabelo !"
E tem aquela coisa de que o cabelo - ou a ausência dele - reflete a personalidade. Não acredito nisso. Mesmo assim, busquei algumas coisas a respeito:
(É importante frisar aqui que em muitos sites tive muita vontade de meter um murro na boca de quem escreveu aquelas coisas, porque falavam no cabelo como um instrumento de agradar o outro; uma espécie de vale-sexo. Praticamente um assassinato ao amor próprio.)
- Cabelos longos (na altura da cintura ou maior), desalinhados, que passa um longo tempo sem ser cortado: personalidade dependente, sem motivação, acomodada às circunstâncias da vida, dirigida pelo desânimo, sofredora e apática.
Tem um ponto-final depois de "apática" ! Eu estava esperando um "mas", no mínimo. Acabaram (pra não dizer coisa pior) com a pessoa que tem um cabelo assim. Como a pessoa está ? Em depressão ! Na minha opinião, foi a depressão que levou a pessoa a deixar o cabelo assim; vejamos o porquê: "cabelo longos" tudo bem; "desalinhados" qual o problema ?; o problema está em "passa um longo tempo sem ser cortado". Porque isso acontceria ? Oras, se não tenho um barbeiro ou cabeleireiro ao meu alcance de forma alguma, onde estou ? Num deserto !! Nos Andes, Himalaia, Groenlândia !! Por não ter o que fazer, eu definitivamente entraria em depressão. Pronto, o cabelo. Pior !!!! A pessoa pode ficar depressiva só de ler essa definição !
- Cabelos longos mas com corte definido e bem tratado:personalidade consciente, feminilidade, sensualidade, motivação, luta por seus ideais e é dirigida por leis, agressiva e atuante.
L'Oréal dando um pau em Freud e companhia.
- Cabelos médios à altura dos ombros, com aspecto de mal cuidados: personalidade displicente, que “não está nem aí”, não se preocupa em agradar os demais, vive sua vida ego-centrada. Pode ser também um sinal de descontentamento com a vida e de revolta com as pessoas ao redor.
Quer dizer que se o cara que tá no deserto quiser "pessoas ao redor" é só cortar o cabelo até os ombros ?Engraçado a pessoa ser egocêntrica e não estar nem aí pro próprio cabelo.
- Cabelos Médios com corte bem definido: personalidade forte e marcante, quer se impor e consegue aquilo que quer. Vive motivadamente antenada com os acontecimentos ao seu redor. Está sempre se atualizando em múltiplas áreas.
Tesoura é a melhor terapia que existe. (Talvez Van Gogh tenha entendido isso literalmente)
- Cabelos Curtos displicentes e sem corte definido: pode indicar uma pessoa prática e relaxada consigo mesma. Personalidade forte, mas acomodada às situações ao seu redor. Briga com facilidade pelo que quer e gosta de impor seus pontos de vista. Ansiosa e irritada.
Pelo que eu estou entendendo, "deixar a natureza fazer o seu papel" só fode muito com a vida de alguém. Ah, olha que interessante ! "Mal-cuidado" virou "sem corte definido". Entendi... É como calça "pré-lavada" ou carro "semi-novo" ou "baseado na obra".
- Cabelos Curtos definidos: personalidade que se preocupa em estar sempre atualizada, forte impositora dos próprios costumes. Agressiva e de presença marcante. Gosta de ser admirada ostensivamente, e isso lhe faz muito bem física, mental e emocionalmente.
Aham, Cláudia, senta lá.
E você que já tem as chamadas "entradas", cuide da sua personalidade enquanto ainda tem !!!
Pelo que me lembro, meu cabelo era mais claro e mais, bem mais liso que hoje. E quando eu ainda não tinha autonomia nenhuma sobre o meu próprio cabelo, usava o "tigelinha"; faz tempo. Ah, me veio algo agora: sabe aquela situação que te incomoda só de imaginar que inevitavelmente vai acontecer, e não estão nem aí pro que você acha disso mesmo que você seja o centro dela ? Então, eu era exatamente assim com pentear o cabelo. Eu devia ser muito pequeno, porque lembro que era a minha mãe que pentava. E esse era justamente o problema. Ela fazia tanta força pra tirar os nós que ficava praticamente uma peruca no pente a cada vez. E as lágrimas !!! Ah, as lágrimas... Inevitáveis. Não chegavam a escorrer, mas davam presença suficiente.
Nunca tive um caso de amor com meu cabelo, como muitas mulheres têm com os delas. Lavar, sabonete, shampoo, condicionador exige uma paciência que já tive eque não tenho mais, secar e pentear; basicamente isso. Hoje esse processo mudou em uma coisa só: não penteio mais. E, pensando agora, isso aconteceu progressivamente (Não, não me venha com essa análise psicoterapêutica de que criei traumas com as sessões jogos-mortais na infância); eu já penteei o meu cabelo, claro, mas fui parando de fazer isso. Por quê ? Talvez porque eu goste muito, muito mesmo do meu cabelo assim que saio do banho. Nossa, gosto mesmo ! Aquela aparência de umidade e bagunça é demais; um fetiche. Não pentear talvez seja um jeito de deixar aquela bagunça. Como alegria de pobre dura pouco, o cabelo seca e, dependendo, fica uma merda.
Já tive cabelo raspado também, mas por agora não penso em voltar - pelo menos por vontade própria - a raspar. Hoje me acho horrível daquele jeito. Se bem que só raspei várias vezes depois porque achei horrível o cabelo comprido. E aqui temos uma metáfora do ser humano nunca se contentando com o que tem, mesmo tendo lutado tanto um dia para consegui-lo... (Cala a boca, Felipe)
Agora algumas coisas que não entendo direito: porque tanta preocupação com o cabelo se a última pessoa que vai vê-lo sou eu ? É tão estranho quanto comprar um chinelo pela estampa; outro dia vi estampas na sola, NA SOLA DO CHINELO !!! QUE COISA IMBECIL !!! Será que o único momento em que me vejo no espelho é importante porque preciso me sentir bem comigo mesmo ? (Sim, é sim.)
E essa de "cabelo crespo = cabelo ruim" e "cabelo liso = cabelo bom" ? Como assim !? Pra mim, cabelo ruim é o que cai fácil. Tipo coçando a cabeça e "Puta-merda-meu-cabelo !"
E tem aquela coisa de que o cabelo - ou a ausência dele - reflete a personalidade. Não acredito nisso. Mesmo assim, busquei algumas coisas a respeito:
(É importante frisar aqui que em muitos sites tive muita vontade de meter um murro na boca de quem escreveu aquelas coisas, porque falavam no cabelo como um instrumento de agradar o outro; uma espécie de vale-sexo. Praticamente um assassinato ao amor próprio.)
- Cabelos longos (na altura da cintura ou maior), desalinhados, que passa um longo tempo sem ser cortado: personalidade dependente, sem motivação, acomodada às circunstâncias da vida, dirigida pelo desânimo, sofredora e apática.
Tem um ponto-final depois de "apática" ! Eu estava esperando um "mas", no mínimo. Acabaram (pra não dizer coisa pior) com a pessoa que tem um cabelo assim. Como a pessoa está ? Em depressão ! Na minha opinião, foi a depressão que levou a pessoa a deixar o cabelo assim; vejamos o porquê: "cabelo longos" tudo bem; "desalinhados" qual o problema ?; o problema está em "passa um longo tempo sem ser cortado". Porque isso acontceria ? Oras, se não tenho um barbeiro ou cabeleireiro ao meu alcance de forma alguma, onde estou ? Num deserto !! Nos Andes, Himalaia, Groenlândia !! Por não ter o que fazer, eu definitivamente entraria em depressão. Pronto, o cabelo. Pior !!!! A pessoa pode ficar depressiva só de ler essa definição !
- Cabelos longos mas com corte definido e bem tratado:personalidade consciente, feminilidade, sensualidade, motivação, luta por seus ideais e é dirigida por leis, agressiva e atuante.
L'Oréal dando um pau em Freud e companhia.
- Cabelos médios à altura dos ombros, com aspecto de mal cuidados: personalidade displicente, que “não está nem aí”, não se preocupa em agradar os demais, vive sua vida ego-centrada. Pode ser também um sinal de descontentamento com a vida e de revolta com as pessoas ao redor.
Quer dizer que se o cara que tá no deserto quiser "pessoas ao redor" é só cortar o cabelo até os ombros ?Engraçado a pessoa ser egocêntrica e não estar nem aí pro próprio cabelo.
- Cabelos Médios com corte bem definido: personalidade forte e marcante, quer se impor e consegue aquilo que quer. Vive motivadamente antenada com os acontecimentos ao seu redor. Está sempre se atualizando em múltiplas áreas.
Tesoura é a melhor terapia que existe. (Talvez Van Gogh tenha entendido isso literalmente)
- Cabelos Curtos displicentes e sem corte definido: pode indicar uma pessoa prática e relaxada consigo mesma. Personalidade forte, mas acomodada às situações ao seu redor. Briga com facilidade pelo que quer e gosta de impor seus pontos de vista. Ansiosa e irritada.
Pelo que eu estou entendendo, "deixar a natureza fazer o seu papel" só fode muito com a vida de alguém. Ah, olha que interessante ! "Mal-cuidado" virou "sem corte definido". Entendi... É como calça "pré-lavada" ou carro "semi-novo" ou "baseado na obra".
- Cabelos Curtos definidos: personalidade que se preocupa em estar sempre atualizada, forte impositora dos próprios costumes. Agressiva e de presença marcante. Gosta de ser admirada ostensivamente, e isso lhe faz muito bem física, mental e emocionalmente.
Aham, Cláudia, senta lá.
E você que já tem as chamadas "entradas", cuide da sua personalidade enquanto ainda tem !!!
domingo, 12 de setembro de 2010
Venha, venha ! Leia, leia !
Um bom exemplo de que diploma não significa muita coisa são os comerciais. Muitos deles passam longe de serem exemplos de publicidade. Obviamente, há publicitários que fazem jus a seus diplomas, produzindo um comercial mais genial que o outro. Mas como o trágico e o cômico estão muito próximos, alguns me marcaram, mesmo não sendo exatamente da forma que o publicitário da vez gostaria.
Comercial de carro. Do novo Uno. Os carros só aparecem de perto durante 5% do tempo do comercial !!! É mais ou menos "Cadê o... putz, já foi". E o resto ???
Mais detalhadamente: Três carros chegam (correndo, então nem dá pra ver direito), e então eles param. Aparece o interior do carro... tá, um pedacinho do painel só, por uma fração de segundo. Seja rápido ! Depois chegam várias pessoas (não me pergunte de onde ou como elas vieram), e começam a, literalmente, montar uma cidade. Sensacional !!! E pegam as coisas de dentro dos carros (mais uma amostra rápida do interior do carro, seja mais rápido ainda !) e vão desenrolando estradas, erguendo casas, fazendo acabamentos, todos alegres, e tudo sai como uma maquete pré-pronta. É demais. E aí... ué... o que é aquilo ? Ah, é. O carro. Passou de longe e em movimento. Isso é um teste de reflexos ?! Até que, depois dos 32 segundos de comercial (sendo 1 minuto o total), você nunca mais vai ver o carro direito. Exceto por uma cena, mas contente-se em difrenciar os carros só pela cor. Tem algumas metáforas entre a montagem da cidade e os atributos do carro, mas... CADÊ O CARRO !?!? Tá, assitiu a esse comercial ? Achou bom ? Então tente se lembrar de outro carro num comercial.
Deixe eu adivinhar: Uma estrada linda, com curvas suaves, em meio a um deserto infinito, um sol escaldante. E então ele vem, em alta velocidade, brilhando à luz, perfeito deixando uma nuvem de poeira por onde passa. Até que, de repente cruza um rio, espirrando água de um jeito simétrico, selvagem e arquitetônico para ambos os lados. Ou então, à medida que passa, transforma o deserto numa linda floresta arborizada, pulsando fauna e flora. Ótimo. Qual era o carro mesmo ? Lembrou de um ou de vários ?
Comercial de Activia. Uma mulher na praia, de biquíni e tanga. Prestes a entrar no mar e, se não me engano, está com crianças. Surge outra mulher, e aborda a primeira com a seguinte pergunta: "Como vai o intestino ?" COMO ASSIM !? Olha, não sei se sou anormal, isolado, careta ou implicante, mas considerando o contexto, acredito que essa pergunta não venha a calhar. Aliás, quando essa pergunta vem a calhar ? Numa conversa entre médico e paciente. E só. Mas, como se não bastasse a pergunta, A OUTRA MULHER RESPONDE !!! ELA RESPONDE !!! "Ah, está regular." Com o maior sorriso na cara !!! Mas que... que... que situação é essa !? Ambas sorridentes, conversando sobre as atividades intestinais a caminho do mar !!! Ah, que comercial de merda... (desculpe, não resisti =P) Tirando o fato de que só mulher tem problemas com o intestino. Claro. Homens falariam "Putz, não tô conseguindo cagar.", sem sombra de dúvidas. Aí fica feio pra um comercial. Talvez homens só tenham diarreia. ¬¬
Bom... talvez a responta esteja além do meu alcance.
Comercial de curso de inglês. Um garoto avista uma garota. Se encanta, ela é linda. Não pensa duas vezes. Se aproxima, e, de forma gentil e com um sorriso estampado no rosto, se apresenta e pergunta o nome dela. Ela corresponde à simpatia, e se pronuncia. Essa não. Ela não fala português ! E agora !? Ele pensa, pensa, é tudo muito rápido, ele precisa de uma saída, ela não pode saber que ele não sabe falar inglês, e ela é perfeita ! Ele não pode perder essa... pensa, pensa, rápido ! E, numa fração de segundo, ele dá O Beijo nela. E, a qualquer tentativa de pronuciamento dela, ele a beija novamente. Um beijo, acima de tudo, longo. Resolvido. Durante o relacionamento, é só fazer isso ao sinal de qualquer conversa. Claro, o comercial vendia o curso para que você nunca precisasse perder uma oportunidade dessas assim.
Assim que assisti a isso, pensei que, ao contrário de muitos comerciais, esse era, de certa forma, bem real. Imagino que o que vou falar agora provavelmente não fazia parte da intenção do comercial.
Há muitos casais que são exatamente assim. O Beijo. Pegação aqui e ali. Sem trégua. É claro que o aspecto físico é saudável, legal e tudo mais. E também não estou generalizando isso a todos os casais. Mas é triste pensar que, de fato, há muitos e muitos relacionamentos por aí que se resumem a isso: o contato físico eterno como reflexo da impossibilidade de conversa entre eles. Muitas vezes não é só reflexo, mas há a consciência disso por parte de um deles ou até de ambos. Pior: eles falam a mesma língua !!! Ou... é só impressão ? E o resto ? E O RESTO !? Aí um belo dia um deles decide admitir a falta de conversa e pronto. Fim.
Comercial de carro. Do novo Uno. Os carros só aparecem de perto durante 5% do tempo do comercial !!! É mais ou menos "Cadê o... putz, já foi". E o resto ???
Mais detalhadamente: Três carros chegam (correndo, então nem dá pra ver direito), e então eles param. Aparece o interior do carro... tá, um pedacinho do painel só, por uma fração de segundo. Seja rápido ! Depois chegam várias pessoas (não me pergunte de onde ou como elas vieram), e começam a, literalmente, montar uma cidade. Sensacional !!! E pegam as coisas de dentro dos carros (mais uma amostra rápida do interior do carro, seja mais rápido ainda !) e vão desenrolando estradas, erguendo casas, fazendo acabamentos, todos alegres, e tudo sai como uma maquete pré-pronta. É demais. E aí... ué... o que é aquilo ? Ah, é. O carro. Passou de longe e em movimento. Isso é um teste de reflexos ?! Até que, depois dos 32 segundos de comercial (sendo 1 minuto o total), você nunca mais vai ver o carro direito. Exceto por uma cena, mas contente-se em difrenciar os carros só pela cor. Tem algumas metáforas entre a montagem da cidade e os atributos do carro, mas... CADÊ O CARRO !?!? Tá, assitiu a esse comercial ? Achou bom ? Então tente se lembrar de outro carro num comercial.
Deixe eu adivinhar: Uma estrada linda, com curvas suaves, em meio a um deserto infinito, um sol escaldante. E então ele vem, em alta velocidade, brilhando à luz, perfeito deixando uma nuvem de poeira por onde passa. Até que, de repente cruza um rio, espirrando água de um jeito simétrico, selvagem e arquitetônico para ambos os lados. Ou então, à medida que passa, transforma o deserto numa linda floresta arborizada, pulsando fauna e flora. Ótimo. Qual era o carro mesmo ? Lembrou de um ou de vários ?
Comercial de Activia. Uma mulher na praia, de biquíni e tanga. Prestes a entrar no mar e, se não me engano, está com crianças. Surge outra mulher, e aborda a primeira com a seguinte pergunta: "Como vai o intestino ?" COMO ASSIM !? Olha, não sei se sou anormal, isolado, careta ou implicante, mas considerando o contexto, acredito que essa pergunta não venha a calhar. Aliás, quando essa pergunta vem a calhar ? Numa conversa entre médico e paciente. E só. Mas, como se não bastasse a pergunta, A OUTRA MULHER RESPONDE !!! ELA RESPONDE !!! "Ah, está regular." Com o maior sorriso na cara !!! Mas que... que... que situação é essa !? Ambas sorridentes, conversando sobre as atividades intestinais a caminho do mar !!! Ah, que comercial de merda... (desculpe, não resisti =P) Tirando o fato de que só mulher tem problemas com o intestino. Claro. Homens falariam "Putz, não tô conseguindo cagar.", sem sombra de dúvidas. Aí fica feio pra um comercial. Talvez homens só tenham diarreia. ¬¬
Bom... talvez a responta esteja além do meu alcance.
Comercial de curso de inglês. Um garoto avista uma garota. Se encanta, ela é linda. Não pensa duas vezes. Se aproxima, e, de forma gentil e com um sorriso estampado no rosto, se apresenta e pergunta o nome dela. Ela corresponde à simpatia, e se pronuncia. Essa não. Ela não fala português ! E agora !? Ele pensa, pensa, é tudo muito rápido, ele precisa de uma saída, ela não pode saber que ele não sabe falar inglês, e ela é perfeita ! Ele não pode perder essa... pensa, pensa, rápido ! E, numa fração de segundo, ele dá O Beijo nela. E, a qualquer tentativa de pronuciamento dela, ele a beija novamente. Um beijo, acima de tudo, longo. Resolvido. Durante o relacionamento, é só fazer isso ao sinal de qualquer conversa. Claro, o comercial vendia o curso para que você nunca precisasse perder uma oportunidade dessas assim.
Assim que assisti a isso, pensei que, ao contrário de muitos comerciais, esse era, de certa forma, bem real. Imagino que o que vou falar agora provavelmente não fazia parte da intenção do comercial.
Há muitos casais que são exatamente assim. O Beijo. Pegação aqui e ali. Sem trégua. É claro que o aspecto físico é saudável, legal e tudo mais. E também não estou generalizando isso a todos os casais. Mas é triste pensar que, de fato, há muitos e muitos relacionamentos por aí que se resumem a isso: o contato físico eterno como reflexo da impossibilidade de conversa entre eles. Muitas vezes não é só reflexo, mas há a consciência disso por parte de um deles ou até de ambos. Pior: eles falam a mesma língua !!! Ou... é só impressão ? E o resto ? E O RESTO !? Aí um belo dia um deles decide admitir a falta de conversa e pronto. Fim.
domingo, 29 de agosto de 2010
Meu signo astrológico do zodíaco
Eu estava tentando lembrar o que me levou a querer saber mais sobre o meu signo. Se bem que "mais" não é a melhor palavra, já que eu não sabia nada dele. Naaada, nada, não. Quase nada. Se eu não soubesse nada (eu saberia tudo, então ?) não poderia dizer "meu" signo. Se é meu, é porque sei, no mínimo, a que faixa do ano ele corresponde. Tentei puxar da memória como surgiu esse interesse de clicar no primeiro site que me parecesse convincente no título pesquisar:
Eu estava na avenida Paulista. Osolhos embotados de cimento e tráfego amigos todos reunidos num restaurante. É o tipo de programa supervalorizado em determinadas situações, principalmente quando ele existe há meses ou até anos no plano das ideias. Todos entusiasmados só de imaginar as histórias, casos, contos, crônicas, piadas; tudo proporcionado pelo clima sinestésico, caloroso e amigável daquele lugar. Lugar novo, mas cada um ali tinha no outro um bom tanto de passado. E estavam prontos para fazer daquele presente mais um ponto de partida a caminho da memória de longo prazo.
Pediram carneiro e caranguejo(?!). E então aquele momento em que os olhos são maiores que a barriga, e depois de muita piada, novidade, lembrança, risada, gritaria, garfada, muito gole, tempero, sal, azeite extra-virgem... o silêncio. Silêncio de que duvida de si mesmo quando acreditou que os olhos eram tão grandes, tirando a prova de que realmente eram. Nunca comeram tanto naquele dia. Mas pra um pouco de drama, típico de quem quer esbanjar que não desperdiçou um restaurante, usam a palavra "vida". Mesmo que não tenham comido muito mais que o habitual, nunca comeram tanto na vida. Inclusive eu. Nossa, se fosse na balança teria que pagar em moeda de libra naquele momento (aham, Cláudia, senta lá); seria assustador ou satisfatório. No meu caso, satisfatório, já que sempre fui magro.
Todos dopados da tristeza pós-refeição. Estava passando propaganda eleitoral numa televisão perto da nossa mesa. Assitindo a toda aquela variedade de promessas, muita criatividade, espontaneidade, me virei para a rua, como quem não quer nada. Então vi uma das coisas mais inusitadas e distoantes para aquele contexto: um sagitário. Mas aí pensei que não havia nada demais em ver um sagitário passando em plena avenida Paulista. Até aí, tudo bem. O que me deixou extremamente intrigado foi isso: ele estava de colete. COLETE !!! Não é todo dia que se vê, passando logo em frente, um sagitário de colete ! Um colete de couro, que terminava logo acima do umbigo, deixando uma última fresta do corpo antes da saia xadrez eventual, preto-e-branco, resvalando por entre os tornozelos quase invencíveis ao foco. O híbrido se deslocava muito rapidamente. Descobri logo o motivo: algum tipo de atraso, pois tinha, saindo de um bolso interno do colete, à altura do peito, uma corrente de ouro que terminava num belo relógio, também de ouro, em uma das mãos da criatura, quase impermeável a tudo ao seu redor, preocupadíssima com o passar do tempo.
Ao passar, ouvi o sagitário dizer algo como "Ai ai ai, vou chegar atrasado, ele vai me matar !" Bom... nada demais. É normal alguém estar atrasado pra alguma coisa, ainda mais no centro econômico do país, onde quase tudo são ternos, sapatos engraxados, pastas, intrigas de trabalho e pernas às pressas. Mas, mas... ele fala ! ELE FALA !!! Um sagitário, tudo bem. Agora... com um colete, um relógio, e falando !?!? Ah, agora tenho que seguir esse cara. Chamei o pessoal, mas ninguém parecia me ouvir ou ver. Estavam todos atentos à propaganda eleitoral. Vou sozinho mesmo.
Ele entrou na estação Paulista do metrô. Vou atrás. Nossa, essas escadas nunca acabam !? É muuuuito fundo !!! E ele já sumiu em meio à multidão. Preciso chegar logo lá embaixo. Mas eu nunca chego. Tem algo de estranho aqui. Olhei em volta e várias paisagens se sobrepunham num mesmo espaço, por todos os lados pra onde me virasse, fazendo da escada o centro de um túnel vertical. A única paisagem que consegui discernir a ponto de reconhecer, foi a placa do Trópico de Capricórnio, que permaneceu ali por mais tempo que o resto. Logo depois, eu caí.
Foi como cair num enorme estofado, que, por um momento, se moldou a mim, mas logo em seguida era chão duro e seco. Será que o sagitário está viajando ? Pra onde, então ? Passou pelo Trópico de Capricórnio pra chegar em que lugar, exatamente ? Estava atrasado pra que ? Quem ia matá-lo pelo atraso ? Eu precisava saber. Finalmente consegui avistá-lo. Entrava no vagão do metrô, muito adiante de mim. Não fui no mesmo vagão, mas no mesmo trem. Isso me bastava.
A cada parada, olhava pra fora na tentativa de ver o sagitário, mas na maioria das vezes tudo o que via eram cabeleiras, correntes, piercings e estampas do Metallica, Scorpions, Megadeth, Behemoth, Led Zeppelin, Sandy e Junior e Deep Purple. Até que finalmente vi o híbrido saindo do trem. A estação ? Não sei. Não tinha nome. Mas as coisas estavam diferentes novamente. Agora não eram mais camisetas de qualquer banda, mas sim do Nirvana. Crianças segurando pirocópteros e embalagens de Kinder Ovo aos montes nas mãos. Absolutamente ninguém usando fones. Os sozinhos olhavam ao redor, e não pras próprias mãos, cheias de dedos digitadores.
Isso tudo me distraiu um pouco, mas não perdi o sagitário de vista. Ele saiu da estação, assim como eu. Passando em frente a um bar, vi o balconista dirigindo-se a uma televisão bem peculiar e mudando os canais: TV Colosso, Glub Glub, O Fantástico Mundo de Bob, O Mundo de Beakman, X-Tudo. Não, não pode ser. Até aceito a televisão ser antiga, apesar de parecer nova em folha; o balconista tendo que se levantar pra mudar de canal; mas e a programação !? Opa, ele entrou em algum lugar. Eu conheço aqui. É um planetário, mas esse lugar não existe mais. Agora é um aquário.
Logo que cheguei na porta, reparei que não era uma porta comum para um lugar público. Era uma porta dupla central, cercada de gaveteiros de cada lado. Tudo de madeira maciça, aparentemente envelhecida. Era um armário. Entrei. Muito frio, muita neve. Avistei logo o sagitário, que estava parado, impaciente, a poucos passos de mim. Cheguei sorrateiramente perto dele, com receio de me assustar e de assustar. Num gesto brusco e repentino, virou-se pra mim dizendo, num rugido alto e ríspido "Já era hora !!! Vamos, vamos !!!" "Vamos aonde ?" "Precisamos despistar a Feiticeira e chegar rapidamente até o Leão."
Montei nele e saímos em disparada por entre a floresta morta. No meio do caminho, várias paisagens se sobrepunham novamente. Entre elas, visualizei o restaurante e meus amigos. Ainda estavam lá, compenetrados na propaganda eleitoral. Estiquei o braço, e senti o calor urbano e amigável tomar conta de meu pulso. Saltei. Caí em frente ao restaurante, do lado de fora. Pulei a janela e entrei. Aparentemente ninguém viu meu feito. Impossível. "Ei, ninguém viu o que passou correndo logo aqui em frente ?" "Ah, o sagitário ?" "Sim..." "Vimos sim." "Ele estava de colete e relógio !!! Por que ninguém veio comigo assim que chamei ?" "Olha só: Maguila, Kiko do KLB, Mulher Pêra, Tiririca, Dinei, Kléber Bam-bam, Ronaldo Esper, Marcelinho Carioca e Raul Gil no horário eleitoral !!! Que sagitário ganha disso !?!?"
Talvez tenha sido algo do tipo.
Bom, de qualquer forma, soube um pouco mais a respeito do meu signo.
"A ti, Peixes, não foi por acaso que te deixei por último, pois te dou a mais difícil de todas as tarefas."
Aaaaaaaaaah, agora tudo faz sentido. Ficar por último e se ferrar mais que todo mundo ? Entendi. Já foi muito esclarecedor pra mim. Que sucinto, hahahahaha !
Eu estava na avenida Paulista. Os
Pediram carneiro e caranguejo
Todos dopados da tristeza pós-refeição. Estava passando propaganda eleitoral numa televisão perto da nossa mesa. Assitindo a toda aquela variedade de promessas, muita criatividade, espontaneidade, me virei para a rua, como quem não quer nada. Então vi uma das coisas mais inusitadas e distoantes para aquele contexto: um sagitário. Mas aí pensei que não havia nada demais em ver um sagitário passando em plena avenida Paulista. Até aí, tudo bem. O que me deixou extremamente intrigado foi isso: ele estava de colete. COLETE !!! Não é todo dia que se vê, passando logo em frente, um sagitário de colete ! Um colete de couro, que terminava logo acima do umbigo, deixando uma última fresta do corpo antes da saia xadrez eventual, preto-e-branco, resvalando por entre os tornozelos quase invencíveis ao foco. O híbrido se deslocava muito rapidamente. Descobri logo o motivo: algum tipo de atraso, pois tinha, saindo de um bolso interno do colete, à altura do peito, uma corrente de ouro que terminava num belo relógio, também de ouro, em uma das mãos da criatura, quase impermeável a tudo ao seu redor, preocupadíssima com o passar do tempo.
