quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Já sei que sou de peixes; não preciso de provas.

Às 14:00 eu tinha aula. Precisava ir na seção de graduação carimbar a carteirinha da Rápido Ribeirão. Eu não costumo fazer esse tipo de coisa em intervalos entre aulas, ainda mais pelo tempo que eu tinha. Mas um amigo meu disse que precisava ir lá também, o que tornou irrelevantes todos esses motivos. Do local de almoço até a graduação é uma distância relativamente grande. Vamos de ônibus então. No ponto já começou a garoar... mas eu ODEIO ter que carregar coisas (se não for de favor, claro). Pra que eu pegasse o meu guarda-chuva, a garoa teria que morfar, evoluir, comer a semente dos deuses, algo assim. O fato de o guarda-chuva ser novo reforçava mais ainda a ideia de não pegá-lo. Ah... vai... molhar né... =P
Não tenho um bom histórico com guarda-chuvas também. Outro dia esqueci um em algum lugar e não encontrei. Fico achando que foi na biblioteca mas algo me diz que cheguei em casa com ele. Já estou achando que foi déjà vu. Já quebrei, entortei, virei do avesso no meio da chuva, esqueci de pegar quando iria chover. Chover muito. Só falta eu ter que lutar contra a chuva pela posse do guarda-chuva... sabe ? Aquela cena super desesperadora e engraçada, quando o vento vai te levando, tipo no Twister... mas sem um cano enterrado sei lá quantos metros no chão como apoio. Cena super forçada, por sinal. Mas caso aconteça uma batalha da chuva contra mim, com o guarda-chuva como prêmio, vou gostar. Vai ser uma delícia, pelo menos na hora. Aposto que terei que apresentar um seminário logo depois... ¬¬
Fugi um pouco do tema ? Bom... 'guarda-chuva' está no mesmo campo semântico de 'chuva'. É só fazer o jogo do Me Faz Lembrar que dá pra provar.
A caminho da graduação, começou a chover mesmo. E não estou dizendo 'mesmo' como se a garoa não fosse chuva. Ainda que estivesse num estágio de chuva, eu diria 'mesmo', porque estava chovendo MESMO. MUITO MESMO. Do nível que você descobre a porcentagem de algodão da sua meia, mesmo usando calça. Dependendo de quanta água ela vai absorver. Se fizer aquele barulhinho do tipo peido de sovaco enquanto você anda, é mais de 90% algodão. Senti a presença do Murphy ali ao meu lado. Já não era uma surpresa. ¬¬
Uma certa vez, fiz esse mesmo caminho até a graduação, mas a pé. Chegando lá, percebi que a carteirinha estava em casa. Resumindo, fiz uma viagem à toa.
Me lembrando disso no ônibus, fui verificar se a carteirinha estava comigo. De repente meu amigo diz que teria que descer ali. E o ônibus já estava naquele momento-parado-já-vou-fechar-a-porta. !!!!!! VAI, VAI ,VAI !!! Carteira abertamalaabertachovendoe guarda-chuva na mão (fechado ¬¬). Fui pego de surpresa ! PULA, COOOOOORRE !!!!! Debaixo de um teto... Ufa ! Teto dele, porque eu só estava ali de companhia. Isso mesmo, não era a graduação. Mas eu sabia que ele iria descer um pouco antes. 'Pouco' pra quem está num ônibus. Onde ele estava quando disse 'um pouco', aliás. Eu teria que andar mais esse 'pouco'. Acontece que a pé e com chuva (e que chuva!) esse 'pouco' virou uma 'pequena' ironia. Abri o guarda-chuva e coloquei a mala na frente, tipo canguru, sabe ? Não era simplesmente a minha mala, mas dentro dela tinha um livro que não era meu. Todo cuidado é pouco.
Saí na chuva. Andei durante uns 10 minutos e nesse tempo, fui percebendo a inutilidade do guarda-chuva. A chuva incidia num ângulo tal que eu estava ensopado sem perdão da cintura pra baixo. Um questionamento interno sobre o porquê do guarda-chuva começou ali. No primeiro minuto, já começou o teste do algodão da meia, com o resultado saindo logo nos próximos 20 segundos: 100% algodão ! Maravilha... pelo menos a embalagem não enganava.
Carimbaram a carteirinha direitinho e caminhei de volta. A essa altura, só faltava surgir uma pedra gigante rolando rapidamente em minha direção, logo atrás de mim. Braços ensopados agora também. E eu não queria acreditar, mas a mala estava molhada, pelo menos por fora. O guarda-chuva estava sendo tão presente ali quanto o 'S' da Perdigão.
Encontrei o meu amigo, que me esperava, no caminho e deu tempo de chegar na aula. De quebra, um carro passou ao meu lado com uma velocidade suficiente pra me ensopar mais um pouquinho, mas àquela altura do campeonato eu já não ligava mais, por mais que um "fdp" tenha me escapado da garganta. Quase lá, pensei seriamente em tomar a chuva de fato, se não fosse pelo livro, que não era meu, dentro da mala.

P.S.: Eu estava com uma embalagem de Mentos dentro do bolso... acho que... não preciso dizer mais nada...
P.S.S.: Minha mala molhou por dentro. Só um pouco. Só pra dar uma noção do quanto inútil foi o guarda-chuva e de quanto forte foi a chuva.
P.S.S.S.: Achei que a minha bermuda fosse 100% poliéster, ou seja, 'secagem rápida'... porcentagem enganosa dessa vez ? ¬¬
P.S.S.S.S.: Ai se eu tivesse uma piscina em casa...

2 comentários:

  1. isso é a vida de estudante, pelo menos vc salvou o livro...
    alem disso, nunca confie nessas porcentagem, elas enganam..
    mas tudo isso vale a pena pelo diploma...

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  2. iauhaiuhaiuhiuahaiuhiahsiuhiuashuiHSIUH

    Ir a um lugar, quando de fato, não tem o que deveria ter é foda xD Aconteceu algo parecido comigo na quinta feira.....Sai mais cedo da faculdade, decidi buscar meu celular [deixei numa loja para concertar], estava proxima ao Alto do Ipiranga, precisava chegar até a Saúde...
    Tinha saído mais cedo...pq não pegar um ônibus até o Santa Cruz e outro até a Saúde? Iria poupar a passagem de mêtro e gastaria com apenas 1 ônibus pegando 3.....

    Chegando na loja da saúde...após DOIS ônibus...me lembrei que não levei dinheiro suficiente pra pagar pelo celular.....

    voltei pra casa de mãos abanando...pegando o 3ºbus do dia... u.u


    esses caras....filhos da puta....que molham a gente por completo....sem comentarios....

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