Às 14:00 eu tinha aula. Precisava ir na seção de graduação carimbar a carteirinha da Rápido Ribeirão. Eu não costumo fazer esse tipo de coisa em intervalos entre aulas, ainda mais pelo tempo que eu tinha. Mas um amigo meu disse que precisava ir lá também, o que tornou irrelevantes todos esses motivos. Do local de almoço até a graduação é uma distância relativamente grande. Vamos de ônibus então. No ponto já começou a garoar... mas eu ODEIO ter que carregar coisas (se não for de favor, claro). Pra que eu pegasse o meu guarda-chuva, a garoa teria que morfar, evoluir, comer a semente dos deuses, algo assim. O fato de o guarda-chuva ser novo reforçava mais ainda a ideia de não pegá-lo. Ah... vai... molhar né... =P
Não tenho um bom histórico com guarda-chuvas também. Outro dia esqueci um em algum lugar e não encontrei. Fico achando que foi na biblioteca mas algo me diz que cheguei em casa com ele. Já estou achando que foi déjà vu. Já quebrei, entortei, virei do avesso no meio da chuva, esqueci de pegar quando iria chover. Chover muito. Só falta eu ter que lutar contra a chuva pela posse do guarda-chuva... sabe ? Aquela cena super desesperadora e engraçada, quando o vento vai te levando, tipo no Twister... mas sem um cano enterrado sei lá quantos metros no chão como apoio. Cena super forçada, por sinal. Mas caso aconteça uma batalha da chuva contra mim, com o guarda-chuva como prêmio, vou gostar. Vai ser uma delícia, pelo menos na hora. Aposto que terei que apresentar um seminário logo depois... ¬¬
Fugi um pouco do tema ? Bom... 'guarda-chuva' está no mesmo campo semântico de 'chuva'. É só fazer o jogo do Me Faz Lembrar que dá pra provar.
A caminho da graduação, começou a chover mesmo. E não estou dizendo 'mesmo' como se a garoa não fosse chuva. Ainda que estivesse num estágio de chuva, eu diria 'mesmo', porque estava chovendo MESMO. MUITO MESMO. Do nível que você descobre a porcentagem de algodão da sua meia, mesmo usando calça. Dependendo de quanta água ela vai absorver. Se fizer aquele barulhinho do tipo peido de sovaco enquanto você anda, é mais de 90% algodão. Senti a presença do Murphy ali ao meu lado. Já não era uma surpresa. ¬¬
Uma certa vez, fiz esse mesmo caminho até a graduação, mas a pé. Chegando lá, percebi que a carteirinha estava em casa. Resumindo, fiz uma viagem à toa.
Me lembrando disso no ônibus, fui verificar se a carteirinha estava comigo. De repente meu amigo diz que teria que descer ali. E o ônibus já estava naquele momento-parado-já-vou-fechar-a-porta. !!!!!! VAI, VAI ,VAI !!! Carteira abertamalaabertachovendoe guarda-chuva na mão (fechado ¬¬). Fui pego de surpresa ! PULA, COOOOOORRE !!!!! Debaixo de um teto... Ufa ! Teto dele, porque eu só estava ali de companhia. Isso mesmo, não era a graduação. Mas eu sabia que ele iria descer um pouco antes. 'Pouco' pra quem está num ônibus. Onde ele estava quando disse 'um pouco', aliás. Eu teria que andar mais esse 'pouco'. Acontece que a pé e com chuva (e que chuva!) esse 'pouco' virou uma 'pequena' ironia. Abri o guarda-chuva e coloquei a mala na frente, tipo canguru, sabe ? Não era simplesmente a minha mala, mas dentro dela tinha um livro que não era meu. Todo cuidado é pouco.
Saí na chuva. Andei durante uns 10 minutos e nesse tempo, fui percebendo a inutilidade do guarda-chuva. A chuva incidia num ângulo tal que eu estava ensopado sem perdão da cintura pra baixo. Um questionamento interno sobre o porquê do guarda-chuva começou ali. No primeiro minuto, já começou o teste do algodão da meia, com o resultado saindo logo nos próximos 20 segundos: 100% algodão ! Maravilha... pelo menos a embalagem não enganava.
Carimbaram a carteirinha direitinho e caminhei de volta. A essa altura, só faltava surgir uma pedra gigante rolando rapidamente em minha direção, logo atrás de mim. Braços ensopados agora também. E eu não queria acreditar, mas a mala estava molhada, pelo menos por fora. O guarda-chuva estava sendo tão presente ali quanto o 'S' da Perdigão.
Encontrei o meu amigo, que me esperava, no caminho e deu tempo de chegar na aula. De quebra, um carro passou ao meu lado com uma velocidade suficiente pra me ensopar mais um pouquinho, mas àquela altura do campeonato eu já não ligava mais, por mais que um "fdp" tenha me escapado da garganta. Quase lá, pensei seriamente em tomar a chuva de fato, se não fosse pelo livro, que não era meu, dentro da mala.
P.S.: Eu estava com uma embalagem de Mentos dentro do bolso... acho que... não preciso dizer mais nada...
P.S.S.: Minha mala molhou por dentro. Só um pouco. Só pra dar uma noção do quanto inútil foi o guarda-chuva e de quanto forte foi a chuva.
P.S.S.S.: Achei que a minha bermuda fosse 100% poliéster, ou seja, 'secagem rápida'... porcentagem enganosa dessa vez ? ¬¬
P.S.S.S.S.: Ai se eu tivesse uma piscina em casa...
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
Lei da compensação
Desde que me lembro, tomava leite todo dia. Mas aconteceu algo que me fez perceber uma mudança nessa frequência.
Abri a geladeira, mesmo sabendo que as chances de eu fechá-la sem pegar nada (porque não tinha nada) eram muito grandes, e decidi pegar aquele finalzinho de leite, que devia estar ali sei lá há quanto tempo. Quando virei no copo... "!!!!?!!!" percebi de um jeito meio desagradável, e com mais precisão, o quanto esse 'quanto' era. O BAGULHO TAVA COALHADO !!!
Depois daquilo, comecei a ter outra opinião sobre queijos e iogurte. Tá, foi só na hora mesmo. O que me intrigou mesmo foi o que me levou a deixar o leite coalhar na geladeira. Não vou traçar aqui o raciocínio de algumas das teorias; só vou resumir a mais aceita e mais coerente. Era um final tão final de leite na garrafa que eu não ia gastar um copo pra tomar só aquilo. Tomar direto da garrafa não ia ter açúcar, e leite sem açúcar é meio ruim. Não ia ter nada pra tirar o gosto do leite; primeiro, porque a única coisa que a gente toma pra depois tirar o gosto é remédio. Tá. Xarope Vick tem o mesmo gosto de Halls de melancia, o que é muito bom; segundo, que não tinha mais nada, isso mesmo, mais nada pra tomar. Eu poderia jogar um pouco de açúcar direto na garrafa mas não pensei nisso na hora. Ainda bem, porque eu iria beber direto da garrafa... bleh ¬¬
Dias depois, eu tinha 5 litros de leite. Assim que fui beber o primeiro, como aprendizado da lição, olhei a validade. Aí sim supus que deve existir uma lei da compensação. E que eu a estava obedecendo, ou pelo menos deveria obedecer. O LEITE VENCIA NO DIA SEGUINTE, e como eu tinha comprado os 5 litros no mesmo lugar...
Fiz dois litros de nescau. Já tava de noite e eu tinha que dar um jeito. Não ia desperdiçar. Tomei os dois litros, doei mais dois e deixei mais um comigo, caso decidisse tomar ainda no dia seguinte... ah... é só um dia vencido vai... não deve matar. Mas acabei deixando o último litro intacto lá na geladeira de novo !! Alguém me diz algum experimento legal que se pode fazer em casa com um litro de leite coalhado, por favor... pelo menos eu filmo e jogo no youtube depois.
Abri a geladeira, mesmo sabendo que as chances de eu fechá-la sem pegar nada (porque não tinha nada) eram muito grandes, e decidi pegar aquele finalzinho de leite, que devia estar ali sei lá há quanto tempo. Quando virei no copo... "!!!!?!!!" percebi de um jeito meio desagradável, e com mais precisão, o quanto esse 'quanto' era. O BAGULHO TAVA COALHADO !!!
Depois daquilo, comecei a ter outra opinião sobre queijos e iogurte. Tá, foi só na hora mesmo. O que me intrigou mesmo foi o que me levou a deixar o leite coalhar na geladeira. Não vou traçar aqui o raciocínio de algumas das teorias; só vou resumir a mais aceita e mais coerente. Era um final tão final de leite na garrafa que eu não ia gastar um copo pra tomar só aquilo. Tomar direto da garrafa não ia ter açúcar, e leite sem açúcar é meio ruim. Não ia ter nada pra tirar o gosto do leite; primeiro, porque a única coisa que a gente toma pra depois tirar o gosto é remédio. Tá. Xarope Vick tem o mesmo gosto de Halls de melancia, o que é muito bom; segundo, que não tinha mais nada, isso mesmo, mais nada pra tomar. Eu poderia jogar um pouco de açúcar direto na garrafa mas não pensei nisso na hora. Ainda bem, porque eu iria beber direto da garrafa... bleh ¬¬
Dias depois, eu tinha 5 litros de leite. Assim que fui beber o primeiro, como aprendizado da lição, olhei a validade. Aí sim supus que deve existir uma lei da compensação. E que eu a estava obedecendo, ou pelo menos deveria obedecer. O LEITE VENCIA NO DIA SEGUINTE, e como eu tinha comprado os 5 litros no mesmo lugar...
Fiz dois litros de nescau. Já tava de noite e eu tinha que dar um jeito. Não ia desperdiçar. Tomei os dois litros, doei mais dois e deixei mais um comigo, caso decidisse tomar ainda no dia seguinte... ah... é só um dia vencido vai... não deve matar. Mas acabei deixando o último litro intacto lá na geladeira de novo !! Alguém me diz algum experimento legal que se pode fazer em casa com um litro de leite coalhado, por favor... pelo menos eu filmo e jogo no youtube depois.
domingo, 15 de novembro de 2009
Não sei o que é, mas sei o que não é.
Eu queria fazer Engenharia Automobilística até o dia em que minha mãe disse que um amigo dela estava com Corolla e eu perguntei se era grave. ¬¬
Eu queria fazer Economia até o dia em que entrei numa loja de equipamentos musicais. Eu queria fazer Gastronomia até o dia em que convidei um amigo pra almoçar na minha casa e ele disse que ia pro bandejão mesmo. ¬¬
Eu queria fazer Ciências Atuariais até o dia em que percebi que nunca entendi direito do que isso se tratava.
Eu queria fazer Dança até o dia em que... tentei dançar. (só danço nas provas) ¬¬
Eu queria fazer Artes Cênicas até o dia em que assiti a apenas um episódio de uma novela do SBT.
Eu queria fazer Artes Plásticas até as aulas de modelagem da 1ª série.
Eu queria fazer Arquivologia até ver uma cena do começo d'A Múmia, onde TODAS as estantes de uma biblioteca despencam por efeito dominó.
Eu queria fazer Astronomia até perceber que há muitas coisas em que se investir e muito mais acessíveis.
Eu queria fazer Decoração até entender que saber os nomes de todos os elementos da tabela periódica não era o espírito da coisa. Tá, foi péssima. Pode falar de coração... de coração... entendeu, hã ??? AHAAAAA !! ¬¬ (Viu como podia ser pior ?)
Eu queria fazer Direito, mas já tinha feito tudo errado.
Eu queria fazer Economia Doméstica até o dia em que fui morar sozinho.
Eu queria fazer Farmácia mas o sol estava tão forte que larguei a obra pela metade mesmo. ¬¬
Eu queria fazer Medicina até o medidor de pressão, que tinha quase a minha idade, quebrar pelas minhas mãos. ¬¬
Eu queria fazer Fotografia até o dia em que uma pessoa viu a foto que eu havia tirado e disse: "Mas... cadê a
metade de cima das pessoas ?" ¬¬
Eu queria fazer Moda até o dia em que eu, saindo de casa, indo pra uma reunião normal com os amigos, recebi a pergunta: "Tá indo pra festa do cafona ?" ¬¬
Eu queria fazer Rádio e TV enquanto estava sem energia elétrica ou pilhas em casa.
Eu queria fazer História até perceber que havia algumas coisiiiiinhas erradas no Samba do Crioulo Doido.
Eu queria fazer Zootecnia se eu não me sentisse já como um animal às vezes.
Eu até gostaria de fazer Produção de Bebidas se soubesse antes que existe um curso pra isso. (!?!?)