Ao passar, ouvi o sagitário dizer algo como "Ai ai ai, vou chegar atrasado, ele vai me matar !" Bom... nada demais. É normal alguém estar atrasado pra alguma coisa, ainda mais no centro econômico do país, onde quase tudo são ternos, sapatos engraxados, pastas, intrigas de trabalho e pernas às pressas. Mas, mas... ele fala ! ELE FALA !!! Um sagitário, tudo bem. Agora... com um colete, um relógio, e falando !?!? Ah, agora tenho que seguir esse cara. Chamei o pessoal, mas ninguém parecia me ouvir ou ver. Estavam todos atentos à propaganda eleitoral. Vou sozinho mesmo.
Ele entrou na estação Paulista do metrô. Vou atrás. Nossa, essas escadas nunca acabam !? É muuuuito fundo !!! E ele já sumiu em meio à multidão. Preciso chegar logo lá embaixo. Mas eu nunca chego. Tem algo de estranho aqui. Olhei em volta e várias paisagens se sobrepunham num mesmo espaço, por todos os lados pra onde me virasse, fazendo da escada o centro de um túnel vertical. A única paisagem que consegui discernir a ponto de reconhecer, foi a placa do Trópico de Capricórnio, que permaneceu ali por mais tempo que o resto. Logo depois, eu caí.
Foi como cair num enorme estofado, que, por um momento, se moldou a mim, mas logo em seguida era chão duro e seco. Será que o sagitário está viajando ? Pra onde, então ? Passou pelo Trópico de Capricórnio pra chegar em que lugar, exatamente ? Estava atrasado pra que ? Quem ia matá-lo pelo atraso ? Eu precisava saber. Finalmente consegui avistá-lo. Entrava no vagão do metrô, muito adiante de mim. Não fui no mesmo vagão, mas no mesmo trem. Isso me bastava.
A cada parada, olhava pra fora na tentativa de ver o sagitário, mas na maioria das vezes tudo o que via eram cabeleiras, correntes, piercings e estampas do Metallica, Scorpions, Megadeth, Behemoth, Led Zeppelin, Sandy e Junior e Deep Purple. Até que finalmente vi o híbrido saindo do trem. A estação ? Não sei. Não tinha nome. Mas as coisas estavam diferentes novamente. Agora não eram mais camisetas de qualquer banda, mas sim do Nirvana. Crianças segurando pirocópteros e embalagens de Kinder Ovo aos montes nas mãos. Absolutamente ninguém usando fones. Os sozinhos olhavam ao redor, e não pras próprias mãos, cheias de dedos digitadores.
Isso tudo me distraiu um pouco, mas não perdi o sagitário de vista. Ele saiu da estação, assim como eu. Passando em frente a um bar, vi o balconista dirigindo-se a uma televisão bem peculiar e mudando os canais: TV Colosso, Glub Glub, O Fantástico Mundo de Bob, O Mundo de Beakman, X-Tudo. Não, não pode ser. Até aceito a televisão ser antiga, apesar de parecer nova em folha; o balconista tendo que se levantar pra mudar de canal; mas e a programação !? Opa, ele entrou em algum lugar. Eu conheço aqui. É um planetário, mas esse lugar não existe mais. Agora é um aquário.
Logo que cheguei na porta, reparei que não era uma porta comum para um lugar público. Era uma porta dupla central, cercada de gaveteiros de cada lado. Tudo de madeira maciça, aparentemente envelhecida. Era um armário. Entrei. Muito frio, muita neve. Avistei logo o sagitário, que estava parado, impaciente, a poucos passos de mim. Cheguei sorrateiramente perto dele, com receio de me assustar e de assustar. Num gesto brusco e repentino, virou-se pra mim dizendo, num rugido alto e ríspido "Já era hora !!! Vamos, vamos !!!" "Vamos aonde ?" "Precisamos despistar a Feiticeira e chegar rapidamente até o Leão."
Montei nele e saímos em disparada por entre a floresta morta. No meio do caminho, várias paisagens se sobrepunham novamente. Entre elas, visualizei o restaurante e meus amigos. Ainda estavam lá, compenetrados na propaganda eleitoral. Estiquei o braço, e senti o calor urbano e amigável tomar conta de meu pulso. Saltei. Caí em frente ao restaurante, do lado de fora. Pulei a janela e entrei. Aparentemente ninguém viu meu feito. Impossível. "Ei, ninguém viu o que passou correndo logo aqui em frente ?" "Ah, o sagitário ?" "Sim..." "Vimos sim." "Ele estava de colete e relógio !!! Por que ninguém veio comigo assim que chamei ?" "Olha só: Maguila, Kiko do KLB, Mulher Pêra, Tiririca, Dinei, Kléber Bam-bam, Ronaldo Esper, Marcelinho Carioca e Raul Gil no horário eleitoral !!! Que sagitário ganha disso !?!?"
Talvez tenha sido algo do tipo.
Bom, de qualquer forma, soube um pouco mais a respeito do meu signo.
"A ti, Peixes, não foi por acaso que te deixei por último, pois te dou a mais difícil de todas as tarefas."
Aaaaaaaaaah, agora tudo faz sentido. Ficar por último e se ferrar mais que todo mundo ? Entendi. Já foi muito esclarecedor pra mim. Que sucinto, hahahahaha !
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Pois não ?
Por toda a minha vida convivi com certas coisas sem perceber que não fazem sentido nenhum. (Pra entender essa última frase - que na verdade é a primeira - talvez seja necessário apelar pra regra de sinais: menos com menos é mais; se bem que aí uma das possibilidades seria algo como "sem perceber que fazem todo o sentido" e não fazem todo o sentido. Muito pelo contrário. Tá entendendo ? Não... ?)
Estou me referindo a algumas frases do nosso dia-a-dia. Frases tão enraizadas que se tornam normais. Mesmo que de normal não tenham nada:
Você chega ao médico, pra uma consulta, e recebe a pergunta: "Está tudo bem ?"
Quando aquele ser humano chegou à conclusão de que essa pergunta faria algum sentido numa situação daquelas !? "Não, doutor ! Se estivesse tudo bem, eu não estaria aqui !" ou "Melhor agora, que vou fazer exame retal ! Que maravilha !" ¬¬ (Tá. Exagerei.Ele está sendo educado; a pergunta não tem esse sentido. Exame retal não é tão ruim) =P Ah, e nunca faça essa pergunta a algum familiar do defunto no velório. E não decida paquerar ninguém num velório com a famosa "Vem sempre aqui ?"... Não funciona, garanto... Só se a pessoa trabalhar lá... õô
E quando você atende o telefone e perguntam "Quem gostaria ?" ?
Olha, não sei se todo mundo gosta de ligar pro banco, por exemplo. Ou pra Receita Federal, ou pra algum serviço de atendimento ao consumidor. Eu não gosto. Se gostasse, certamente ligaria com mais frequência, e ficaria, quem sabe, horas ao telefone. Mas por vontade própria, e não ouvindo uma musiquinha de elevador. (Não que música de elevador seja ruim, porque sei que toca jazz em certos elevadores, mas... ah... deu pra entender.)
Você chega ao balcão da padaria e pergunta: "Me vê um sonho ?"
Sabe, se eu fosse a pessoa atrás do balcão, ficaria olhando pra pessoa... olhando, olhando... até que ela me perguntasse "O que foi ?" e eu respoderia, ainda mais se fosse uma mulher "A senhora é muito bonita, mas não posso fazer de você um sonho." E se ela fosse sempre lá, aí... ¬¬
Toda vez que eu chego em casaa barata da vizinha tá na minha cama, e minha mãe chega depois, me pergunta: "Faz tempo que você chegou agora ?"
Veja bem... É... Oi ? Se eu cheguei agora, não faz tempo que cheguei. (Tá, essa dá pra entender. Mas tem que mexer na ordem das palavras.)
O(a) vendedor(a) chega pra mim e pergunta: "Como posso ajudar ?"
O pior de tudo não é a pergunta em si, mas o momento em que é feita: quando queremos paz. Quando entro numa loja, normalmente quero dar a famosa "olhadinha", refletir (sim, pode ser pra comprar um espelho também) e comparar preços. E, mesmo que já saiba o que comprar, a pergunta deve partir de mim ! É, retiro o que disse. A pergunta em si já é o pior de tudo. Não sei se o problema é comigo, mas já estou tão saturado dessa pergunta, que chega a me irritar.
No caixa do supermercado: "Mais alguma coisa ?"
Hahahahahaha... (chama-se "riso nervoso". Conhece algum caso de pessoas que riem compulsoriamente no velório de uma pessoa amada ? Pois então... Ah, não que sejam situações equivalentes, mas eu riria de nervoso.) Mais alguma coisa ? Ah, agora eu sou obrigado a pensar. (...)
Atendendo ao telefone, novamente: "Pronto ?"
Eu poderia até perguntar "Pronto pra que !?", mas o problema é que se trata de uma interrogativa. Interrogativa ! É claro que a pessoa que te ligou está pronta pra conversar com você ! Quem deveria responder e essa pergunta é você, que atendeu ! Vai que você estava lavando o banheiro ou saindo do banho, ou em qualquer situação que te impossibilitaria de mexer somente as mãos...
"O prazer é todo meu !"
Ah, para de ser egoísta !! Eu fico como então ? Em depressão !? Vai com calma... Olha o ego aí...
"A coisa ficou feia... ele saiu do sério."
Ôh... Como é que é ? Que maldade... ele começou a rir !? (Deveria ser justamente o contrário do que dizem ser.)
Amigos. Apaga-se a luz. Todos tornam-se silhuetas, iluminados agora somente por uma vela, centro da atenção de todos. Então começa o coro nostálgico e sinestésico: "Parabéns pra você / nessa data querida / muitas felicidades / muitos anos de vida !"
De repente, uma única voz corta o rápido silêncio: "E PRA ELE(A): NADAAAAAAA !!!"
OOOOOOOOW !!!!!!!!!!!! QUE PORRA É ESSA !?!? QUEM É ESSA PESSOA !?!? ALGUÉM ACENDE A LUZ RÁPIDO ANTES QUE ELA FUJA OU VOLTE A SE DISFARÇAR !!! EXPULSA DA FESTA !!! QUEM CONVIDOU !? Como se não bastasse não desejar nada pro aniversariante, ainda quer que o coitado perca tudo !
Estou me referindo a algumas frases do nosso dia-a-dia. Frases tão enraizadas que se tornam normais. Mesmo que de normal não tenham nada:
Você chega ao médico, pra uma consulta, e recebe a pergunta: "Está tudo bem ?"
Quando aquele ser humano chegou à conclusão de que essa pergunta faria algum sentido numa situação daquelas !? "Não, doutor ! Se estivesse tudo bem, eu não estaria aqui !" ou "Melhor agora, que vou fazer exame retal ! Que maravilha !" ¬¬ (Tá. Exagerei.
E quando você atende o telefone e perguntam "Quem gostaria ?" ?
Olha, não sei se todo mundo gosta de ligar pro banco, por exemplo. Ou pra Receita Federal, ou pra algum serviço de atendimento ao consumidor. Eu não gosto. Se gostasse, certamente ligaria com mais frequência, e ficaria, quem sabe, horas ao telefone. Mas por vontade própria, e não ouvindo uma musiquinha de elevador. (Não que música de elevador seja ruim, porque sei que toca jazz em certos elevadores, mas... ah... deu pra entender.)
Você chega ao balcão da padaria e pergunta: "Me vê um sonho ?"
Sabe, se eu fosse a pessoa atrás do balcão, ficaria olhando pra pessoa... olhando, olhando... até que ela me perguntasse "O que foi ?" e eu respoderia, ainda mais se fosse uma mulher "A senhora é muito bonita, mas não posso fazer de você um sonho." E se ela fosse sempre lá, aí... ¬¬
Toda vez que eu chego em casa
Veja bem... É... Oi ? Se eu cheguei agora, não faz tempo que cheguei. (Tá, essa dá pra entender. Mas tem que mexer na ordem das palavras.)
O(a) vendedor(a) chega pra mim e pergunta: "Como posso ajudar ?"
O pior de tudo não é a pergunta em si, mas o momento em que é feita: quando queremos paz. Quando entro numa loja, normalmente quero dar a famosa "olhadinha", refletir (sim, pode ser pra comprar um espelho também) e comparar preços. E, mesmo que já saiba o que comprar, a pergunta deve partir de mim ! É, retiro o que disse. A pergunta em si já é o pior de tudo. Não sei se o problema é comigo, mas já estou tão saturado dessa pergunta, que chega a me irritar.
No caixa do supermercado: "Mais alguma coisa ?"
Hahahahahaha... (chama-se "riso nervoso". Conhece algum caso de pessoas que riem compulsoriamente no velório de uma pessoa amada ? Pois então... Ah, não que sejam situações equivalentes, mas eu riria de nervoso.) Mais alguma coisa ? Ah, agora eu sou obrigado a pensar. (...)
Atendendo ao telefone, novamente: "Pronto ?"
Eu poderia até perguntar "Pronto pra que !?", mas o problema é que se trata de uma interrogativa. Interrogativa ! É claro que a pessoa que te ligou está pronta pra conversar com você ! Quem deveria responder e essa pergunta é você, que atendeu ! Vai que você estava lavando o banheiro ou saindo do banho, ou em qualquer situação que te impossibilitaria de mexer somente as mãos...
"O prazer é todo meu !"
Ah, para de ser egoísta !! Eu fico como então ? Em depressão !? Vai com calma... Olha o ego aí...
"A coisa ficou feia... ele saiu do sério."
Ôh... Como é que é ? Que maldade... ele começou a rir !? (Deveria ser justamente o contrário do que dizem ser.)
Amigos. Apaga-se a luz. Todos tornam-se silhuetas, iluminados agora somente por uma vela, centro da atenção de todos. Então começa o coro nostálgico e sinestésico: "Parabéns pra você / nessa data querida / muitas felicidades / muitos anos de vida !"
De repente, uma única voz corta o rápido silêncio: "E PRA ELE(A): NADAAAAAAA !!!"
OOOOOOOOW !!!!!!!!!!!! QUE PORRA É ESSA !?!? QUEM É ESSA PESSOA !?!? ALGUÉM ACENDE A LUZ RÁPIDO ANTES QUE ELA FUJA OU VOLTE A SE DISFARÇAR !!! EXPULSA DA FESTA !!! QUEM CONVIDOU !? Como se não bastasse não desejar nada pro aniversariante, ainda quer que o coitado perca tudo !
sábado, 15 de maio de 2010
Como assim ?!
Será que é eufemismo dizer que tem alguma coisa errada ? Vou me explicar:
Assim como comprar Kinder Ovo, comer no McDonald's foi algo que parei de fazer do nada, e há muito tempo. Mas isso talvez eu saiba explicar melhor. Não sei se isso foi só comigo (muito provavelmente não), mas a minha carreira de consumo no McDonalds começou não pela comida, mas pelo brinquedo. E não, não era o brinquedo em primeiro plano e a comida em segundo. Era só o brinquedo. Mesmo porque to-da vez que eu pedia o lanche, vinham mais coisas que eu não queria, como cebola, picles, alface, etc. Confesso que quando vinha certo, era bom. Eu era muito devagar pra comer, e sempre que digo isso me lembro de uma vez em que, como toda criança ingênua que se preze, estava na minha festa de aniversário no McDonald's, e o meu professor de judô (o que bulhufas ele estava fazendo ali !? - só pra ver como a criança tem bastante autonomia pra escolher quem vai na festa ¬¬) colocou um Big Mac INTEIRO na boca, e, como se não bastasse, mastigou e engoliu !!! ENGOLIU !!! Claro que hoje é algo mais normal, mas um cara relativamente grande fazendo isso na frente de uma criança de sete anos é algo que fica na cabeça dela a ponto de, doze anos depois, ela registrar isso com tanta ênfase num blog. É o equivalente a dizer que o Papai Noel não existe; que a Priscila da TV Colosso na verdade é um homem que mudará de emissora por dinheiro e ganhará o apelido de "Vesgo"; que não existem peixes com cara de gente como no Glub Glub; ou que o Louro José tem UM BRAÇO ENFIADO NO RABO !!!! Mas nada disso impede que eu adore a Tia Penha.
Bom... foi uma experiência marcante, mas não foi isso que me fez parar de comer no McDonald's. Foi o simples fato de eu passar a comer em outros lugares. Não só perdi a vontade de McDonal's como não gosto mais de McDonald's. Não é como "Ah, tá tudo fechado, só tem McDonald's, fazer o que..." mas "Ah, tá tudo fechado, só tem McDonald's... OOOOOOOOOOOOOOOOOWWWW $%#@#$@% !!!!" Se você gosta de McDonald's, não assista Super Size Me.
Esse foi um breve histórico da minha relação com o McDonalds. Sim, eu sou o cara marcado na embalagem de suco naquela foto "Todo mundo tem um amigo e-várias- embalagens-de-bebidas".
Outro dia, num farol vermelho, recebi aqueles papéis de publicidade de imóvel. E li uma lista com seis itens, e eram locais de grande referência comercial, pra mostrar como aquele seu futuro lar estará perto das principais atrações do bairro.
1. Museu do Ipiranga (Delícia)
2. Shopping Plaza Sul (Sensacional)
3. Extra (Maravilha)
4. McDonald's (...)
5. Rua Marquês de Olinda (É bom saber em que rua você irá morar)
6. Metrô Alto do Ipiranga (Metrô é ponto vital)
(...) = $%#@@#$$%#@$%#@#%$@$%@&%$#@#$ VIROU PONTO DE REFERÊNCIA PRA SE COMPRAR UM LAR, PUTA-QUE-PARIU !!! THE FUCKING AMERICAN WAY OF LIFE EM UM DE SEUS MILHÕES DE ASPECTOS !!! Eu até diria, com muita ironia, um sétimo item, mas fica na imaginação de cada um.
E outra coisa me aconteceu pra dizer que a importância das coisas está muito estranha pra mim:
Saindo do cursinho, passei em frente a uma loja ali do lado, bem perto. Tinha um anúncio impresso em folha sulfite: "Temos protetor auricular (tampão)" Que necessidade tão grande é essa de dizer isso ? Não sei o que aconteceu, mas na porta ? A Lady Gaga não usa "tampão". Mas tenho uma teoria: 2012 - O Fim do Mundo !!! Claro !!! Por que, em pleno Largo Ana Rosa, estariam dando tanta importância a algo que se usa predominantemente pra nadar ? AQUECIMENTO GLOBAL !!! SE PREPAREM PORQUE TSUNAMI VEM AÍ E VAI CHEGAR ATÉ AQUI !!! (Hehehehe.... viajei legal nessa =S) Tá bom, serve pra nadar (tesão), não ouvir ronco, etc (?).
Quando eu consumia McDonald's, a música do Big Mac só funcionava pra mim assim:
Dois hambúrgueres,alface, queijo, molho especial, cebola, picles num pão com gergelim
É BIG MAC !!!
Assim como comprar Kinder Ovo, comer no McDonald's foi algo que parei de fazer do nada, e há muito tempo. Mas isso talvez eu saiba explicar melhor. Não sei se isso foi só comigo (muito provavelmente não), mas a minha carreira de consumo no McDonalds começou não pela comida, mas pelo brinquedo. E não, não era o brinquedo em primeiro plano e a comida em segundo. Era só o brinquedo. Mesmo porque to-da vez que eu pedia o lanche, vinham mais coisas que eu não queria, como cebola, picles, alface, etc. Confesso que quando vinha certo, era bom. Eu era muito devagar pra comer, e sempre que digo isso me lembro de uma vez em que, como toda criança ingênua que se preze, estava na minha festa de aniversário no McDonald's, e o meu professor de judô (o que bulhufas ele estava fazendo ali !? - só pra ver como a criança tem bastante autonomia pra escolher quem vai na festa ¬¬) colocou um Big Mac INTEIRO na boca, e, como se não bastasse, mastigou e engoliu !!! ENGOLIU !!! Claro que hoje é algo mais normal, mas um cara relativamente grande fazendo isso na frente de uma criança de sete anos é algo que fica na cabeça dela a ponto de, doze anos depois, ela registrar isso com tanta ênfase num blog. É o equivalente a dizer que o Papai Noel não existe; que a Priscila da TV Colosso na verdade é um homem que mudará de emissora por dinheiro e ganhará o apelido de "Vesgo"; que não existem peixes com cara de gente como no Glub Glub; ou que o Louro José tem UM BRAÇO ENFIADO NO RABO !!!! Mas nada disso impede que eu adore a Tia Penha.
Bom... foi uma experiência marcante, mas não foi isso que me fez parar de comer no McDonald's. Foi o simples fato de eu passar a comer em outros lugares. Não só perdi a vontade de McDonal's como não gosto mais de McDonald's. Não é como "Ah, tá tudo fechado, só tem McDonald's, fazer o que..." mas "Ah, tá tudo fechado, só tem McDonald's... OOOOOOOOOOOOOOOOOWWWW $%#@#$@% !!!!" Se você gosta de McDonald's, não assista Super Size Me.
Esse foi um breve histórico da minha relação com o McDonalds. Sim, eu sou o cara marcado na embalagem de suco naquela foto "Todo mundo tem um amigo e-várias- embalagens-de-bebidas".
Outro dia, num farol vermelho, recebi aqueles papéis de publicidade de imóvel. E li uma lista com seis itens, e eram locais de grande referência comercial, pra mostrar como aquele seu futuro lar estará perto das principais atrações do bairro.
1. Museu do Ipiranga (Delícia)
2. Shopping Plaza Sul (Sensacional)
3. Extra (Maravilha)
4. McDonald's (...)
5. Rua Marquês de Olinda (É bom saber em que rua você irá morar)
6. Metrô Alto do Ipiranga (Metrô é ponto vital)
(...) = $%#@@#$$%#@$%#@#%$@$%@&%$#@#$ VIROU PONTO DE REFERÊNCIA PRA SE COMPRAR UM LAR, PUTA-QUE-PARIU !!! THE FUCKING AMERICAN WAY OF LIFE EM UM DE SEUS MILHÕES DE ASPECTOS !!! Eu até diria, com muita ironia, um sétimo item, mas fica na imaginação de cada um.
E outra coisa me aconteceu pra dizer que a importância das coisas está muito estranha pra mim:
Saindo do cursinho, passei em frente a uma loja ali do lado, bem perto. Tinha um anúncio impresso em folha sulfite: "Temos protetor auricular (tampão)" Que necessidade tão grande é essa de dizer isso ? Não sei o que aconteceu, mas na porta ? A Lady Gaga não usa "tampão". Mas tenho uma teoria: 2012 - O Fim do Mundo !!! Claro !!! Por que, em pleno Largo Ana Rosa, estariam dando tanta importância a algo que se usa predominantemente pra nadar ? AQUECIMENTO GLOBAL !!! SE PREPAREM PORQUE TSUNAMI VEM AÍ E VAI CHEGAR ATÉ AQUI !!! (Hehehehe.... viajei legal nessa =S) Tá bom, serve pra nadar (tesão), não ouvir ronco, etc (?).
Quando eu consumia McDonald's, a música do Big Mac só funcionava pra mim assim:
Dois hambúrgueres,
É BIG MAC !!!
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Parafina !? PARATUDO !!!
Algumas coisas nessa vida deixam de acontecer por motivos de força maior; sem uma explicação muito plausível, num momento qualquer, de tal forma que tudo fica meio embaçado na memória. Uma dessas coisas na minha vida que teve esse perfil foi a compra de Kinder Ovo.
Eu sei que gosto muito de Kinder Ovo, mas fazia muito, mas muito tempo mesmo que não comia. Se eu for chutar a idade que tinha na última vez que comi um, é capaz de eu errar com uma margem de três anos (e é nessa hora que a gente fala a "idade da infância" que, acredito eu, varia pouco entre as pessoas, e a minha é 7 anos), só pra ter noção de como foi o tipo de coisa que simplesmente para de acontecer. Um fator relevante que talvez tenha ajudado pra que eu não comprasse mais é o atual preço. Sim, digo atual porque antes era muito mais barato, e a variação de preço é tão gritante que é uma coisa aparentemente ignorada, mas não deveria ser. E agora eu me pergunto: por que bulhufas (é legal essa palavra... bulhufas... hehehe) isso aconteceu ? Aliás, por mais que o preço tenha aumentado, nunca seria barreira que me impedisse de comprar algo de que gosto tanto. Vou tentar juntar fatos relativos à minha infância no mundo de Kinder Ovo que talvez possa responder a essa pergunta. Pensando melhor, acho que é um único fato.
Situação clássica (pelo menos pra mim) de uma criança, no caso eu, junto com a mãe (a... minha... hehehe), comprando algo no pipoqueiro em frente à saída da escola. Ah... um adendo aqui: pra mim, a última coisa que o pipoqueiro representava era pipoca. O cara tinha mais de doces de todas as formas, cores e sabores, salgadinhos, e até um forninho pra fazer pizza ! Acho que nasceu daí a ideia de, num mesmo lugar, você poder comprar desde um frango assado fechado num pacote a um real até TV's de última geração, daquelas que você derruba só porque estava ao lado e não a viu, de tão fina. Voltando (...)
No pipoqueiro então, comprando o Kinder Ovo, eu satisfazia aquela ansiedade e desejo de criança. Uma coisa tão intensa em algo tão pequeno e breve. Se tem algo que procuro preservar pro resto da vida é esse contentamento com tão pouco, de se admirar muito, por sinal. Não sei se posso dizer que era só pelo brinquedo. Era também, mas eu amo aquele chocolate. Sim, era mais pelo chocolate, porque eu nunca colecionei os brinquedos. Agora vem o fato, que venho questionando desde então; com o mesmo efeito do grande espaço vazio ao abrir um pacote de salgadinho (já pequeno); o asterisco com aquela observação em letras minúsculas escrita sempre lateralmente ou de ponta cabeça; o oásis no deserto; a porta de vidro que você não viu: Minha mãe disse que aquele chocolate tem muita parafina. (!?) Pé.....pé....pé...pé..pé.péraê !!! Como é que é !? Mas eu nem sabia o que era parafina !!! Talvez na época ela só tenha dito que fazia mal, porque, se fosse pela parafina, eu continuaria comendo como sempre. Mas, se eu comi aquilo durante um tempo considerável e praticamente todo dia, por que, do nada, tirar o doce da minha boca !? FAZ MAL !? TEM PARAFINA !? Olha... criança é um ser realmente ingênuo e que, infelizmente, muitas vezes, aceita as coisas sem questionar (tudo bem que eu tenho 19 anos e ainda não resolvi esclarecer essa questão, hehehe) mas hoje eu tenho muitas dúvidas: de onde ela tirou isso ?! Ela combinou com o todas as mães do mundo pra que falassem pra seus filhos alguma coisa só pra impedir que comessem ?! Todas as mamães botaram a culpa na parafina então !? Pra quê !? Já tem vela pra caramba por aí.... nem vem ! Não... não pode ser... a igreja tá metida até nisso !? Mas minha mãe só usava velas em dias de apagão. Já sei ! Todas os adultos já sabiam dos apagões que precederiam o Fim do Mundo ! Claro ! "Vamos usar parafina pra algo mais útil que produzir chocolate." (...) Não... não faz sentido... Mas poxa vida... Kinder Ovo não é radioativo ! Que isso está muito mal contado, está ! E será que o preço aumentou porque, por algum motivo, todas as crianças pararam de comprar Kinder Ovo ? Lei da oferta e da procura ? Ficou caro porque ninguém mais comprou ou ninguém mais comprou porque ficou caro ?
