quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Literalmente, não.

Entrei no orkut hoje e minha sorte do dia: "Não coma neve amarela."
Hahahahaha, ah, cara... (suspendendo os óculos pra apertar os olhos com o indicador e o polegar).
Tá, sempre tem uma metáfora e tal, mas é bom levar certas coisas ao pé da letra de vez em quando. Aliás, nunca sei se entendi a metáfora, porque esse é o tipo de coisa que têm várias interpretações, mas tudo bem.
É importante ressaltar a facilidade com que eu tenho acesso a Neve: até hoje só passei na bunda (tá, já fiz essa piada aqui).
A primeira coisa que eu quero muito fazer quando me deparar com uma quantidade considerável de neve é fazer guerrinha de neve. Claro !!! Eu até colocaria neve na boca, mas seria algo pra se fazer num contexto de completo tédio, onde até as coisas mais estúpidas ganham atrativo. É como ler frasco de desodorante enquanto está sentado no trono. Eu já li até Isto é Gente !!! Pra se ter noção da gravidade da situação...
Então eu estaria sentado numa poltrona, mexendo as orelhas sem as mãos, tentando levantar só a sobrancelha direita (porque só consigo a esquerda), estralando o pescoço, medindo o intervalo de tempo pra que um avião passe bem em cima de casa, notando a diferença na visão quando fecho só o olho esquerdo e depois só o direito e... botando neve na boca.
Veja que colocar na boca não é comer. Comer ?! Porque alguém comeria neve ? Colocar na boca pra saber a textura, tudo bem. Bom, comer não faria diferença assim. Tá, comendo neve, então. Mas não seja qualquer neve, certo ? Tenho certeza de que não é a mesma água pra limpar vidro de carro, ou a do queijinho da praia (puta queijinho bom, aliás).
Lembra da situação de tédio que falei ? Então... Imagine só a pessoa lá, sentada no trono, e com neve do lado ! (Não o papel... Tá, parei) Sabe o que ela pode fazer ? DEIXAR A NEVE AMARELA !!!! É isso mesmo... Visualize a situação. Já assistiu Jackass ? Lembra o que ele faz com um sorvete de casquinha ?Pois é.
E agora eu pergunto: O QUE LEVA ALGUÉM A COMER NEVE AMARELA, PORRA !?!?!?! O QUE MAIS PODE DEIXAR NEVE AMARELA !? SORTE DE HOJE !? SORTE ?!?!?!?  HOJE !?!?!?!? CTALOKO !!!!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Rimas





Pedro Bial - um cara do Mal



Big Brother Brasil - vai pra puta que pariu

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Tá, e daí ?

Outro dia eu estava procurando uma palavra no dicionário, e bati o olho numa outra palavra ali próxima. Acabei descobrindo uma coisa sobre algo que eu - e, com certeza, muitas, mas muitas outras pessoas -  convivemos durante praticamente a vida toda.

Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
na rua dos bobos numero zero
                                                         (A Casa - Vinícius de Moraes)

A descoberta ? É esmero /ê/, e não esmero /é/. Só pra rimar mesmo. Taí o Vininha fazendo do jeito dele.
Mas logo que vi isso, me lembrei que ele não foi o primeiro a fazer isso:

Seja breve, seja breve
Não percebi porque você se atreve
A prolongar sua conversa mole
Seja breve, não amole
Senão acabo perdendo o controle
E vou cobrar o tempo que você me deve
                                                         (Seja Breve - Noel Rosa)

Nessa aí a manha é controle /ó/. Mais uma vez, só pra rimar. (E com certeza reflete o ambiente bem boêmio onde ele compunha na maioria das vezes; meio
chapado e "foda-se, vai assim mesmo") Taí o Poeta da Vila pra comprovar. A primeira gravação dessa música foi em 1933.
Mas o Vinícius não foi o último a fazer isso:

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
                                                        (Meu Caro Amigo - Chico Buarque / Francis Hime)

E finalmente nessa, ele canta rock'n'roll /ó/. Composta em 1976.