Eu queria fazer Estética até me olhar no espelho.
Eu queria fazer Nutrição até o dia em que fui pesar o meu prato num restaurante de comida por quilo e o cara disse: "Só aceitamos pratos acima de 150g, senhor." ¬¬
Eu queria fazer Psicologia até que perdi a paciência e fui jogar freecell. ¬¬
Eu queria fazer Cinema até assistir 'Possuída Pelo Demônio', 'Planeta Terror', 'Liga da Injustiça' e só os trailers de qualquer 'High School Musical'.
Eu queria fazer Design de Interiores até o dia em que entraram no meu quarto dizendo: "Que lavanderia legal !!!" ¬¬
Eu queria fazer Engenharia Cartográfica até o dia em que errei de casa e quase acabei com um aniversário surpresa ou quando, voltando da padaria, comecei a ler, nas ruas, placas escritas em uma língua completamente desconhecida, enquanto as pessoas, ao verem minha camiseta do Brasil, diziam: "Rrwrwonaldddowwww !!", "Samba !!", "Garwrwrwota de Ipanemaa !!" ¬¬
Eu queria fazer Propaganda e Marketing até o dia em que quis usar o Marx e o Darwin como garotos-propaganda da Gilette num trabalho da escola.
Eu queria ser barbeiro até que cortei o cabelo de um amigo e depois ganhei o apelido de pombo. Porque eu fiz uma 'cagada na cabeça dele'. Só fui chamado de barbeiro no trânsito mesmo. ¬¬
Eu queria ser crítico de futebol até o dia em que, assistindo a um jogo num churrasco, fizeram o gol e eu gritei, saí pulando de alegria mas, ao olhar o pessoal à minha volta, estavam todos me olhando com cara de 'Mas que imbecil...' ou 'Eu não vi isso...'. E então percebi que... era... gol... contra. ¬¬ (e já estava no replay) Assitindo uma vez a um jogo do São Paulo no ano passado, gritei: "Vai Raíííííííííí !!!!!!!!!!" ¬¬
Eu queria ser jogador de handball até o dia em que, na educação física, seguindo pro ataque, o time, em linha, foi passando a bola até que ela chegou em mim e eu continuei passando a bola no mesmo sentido, mas eu estava numa extremidade já e percebi que passei pra uma pessoa que só estava assistindo ao jogo na lateral da quadra. ¬¬
Eu queria fazer Jornalismo até o dia em que assisti... até o dia em que assisti.
E você queria fazer licenciatura em Letras até se deparar com uma redação como essa que acabou de ler.
P.S.: Só me restou fazer programa (Informática Biomédica).
Eu queria fazer Economia até o dia em que entrei numa loja de equipamentos musicais. Eu queria fazer Gastronomia até o dia em que convidei um amigo pra almoçar na minha casa e ele disse que ia pro bandejão mesmo. ¬¬
Eu queria fazer Ciências Atuariais até o dia em que percebi que nunca entendi direito do que isso se tratava.
Eu queria fazer Dança até o dia em que... tentei dançar. (só danço nas provas) ¬¬
Eu queria fazer Artes Cênicas até o dia em que assiti a apenas um episódio de uma novela do SBT.
Eu queria fazer Artes Plásticas até as aulas de modelagem da 1ª série.
Eu queria fazer Arquivologia até ver uma cena do começo d'A Múmia, onde TODAS as estantes de uma biblioteca despencam por efeito dominó.
Eu queria fazer Astronomia até perceber que há muitas coisas em que se investir e muito mais acessíveis.
Eu queria fazer Decoração até entender que saber os nomes de todos os elementos da tabela periódica não era o espírito da coisa. Tá, foi péssima. Pode falar de coração... de coração... entendeu, hã ??? AHAAAAA !! ¬¬ (Viu como podia ser pior ?)
Eu queria fazer Direito, mas já tinha feito tudo errado.
Eu queria fazer Economia Doméstica até o dia em que fui morar sozinho.
Eu queria fazer Farmácia mas o sol estava tão forte que larguei a obra pela metade mesmo. ¬¬
Eu queria fazer Medicina até o medidor de pressão, que tinha quase a minha idade, quebrar pelas minhas mãos. ¬¬
Eu queria fazer Fotografia até o dia em que uma pessoa viu a foto que eu havia tirado e disse: "Mas... cadê a
metade de cima das pessoas ?" ¬¬
Eu queria fazer Moda até o dia em que eu, saindo de casa, indo pra uma reunião normal com os amigos, recebi a pergunta: "Tá indo pra festa do cafona ?" ¬¬
Eu queria fazer Rádio e TV enquanto estava sem energia elétrica ou pilhas em casa.
Eu queria fazer História até perceber que havia algumas coisiiiiinhas erradas no Samba do Crioulo Doido.
Eu queria fazer Zootecnia se eu não me sentisse já como um animal às vezes.
Eu até gostaria de fazer Produção de Bebidas se soubesse antes que existe um curso pra isso. (!?!?)
Eu queria fazer Estética até me olhar no espelho.
Eu queria fazer Nutrição até o dia em que fui pesar o meu prato num restaurante de comida por quilo e o cara disse: "Só aceitamos pratos acima de 150g, senhor." ¬¬
Eu queria fazer Psicologia até que perdi a paciência e fui jogar freecell. ¬¬
Eu queria fazer Cinema até assistir 'Possuída Pelo Demônio', 'Planeta Terror', 'Liga da Injustiça' e só os trailers de qualquer 'High School Musical'.
Eu queria fazer Design de Interiores até o dia em que entraram no meu quarto dizendo: "Que lavanderia legal !!!" ¬¬
Eu queria fazer Engenharia Cartográfica até o dia em que errei de casa e quase acabei com um aniversário surpresa ou quando, voltando da padaria, comecei a ler, nas ruas, placas escritas em uma língua completamente desconhecida, enquanto as pessoas, ao verem minha camiseta do Brasil, diziam: "Rrwrwonaldddowwww !!", "Samba !!", "Garwrwrwota de Ipanemaa !!" ¬¬
Eu queria fazer Propaganda e Marketing até o dia em que quis usar o Marx e o Darwin como garotos-propaganda da Gilette num trabalho da escola.
Eu queria ser barbeiro até que cortei o cabelo de um amigo e depois ganhei o apelido de pombo. Porque eu fiz uma 'cagada na cabeça dele'. Só fui chamado de barbeiro no trânsito mesmo. ¬¬
Eu queria ser crítico de futebol até o dia em que, assistindo a um jogo num churrasco, fizeram o gol e eu gritei, saí pulando de alegria mas, ao olhar o pessoal à minha volta, estavam todos me olhando com cara de 'Mas que imbecil...' ou 'Eu não vi isso...'. E então percebi que... era... gol... contra. ¬¬ (e já estava no replay) Assitindo uma vez a um jogo do São Paulo no ano passado, gritei: "Vai Raíííííííííí !!!!!!!!!!" ¬¬
Eu queria ser jogador de handball até o dia em que, na educação física, seguindo pro ataque, o time, em linha, foi passando a bola até que ela chegou em mim e eu continuei passando a bola no mesmo sentido, mas eu estava numa extremidade já e percebi que passei pra uma pessoa que só estava assistindo ao jogo na lateral da quadra. ¬¬
Eu queria fazer Jornalismo até o dia em que assisti... até o dia em que assisti.
E você queria fazer licenciatura em Letras até se deparar com uma redação como essa que acabou de ler.
P.S.: Só me restou fazer programa (Informática Biomédica).
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Eu sou canhoto/esquerdino/sinistromano
Criança: Tiiiiiiiiiiia, qual é o lado direito ?
Professora: É o da mão que escreve, meu amor.
NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO !!!!!!! NÃO É NÃO !!!! Não necessariamente. Se a criança for canhota e com uma professora dessas ? Pronto, aprende errado. Se algo ficou fora de sincronia, alguma criança esbarrou e quase derrubou os coleguinhas na coreografia da 'Direita, Esquerda' durante aquela apresentação bonitinha da 2ª série, todos os espectadores já sabem quem foi; dará seta pra esquerda, seguindo pra direita e vice-versa; nunca vai conseguir fechar GTA porque nunca conseguirá chegar no local das missões: "Esquerda !!! NÃÃÃÃO !!!! ERA ESQUERDA !!!!"; sempre vai achar estranho o fato de ser a única pessoa que fica do lado 'esquerdo' do trem na hora de desembarcar na Sé, pensando: "e ainda as pessoas ficam contra o fluxo, querendo entrar no trem !!! Que absurdo !!!"; nunca vai conseguir resolver o cubo mágico; só votará nulo ou branco porque prefere não se envolver no conflito esquerda X direita; enfim, esse é um risco que um canhoto corre. Mas há muitas peculiaridades em ser canhoto.
