É natural e espontâneo. Homem de visão ingênua e instintiva e se entrega à infinita variedade de sensações. Para ele o real é a própria exterioridade, alegando que não se deve acrescentar às coisas nada de subjetivo; poesia é ver.
O que penso eu do mundo ?
Sei lá o que penso do mundo !
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que ideia tenho eu das coisas ?
Que opinião tenho sobre as causas e efeitos ?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do mundo ?
Não sei. (Alberto Caeiro)
E eu a vida inteira induzido a acreditar que "Porque não." não é resposta...
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