quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Falar bem não tem graça


Ontem eu fiz uma das minhas aparições raras no facebook. Falando mal (sim, não vou aliviar com "crítica negativa", ou algo do tipo, porque "falar mal" implica numa intenção de esculachar. E se divertir com isso). Então lá estava eu falando mal de um comercial. E aí recebei um comentário de que eu precisava relaxar e tal... levei numa boa, até porque foi um amigo quem disse. Até que mais um amigo complementou, brincando que eu estava estressado, e tal. Confesso que parei pra pensar. Mesmo sabendo que era uma brincadeira de ambos, imaginei se estivessem falando sério. Cheguei à conclusão de que minhas aparições no facebook seriam quase todas com o mesmo tom do "falar mal". Claro, com algo que eu ache realmente ruim, e não falar por birra. Mas taí, eu seria esse cara puto, estressado. O estranho é que, de fato, eu me divirto com isso.
Falar mal de tudo? Não, claro que não. Mas de muita coisa... até porque muita, muita coisa é realmente ruim. Seja pra fazer piada (que prefiro), ou pra falar sério.
O comercial, por exemplo. Era ruim. Mesmo. E os outros? Ruins também. Mesmo. Tenho que me esforçar muito pra me lembrar de algum bom, porque sei que existem. Isso me leva a cometer gafes, como criticar publicitários. E aí penso "que injusto isso, tem publicitário por aí que faz muito juz à profissão..." mas se eu me apegar muito a esses detalhes, não vou falar nada nunca. E sei disso por experiência própria. Estou cagando pros publicitários? claro que não. Só pros que fazem comerciais, e comerciais ruins.
Indo além dos comerciais, penso na programação da TV. E não tem como, eu falo mal mesmo, quando estou assistindo, infinitos comentários sarcásticos surgem na minha mente... E quando paro pra analisar se é birra... não é. Já fiz isso várias vezes, e é de verdade. Por incrível que pareça, não é exagero eu achar quase tudo ruim, por que quase tudo é, mesmo, ruim! O meu senso de exagero ainda funciona. Ou fico puto e faço piada, ou fico puto e só. Mas nesse caso, é muito mais desgastante. Na piada eu realmente me divirto, sendo sarcástico ou achando defeitos.
Eu falo mal dos programas, dos apresentadores, dos comerciais, mas de um jeito divertido pra mim. Se eu ficar realmente puto, acabo falando que milhões de brasileiros assitem muita merda, e acabam ficando imbecis, e que isso é um problema em escala nacional, que puxa muitos outros... Mas isso é desgastante e
não estou fazendo nada a respeito também, então esse tom não adianta nada.
Eu falo mal sim. Com intenção, e com divertimento. Mas se chegar na birra, eu paro. Se me desgastar, e de nada adiantar, eu paro.
Só preciso chegar à conclusão se algo é, pra mim, re-al-men-te ruim.
Aí é sensacional.

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