Puta merda, esse post ficou com uma carinha de documentariozinho que tenta te convencer de que aquilo tudo tem alguma importância, com o argumento "Ah, ninguém faria um trabalho desses pra nada, certo ?"; com aquela lógica "Stevie Wonder é Deus".
É isso mesmo, você chegou ao final do texto.
Pelo menos você conheceu algumas músicas. Não ? Já conhecia as três ? Ah... Pelo menos você sabe quando elas foram compostas, então. Você pode puxar papo no metrô com o que leu aqui. Quem puxa papo no metrô ? Normalmente idosos, porque todo o resto tem fones nos ouvidos. Pode ser no ponto de ônibus ou no ônibus, então. Mas, por favor, não puxe papo com alguém de quem você esteja afim. Que proveito a pessoa tiraria de saber como se fala "esmero" ? Quer saber ? QUE TIPO DE PESSOA GOSTARIA DE SABER ALGO ASSIM !? QUER O QUE !? ESNOBAR !? IMBECIL !!!!
(...)
É... perdeu o seu tempo.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Jogos de Tabuleiro - I

De uns dias pra cá eu tenho jogado jogos de tabuleiro com uma frequência relativamente alta, e isso me faz reviver a infância. A minha, só pra deixar claro.
Já que eu era criança, o meu principal interesse era - como o de toda criança, creio eu - jogar, apenas. Então eu não ligava muito pra regras. Não que eu fosse roubar no jogo, mas no sentido de verificar se elas tinham algum nexo.
Agora, passado algum tempo, criei algum tipo de rigor nesse sentido, ou simplesmente me tornei mais chato (sim, mais); enfim, coisa de adulto. Percebi que algumas regras de alguns jogos não fazem muito sentido, o que é bom, porque tudo fica mais engraçado (tentei pensar agora em algo que faça sentido e seja engraçado, mas não me lembrei de nada). Mesmo assim, as coisas engraçadas têm sua lógica e sentido peculiares.


Tem algo de errado, muito errado, e há pouco tempo descobri que é no meu Detetive - a respeito dos pinos de cada personagem: o Prof.º Black é rosa, a Srta. Rosa é vermelho, a Dona Violeta é azul e o Sr. Marinho é verde ! Já citei isso em algum texto aqui. Me lembra aqueles jogos onde você lê a palavra de uma cor escrita com letras de outra cor, porque a confusão em ver um pino rosa e ter que dizer "Prof.º Black" é praticamente a mesma.

Não basta você chegar na casinha da porta pra poder entrar no aposento; é preciso de mais um ponto no dado: Isso leva a cogitar que, no mínimo, a porta emperrou (e isso é bem possível, considerando que o meu detetive é muito velho - final da década de 80, por aí); a personagem pode ter narcolepsia - possível mas pouco provável; esqueceu a chave e fica do lado de fora (sei bem como é isso; 4 vezes em 6 meses no ano passado ¬¬).

Se algum pino estiver no seu caminho, você tem que dar a volta, porque dois pinos não ocupam o mesmo espaço: Que falta de educação !!! Dá licença ae, ow !!! (exceto se a pessoa tiver narcolepsia mesmo e estiver dormindo em pé).

Acusar a sua própria personagem: A pessoa entra no aposento, e

Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world


sobe numa cadeira, enrola sua morte no lustre logo acima. "Eu me acuso, com a corda no Hall !!! POR JESUS CRISTO, EU NÃO AGUENTO MAIS !!!"

Se alguém te acusar em um determinado aposento, você é levado até tal aposento: Isso é um inferno. Suponha que você seja o Coronel Mostarda, e está andando em direção ao Hall; lembre-se de que sua sorte não é grande, te impedindo de ver um número maior que 6 como soma dos dois dados. Você precisa chegar ao aposento desejado pra que possa fazer a acusação ali. Chegou na porta ! Mas não pode entrar porque não tirou um número suficiente pra isso, lembra daquela regra ? E então, na mesma rodada, outro participante entra num aposento do outro lado do tabuleiro e te acusa (¬¬). Educação ? Preocupação ? Hipocrisia ? Não sei, mas você tem que comparecer. Agora considere que isso acontece jogada-sim-jogada-não:

Deeeessa vez eu chego lá. Com licença, por favor ? (...) Ah, vai se foder !!! Que falta de modos...
Cheguei... Ok, a chave...
- MOSTARDAAAAA !!!!!
- AAAAAAAAAAAAAAHHHHH, BIXÔÔÔÔ !!!!! QUE QUE É DESSA VEZ !?!?!? (Como se o culpado fosse admitir o crime perante acusação... Tô velho mas não tô gagá, porra.)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Coisas da minha cabeça

Por que alguém tem a brilhante ideia de falar sobre cabelo ? Não sei. Dizem que as ideias simplesmente vêm à mente; mesmo assim tenho uma hipótese: acontece que o meu cabelo já está comprido a ponto de se tornar muito mais presente na minha vida; e não estou falando sobre demorar alguns minutos a mais no banho. Estou falando de campo de visão mesmo. "O que é aquilo ? Ah, o meu cabelo." e lá estou eu, milhares de vezes por dia, dando o meu jeito de tirar o cabelo da frente, seja com a mão ou - mais usual pra mim, por mais estranho que pareça - sacudindo toda a cabeça, como quem está desesperado tentando afastar um inseto do rosto (voador, claro; se não, eu vou no tapa mesmo), ou tirando o excesso de água que escorre assim que se sai de uma piscina (não estou falando do corpo todo nessa), ou ainda como uma criança que não quer comer alguma coisa ou tomar a vacina via oral e os adultos têm de apelar fazendo aquela coisa tão agradável de estraçalhar as bochechas.
Pelo que me lembro, meu cabelo era mais claro e mais, bem mais liso que hoje. E quando eu ainda não tinha autonomia nenhuma sobre o meu próprio cabelo, usava o "tigelinha"; faz tempo. Ah, me veio algo agora: sabe aquela situação que te incomoda só de imaginar que inevitavelmente vai acontecer, e não estão nem aí pro que você acha disso mesmo que você seja o centro dela ? Então, eu era exatamente assim com pentear o cabelo. Eu devia ser muito pequeno, porque lembro que era a minha mãe que pentava. E esse era justamente o problema. Ela fazia tanta força pra tirar os nós que ficava praticamente uma peruca no pente a cada vez. E as lágrimas !!! Ah, as lágrimas... Inevitáveis. Não chegavam a escorrer, mas davam presença suficiente.
Nunca tive um caso de amor com meu cabelo, como muitas mulheres têm com os delas. Lavar, sabonete, shampoo, condicionador exige uma paciência que já tive eque não tenho mais, secar e pentear; basicamente isso. Hoje esse processo mudou em uma coisa só: não penteio mais. E, pensando agora, isso aconteceu progressivamente (Não, não me venha com essa análise psicoterapêutica de que criei traumas com as sessões jogos-mortais na infância); eu já penteei o meu cabelo, claro, mas fui parando de fazer isso. Por quê ? Talvez porque eu goste muito, muito mesmo do meu cabelo assim que saio do banho. Nossa, gosto mesmo ! Aquela aparência de umidade e bagunça é demais; um fetiche. Não pentear talvez seja um jeito de deixar aquela bagunça. Como alegria de pobre dura pouco, o cabelo seca e, dependendo, fica uma merda.
Já tive cabelo raspado também, mas por agora não penso em voltar - pelo menos por vontade própria - a raspar. Hoje me acho horrível daquele jeito. Se bem que só raspei várias vezes depois porque achei horrível o cabelo comprido. E aqui temos uma metáfora do ser humano nunca se contentando com o que tem, mesmo tendo lutado tanto um dia para consegui-lo... (Cala a boca, Felipe)
Agora algumas coisas que não entendo direito: porque tanta preocupação com o cabelo se a última pessoa que vai vê-lo sou eu ? É tão estranho quanto comprar um chinelo pela estampa; outro dia vi estampas na sola, NA SOLA DO CHINELO !!! QUE COISA IMBECIL !!! Será que o único momento em que me vejo no espelho é importante porque preciso me sentir bem comigo mesmo ? (Sim, é sim.)
E essa de "cabelo crespo = cabelo ruim" e "cabelo liso = cabelo bom" ? Como assim !? Pra mim, cabelo ruim é o que cai fácil. Tipo coçando a cabeça e "Puta-merda-meu-cabelo !"
E tem aquela coisa de que o cabelo - ou a ausência dele - reflete a personalidade. Não acredito nisso. Mesmo assim, busquei algumas coisas a respeito:
(É importante frisar aqui que em muitos sites tive muita vontade de meter um murro na boca de quem escreveu aquelas coisas, porque falavam no cabelo como um instrumento de agradar o outro; uma espécie de vale-sexo. Praticamente um assassinato ao amor próprio.)

- Cabelos longos (na altura da cintura ou maior), desalinhados, que passa um longo tempo sem ser cortado: personalidade dependente, sem motivação, acomodada às circunstâncias da vida, dirigida pelo desânimo, sofredora e apática.


Tem um ponto-final depois de "apática" ! Eu estava esperando um "mas", no mínimo. Acabaram (pra não dizer coisa pior) com a pessoa que tem um cabelo assim. Como a pessoa está ? Em depressão ! Na minha opinião, foi a depressão que levou a pessoa a deixar o cabelo assim; vejamos o porquê: "cabelo longos" tudo bem; "desalinhados" qual o problema ?; o problema está em "passa um longo tempo sem ser cortado". Porque isso acontceria ? Oras, se não tenho um barbeiro ou cabeleireiro ao meu alcance de forma alguma, onde estou ? Num deserto !! Nos Andes, Himalaia, Groenlândia !! Por não ter o que fazer, eu definitivamente entraria em depressão. Pronto, o cabelo. Pior !!!! A pessoa pode ficar depressiva só de ler essa definição !

- Cabelos longos mas com corte definido e bem tratado:personalidade consciente, feminilidade, sensualidade, motivação, luta por seus ideais e é dirigida por leis, agressiva e atuante.


L'Oréal dando um pau em Freud e companhia.

- Cabelos médios à altura dos ombros, com aspecto de mal cuidados: personalidade displicente, que “não está nem aí”, não se preocupa em agradar os demais, vive sua vida ego-centrada. Pode ser também um sinal de descontentamento com a vida e de revolta com as pessoas ao redor.


Quer dizer que se o cara que tá no deserto quiser "pessoas ao redor" é só cortar o cabelo até os ombros ?Engraçado a pessoa ser egocêntrica e não estar nem aí pro próprio cabelo.

- Cabelos Médios com corte bem definido: personalidade forte e marcante, quer se impor e consegue aquilo que quer. Vive motivadamente antenada com os acontecimentos ao seu redor. Está sempre se atualizando em múltiplas áreas.


Tesoura é a melhor terapia que existe. (Talvez Van Gogh tenha entendido isso literalmente)

- Cabelos Curtos displicentes e sem corte definido: pode indicar uma pessoa prática e relaxada consigo mesma. Personalidade forte, mas acomodada às situações ao seu redor. Briga com facilidade pelo que quer e gosta de impor seus pontos de vista. Ansiosa e irritada.


Pelo que eu estou entendendo, "deixar a natureza fazer o seu papel" só fode muito com a vida de alguém. Ah, olha que interessante ! "Mal-cuidado" virou "sem corte definido". Entendi... É como calça "pré-lavada" ou carro "semi-novo" ou "baseado na obra".

- Cabelos Curtos definidos: personalidade que se preocupa em estar sempre atualizada, forte impositora dos próprios costumes. Agressiva e de presença marcante. Gosta de ser admirada ostensivamente, e isso lhe faz muito bem física, mental e emocionalmente.


Aham, Cláudia, senta lá.

E você que já tem as chamadas "entradas", cuide da sua personalidade enquanto ainda tem !!!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

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