quinta-feira, 8 de abril de 2010

Parafina !? PARATUDO !!!

Algumas coisas nessa vida deixam de acontecer por motivos de força maior; sem uma explicação muito plausível, num momento qualquer, de tal forma que tudo fica meio embaçado na memória. Uma dessas coisas na minha vida que teve esse perfil foi a compra de Kinder Ovo.
Eu sei que gosto muito de Kinder Ovo, mas fazia muito, mas muito tempo mesmo que não comia. Se eu for chutar a idade que tinha na última vez que comi um, é capaz de eu errar com uma margem de três anos (e é nessa hora que a gente fala a "idade da infância" que, acredito eu, varia pouco entre as pessoas, e a minha é 7 anos), só pra ter noção de como foi o tipo de coisa que simplesmente para de acontecer. Um fator relevante que talvez tenha ajudado pra que eu não comprasse mais é o atual preço. Sim, digo atual porque antes era muito mais barato, e a variação de preço é tão gritante que é uma coisa aparentemente ignorada, mas não deveria ser. E agora eu me pergunto: por que bulhufas (é legal essa palavra... bulhufas... hehehe) isso aconteceu ? Aliás, por mais que o preço tenha aumentado, nunca seria barreira que me impedisse de comprar algo de que gosto tanto. Vou tentar juntar fatos relativos à minha infância no mundo de Kinder Ovo que talvez possa responder a essa pergunta. Pensando melhor, acho que é um único fato.
Situação clássica (pelo menos pra mim) de uma criança, no caso eu, junto com a mãe (a... minha... hehehe), comprando algo no pipoqueiro em frente à saída da escola. Ah... um adendo aqui: pra mim, a última coisa que o pipoqueiro representava era pipoca. O cara tinha mais de doces de todas as formas, cores e sabores, salgadinhos, e até um forninho pra fazer pizza ! Acho que nasceu daí a ideia de, num mesmo lugar, você poder comprar desde um frango assado fechado num pacote a um real até TV's de última geração, daquelas que você derruba só porque estava ao lado e não a viu, de tão fina. Voltando (...)
No pipoqueiro então, comprando o Kinder Ovo, eu satisfazia aquela ansiedade e desejo de criança. Uma coisa tão intensa em algo tão pequeno e breve. Se tem algo que procuro preservar pro resto da vida é esse contentamento com tão pouco, de se admirar muito, por sinal. Não sei se posso dizer que era só pelo brinquedo. Era também, mas eu amo aquele chocolate. Sim, era mais pelo chocolate, porque eu nunca colecionei os brinquedos. Agora vem o fato, que venho questionando desde então; com o mesmo efeito do grande espaço vazio ao abrir um pacote de salgadinho (já pequeno); o asterisco com aquela observação em letras minúsculas escrita sempre lateralmente ou de ponta cabeça; o oásis no deserto; a porta de vidro que você não viu: Minha mãe disse que aquele chocolate tem muita parafina. (!?) Pé.....pé....pé...pé..pé.péraê !!! Como é que é !? Mas eu nem sabia o que era parafina !!! Talvez na época ela só tenha dito que fazia mal, porque, se fosse pela parafina, eu continuaria comendo como sempre. Mas, se eu comi aquilo durante um tempo considerável e praticamente todo dia, por