sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Caguei pro mundo

Faltando uns 5 minutos pra virada do Fim do Mundo (pelo menos o dia, porque a hora eu ouvi falar - sei lá onde - que seria lá pelas 21h) tive vontade de mijar. Aí tive mais um daqueles pensamentos circunstanciais idiotas do tipo "porra, mijando no Fim do Mundo?", e aí me veio mais um pensamento desses: "Eu poderia estar cagando". Ah, isso me trouxe uma pseudossensação de revolução, como nos momentos em que falam 3 frases que "mudariam o mundo", mas logo depois vão até a geladeira, pegar um corpo de iogurte pra ver a novela, pensando se o arroz vai dar pro almoço do dia seguinte.
Seria tão gostoso, autônomo, poderoso, libertador... Cagar durante o Fim do Mundo! Aquela metáfora direta de "tô cagando pro mundo", claro! Que gigantesco botão do "Foda-se"!
Aí eu quis cagar, mas não estava com real vontade! Pensei "eu poderia forçar um pouco". Então percebi que se eu, de fato, sentasse naquela privada pra forçar uma cagada pro mundo naquele momento, não estaria cagando pra ele. Estaria dando atenção a tanta merda (não é trocadilho, mesmo).
E vim escrever esse texto que saiu do nada. Do nada não; de uma cagada pensada. É, esse texto é uma cagada pensada.
Não caguei, mas caguei pro mundo.

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