Como uma forma de compensar - e muito mal compensado, por sinal - essa minha abstinência, resolvi comprar um Kinder Ovo na páscoa (deu pra entender que é o grande, certo ?). E NÃO ESTOU NEM AÍ SE É CARO !!! Comi e foi muito bom. Foi muito rápido e, por incrível que pareça, só comi no dia seguinte. Mas reparei em algumas coisas que me deixaram intrigados: a proporção de chocolate entre o ovo grande e o tradicional é a mesma ! Tá, era de se esperar mas aquilo é praticamente uma película de chocolate !!! Inclusive o brinquedo era proporcional... o que não anima muito, porque se aquela cápsula onde vem a surpresa fosse maciça e feita de chocolate, seria mais satisfatório que o próprio ovo. O brinquedo ocupa um puta espaço !!! Taí... o brinquedo. Me lembro que vinha quebra-cabeça. Façameofavor !!! Quebra-cabeças só tem graça (mesmo pra uma criança) com mais de... 500 peças. Quem são os infelizes responsáveis pelos
brinquedos do Kinder Ovo !? Enfim, no meu ovo de páscoa veio um brinquedo relativamente grande, com pilha (woow). É um dragão vermelho que tem uma luzinha no fundo da boca. Acho que é uma analogia com fogo. Passei por aquele momento de "alegria pelo novo". É como ganhar uma relógio e, além de ficar olhando as horas a cada minuto, a gente fica esperando que alguém pergunte pelas horas ou até perguntamos se a pessoa quer saber as horas, e informamos com uma felicidade injustificável e boba aos olhos dos outros.
Vou procurar saber a respeito dos ingredientes do Kinder Ovo (coisa que não sei porque não fiz até agora... tão simples !). Mas se tiver algo prejudicial à saúde, não vai bastar olhar na embalagem. E se alguém parou de comprar Kinder Ovo por causa da maldita parafina, diga que não estou sozinho nessa história.
E aquela moedinha de chocolate que nem tem mais sentido de ser, porque não custa mais um real !? Falo naaaaaaaaaaaaaaaaaadaaaaaaaaaaaaaaaaaa......
Eu sei que gosto muito de Kinder Ovo, mas fazia muito, mas muito tempo mesmo que não comia. Se eu for chutar a idade que tinha na última vez que comi um, é capaz de eu errar com uma margem de três anos (e é nessa hora que a gente fala a "idade da infância" que, acredito eu, varia pouco entre as pessoas, e a minha é 7 anos), só pra ter noção de como foi o tipo de coisa que simplesmente para de acontecer. Um fator relevante que talvez tenha ajudado pra que eu não comprasse mais é o atual preço. Sim, digo atual porque antes era muito mais barato, e a variação de preço é tão gritante que é uma coisa aparentemente ignorada, mas não deveria ser. E agora eu me pergunto: por que bulhufas (é legal essa palavra... bulhufas... hehehe) isso aconteceu ? Aliás, por mais que o preço tenha aumentado, nunca seria barreira que me impedisse de comprar algo de que gosto tanto. Vou tentar juntar fatos relativos à minha infância no mundo de Kinder Ovo que talvez possa responder a essa pergunta. Pensando melhor, acho que é um único fato.
Situação clássica (pelo menos pra mim) de uma criança, no caso eu, junto com a mãe (a... minha... hehehe), comprando algo no pipoqueiro em frente à saída da escola. Ah... um adendo aqui: pra mim, a última coisa que o pipoqueiro representava era pipoca. O cara tinha mais de doces de todas as formas, cores e sabores, salgadinhos, e até um forninho pra fazer pizza ! Acho que nasceu daí a ideia de, num mesmo lugar, você poder comprar desde um frango assado fechado num pacote a um real até TV's de última geração, daquelas que você derruba só porque estava ao lado e não a viu, de tão fina. Voltando (...)
No pipoqueiro então, comprando o Kinder Ovo, eu satisfazia aquela ansiedade e desejo de criança. Uma coisa tão intensa em algo tão pequeno e breve. Se tem algo que procuro preservar pro resto da vida é esse contentamento com tão pouco, de se admirar muito, por sinal. Não sei se posso dizer que era só pelo brinquedo. Era também, mas eu amo aquele chocolate. Sim, era mais pelo chocolate, porque eu nunca colecionei os brinquedos. Agora vem o fato, que venho questionando desde então; com o mesmo efeito do grande espaço vazio ao abrir um pacote de salgadinho (já pequeno); o asterisco com aquela observação em letras minúsculas escrita sempre lateralmente ou de ponta cabeça; o oásis no deserto; a porta de vidro que você não viu: Minha mãe disse que aquele chocolate tem muita parafina. (!?) Pé.....pé....pé...pé..pé.péraê !!! Como é que é !? Mas eu nem sabia o que era parafina !!! Talvez na época ela só tenha dito que fazia mal, porque, se fosse pela parafina, eu continuaria comendo como sempre. Mas, se eu comi aquilo durante um tempo considerável e praticamente todo dia, por que, do nada, tirar o doce da minha boca !? FAZ MAL !? TEM PARAFINA !? Olha... criança é um ser realmente ingênuo e que, infelizmente, muitas vezes, aceita as coisas sem questionar (tudo bem que eu tenho 19 anos e ainda não resolvi esclarecer essa questão, hehehe) mas hoje eu tenho muitas dúvidas: de onde ela tirou isso ?! Ela combinou com o todas as mães do mundo pra que falassem pra seus filhos alguma coisa só pra impedir que comessem ?! Todas as mamães botaram a culpa na parafina então !? Pra quê !? Já tem vela pra caramba por aí.... nem vem ! Não... não pode ser... a igreja tá metida até nisso !? Mas minha mãe só usava velas em dias de apagão. Já sei ! Todas os adultos já sabiam dos apagões que precederiam o Fim do Mundo ! Claro ! "Vamos usar parafina pra algo mais útil que produzir chocolate." (...) Não... não faz sentido... Mas poxa vida... Kinder Ovo não é radioativo ! Que isso está muito mal contado, está ! E será que o preço aumentou porque, por algum motivo, todas as crianças pararam de comprar Kinder Ovo ? Lei da oferta e da procura ? Ficou caro porque ninguém mais comprou ou ninguém mais comprou porque ficou caro ?
Como uma forma de compensar - e muito mal compensado, por sinal - essa minha abstinência, resolvi comprar um Kinder Ovo na páscoa (deu pra entender que é o grande, certo ?). E NÃO ESTOU NEM AÍ SE É CARO !!! Comi e foi muito bom. Foi muito rápido e, por incrível que pareça, só comi no dia seguinte. Mas reparei em algumas coisas que me deixaram intrigados: a proporção de chocolate entre o ovo grande e o tradicional é a mesma ! Tá, era de se esperar mas aquilo é praticamente uma película de chocolate !!! Inclusive o brinquedo era proporcional... o que não anima muito, porque se aquela cápsula onde vem a surpresa fosse maciça e feita de chocolate, seria mais satisfatório que o próprio ovo. O brinquedo ocupa um puta espaço !!! Taí... o brinquedo. Me lembro que vinha quebra-cabeça. Façameofavor !!! Quebra-cabeças só tem graça (mesmo pra uma criança) com mais de... 500 peças. Quem são os infelizes responsáveis pelos
brinquedos do Kinder Ovo !? Enfim, no meu ovo de páscoa veio um brinquedo relativamente grande, com pilha (woow). É um dragão vermelho que tem uma luzinha no fundo da boca. Acho que é uma analogia com fogo. Passei por aquele momento de "alegria pelo novo". É como ganhar uma relógio e, além de ficar olhando as horas a cada minuto, a gente fica esperando que alguém pergunte pelas horas ou até perguntamos se a pessoa quer saber as horas, e informamos com uma felicidade injustificável e boba aos olhos dos outros.
Vou procurar saber a respeito dos ingredientes do Kinder Ovo (coisa que não sei porque não fiz até agora... tão simples !). Mas se tiver algo prejudicial à saúde, não vai bastar olhar na embalagem. E se alguém parou de comprar Kinder Ovo por causa da maldita parafina, diga que não estou sozinho nessa história.
E aquela moedinha de chocolate que nem tem mais sentido de ser, porque não custa mais um real !? Falo naaaaaaaaaaaaaaaaaadaaaaaaaaaaaaaaaaaa......
quinta-feira, 25 de março de 2010
O dilema mais imbecil da minha vida
Eu estava no cursinho. Eu estava na aula. Não que "aula" e "cursinho" sejam coisas diferentes; não que sejam coisas iguais também, mas no sentido de cursinho não ser só aula... hã... Bom, enfim... segunda aula. Era aula mesmo, eu estava prestando atenção, fazendo da aula uma aula (e não, não é peso na consciência). Preciso parar de falar "aula". Isso não impede que eu estivesse lá... na... segunda (segunda ?) aula (¬¬).
Eu já escrevi o equivalente a três linhas no bloco de notas maximizado e percebi que ainda não falei nada que comece efetivamente a história. Só defini o local e o tempo, e mesmo assim eu poderia estar em qualquer segunda aula de qualquer cursinho (cinco linhas agora). Essa minha enrolação pode ter alguns motivos. O mais provável é que a história não tem muita coisa, é muito rápida. Por isso pretendo fazer tempestade em copo d'água. Sei que não posso fazer essa comparação, mas é como se fosse aquela história da Clarice Lispector onde matar uma barata vira um épico. Sensacional. (Já te irritei, leitor ? Porque até agora falei, falei e não disse nada, não é ? Ah... não tá irritado ? Calma, era só a sua mãe te chamando, não precisava responder assim pra ela ! Calma, é só achar "puxe" na embalagem. CAAALMA !!! Só não abriu direito, não precisa ficar irritado ! Ah... você não gosta quando te dizem "calma" nessa hora ? Tudo bem, mas que você tá estrassado, meu caro leitor, está sim. Ah... é leitora ? Bom... coisas da língua. Não, não é aquele pirulito que deixa tudo azul. Portuguesa. Não, não é a pizza. Tá me entendendo ? Ou já parou de ler ? Leu isso ? AHAAA !! Então ainda está lendo. Se eu estava fumando ? Não, eu não fumo. Eu estava estudando redação.) (...) Talvez seja esse mais um motivo pra minha enrolação, fugindo do tema, escrevendo tanta idiotice e acabando de esquecer sobre o que eu ia falar. Lembrei. NÃO VOU FALAR ONDE EU ESTAVA PORQUE JÁ FALEI. SE NÃO LEMBRA, LÊ AE !!!! E FALAR BESTEIRA E FICAR IRRITADO DO NADA NÃO É ESTAR SOB EFEITO DE DROGAS !!! EU SÓ SOU BIPOLAR !!!
Deixei cair a régua no chão. (Oi ? Sim, esse é a acontecimento principal da história. Agora deu pra entender, certo ?) O que talvez te conforte (ou não) é que não acaba aqui. Eu não gosto daquele tipo de piada que duram cinco horas pra não chegar em nada, tipo a do Joãozinho com seu bilhete. Mentira. Adoro aquela piada. Isso não significa que eu vá te fazer de trouxa, te dando um pouco de esperança de que o texto não vai acabar e do nada, te dar um ponto final do tipo que depois só tem a contra-capa. Já não sabe mais se o texto vai acabar aqui ? (Não, esse texto não é pra testar o seu limite de paciência.)
Física. A AULA, A AULA !!! ERA DE FÍSICA !!! Ou seja, eu precisava da régua. Não era bem uma régua, mas sim um esquadro pequenininho e quebrado que eu fazia de régua.
Caiu. É nessa hora que acontece algo interessante e até engraçado, e é o tipo de coisa que fica muito melhor de se ver com perspectiva e de longe (acho que certas coisas, se vistas de longe, são muito mais engraçadas. Não sei explicar.) Eu comecei a olhar pra baixo, sob as carteiras ao meu redor, o que leva a
outras pessoas em volta de mim a fazer o mesmo, ainda que não saibam pelo que procurar. E um conjunto de fatores, entre eles o objeto que caiu ser meu, ser transparente, cair sobre um chão preto num momento em que a estabilidade e atenção de todos na aula de certa forma me impedir de querer sair do padrão e fazer macaquices pra tentar visualizar a "régua" e pegá-la, não me ajudou muito. O negócio simplesmente sumiu !!! Deixei pra lá. Não, a "régua" não estava pra lá. E eu não deixaria pra lá se a tivesse visto.
Não sei porquê, mas a sensação de ter perdido aquela merda quebrada me deixou preocupado. Não era possível ! Eu ouvi o barulho da queda ! Bom, foco. (NÃO, NÃO ERA AULA DE ÓPTICA !)
Sinal do final da última aula. Vou explicar agora algumas coisas que influenciaram bastante a minha situação a ponto de chamá-la de "dilema". A minha sala é no último andar e o período da manhã é o que tem mais gente. E o único jeito de chegar na rua é por escadas. Todo mundo sai na mesma hora... já imaginou, certo ? Isso, meio Faixa de Gaza. Demora muito pra descer. Acontece que naquele dia (hoje, por sinal) o professor nos liberou dois minutos antes. Agora vem o dilema: Estava morrendo de fome, como sempre naquele horário, mas queria procurar a minha "régua" quando a sala estivesse mais vazia. Sim, do jeito que aquela merda sumiu, eu imaginava que estivesse bem longe. Todo mundo levantando, uma força que me leva quase que incoscientemente. Mas eu precisava voltar. Mas eu precisava descer rápido e almoçar. Mas eu já estava no corredor. Mas eu voltei o olhar pra baixo da minha carteira e vi aquela cabeça de boneca no trilho, aquela espinha atrás do joelho, aquela torneira gotejante no silêncio. Embaixo da minha carteira. Estou com fome. Tem muita gente no caminho pra voltar. Como eu não vi aquele tempo todo ?
O que eu decidi ? Fui almoçar. Claro que, pensando agora, escolhi mal. Sentir fome e almoçar eu vou fazer todo dia; ter a oportunidade de pegar algo que me escapou das mãos e que, por incrível que pareça, me importa, acho que só naquele momento mesmo. Mas ainda tenho esperanças de que amanhã ela estará lá. Quase ilusão, eu sei.
P.S.: Espero não ter perdido o tempo que ganhei em troca dessa desgraça.
P.P.S.: Achei interessante preservar o título (que, dessa vez, coloquei antes de tudo) pra mostrar como o meu pensamento varia. Não são drogas, juro.
P.P.P.S: Gastei uns 35 minutos pra escrever isso. AHHHHHH, NÃO !!!!!
P.P.P.P.S.: Me desculpem pelo tamanho do texto. (VOU INICIAR FRASE COM PRONOME OBLÍQUO SIM !!! LÁLÁLÁLÁLÁLÁLÁLÁÁÁÁÁ)
Eu já escrevi o equivalente a três linhas no bloco de notas maximizado e percebi que ainda não falei nada que comece efetivamente a história. Só defini o local e o tempo, e mesmo assim eu poderia estar em qualquer segunda aula de qualquer cursinho (cinco linhas agora). Essa minha enrolação pode ter alguns motivos. O mais provável é que a história não tem muita coisa, é muito rápida. Por isso pretendo fazer tempestade em copo d'água. Sei que não posso fazer essa comparação, mas é como se fosse aquela história da Clarice Lispector onde matar uma barata vira um épico. Sensacional. (Já te irritei, leitor ? Porque até agora falei, falei e não disse nada, não é ? Ah... não tá irritado ? Calma, era só a sua mãe te chamando, não precisava responder assim pra ela ! Calma, é só achar "puxe" na embalagem. CAAALMA !!! Só não abriu direito, não precisa ficar irritado ! Ah... você não gosta quando te dizem "calma" nessa hora ? Tudo bem, mas que você tá estrassado, meu caro leitor, está sim. Ah... é leitora ? Bom... coisas da língua. Não, não é aquele pirulito que deixa tudo azul. Portuguesa. Não, não é a pizza. Tá me entendendo ? Ou já parou de ler ? Leu isso ? AHAAA !! Então ainda está lendo. Se eu estava fumando ? Não, eu não fumo. Eu estava estudando redação.) (...) Talvez seja esse mais um motivo pra minha enrolação, fugindo do tema, escrevendo tanta idiotice e acabando de esquecer sobre o que eu ia falar. Lembrei. NÃO VOU FALAR ONDE EU ESTAVA PORQUE JÁ FALEI. SE NÃO LEMBRA, LÊ AE !!!! E FALAR BESTEIRA E FICAR IRRITADO DO NADA NÃO É ESTAR SOB EFEITO DE DROGAS !!! EU SÓ SOU BIPOLAR !!!
Deixei cair a régua no chão. (Oi ? Sim, esse é a acontecimento principal da história. Agora deu pra entender, certo ?) O que talvez te conforte (ou não) é que não acaba aqui. Eu não gosto daquele tipo de piada que duram cinco horas pra não chegar em nada, tipo a do Joãozinho com seu bilhete. Mentira. Adoro aquela piada. Isso não significa que eu vá te fazer de trouxa, te dando um pouco de esperança de que o texto não vai acabar e do nada, te dar um ponto final do tipo que depois só tem a contra-capa. Já não sabe mais se o texto vai acabar aqui ? (Não, esse texto não é pra testar o seu limite de paciência.)
Física. A AULA, A AULA !!! ERA DE FÍSICA !!! Ou seja, eu precisava da régua. Não era bem uma régua, mas sim um esquadro pequenininho e quebrado que eu fazia de régua.
Caiu. É nessa hora que acontece algo interessante e até engraçado, e é o tipo de coisa que fica muito melhor de se ver com perspectiva e de longe (acho que certas coisas, se vistas de longe, são muito mais engraçadas. Não sei explicar.) Eu comecei a olhar pra baixo, sob as carteiras ao meu redor, o que leva a
outras pessoas em volta de mim a fazer o mesmo, ainda que não saibam pelo que procurar. E um conjunto de fatores, entre eles o objeto que caiu ser meu, ser transparente, cair sobre um chão preto num momento em que a estabilidade e atenção de todos na aula de certa forma me impedir de querer sair do padrão e fazer macaquices pra tentar visualizar a "régua" e pegá-la, não me ajudou muito. O negócio simplesmente sumiu !!! Deixei pra lá. Não, a "régua" não estava pra lá. E eu não deixaria pra lá se a tivesse visto.
Não sei porquê, mas a sensação de ter perdido aquela merda quebrada me deixou preocupado. Não era possível ! Eu ouvi o barulho da queda ! Bom, foco. (NÃO, NÃO ERA AULA DE ÓPTICA !)
Sinal do final da última aula. Vou explicar agora algumas coisas que influenciaram bastante a minha situação a ponto de chamá-la de "dilema". A minha sala é no último andar e o período da manhã é o que tem mais gente. E o único jeito de chegar na rua é por escadas. Todo mundo sai na mesma hora... já imaginou, certo ? Isso, meio Faixa de Gaza. Demora muito pra descer. Acontece que naquele dia (hoje, por sinal) o professor nos liberou dois minutos antes. Agora vem o dilema: Estava morrendo de fome, como sempre naquele horário, mas queria procurar a minha "régua" quando a sala estivesse mais vazia. Sim, do jeito que aquela merda sumiu, eu imaginava que estivesse bem longe. Todo mundo levantando, uma força que me leva quase que incoscientemente. Mas eu precisava voltar. Mas eu precisava descer rápido e almoçar. Mas eu já estava no corredor. Mas eu voltei o olhar pra baixo da minha carteira e vi aquela cabeça de boneca no trilho, aquela espinha atrás do joelho, aquela torneira gotejante no silêncio. Embaixo da minha carteira. Estou com fome. Tem muita gente no caminho pra voltar. Como eu não vi aquele tempo todo ?
O que eu decidi ? Fui almoçar. Claro que, pensando agora, escolhi mal. Sentir fome e almoçar eu vou fazer todo dia; ter a oportunidade de pegar algo que me escapou das mãos e que, por incrível que pareça, me importa, acho que só naquele momento mesmo. Mas ainda tenho esperanças de que amanhã ela estará lá. Quase ilusão, eu sei.
P.S.: Espero não ter perdido o tempo que ganhei em troca dessa desgraça.
P.P.S.: Achei interessante preservar o título (que, dessa vez, coloquei antes de tudo) pra mostrar como o meu pensamento varia. Não são drogas, juro.
P.P.P.S: Gastei uns 35 minutos pra escrever isso. AHHHHHH, NÃO !!!!!
P.P.P.P.S.: Me desculpem pelo tamanho do texto. (VOU INICIAR FRASE COM PRONOME OBLÍQUO SIM !!! LÁLÁLÁLÁLÁLÁLÁLÁÁÁÁÁ)
domingo, 14 de março de 2010
19
Pra ser sincero, não estou inspirado nesse momento em que escrevo isso. Nada demais, só tenho certeza de que poderia produzir um texto melhor em algum outro momento. Mas por questões que fogem muito ao meu alcance, como o movimento dos astros, as decisões de certos padrões científicos na astronomia em tempos relativamente remotos, que estabeleceu, entre outros, o calendário que mais conheço e uso, com todas as suas implicações de duração do dia, da semana, do mês e do ano; os momentos mais arbitrários e aleatórios durante a História pra definir o tempo de vida de um ser humano em anos; talvez por um motivo de carência, ficou combinado que, a cada ano de vida, as pessoas ganhariam presentes e, finalmente, pelo fato de eu ter nascido aproximadamente dois meses antes do padrão, hoje todas essas definições históricas, científicas e sociais me oferecem o meu aniversário !!!! E eu me vejo então dando tanta importância a essa data que contrario um pouquinho a natureza dos meus posts e, mesmo sem muita inspiração, espontaneidade, muito o que dizer ou alguma ideia legal que me tenha surgido, cá estou agora, tentando falar algo engraçado, sério, ou simplesmente algo, ou simplesmente nada, o que me leva a te irritar só escrevendo tanta coisa técnica e chata, que te faz lembrar do seu tempo de escola, quando a 'tia' reclamava que você não finalizava a frase colocando um pronome relativo atrás do outro (pronome o quê ?) a ponto de ela dizer que se sentiria sem fôlego se tivesse que ler em voz alta o seu texto, sem contar as vezes em que você fugia do tema proposto. Ainda bem que nunca mais fiz isso. Aprendi a lição.
Acabei de descobrir que não é preciso se sentir necessariamente inspirado pra escrevr alguma coisa. Tá. O texto não tá saindo exatamente como eu imaginei, o que pode ser bom. Acho que me enganei ao dizer que estou escrevendo sem espontaneidade. Aliás, se tem algo que posso dizer quando penso nos meus 19 anos (não sei o porquê, mas dizer/digitar isso é estranho... 19 anos... Acho que não me sinto com 19 anos, sei lá, é muita coisa), é que por mais que a gente faça planos para o futuro, idealizando e colocando ordem nas coisas, definindo as nossas atitudes e decisões, esquecemos de considerar que absolutamente nada possa vir a acontecer como desejamos. Às vezes por não saber o quê desejar, por desejar pro lado errado, por desejar muito, por achar que sabe o quê desejar ou por simplesmente (simples !?) não desejar.
O importante é saber tomar a decisão certa na hora certa (e não digo 'certa' como a que mais convém). É por isso que estou tomando um caminho um pouco diferente agora. Não me arrependo em nenhum instante. É meio estranho ver o lado de cá da montanha novamente quando um dia já alcancei o lado de lá, mas o único jeito que tenho de mudar de montanha é descendo dessa.
E como qualquer um que deseja tanto tanta coisa, desejo dizer ainda muitas vezes "Acho que me enganei" e dar conta das consequências. E vem aniversário e vai aniversário e "Ainda bem que nunca mais fiz isso. Aprendi a lição", sem, por muitas vezes, saber o que estamos dizendo.
"A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá..." - (Roda Viva - Chico Buarque)
Acabei de descobrir que não é preciso se sentir necessariamente inspirado pra escrevr alguma coisa. Tá. O texto não tá saindo exatamente como eu imaginei, o que pode ser bom. Acho que me enganei ao dizer que estou escrevendo sem espontaneidade. Aliás, se tem algo que posso dizer quando penso nos meus 19 anos (não sei o porquê, mas dizer/digitar isso é estranho... 19 anos... Acho que não me sinto com 19 anos, sei lá, é muita coisa), é que por mais que a gente faça planos para o futuro, idealizando e colocando ordem nas coisas, definindo as nossas atitudes e decisões, esquecemos de considerar que absolutamente nada possa vir a acontecer como desejamos. Às vezes por não saber o quê desejar, por desejar pro lado errado, por desejar muito, por achar que sabe o quê desejar ou por simplesmente (simples !?) não desejar.
O importante é saber tomar a decisão certa na hora certa (e não digo 'certa' como a que mais convém). É por isso que estou tomando um caminho um pouco diferente agora. Não me arrependo em nenhum instante. É meio estranho ver o lado de cá da montanha novamente quando um dia já alcancei o lado de lá, mas o único jeito que tenho de mudar de montanha é descendo dessa.
E como qualquer um que deseja tanto tanta coisa, desejo dizer ainda muitas vezes "Acho que me enganei" e dar conta das consequências. E vem aniversário e vai aniversário e "Ainda bem que nunca mais fiz isso. Aprendi a lição", sem, por muitas vezes, saber o que estamos dizendo.
"A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá..." - (Roda Viva - Chico Buarque)
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Viajei
"Fui viajar. Ah, foi pular carnaval ? Não... fui viajar mesmo. Foi quando ? Sábado. E voltou quando ? Terça. Mas como você não pulou carnaval ? Não é porque eu viajei durante o carnaval que eu pulei carnaval, não necessariamente." Foi o início de conversa que tive com todos com quem falei assim que voltei de viagem. Mentira, ninguém pensou dessa forma. Eu pensei que pensariam, mas não pensaram, então o que pensei fica sendo o que pensei que pensariam, entendeu ? Não ?... Tudo bem, pense o que quiser. Fato é que fui viajar. Estou dizendo 'fato' pra ficar bem claro que a viagem não foi fruto de pensamentos. Não que eu tenha pulado carnaval. Mas viajei. Literal e metaforicamente. O viajar literalmente não acontece muito por enquanto, já metaforicamente... Toda hora e minuto e segundo.
No banco de trás do carro a caminho da estrada. MP3 não, porque já já estarei surdo por causa disso e um dos meus maiores medos é ficar surdo. O carro daqui a pouco fica quente. Abre o vidro. Na estrada, alta velocidade, vento forte, bate na orelha, fone que o camelô me deu dinheiro pra levar. Pronto. Volume no 31 e mais ruído de vento que música. Fecha o vidro. Agora mais música que vento, mais chiado que música, mais calor que chiado. Abre o vidro e esquece MP3. A solução pra caso eu quisesse ouvir música era partir para o princípio dela. A imaginação. Sempre fiz isso, porque não fazer agora ? Dá pra pausar, avançar, retroceder, sobrepor músicas, colocar efeitos, imaginar solos, é perfeito.
Ler. Claro. Não é tão difícil assim descobrir um universo paralelo. É só ler. Tantos universos por aí paralelos com o meu, porque não aproveitar ? Vamos lá então. Comecei... li um pouco... e parei. Não que o livro fosse chato. Se eu peguei aquele livro pra ler numa situação daquela, tinha que ser legal. Só aconteceu algo que se encaixaria muito bem como crendice popular, sabe ? Como não poder olhar no espelho depois de uma refeição porque o canto da boca pode repuxar permanentemente como num derrame; Não poder tomar banho depois de uma refeição porque pode dar congestão; não poder tomar nada sob o sol porque pode dar problema na musculatura facial; se a barriga da grávida ficar de tal jeito, é menina. O pior de tudo é que cada uma dessas crendices tem explicações. Completamente questionáveis, mas tem. Afinal, não iam sair do nada, certo ? Enfim, eu fiquei enjoado enquanto lia no carro. Parei por um tempo (não o carro, a leitura). Tentei de novo. De novo (não a tentativa, o enjôo). Como sempre, depois de algo assim eu fiquei tentando encontrar o porquê. Acabei aproveitando o vento e o sol direto no rosto.
Chegando lá, fiquei num quarto com TV a cabo. 272 canais. Isso mesmo. Diante disso tudo, qual foi a única coisa que assisti além dos episódios que baixei no notebook ? Monstros S.A. , claro ! Adoro aquele filme. E eu tenho mania de ficar assistindo canais estrangeiros. Ouvir o sotaque e ficar imitando é legal. Ah, tinha um documentário sobre 2012 mas isso rende outro post. Andando de carro por lá, naquele trânsito infernal, e digo "infernal" só pela temperatura mesmo, reparei numa placa. Uma placa com três palavras, uma abaixo
da outra e uma seta abaixo de tudo indicando o caminho: "Polícia / Hospital / Cemitério". Não sei se é tão específico assim, mas eu dei risada. Sim, porque a placa queria dizer (voz de vendedor dos comerciais das Casas Bahia): FOI ASSALTADO !? ESTÁ DOENTE !? ALGUÉM PRÓXIMO A VOCÊ MORREU !? É SÓ DESGRAÇA NA SUA VIDA !? VEM PRA CÁÁÁÁÁ !!!!
