Eu estava no cursinho. Eu estava na aula. Não que "aula" e "cursinho" sejam coisas diferentes; não que sejam coisas iguais também, mas no sentido de cursinho não ser só aula... hã... Bom, enfim... segunda aula. Era aula mesmo, eu estava prestando atenção, fazendo da aula uma aula (e não, não é peso na consciência). Preciso parar de falar "aula". Isso não impede que eu estivesse lá... na... segunda (segunda ?) aula (¬¬).
Eu já escrevi o equivalente a três linhas no bloco de notas maximizado e percebi que ainda não falei nada que comece efetivamente a história. Só defini o local e o tempo, e mesmo assim eu poderia estar em qualquer segunda aula de qualquer cursinho (cinco linhas agora). Essa minha enrolação pode ter alguns motivos. O mais provável é que a história não tem muita coisa, é muito rápida. Por isso pretendo fazer tempestade em copo d'água. Sei que não posso fazer essa comparação, mas é como se fosse aquela história da Clarice Lispector onde matar uma barata vira um épico. Sensacional. (Já te irritei, leitor ? Porque até agora falei, falei e não disse nada, não é ? Ah... não tá irritado ? Calma, era só a sua mãe te chamando, não precisava responder assim pra ela ! Calma, é só achar "puxe" na embalagem. CAAALMA !!! Só não abriu direito, não precisa ficar irritado ! Ah... você não gosta quando te dizem "calma" nessa hora ? Tudo bem, mas que você tá estrassado, meu caro leitor, está sim. Ah... é leitora ? Bom... coisas da língua. Não, não é aquele pirulito que deixa tudo azul. Portuguesa. Não, não é a pizza. Tá me entendendo ? Ou já parou de ler ? Leu isso ? AHAAA !! Então ainda está lendo. Se eu estava fumando ? Não, eu não fumo. Eu estava estudando redação.) (...) Talvez seja esse mais um motivo pra minha enrolação, fugindo do tema, escrevendo tanta idiotice e acabando de esquecer sobre o que eu ia falar. Lembrei. NÃO VOU FALAR ONDE EU ESTAVA PORQUE JÁ FALEI. SE NÃO LEMBRA, LÊ AE !!!! E FALAR BESTEIRA E FICAR IRRITADO DO NADA NÃO É ESTAR SOB EFEITO DE DROGAS !!! EU SÓ SOU BIPOLAR !!!
Deixei cair a régua no chão. (Oi ? Sim, esse é a acontecimento principal da história. Agora deu pra entender, certo ?) O que talvez te conforte (ou não) é que não acaba aqui. Eu não gosto daquele tipo de piada que duram cinco horas pra não chegar em nada, tipo a do Joãozinho com seu bilhete. Mentira. Adoro aquela piada. Isso não significa que eu vá te fazer de trouxa, te dando um pouco de esperança de que o texto não vai acabar e do nada, te dar um ponto final do tipo que depois só tem a contra-capa. Já não sabe mais se o texto vai acabar aqui ? (Não, esse texto não é pra testar o seu limite de paciência.)
Física. A AULA, A AULA !!! ERA DE FÍSICA !!! Ou seja, eu precisava da régua. Não era bem uma régua, mas sim um esquadro pequenininho e quebrado que eu fazia de régua.
Caiu. É nessa hora que acontece algo interessante e até engraçado, e é o tipo de coisa que fica muito melhor de se ver com perspectiva e de longe (acho que certas coisas, se vistas de longe, são muito mais engraçadas. Não sei explicar.) Eu comecei a olhar pra baixo, sob as carteiras ao meu redor, o que leva a
outras pessoas em volta de mim a fazer o mesmo, ainda que não saibam pelo que procurar. E um conjunto de fatores, entre eles o objeto que caiu ser meu, ser transparente, cair sobre um chão preto num momento em que a estabilidade e atenção de todos na aula de certa forma me impedir de querer sair do padrão e fazer macaquices pra tentar visualizar a "régua" e pegá-la, não me ajudou muito. O negócio simplesmente sumiu !!! Deixei pra lá. Não, a "régua" não estava pra lá. E eu não deixaria pra lá se a tivesse visto.
Não sei porquê, mas a sensação de ter perdido aquela merda quebrada me deixou preocupado. Não era possível ! Eu ouvi o barulho da queda ! Bom, foco. (NÃO, NÃO ERA AULA DE ÓPTICA !)
Sinal do final da última aula. Vou explicar agora algumas coisas que influenciaram bastante a minha situação a ponto de chamá-la de "dilema". A minha sala é no último andar e o período da manhã é o que tem mais gente. E o único jeito de chegar na rua é por escadas. Todo mundo sai na mesma hora... já imaginou, certo ? Isso, meio Faixa de Gaza. Demora muito pra descer. Acontece que naquele dia (hoje, por sinal) o professor nos liberou dois minutos antes. Agora vem o dilema: Estava morrendo de fome, como sempre naquele horário, mas queria procurar a minha "régua" quando a sala estivesse mais vazia. Sim, do jeito que aquela merda sumiu, eu imaginava que estivesse bem longe. Todo mundo levantando, uma força que me leva quase que incoscientemente. Mas eu precisava voltar. Mas eu precisava descer rápido e almoçar. Mas eu já estava no corredor. Mas eu voltei o olhar pra baixo da minha carteira e vi aquela cabeça de boneca no trilho, aquela espinha atrás do joelho, aquela torneira gotejante no silêncio. Embaixo da minha carteira. Estou com fome. Tem muita gente no caminho pra voltar. Como eu não vi aquele tempo todo ?
O que eu decidi ? Fui almoçar. Claro que, pensando agora, escolhi mal. Sentir fome e almoçar eu vou fazer todo dia; ter a oportunidade de pegar algo que me escapou das mãos e que, por incrível que pareça, me importa, acho que só naquele momento mesmo. Mas ainda tenho esperanças de que amanhã ela estará lá. Quase ilusão, eu sei.
P.S.: Espero não ter perdido o tempo que ganhei em troca dessa desgraça.
P.P.S.: Achei interessante preservar o título (que, dessa vez, coloquei antes de tudo) pra mostrar como o meu pensamento varia. Não são drogas, juro.
P.P.P.S: Gastei uns 35 minutos pra escrever isso. AHHHHHH, NÃO !!!!!
P.P.P.P.S.: Me desculpem pelo tamanho do texto. (VOU INICIAR FRASE COM PRONOME OBLÍQUO SIM !!! LÁLÁLÁLÁLÁLÁLÁLÁÁÁÁÁ)
há
ResponderExcluirvc esta treinando minhas técnicas de escrever, e não demonstrar nada.
Isso deixa as pessoas muito bravas, e eu adoro.
SUISAIsahuisa
mto bom