que, do nada, tirar o doce da minha boca !? FAZ MAL !? TEM PARAFINA !? Olha... criança é um ser realmente ingênuo e que, infelizmente, muitas vezes, aceita as coisas sem questionar (tudo bem que eu tenho 19 anos e ainda não resolvi esclarecer essa questão, hehehe) mas hoje eu tenho muitas dúvidas: de onde ela tirou isso ?! Ela combinou com o todas as mães do mundo pra que falassem pra seus filhos alguma coisa só pra impedir que comessem ?! Todas as mamães botaram a culpa na parafina então !? Pra quê !? Já tem vela pra caramba por aí.... nem vem ! Não... não pode ser... a igreja tá metida até nisso !? Mas minha mãe só usava velas em dias de apagão. Já sei ! Todas os adultos já sabiam dos apagões que precederiam o Fim do Mundo ! Claro ! "Vamos usar parafina pra algo mais útil que produzir chocolate." (...) Não... não faz sentido... Mas poxa vida... Kinder Ovo não é radioativo ! Que isso está muito mal contado, está ! E será que o preço aumentou porque, por algum motivo, todas as crianças pararam de comprar Kinder Ovo ? Lei da oferta e da procura ? Ficou caro porque ninguém mais comprou ou ninguém mais comprou porque ficou caro ?
Como uma forma de compensar - e muito mal compensado, por sinal - essa minha abstinência, resolvi comprar um Kinder Ovo na páscoa (deu pra entender que é o grande, certo ?). E NÃO ESTOU NEM AÍ SE É CARO !!! Comi e foi muito bom. Foi muito rápido e, por incrível que pareça, só comi no dia seguinte. Mas reparei em algumas coisas que me deixaram intrigados: a proporção de chocolate entre o ovo grande e o tradicional é a mesma ! Tá, era de se esperar mas aquilo é praticamente uma película de chocolate !!! Inclusive o brinquedo era proporcional... o que não anima muito, porque se aquela cápsula onde vem a surpresa fosse maciça e feita de chocolate, seria mais satisfatório que o próprio ovo. O brinquedo ocupa um puta espaço !!! Taí... o brinquedo. Me lembro que vinha quebra-cabeça. Façameofavor !!! Quebra-cabeças só tem graça (mesmo pra uma criança) com mais de... 500 peças. Quem são os infelizes responsáveis pelos
brinquedos do Kinder Ovo !? Enfim, no meu ovo de páscoa veio um brinquedo relativamente grande, com pilha (woow). É um dragão vermelho que tem uma luzinha no fundo da boca. Acho que é uma analogia com fogo. Passei por aquele momento de "alegria pelo novo". É como ganhar uma relógio e, além de ficar olhando as horas a cada minuto, a gente fica esperando que alguém pergunte pelas horas ou até perguntamos se a pessoa quer saber as horas, e informamos com uma felicidade injustificável e boba aos olhos dos outros.
Vou procurar saber a respeito dos ingredientes do Kinder Ovo (coisa que não sei porque não fiz até agora... tão simples !). Mas se tiver algo prejudicial à saúde, não vai bastar olhar na embalagem. E se alguém parou de comprar Kinder Ovo por causa da maldita parafina, diga que não estou sozinho nessa história.
E aquela moedinha de chocolate que nem tem mais sentido de ser, porque não custa mais um real !? Falo naaaaaaaaaaaaaaaaaadaaaaaaaaaaaaaaaaaa......

quinta-feira, 1 de abril de 2010

1º de Abril !!!

"Mãe, pai, vou sair da faculdade, voltar pra São Paulo, me rematricular no cursinho, e prestar medicina."

Seria uma boa, né ? Hahahahahahaha.... É... SERIA.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Sombra que faz sombra

"A República - Livro VII: Mito da Caverna com comentários" deu lugar ao rosto do garoto, uma mistura de solilóquio e revolta. Era leitura pra um trabalho daquele cheira-cola-maconheiro, que usa aquelas papetes ridículas e só vai em feiras de coisas usadas, exposições de "arte" e no cinema da Gazeta, típicos programinhas vazios em todos os sentidos, inclusive a ponto de nem ter fila. Nem a fila é decente !
Como toda noite um pouco depois do jantar, ele se reúne com a família em frente à TV. Sala escura, deixando apenas aquela fonte de luz, olhos vidrados, sombras e aquela musiquinha; de certa forma, tudo aquilo é uma combinação poderosíssima que forma um clima irresistível, se tornando típico, natural e capaz de gerar sinestesia em qualquer futuro de qualquer um deles. Nesse momento, o mesmo acontece em muitas outras famílias, cada qual em sua caverninha. Vamos.


Vamos diminuir e banalizar e esquecer da humanidade de quem está lá:
Primeiro, separar os grãos de feijão; os "bons" dos "ruins". E lá estão eles; foram escolhidos porque são inteligentes, rostinhos, brincalhões, abdômens, sarcásticos, peitorais, alegres, seios, bobos, bundas, felizes, orifícios, interessantes. Temos certeza de que o público vai enxergá-los como eles são. É isso o que queremos. Sem preconceito ou censura. Imagina só !?

Vamos jogar uns contra os outros:
Simples. Separamos as pessoas em times. Claro, de acordo com o que elas achamos delas são. Sarados fortinho com gostosinha, Coloridos viadinho com sapatão, e assim por diante. Jogamos então a responsabilidade de cada time para um coitado líder. Cada time terá dois representantes que já participaram do programa, sendo que um tem a chance de voltar. Então, submetemos os times a uma tortura prova de resistência. O coitado vencedor terá uma sinuca escolha: Escolher um dos representantes a voltar ao programa. Além disso, se tornará peão líder. Assim, o participante que entrou só estará em jogo graças a essa pessoa que a escolheu. Forma-se uma dívida. Se o peão líder não escolher os membros do seu time pra dormirem no seu quarto luxuoso, cheio de biscoito comida farta, forma-se outra dívida. Afinal, eles estão no mesmo time, certo ? (...) O clássico sistema de votação, claro. O anjo, o monstro e o telefone (escolha, em segredo, alguém pra ferrar com a ilusão vida e dê-lhe um colar - pode abraçar, se quiser - em troca de imunidade). E agora, a novidade (é, estamos aperfeiçoando essa máquina que é esse sanatório programa ano a ano): "Eu gosto tanto dELE(A); queria tanto que ELE(A) ganhasse; porque ELE(A) merece." Espectador, em quem ELE(A) votou ? (...) PARABÉNS !!!! VOCÊ GANHOU UM CARRO E FODEU COM A VIDA DAQUELE PRA QUEM VOCÊ TORCIA, EXPONDO O QUE ELE TINHA A ESPERANÇA DE OMITIR A SEMANA INTEIRA !!!! UHUUUUUUUUUUUUUUUUUL !!!! E as provas mostre-que-você-odeia-alguém-e-adora-alguém-pra-que-todos-se-separem-e-se-matem-sozinhos, que rendem prêmios julgamento e comida chantagem.

Vamos definir, estabelecer padrões, estereótipos:
Olha, aquele cara ali não vai dar ibope é quieto. Mas aquele ali vai dar ibope é extrovertido. Ambos não só conversam bastante com todo mundo, como conversam bem; apesar de já terem passado por momentos de tristeza, saudade, reflexão e isolamento. Ninguém é de ferro. Então é simples. Vamos mostrar os bons momentos de quem vai dar ibope/sexo/briga é extrovertido e só os maus momentos de quem não vai dar ibope/sexo/briga é introvertido. Primeira semana ? Julgamento Votação. Muito cedo ? Ah... mas são três meses ! Tem que haver definições de caráter votações semanalmente. Vamos mostrar a todos que só quem é foda tem uma família e figurantes-desconhecidos-que-me-aplaudem-pra-aparecer-na-TV amigos equivalente ao número de amigos do orkut. Vamos fingir que o "apresentador" só apresenta. Vamos estabelecer regras de um jeito infalível, a ponto de nos enlouquecer (Carrie White, a estranha, e Alexander Portnoy que os diga). Vamos apontar e criticar e fingir não saber que estamos diante do espelho. Vamos rir de, e não rir com. Vamos definir o caráter de alguém com uma semana de vida. Vamos nos negar e chutar quem quer comer e ser comido. Vamos rir de quem quer amar e ser amado. Vamos desconsiderar o histórico e eternizar o momento. Vamos cobrir de hipocrisia essa eterna festa a fantasia.


Who made up all the rules ?
We follow them like fools
Believe them to be true
Don’t care to think them through

I’m sorry so sorry
I’m sorry it’s like this
I’m sorry so sorry
I’m sorry we do this

And it’s ironic too
Coz what we tend to do
Is act on what they say
And then it is that way

Who are they ?
Where are they ?
How can they possibly
know all this ?
Who are they ?
Where are they ?
How can they possibly
know all this ?

Do you see what I see ?
Why do we live like this ?
Is it because it’s true ?
that ignorance is bliss ?

I’m sorry so sorry
I’m sorry we do this - (
Jem - They)


P.S.: Apesar desse post não ter sido pra isso, serviu também pra falar um pouquinho de religião (e não religiosidade), televisão e escola. Por enquanto está bom.
P.S.S.: Não é porque você gosta desse programa, que eu vá passar a te odiar.
Não necessariamente.

quinta-feira, 25 de março de 2010

O dilema mais imbecil da minha vida

Eu estava no cursinho. Eu estava na aula. Não que "aula" e "cursinho" sejam coisas diferentes; não que sejam coisas iguais também, mas no sentido de cursinho não ser só aula... hã... Bom, enfim... segunda aula. Era aula mesmo, eu estava prestando atenção, fazendo da aula uma aula (e não, não é peso na consciência). Preciso parar de falar "aula". Isso não impede que eu estivesse lá... na... segunda (segunda ?) aula (¬¬).
Eu já escrevi o equivalente a três linhas no bloco de notas maximizado e percebi que ainda não falei nada que comece efetivamente a história. Só defini o local e o tempo, e mesmo assim eu poderia estar em qualquer segunda aula de qualquer cursinho (cinco linhas agora). Essa minha enrolação pode ter alguns motivos. O mais provável é que a história não tem muita coisa, é muito rápida. Por isso pretendo fazer tempestade em copo d'água. Sei que não posso fazer essa comparação, mas é como se fosse aquela história da Clarice Lispector onde matar uma barata vira um épico. Sensacional. (Já te irritei, leitor ? Porque até agora falei, falei e não disse nada, não é ? Ah... não tá irritado ? Calma, era só a sua mãe te chamando, não precisava responder assim pra ela ! Calma, é só achar "puxe" na embalagem. CAAALMA !!! Só não abriu direito, não precisa ficar irritado ! Ah... você não gosta quando te dizem "calma" nessa hora ? Tudo bem, mas que você tá estrassado, meu caro leitor, está sim. Ah... é leitora ? Bom... coisas da língua. Não, não é aquele pirulito que deixa tudo azul. Portuguesa. Não, não é a pizza. Tá me entendendo ? Ou já parou de ler ? Leu isso ? AHAAA !! Então ainda está lendo. Se eu estava fumando ? Não, eu não fumo. Eu estava estudando redação.) (...) Talvez seja esse mais um motivo pra minha enrolação, fugindo do tema, escrevendo tanta idiotice e acabando de esquecer sobre o que eu ia falar. Lembrei. NÃO VOU FALAR ONDE EU ESTAVA PORQUE JÁ FALEI. SE NÃO LEMBRA, LÊ AE !!!! E FALAR BESTEIRA E FICAR IRRITADO DO NADA NÃO É ESTAR SOB EFEITO DE DROGAS !!! EU SÓ SOU BIPOLAR !!!
Deixei cair a régua no chão. (Oi ? Sim, esse é a acontecimento principal da história. Agora deu pra entender, certo ?) O que talvez te conforte (ou não) é que não acaba aqui. Eu não gosto daquele tipo de piada que duram cinco horas pra não chegar em nada, tipo a do Joãozinho com seu bilhete. Mentira. Adoro aquela piada. Isso não significa que eu vá te fazer de trouxa, te dando um pouco de esperança de que o texto não vai acabar e do nada, te dar um ponto final do tipo que depois só tem a contra-capa. Já não sabe mais se o texto vai acabar aqui ? (Não, esse texto não é pra testar o seu limite de paciência.)
Física. A AULA, A AULA !!! ERA DE FÍSICA !!! Ou seja, eu precisava da régua. Não era bem uma régua, mas sim um esquadro pequenininho e quebrado que eu fazia de régua.
Caiu. É nessa hora que acontece algo interessante e até engraçado, e é o tipo de coisa que fica muito melhor de se ver com perspectiva e de longe (acho que certas coisas, se vistas de longe, são muito mais engraçadas. Não sei explicar.) Eu comecei a olhar pra baixo, sob as carteiras ao meu redor, o que leva a
outras pessoas em volta de mim a fazer o mesmo, ainda que não saibam pelo que procurar. E um conjunto de fatores, entre eles o objeto que caiu ser meu, ser transparente, cair sobre um chão preto num momento em que a estabilidade e atenção de todos na aula de certa forma me impedir de querer sair do padrão e fazer macaquices pra tentar visualizar a "régua" e pegá-la, não me ajudou muito. O negócio simplesmente sumiu !!! Deixei pra lá. Não, a "régua" não estava pra lá. E eu não deixaria pra lá se a tivesse visto.
Não sei porquê, mas a sensação de ter perdido aquela merda quebrada me deixou preocupado. Não era possível ! Eu ouvi o barulho da queda ! Bom, foco. (NÃO, NÃO ERA AULA DE ÓPTICA !)
Sinal do final da última aula. Vou explicar agora algumas coisas que influenciaram bastante a minha situação a ponto de chamá-la de "dilema". A minha sala é no último andar e o período da manhã é o que tem mais gente. E o único jeito de chegar na rua é por escadas. Todo mundo sai na mesma hora... já imaginou, certo ? Isso, meio Faixa de Gaza. Demora muito pra descer. Acontece que naquele dia (hoje, por sinal) o professor nos liberou dois minutos antes. Agora vem o dilema: Estava morrendo de fome, como sempre naquele horário, mas queria procurar a minha "régua" quando a sala estivesse mais vazia. Sim, do jeito que aquela merda sumiu, eu imaginava que estivesse bem longe. Todo mundo levantando, uma força que me leva quase que incoscientemente. Mas eu precisava voltar. Mas eu precisava descer rápido e almoçar. Mas eu já estava no corredor. Mas eu voltei o olhar pra baixo da minha carteira e vi aquela cabeça de boneca no trilho, aquela espinha atrás do joelho, aquela torneira gotejante no silêncio. Embaixo da minha carteira. Estou com fome. Tem muita gente no caminho pra voltar. Como eu não vi aquele tempo todo ?
O que eu decidi ? Fui almoçar. Claro que, pensando agora, escolhi mal. Sentir fome e almoçar eu vou fazer todo dia; ter a oportunidade de pegar algo que me escapou das mãos e que, por incrível que pareça, me importa, acho que só naquele momento mesmo. Mas ainda tenho esperanças de que amanhã ela estará lá. Quase ilusão, eu sei.

