Quando estou tentando fazer algo e há outras coisas martelando na minha cabeça, fica difícil. E a válvula de escape nesse momento é escrever. Tem muita coisa na minha cabeça. Acho que penso demais. Esse blog me serve como um registro. Tudo que escrevi está sujeito a mudança. Não sei se quero a mudança, não sei se já mudaram. É o registro de como sou falho, certo, instável, firme, mutável, mumificado, contraditório, descolado, confuso, deslocado, inseguro, racional, medroso, emotivo, mudo, tagarela, tudo, nada.
Nesse blog já disse que aprendi a lição e que não sei o que estou dizendo quando se trata de lições; tudo já foi lindo e tudo já foi horrível; certas coisas já foram pequenas, e as mesmas coisas já foram colossais. Eu mudo o tamanho das coisas e o que mais me aflige é que antes elas estavam com tamanho normal. Não, não. Elas sempre foram do tamanho normal. Eu é que sou o mago de mim. Me diminuo, e quero aproveitar pra ficar menor ainda e sumir do jeito que der; é tão esmagador, cheio de medo. Me aumento, e tudo o que quero é ficar maior ainda e conseguir ligar menos ainda, me sentir avulso, alheio; é tão fácil, cheio de tédio. Eu não quero medo. Eu não quero tédio. Eu quero ser do meu tamanho. Eu quero desafio. Eu quero perceber o momento em que estou do meu tamanho. Afinal, não dá pra ficar maior do que se é e depois, menor, sem passar pelo tamanho normal. Eu sei que já estive assim. Mas quem sou eu pra dizer qual o meu tamanho normal se não tenho referencial, se distorço tudo o que vejo ? Quem sou eu pra dizer qual a minha realidade ? Eu faço parte da minha experiência. E ninguém pode vê-la por mim nem me ver nela. Cada um vive na própria experiência. Acho que o jeito é oscilar de tamanho, sem ter apoio algum, com a esperança de que haja alguém do meu tamanho momentâneo comigo.
Eu não sei. É a única resposta que tenho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário