quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Jogos de Tabuleiro - I

De uns dias pra cá eu tenho jogado jogos de tabuleiro com uma frequência relativamente alta, e isso me faz reviver a infância. A minha, só pra deixar claro.
Já que eu era criança, o meu principal interesse era - como o de toda criança, creio eu - jogar, apenas. Então eu não ligava muito pra regras. Não que eu fosse roubar no jogo, mas no sentido de verificar se elas tinham algum nexo.
Agora, passado algum tempo, criei algum tipo de rigor nesse sentido, ou simplesmente me tornei mais chato (sim, mais); enfim, coisa de adulto. Percebi que algumas regras de alguns jogos não fazem muito sentido, o que é bom, porque tudo fica mais engraçado (tentei pensar agora em algo que faça sentido e seja engraçado, mas não me lembrei de nada). Mesmo assim, as coisas engraçadas têm sua lógica e sentido peculiares.


Tem algo de errado, muito errado, e há pouco tempo descobri que é no meu Detetive - a respeito dos pinos de cada personagem: o Prof.º Black é rosa, a Srta. Rosa é vermelho, a Dona Violeta é azul e o Sr. Marinho é verde ! Já citei isso em algum texto aqui. Me lembra aqueles jogos onde você lê a palavra de uma cor escrita com letras de outra cor, porque a confusão em ver um pino rosa e ter que dizer "Prof.º Black" é praticamente a mesma.

Não basta você chegar na casinha da porta pra poder entrar no aposento; é preciso de mais um ponto no dado: Isso leva a cogitar que, no mínimo, a porta emperrou (e isso é bem possível, considerando que o meu detetive é muito velho - final da década de 80, por aí); a personagem pode ter narcolepsia - possível mas pouco provável; esqueceu a chave e fica do lado de fora (sei bem como é isso; 4 vezes em 6 meses no ano passado ¬¬).

Se algum pino estiver no seu caminho, você tem que dar a volta, porque dois pinos não ocupam o mesmo espaço: Que falta de educação !!! Dá licença ae, ow !!! (exceto se a pessoa tiver narcolepsia mesmo e estiver dormindo em pé).

Acusar a sua própria personagem: A pessoa entra no aposento, e

Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world


sobe numa cadeira, enrola sua morte no lustre logo acima. "Eu me acuso, com a corda no Hall !!! POR JESUS CRISTO, EU NÃO AGUENTO MAIS !!!"

Se alguém te acusar em um determinado aposento, você é levado até tal aposento: Isso é um inferno. Suponha que você seja o Coronel Mostarda, e está andando em direção ao Hall; lembre-se de que sua sorte não é grande, te impedindo de ver um número maior que 6 como soma dos dois dados. Você precisa chegar ao aposento desejado pra que possa fazer a acusação ali. Chegou na porta ! Mas não pode entrar porque não tirou um número suficiente pra isso, lembra daquela regra ? E então, na mesma rodada, outro participante entra num aposento do outro lado do tabuleiro e te acusa (¬¬). Educação ? Preocupação ? Hipocrisia ? Não sei, mas você tem que comparecer. Agora considere que isso acontece jogada-sim-jogada-não:

Deeeessa vez eu chego lá. Com licença, por favor ? (...) Ah, vai se foder !!! Que falta de modos...
Cheguei... Ok, a chave...
- MOSTARDAAAAA !!!!!
- AAAAAAAAAAAAAAHHHHH, BIXÔÔÔÔ !!!!! QUE QUE É DESSA VEZ !?!?!? (Como se o culpado fosse admitir o crime perante acusação... Tô velho mas não tô gagá, porra.)

Um comentário:

  1. Até que faz sentido ficar chamando o cara na sala se seguir as regras à risca... é a melhor estratégia p/ ferrar com seu amigo! =D

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