P.S.: Espero não ter perdido o tempo que ganhei em troca dessa desgraça.
P.P.S.: Achei interessante preservar o título (que, dessa vez, coloquei antes de tudo) pra mostrar como o meu pensamento varia. Não são drogas, juro.
P.P.P.S: Gastei uns 35 minutos pra escrever isso. AHHHHHH, NÃO !!!!!

P.P.P.P.S.: Me desculpem pelo tamanho do texto. (VOU INICIAR FRASE COM PRONOME OBLÍQUO SIM !!! LÁLÁLÁLÁLÁLÁLÁLÁÁÁÁÁ)

domingo, 14 de março de 2010

19

Pra ser sincero, não estou inspirado nesse momento em que escrevo isso. Nada demais, só tenho certeza de que poderia produzir um texto melhor em algum outro momento. Mas por questões que fogem muito ao meu alcance, como o movimento dos astros, as decisões de certos padrões científicos na astronomia em tempos relativamente remotos, que estabeleceu, entre outros, o calendário que mais conheço e uso, com todas as suas implicações de duração do dia, da semana, do mês e do ano; os momentos mais arbitrários e aleatórios durante a História pra definir o tempo de vida de um ser humano em anos; talvez por um motivo de carência, ficou combinado que, a cada ano de vida, as pessoas ganhariam presentes e, finalmente, pelo fato de eu ter nascido aproximadamente dois meses antes do padrão, hoje todas essas definições históricas, científicas e sociais me oferecem o meu aniversário !!!! E eu me vejo então dando tanta importância a essa data que contrario um pouquinho a natureza dos meus posts e, mesmo sem muita inspiração, espontaneidade, muito o que dizer ou alguma ideia legal que me tenha surgido, cá estou agora, tentando falar algo engraçado, sério, ou simplesmente algo, ou simplesmente nada, o que me leva a te irritar só escrevendo tanta coisa técnica e chata, que te faz lembrar do seu tempo de escola, quando a 'tia' reclamava que você não finalizava a frase colocando um pronome relativo atrás do outro (pronome o quê ?) a ponto de ela dizer que se sentiria sem fôlego se tivesse que ler em voz alta o seu texto, sem contar as vezes em que você fugia do tema proposto. Ainda bem que nunca mais fiz isso. Aprendi a lição.
Acabei de descobrir que não é preciso se sentir necessariamente inspirado pra escrevr alguma coisa. Tá. O texto não tá saindo exatamente como eu imaginei, o que pode ser bom. Acho que me enganei ao dizer que estou escrevendo sem espontaneidade. Aliás, se tem algo que posso dizer quando penso nos meus 19 anos (não sei o porquê, mas dizer/digitar isso é estranho... 19 anos... Acho que não me sinto com 19 anos, sei lá, é muita coisa), é que por mais que a gente faça planos para o futuro, idealizando e colocando ordem nas coisas, definindo as nossas atitudes e decisões, esquecemos de considerar que absolutamente nada possa vir a acontecer como desejamos. Às vezes por não saber o quê desejar, por desejar pro lado errado, por desejar muito, por achar que sabe o quê desejar ou por simplesmente (simples !?) não desejar.
O importante é saber tomar a decisão certa na hora certa (e não digo 'certa' como a que mais convém). É por isso que estou tomando um caminho um pouco diferente agora. Não me arrependo em nenhum instante. É meio estranho ver o lado de cá da montanha novamente quando um dia já alcancei o lado de lá, mas o único jeito que tenho de mudar de montanha é descendo dessa.
E como qualquer um que deseja tanto tanta coisa, desejo dizer ainda muitas vezes "Acho que me enganei" e dar conta das consequências. E vem aniversário e vai aniversário e "Ainda bem que nunca mais fiz isso. Aprendi a lição", sem, por muitas vezes, saber o que estamos dizendo.

"A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá..." - (Roda Viva - Chico Buarque)

domingo, 7 de março de 2010

Perspectiva

Tá vendo aquele garoto em cima do muro ? Sou eu.
Enquanto muitos já estariam convictos, de um dos lados, ainda estou lá. Podem até achar que é muita demora pra descer, mas é tudo em busca do justo. Sempre subo lá, seja pra aceitar, seja pra negar. Por mais difícil e doloroso que seja, me sinto mais incomodado em me precipitar do que em encarar o justo. Não quero cair, quero descer. Quero ver todos. Quero me ver. Será que muita gente já teria caído (ou se atirado), no meu lugar ? Do que conheço, digo que sim. E ainda mais me parece que nem sobem. Querem evitar a fadiga. Sim, é um esforço, por vezes muito grande mas, pra mim, é um bom caminho. Também gosto de saber que muitos outros sobem com bastante frequência e, com graça, descem já no melhor caminho. Admirável.
Não arrisco generalizar. Quero ver por todos os ângulos. E é por isso que estou aqui. "Aqui aonde ? Aqui aonde ?!" Aqui ! Em cima do muro ! (Ah, que vontade louca de pular...)
E vou descer, só não sei quando.