Logo depois fomos a uma loja de conveniências. Será que é o tipo de lugar que se uma mulher menstruar, logo surge um lixinho, um pano numa bacia com água, uma calcinha nova, um pacote de absorventes e um biombo circular, tipo daquele do The Sims, em volta dela e tudo é tão rápido e ela já está no biombo que
nenhum homem por perto desconfia que aconteceu e não fica perguntando depois o porquê da correria ? No caso de diarréia, já surge um banheiro sem precisar passar por chuva e pelo esôfago de um Tiranossauro Rex ? Foi lá que o Adam Sandler comprou o controle universal ? A Marisa Monte vai lá diariamente ? E então parei logo na porta e pensei se poderia entrar. Se eu não sou o cara que chega pra um amigo e diz "E aí... preparado pra sua festa surpresa no sábado !?" Arrisquei e fui. Parece que todos estavam contra o fluxo, então foi meio difícil: "Com licença, com licença... Opa, desculpa, com licença, opa, minha culpa, desculpe, opaaa..." Mas entrei. Ufa...
De resto foi muito churrasco, piscina, muito sol, piscina, muita piscina, queimadura do sol e piscina. Nadar é uma parte de mim (isso também valeria um post, mas pra mim já valeu a sensação e... o texto ficaria muito abstrato).
P.S.: Só consegui na loja mesmo porque lembrei da frase "Você pode tudo, exceto em caso de suspeita de dengue." Seria a frase do momento reflexão, logo às 6 da manhã, da minha rádio.
No banco de trás do carro a caminho da estrada. MP3 não, porque já já estarei surdo por causa disso e um dos meus maiores medos é ficar surdo. O carro daqui a pouco fica quente. Abre o vidro. Na estrada, alta velocidade, vento forte, bate na orelha, fone que o camelô me deu dinheiro pra levar. Pronto. Volume no 31 e mais ruído de vento que música. Fecha o vidro. Agora mais música que vento, mais chiado que música, mais calor que chiado. Abre o vidro e esquece MP3. A solução pra caso eu quisesse ouvir música era partir para o princípio dela. A imaginação. Sempre fiz isso, porque não fazer agora ? Dá pra pausar, avançar, retroceder, sobrepor músicas, colocar efeitos, imaginar solos, é perfeito.
Ler. Claro. Não é tão difícil assim descobrir um universo paralelo. É só ler. Tantos universos por aí paralelos com o meu, porque não aproveitar ? Vamos lá então. Comecei... li um pouco... e parei. Não que o livro fosse chato. Se eu peguei aquele livro pra ler numa situação daquela, tinha que ser legal. Só aconteceu algo que se encaixaria muito bem como crendice popular, sabe ? Como não poder olhar no espelho depois de uma refeição porque o canto da boca pode repuxar permanentemente como num derrame; Não poder tomar banho depois de uma refeição porque pode dar congestão; não poder tomar nada sob o sol porque pode dar problema na musculatura facial; se a barriga da grávida ficar de tal jeito, é menina. O pior de tudo é que cada uma dessas crendices tem explicações. Completamente questionáveis, mas tem. Afinal, não iam sair do nada, certo ? Enfim, eu fiquei enjoado enquanto lia no carro. Parei por um tempo (não o carro, a leitura). Tentei de novo. De novo (não a tentativa, o enjôo). Como sempre, depois de algo assim eu fiquei tentando encontrar o porquê. Acabei aproveitando o vento e o sol direto no rosto.
Chegando lá, fiquei num quarto com TV a cabo. 272 canais. Isso mesmo. Diante disso tudo, qual foi a única coisa que assisti além dos episódios que baixei no notebook ? Monstros S.A. , claro ! Adoro aquele filme. E eu tenho mania de ficar assistindo canais estrangeiros. Ouvir o sotaque e ficar imitando é legal. Ah, tinha um documentário sobre 2012 mas isso rende outro post. Andando de carro por lá, naquele trânsito infernal, e digo "infernal" só pela temperatura mesmo, reparei numa placa. Uma placa com três palavras, uma abaixo
da outra e uma seta abaixo de tudo indicando o caminho: "Polícia / Hospital / Cemitério". Não sei se é tão específico assim, mas eu dei risada. Sim, porque a placa queria dizer (voz de vendedor dos comerciais das Casas Bahia): FOI ASSALTADO !? ESTÁ DOENTE !? ALGUÉM PRÓXIMO A VOCÊ MORREU !? É SÓ DESGRAÇA NA SUA VIDA !? VEM PRA CÁÁÁÁÁ !!!!
Logo depois fomos a uma loja de conveniências. Será que é o tipo de lugar que se uma mulher menstruar, logo surge um lixinho, um pano numa bacia com água, uma calcinha nova, um pacote de absorventes e um biombo circular, tipo daquele do The Sims, em volta dela e tudo é tão rápido e ela já está no biombo que
nenhum homem por perto desconfia que aconteceu e não fica perguntando depois o porquê da correria ? No caso de diarréia, já surge um banheiro sem precisar passar por chuva e pelo esôfago de um Tiranossauro Rex ? Foi lá que o Adam Sandler comprou o controle universal ? A Marisa Monte vai lá diariamente ? E então parei logo na porta e pensei se poderia entrar. Se eu não sou o cara que chega pra um amigo e diz "E aí... preparado pra sua festa surpresa no sábado !?" Arrisquei e fui. Parece que todos estavam contra o fluxo, então foi meio difícil: "Com licença, com licença... Opa, desculpa, com licença, opa, minha culpa, desculpe, opaaa..." Mas entrei. Ufa...
De resto foi muito churrasco, piscina, muito sol, piscina, muita piscina, queimadura do sol e piscina. Nadar é uma parte de mim (isso também valeria um post, mas pra mim já valeu a sensação e... o texto ficaria muito abstrato).
P.S.: Só consegui na loja mesmo porque lembrei da frase "Você pode tudo, exceto em caso de suspeita de dengue." Seria a frase do momento reflexão, logo às 6 da manhã, da minha rádio.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Comunicação é tudo
Lá estava eu, como uma criança que vê pela primeira vez alguma coisa, me perguntando alguns dos porquês da vida: "Por que, logo que as portas do metrô abrem, a gente não encontra grandes ursos panda prontos para nos dar um abraço na Consolação ?", "Por que a faixa da Paraíso é branca ? É uma tentativa de piada ?", (pelo menos dá pra dar risada só da tentativa), "Por que vendem coisas além de calcinhas na Casa das Calcinhas ?", "Por que o pino da Srta. Rosa é vermelho, o do Profº. Black, rosa, o do Sr. Marinho, verde, e o da Dona Violeta, azul ? Será que é só no MEU Detetive ?", "Por que vendem refrigerante e suco no Rei do Mate ? Ou será que a morte do Al Capone faz valer a teoria da conspiração ?"...
- Felipe !?
- Oi ?
-TÁ ACABANDO O TEMPO !!! COOOOOORTA O FIO VERMELHOOOOOOOOO !!!! VAAAAAAAI !!!!! Já vestiu tudo ?
- Já, tio.
- É importante você não encostar em nada porque alguns materiais estarão esterilizados.
Sabe aquelas pessoas que acham que psicólogo cura gente louca, enfermeira limpa sujeira de gente velha, engenheiro só constroi prédio, historiador só vive no passado, filósofo fica parado só pensando e músico é vagabundo ? Então... Diriam que eu estava vestido de "açougueiro chique" naquele momento.
Chegando na sala de cirurgia, uma das enfermeiras se dirigiu a mim:
- Vai auxiliar ?
- Vou assistir.
E aí eu fico pensando se a coisa tivesse sido um pouco diferente; se eu tivesse conversando com o professor Pasquale; se eu e ela fôssemos mais atentos ao que poderia acontecer:
- Vai fazer o quê ?
- Assistir à cirurgia.
- Assistir a cirurgia ?
- Isso.
- Certo. Já que o paciente já está anestesiado, enquanto o seu tio se prepara, você já pode proceder. Aqui estão os instrumentos esterilizados. O bisturi.
- Mas eu não...
- Vamos lá. Abrir, identificar, ligar, remover, irrigar e fechar.
- Mas, mas...
- Mais pressão. A carne humana é uma concha grossa. Vai fundo. Aqui estão a pinça e o grampo. Abra o peritônio e retire o apêndice.
- Mas, eu... eu... eu não...
- Agora só precisa inverter o toco no ceco e puxar as alças simultaneamente, mas tenha cuidado para não... *&%@#@&* ...quebrá-las.
"Ah não... Se eu pudesse pelo menos sair correndo em volta da mesa de braços erguidos e gritando desesperadamente para que isso tudo não fosse verdade..."
- Rasgou o ceco. Arrumou um sangramento. Está enchendo de fezes. O que faz agora ?
- Ah.... ah..... hãã.....
- Pense. Inicie a aspiração e procure as alças antes que a paciente sangre até a morte. Pegue o grampo, a pressão está caindo.
"Penso que os passarinhos são felizes !!!! É isso em que eu penso agora, ok !?!?!??!"
- Vamos, o que está esperando !? Aspiração !!! A pressão está caindo muito. *pi pi pi pi pi pi pi pi pi pipipipipipipi* Alguém tire ele daqui.
- NÃO VOU ASSISTIR A CIRURGIA, VOU ASSISTIR ÀÀÀÀÀÀÀÀÀ CIRURGIAAAAA !!!!!!! SÓ FICAR OLHANDO, OK ?! TUDO BEM ?! PREPOSIÇÃO, PREPOSIÇÃO !!! NÃÃÃÃOOO !!! EU
QUERO ASSISTIR !!! ME LARGUEM !!!
- É pra assistir, não pra atrapalhar.
- MAS EU NÃO VOU ASSISTIR, EU VOU ASSISTIR !!! HEEEEI !!!!
- Felipe !?
- Oi ?
-
- Já, tio.
- É importante você não encostar em nada porque alguns materiais estarão esterilizados.
Sabe aquelas pessoas que acham que psicólogo cura gente louca, enfermeira limpa sujeira de gente velha, engenheiro só constroi prédio, historiador só vive no passado, filósofo fica parado só pensando e músico é vagabundo ? Então... Diriam que eu estava vestido de "açougueiro chique" naquele momento.
Chegando na sala de cirurgia, uma das enfermeiras se dirigiu a mim:
- Vai auxiliar ?
- Vou assistir.
E aí eu fico pensando se a coisa tivesse sido um pouco diferente; se eu tivesse conversando com o professor Pasquale; se eu e ela fôssemos mais atentos ao que poderia acontecer:
- Vai fazer o quê ?
- Assistir à cirurgia.
- Assistir a cirurgia ?
- Isso.
- Certo. Já que o paciente já está anestesiado, enquanto o seu tio se prepara, você já pode proceder. Aqui estão os instrumentos esterilizados. O bisturi.
- Mas eu não...
- Vamos lá. Abrir, identificar, ligar, remover, irrigar e fechar.
- Mas, mas...
- Mais pressão. A carne humana é uma concha grossa. Vai fundo. Aqui estão a pinça e o grampo. Abra o peritônio e retire o apêndice.
- Mas, eu... eu... eu não...
- Agora só precisa inverter o toco no ceco e puxar as alças simultaneamente, mas tenha cuidado para não... *&%@#@&* ...quebrá-las.
"Ah não... Se eu pudesse pelo menos sair correndo em volta da mesa de braços erguidos e gritando desesperadamente para que isso tudo não fosse verdade..."
- Rasgou o ceco. Arrumou um sangramento. Está enchendo de fezes. O que faz agora ?
- Ah.... ah..... hãã.....
- Pense. Inicie a aspiração e procure as alças antes que a paciente sangre até a morte. Pegue o grampo, a pressão está caindo.
"Penso que os passarinhos são felizes !!!! É isso em que eu penso agora, ok !?!?!??!"
- Vamos, o que está esperando !? Aspiração !!! A pressão está caindo muito. *pi pi pi pi pi pi pi pi pi pipipipipipipi* Alguém tire ele daqui.
- NÃO VOU ASSISTIR A CIRURGIA, VOU ASSISTIR ÀÀÀÀÀÀÀÀÀ CIRURGIAAAAA !!!!!!! SÓ FICAR OLHANDO, OK ?! TUDO BEM ?! PREPOSIÇÃO, PREPOSIÇÃO !!! NÃÃÃÃOOO !!! EU
QUERO ASSISTIR !!! ME LARGUEM !!!
- É pra assistir, não pra atrapalhar.
- MAS EU NÃO VOU ASSISTIR, EU VOU ASSISTIR !!! HEEEEI !!!!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Do ruído fez-se o som
Se, num dia em que a casa fica cheia de familiares, até aqueles que quase nunca vêm, como aquela minha tia que pensa que ainda tenho 12 anos, minha mãe estiver na cozinha - local da casa mais lotado nessas ocasiões - terminando de preparar uma panela de sopa, mesmo que eu seja o mais próximo do fogão pra
levar a panela pra sala, ela vai olhar pra todos ali e, com um olhar pensativo, pedirá esse favor a alguém que não seja eu. Não que eu tenha sido o protagonista daquela cena que eu - e imagino que muita gente - gostaria de ver um dia. Acho que não preciso descrever, mas em câmera lenta seria bem legal. Vou fazer em casa qualquer dia só pra filmar. Fato é que eu, com um prato de sopa na mão, demoro meia hora só pra andar uns 5 metros. Engraçado é que com a panela dá pra ir mais rápido. Tá aí uma ideia pra quem for fazer tese de doutorado sobre dinâmica de fluidos.
Mas eu acho que o meu histórico de pequenos desastres talvez justifiquem essa atitude da minha mãe. Situações clássicas como um fio atravessando uma sala de ponta a ponta à altura do tornozelo são um prato cheio pra mim. Uma faca na minha mão é sinônimo de auto-massacre (ainda não sei as regras do uso do hífen na última reforma ortográfica, pra quem se importa com essas coisinhas). Às vezes dá até pra pensar que sou grego. Não, não é porque eu falo coisas sem sentido e você usa aquela expressão de que até parece que eu estou falando grego, mas pelo ritual de quebrar pratos. Tá, exagerei. Nunca quebrei um prato, só lasquei, mas só um. Copos... Já deu pra imaginar. Eu agitando um litro de iogurte 'antes de abrir', sendo que ele já estava aberto é que não dá pra imaginar. ¬¬
Tudo isso foi só pra falar que eu sou desastrado - e, por sinal, exagerado - e um dia derrubei uma colher... Uma colher inesquecível.
Acontece que na época eu estava descobrindo uma das minhas maiores paixões: a música. Desde então, aprendi a apurar o ouvido e a ouvir melhor música, o que, pode não parecer, mas faz uma diferença tremenda. Confesso que adquiri essa mania de associar sons do cotidiano à música. Tipo quando a Madonna vai ao programa do David Letterman e mostra o colar, puxando o decote pro lado e o baixista faz o 'tum tum' do coração; quando a chaminé do navio te lembra uma tuba tocando uma nota em Sol, um alarme de carro ou uma sirene intercalando um Ré e um Dó; o 'tuuuuuu' do telefone, que pode servir pra afinar instrumentos de corda. A música de abertura do Grey's Anatomy e o final da "Pedro Pedreiro" - com os vocais fazendo o som do trem - são bons exemplos também.
Talvez a colher não tenha sido o início disso tudo, mas foi marcante. Só que na hora coloquei na pia e agora, depois de tanto tempo, não sei qual é a colher, nem se ainda existe. O que eu queria mesmo era jogar todas elas no chão, uma por uma, "AND AGAIN, AND AGAIN, AND AGAIN", até achá-la, só que descobri o
diapasão e comprei um.
Pode parecer meio louco, outros dizem que é "ouvido absoluto", mas o importante é a delícia de perceber música em tudo.
levar a panela pra sala, ela vai olhar pra todos ali e, com um olhar pensativo, pedirá esse favor a alguém que não seja eu. Não que eu tenha sido o protagonista daquela cena que eu - e imagino que muita gente - gostaria de ver um dia. Acho que não preciso descrever, mas em câmera lenta seria bem legal. Vou fazer em casa qualquer dia só pra filmar. Fato é que eu, com um prato de sopa na mão, demoro meia hora só pra andar uns 5 metros. Engraçado é que com a panela dá pra ir mais rápido. Tá aí uma ideia pra quem for fazer tese de doutorado sobre dinâmica de fluidos.
Mas eu acho que o meu histórico de pequenos desastres talvez justifiquem essa atitude da minha mãe. Situações clássicas como um fio atravessando uma sala de ponta a ponta à altura do tornozelo são um prato cheio pra mim. Uma faca na minha mão é sinônimo de auto-massacre (ainda não sei as regras do uso do hífen na última reforma ortográfica, pra quem se importa com essas coisinhas). Às vezes dá até pra pensar que sou grego. Não, não é porque eu falo coisas sem sentido e você usa aquela expressão de que até parece que eu estou falando grego, mas pelo ritual de quebrar pratos. Tá, exagerei. Nunca quebrei um prato, só lasquei, mas só um. Copos... Já deu pra imaginar. Eu agitando um litro de iogurte 'antes de abrir', sendo que ele já estava aberto é que não dá pra imaginar. ¬¬
Tudo isso foi só pra falar que eu sou desastrado - e, por sinal, exagerado - e um dia derrubei uma colher... Uma colher inesquecível.
Acontece que na época eu estava descobrindo uma das minhas maiores paixões: a música. Desde então, aprendi a apurar o ouvido e a ouvir melhor música, o que, pode não parecer, mas faz uma diferença tremenda. Confesso que adquiri essa mania de associar sons do cotidiano à música. Tipo quando a Madonna vai ao programa do David Letterman e mostra o colar, puxando o decote pro lado e o baixista faz o 'tum tum' do coração; quando a chaminé do navio te lembra uma tuba tocando uma nota em Sol, um alarme de carro ou uma sirene intercalando um Ré e um Dó; o 'tuuuuuu' do telefone, que pode servir pra afinar instrumentos de corda. A música de abertura do Grey's Anatomy e o final da "Pedro Pedreiro" - com os vocais fazendo o som do trem - são bons exemplos também.
Talvez a colher não tenha sido o início disso tudo, mas foi marcante. Só que na hora coloquei na pia e agora, depois de tanto tempo, não sei qual é a colher, nem se ainda existe. O que eu queria mesmo era jogar todas elas no chão, uma por uma, "AND AGAIN, AND AGAIN, AND AGAIN", até achá-la, só que descobri o
diapasão e comprei um.
Pode parecer meio louco, outros dizem que é "ouvido absoluto", mas o importante é a delícia de perceber música em tudo.
domingo, 15 de novembro de 2009
Não sei o que é, mas sei o que não é.
Eu queria fazer Engenharia Automobilística até o dia em que minha mãe disse que um amigo dela estava com Corolla e eu perguntei se era grave. ¬¬
Eu queria fazer Economia até o dia em que entrei numa loja de equipamentos musicais. Eu queria fazer Gastronomia até o dia em que convidei um amigo pra almoçar na minha casa e ele disse que ia pro bandejão mesmo. ¬¬
Eu queria fazer Ciências Atuariais até o dia em que percebi que nunca entendi direito do que isso se tratava.
Eu queria fazer Dança até o dia em que... tentei dançar. (só danço nas provas) ¬¬
Eu queria fazer Artes Cênicas até o dia em que assiti a apenas um episódio de uma novela do SBT.
Eu queria fazer Artes Plásticas até as aulas de modelagem da 1ª série.
Eu queria fazer Arquivologia até ver uma cena do começo d'A Múmia, onde TODAS as estantes de uma biblioteca despencam por efeito dominó.
Eu queria fazer Astronomia até perceber que há muitas coisas em que se investir e muito mais acessíveis.
Eu queria fazer Decoração até entender que saber os nomes de todos os elementos da tabela periódica não era o espírito da coisa. Tá, foi péssima. Pode falar de coração... de coração... entendeu, hã ??? AHAAAAA !! ¬¬ (Viu como podia ser pior ?)
Eu queria fazer Direito, mas já tinha feito tudo errado.
Eu queria fazer Economia Doméstica até o dia em que fui morar sozinho.
Eu queria fazer Farmácia mas o sol estava tão forte que larguei a obra pela metade mesmo. ¬¬
Eu queria fazer Medicina até o medidor de pressão, que tinha quase a minha idade, quebrar pelas minhas mãos. ¬¬
Eu queria fazer Fotografia até o dia em que uma pessoa viu a foto que eu havia tirado e disse: "Mas... cadê a
metade de cima das pessoas ?" ¬¬
Eu queria fazer Moda até o dia em que eu, saindo de casa, indo pra uma reunião normal com os amigos, recebi a pergunta: "Tá indo pra festa do cafona ?" ¬¬
Eu queria fazer Rádio e TV enquanto estava sem energia elétrica ou pilhas em casa.
Eu queria fazer História até perceber que havia algumas coisiiiiinhas erradas no Samba do Crioulo Doido.
Eu queria fazer Zootecnia se eu não me sentisse já como um animal às vezes.
Eu até gostaria de fazer Produção de Bebidas se soubesse antes que existe um curso pra isso. (!?!?)
Eu queria fazer Estética até me olhar no espelho.
Eu queria fazer Nutrição até o dia em que fui pesar o meu prato num restaurante de comida por quilo e o cara disse: "Só aceitamos pratos acima de 150g, senhor." ¬¬
Eu queria fazer Psicologia até que perdi a paciência e fui jogar freecell. ¬¬
Eu queria fazer Cinema até assistir 'Possuída Pelo Demônio', 'Planeta Terror', 'Liga da Injustiça' e só os trailers de qualquer 'High School Musical'.
Eu queria fazer Design de Interiores até o dia em que entraram no meu quarto dizendo: "Que lavanderia legal !!!" ¬¬
Eu queria fazer Engenharia Cartográfica até o dia em que errei de casa e quase acabei com um aniversário surpresa ou quando, voltando da padaria, comecei a ler, nas ruas, placas escritas em uma língua completamente desconhecida, enquanto as pessoas, ao verem minha camiseta do Brasil, diziam: "Rrwrwonaldddowwww !!", "Samba !!", "Garwrwrwota de Ipanemaa !!" ¬¬
Eu queria fazer Propaganda e Marketing até o dia em que quis usar o Marx e o Darwin como garotos-propaganda da Gilette num trabalho da escola.
Eu queria ser barbeiro até que cortei o cabelo de um amigo e depois ganhei o apelido de pombo. Porque eu fiz uma 'cagada na cabeça dele'. Só fui chamado de barbeiro no trânsito mesmo. ¬¬
Eu queria ser crítico de futebol até o dia em que, assistindo a um jogo num churrasco, fizeram o gol e eu gritei, saí pulando de alegria mas, ao olhar o pessoal à minha volta, estavam todos me olhando com cara de 'Mas que imbecil...' ou 'Eu não vi isso...'. E então percebi que... era... gol... contra. ¬¬ (e já estava no replay) Assitindo uma vez a um jogo do São Paulo no ano passado, gritei: "Vai Raíííííííííí !!!!!!!!!!" ¬¬
Eu queria ser jogador de handball até o dia em que, na educação física, seguindo pro ataque, o time, em linha, foi passando a bola até que ela chegou em mim e eu continuei passando a bola no mesmo sentido, mas eu estava numa extremidade já e percebi que passei pra uma pessoa que só estava assistindo ao jogo na lateral da quadra. ¬¬
Eu queria fazer Jornalismo até o dia em que assisti... até o dia em que assisti.
E você queria fazer licenciatura em Letras até se deparar com uma redação como essa que acabou de ler.
P.S.: Só me restou fazer programa (Informática Biomédica).
Eu queria fazer Economia até o dia em que entrei numa loja de equipamentos musicais. Eu queria fazer Gastronomia até o dia em que convidei um amigo pra almoçar na minha casa e ele disse que ia pro bandejão mesmo. ¬¬
Eu queria fazer Ciências Atuariais até o dia em que percebi que nunca entendi direito do que isso se tratava.
Eu queria fazer Dança até o dia em que... tentei dançar. (só danço nas provas) ¬¬
Eu queria fazer Artes Cênicas até o dia em que assiti a apenas um episódio de uma novela do SBT.
Eu queria fazer Artes Plásticas até as aulas de modelagem da 1ª série.
Eu queria fazer Arquivologia até ver uma cena do começo d'A Múmia, onde TODAS as estantes de uma biblioteca despencam por efeito dominó.
Eu queria fazer Astronomia até perceber que há muitas coisas em que se investir e muito mais acessíveis.
Eu queria fazer Decoração até entender que saber os nomes de todos os elementos da tabela periódica não era o espírito da coisa. Tá, foi péssima. Pode falar de coração... de coração... entendeu, hã ??? AHAAAAA !! ¬¬ (Viu como podia ser pior ?)
Eu queria fazer Direito, mas já tinha feito tudo errado.
Eu queria fazer Economia Doméstica até o dia em que fui morar sozinho.
Eu queria fazer Farmácia mas o sol estava tão forte que larguei a obra pela metade mesmo. ¬¬
Eu queria fazer Medicina até o medidor de pressão, que tinha quase a minha idade, quebrar pelas minhas mãos. ¬¬
Eu queria fazer Fotografia até o dia em que uma pessoa viu a foto que eu havia tirado e disse: "Mas... cadê a
metade de cima das pessoas ?" ¬¬
Eu queria fazer Moda até o dia em que eu, saindo de casa, indo pra uma reunião normal com os amigos, recebi a pergunta: "Tá indo pra festa do cafona ?" ¬¬
Eu queria fazer Rádio e TV enquanto estava sem energia elétrica ou pilhas em casa.
Eu queria fazer História até perceber que havia algumas coisiiiiinhas erradas no Samba do Crioulo Doido.
Eu queria fazer Zootecnia se eu não me sentisse já como um animal às vezes.
Eu até gostaria de fazer Produção de Bebidas se soubesse antes que existe um curso pra isso. (!?!?)
Eu queria fazer Estética até me olhar no espelho.
Eu queria fazer Nutrição até o dia em que fui pesar o meu prato num restaurante de comida por quilo e o cara disse: "Só aceitamos pratos acima de 150g, senhor." ¬¬
Eu queria fazer Psicologia até que perdi a paciência e fui jogar freecell. ¬¬
Eu queria fazer Cinema até assistir 'Possuída Pelo Demônio', 'Planeta Terror', 'Liga da Injustiça' e só os trailers de qualquer 'High School Musical'.
Eu queria fazer Design de Interiores até o dia em que entraram no meu quarto dizendo: "Que lavanderia legal !!!" ¬¬
Eu queria fazer Engenharia Cartográfica até o dia em que errei de casa e quase acabei com um aniversário surpresa ou quando, voltando da padaria, comecei a ler, nas ruas, placas escritas em uma língua completamente desconhecida, enquanto as pessoas, ao verem minha camiseta do Brasil, diziam: "Rrwrwonaldddowwww !!", "Samba !!", "Garwrwrwota de Ipanemaa !!" ¬¬
Eu queria fazer Propaganda e Marketing até o dia em que quis usar o Marx e o Darwin como garotos-propaganda da Gilette num trabalho da escola.
Eu queria ser barbeiro até que cortei o cabelo de um amigo e depois ganhei o apelido de pombo. Porque eu fiz uma 'cagada na cabeça dele'. Só fui chamado de barbeiro no trânsito mesmo. ¬¬
Eu queria ser crítico de futebol até o dia em que, assistindo a um jogo num churrasco, fizeram o gol e eu gritei, saí pulando de alegria mas, ao olhar o pessoal à minha volta, estavam todos me olhando com cara de 'Mas que imbecil...' ou 'Eu não vi isso...'. E então percebi que... era... gol... contra. ¬¬ (e já estava no replay) Assitindo uma vez a um jogo do São Paulo no ano passado, gritei: "Vai Raíííííííííí !!!!!!!!!!" ¬¬
Eu queria ser jogador de handball até o dia em que, na educação física, seguindo pro ataque, o time, em linha, foi passando a bola até que ela chegou em mim e eu continuei passando a bola no mesmo sentido, mas eu estava numa extremidade já e percebi que passei pra uma pessoa que só estava assistindo ao jogo na lateral da quadra. ¬¬
Eu queria fazer Jornalismo até o dia em que assisti... até o dia em que assisti.
E você queria fazer licenciatura em Letras até se deparar com uma redação como essa que acabou de ler.
P.S.: Só me restou fazer programa (Informática Biomédica).
Assinar:
Postagens (Atom)