Inverter a faca com o garfo (se os talheres estiverem de um só lado, fatalmente será o direito); girar a xícara pra que a asa fique do lado esquerdo e, por falar em asa, 'fechar a asa' quando se sentar à mesa durante uma refeição ao lado de um destro, porque aí haverá um conflito de cotovelos. Deverá haver um acordo. No final das contas, o canhoto senta na ponta mesmo. Tá, se a mesa for circular e se não tiver outro canhoto no local, o que resolveria o problema, é um caso a se pensar.
Encontrar uma cadeira pra canhoto nas salas de aula é algo praticamente utópico. Achou ? Usa óculos ? Se usa, vai descobrir se está precisando de outro; se não, vai descobrir se precisa passar a usar. Sim, porque ela estará lá no fundo da sala. Mentira. Já encontrei algumas na frente. Não vou sacanear dizendo que estavam quebradas ou que nunca mais entrei nessa bendita sala onde esse fenômeno aconteceu.
O que uma tesoura, um abridor de latas e uma régua têm em comum ? Vou explicar: APARENTEMENTE fazem jus a algumas denominações para o termo 'canhoto', que significa, em geral, inábil, desajeitado, inepto, acanhado (grande merda, aliás). O fato de ser mais fácil pra um canhoto traçar uma reta no sentido direita-esquerda e que a régua é numerada no sentido contrário não atrapalha tanto realmente. Recorte já é algo pra se ocupar na infância quando se quer aprender direito, ainda mais quando a tesoura não é feita pra canhotos (sim, faz a maior diferença), o que os leva a pedir ajuda TO-DA VEZ. Com uma tesoura de destro não é possível visualizar a linha de recorte. Tem que ser aquela que tem serrinha. Já o abridor de latas é um inferno. Ou faz com a mão direita, o que torna muito possível um corte do tipo Rambo na mão, talvez a perda de
algum dedo a perda da lata, ou sofra agindo contra a natureza da ferramenta. A maior frustração de ser canhoto, pelo menos no meu caso, é em relação a instrumentos musicais de corda. Entrar numa loja lotaaaaaaaada de violões, violas, guitarras, baixos, cavacos, banjos, bandolins e ver que a disposição das cordas te impede de executá-los devidamente é de cortar o coração. Quer algum desses instrumentos pra canhoto ? Pode ter ali na loja já. Alguns modelos só. Quer AQUELA guitarra DAQUELE guitarrista ? Só por encomenda. Há outra solução. Aprenda a tocar como destro! Simples assim! Comece o aprendizado todo de novo. Aproveite e aprenda a escrever, fazer tudo com a outra mão também. (Leia-se 'outra mão' como 'esquerda' ou 'direita', dependendo do caso do leitor.)
Mais genialidade, habilidades artísticas, rapidez de pensamento, vantagens nos esportes ? Infinitamente relativo.
A mão esquerda é reservada a tarefas como higienização em Estados islâmicos; sinal da cruz só com a mão direita; acordar com o pé esquerdo é como prever alguma desgraça naquele dia; Cristo está ao lado direito de Deus; havia crenças de que o diabo seria canhoto e que batizava seus seguidores com a mão esquerda; no dia do Juízo-Final, os que levam o Corão na mão esquerda serão castigados. Tá. E ?
Sinistro, mano ?!
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai! Ser gauche na vida.
P.S.: Apesar da classificação do post, nem tudo aí é desabafo.
P.S.S.: Eu sei a diferença entre esquerda e direita, viu ?
P.S.S.S.: 'Gauche' está no bom sentido aí. ^^
Professora: É o da mão que escreve, meu amor.
NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO !!!!!!! NÃO É NÃO !!!! Não necessariamente. Se a criança for canhota e com uma professora dessas ? Pronto, aprende errado. Se algo ficou fora de sincronia, alguma criança esbarrou e quase derrubou os coleguinhas na coreografia da 'Direita, Esquerda' durante aquela apresentação bonitinha da 2ª série, todos os espectadores já sabem quem foi; dará seta pra esquerda, seguindo pra direita e vice-versa; nunca vai conseguir fechar GTA porque nunca conseguirá chegar no local das missões: "Esquerda !!! NÃÃÃÃO !!!! ERA ESQUERDA !!!!"; sempre vai achar estranho o fato de ser a única pessoa que fica do lado 'esquerdo' do trem na hora de desembarcar na Sé, pensando: "e ainda as pessoas ficam contra o fluxo, querendo entrar no trem !!! Que absurdo !!!"; nunca vai conseguir resolver o cubo mágico; só votará nulo ou branco porque prefere não se envolver no conflito esquerda X direita; enfim, esse é um risco que um canhoto corre. Mas há muitas peculiaridades em ser canhoto.
Inverter a faca com o garfo (se os talheres estiverem de um só lado, fatalmente será o direito); girar a xícara pra que a asa fique do lado esquerdo e, por falar em asa, 'fechar a asa' quando se sentar à mesa durante uma refeição ao lado de um destro, porque aí haverá um conflito de cotovelos. Deverá haver um acordo. No final das contas, o canhoto senta na ponta mesmo. Tá, se a mesa for circular e se não tiver outro canhoto no local, o que resolveria o problema, é um caso a se pensar.
Encontrar uma cadeira pra canhoto nas salas de aula é algo praticamente utópico. Achou ? Usa óculos ? Se usa, vai descobrir se está precisando de outro; se não, vai descobrir se precisa passar a usar. Sim, porque ela estará lá no fundo da sala. Mentira. Já encontrei algumas na frente. Não vou sacanear dizendo que estavam quebradas ou que nunca mais entrei nessa bendita sala onde esse fenômeno aconteceu.
O que uma tesoura, um abridor de latas e uma régua têm em comum ? Vou explicar: APARENTEMENTE fazem jus a algumas denominações para o termo 'canhoto', que significa, em geral, inábil, desajeitado, inepto, acanhado (grande merda, aliás). O fato de ser mais fácil pra um canhoto traçar uma reta no sentido direita-esquerda e que a régua é numerada no sentido contrário não atrapalha tanto realmente. Recorte já é algo pra se ocupar na infância quando se quer aprender direito, ainda mais quando a tesoura não é feita pra canhotos (sim, faz a maior diferença), o que os leva a pedir ajuda TO-DA VEZ. Com uma tesoura de destro não é possível visualizar a linha de recorte. Tem que ser aquela que tem serrinha. Já o abridor de latas é um inferno. Ou faz com a mão direita, o que torna muito possível um corte do tipo Rambo na mão, talvez a perda de
algum dedo a perda da lata, ou sofra agindo contra a natureza da ferramenta. A maior frustração de ser canhoto, pelo menos no meu caso, é em relação a instrumentos musicais de corda. Entrar numa loja lotaaaaaaaada de violões, violas, guitarras, baixos, cavacos, banjos, bandolins e ver que a disposição das cordas te impede de executá-los devidamente é de cortar o coração. Quer algum desses instrumentos pra canhoto ? Pode ter ali na loja já. Alguns modelos só. Quer AQUELA guitarra DAQUELE guitarrista ? Só por encomenda. Há outra solução. Aprenda a tocar como destro! Simples assim! Comece o aprendizado todo de novo. Aproveite e aprenda a escrever, fazer tudo com a outra mão também. (Leia-se 'outra mão' como 'esquerda' ou 'direita', dependendo do caso do leitor.)
Mais genialidade, habilidades artísticas, rapidez de pensamento, vantagens nos esportes ? Infinitamente relativo.
A mão esquerda é reservada a tarefas como higienização em Estados islâmicos; sinal da cruz só com a mão direita; acordar com o pé esquerdo é como prever alguma desgraça naquele dia; Cristo está ao lado direito de Deus; havia crenças de que o diabo seria canhoto e que batizava seus seguidores com a mão esquerda; no dia do Juízo-Final, os que levam o Corão na mão esquerda serão castigados. Tá. E ?
Sinistro, mano ?!
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai! Ser gauche na vida.
P.S.: Apesar da classificação do post, nem tudo aí é desabafo.
P.S.S.: Eu sei a diferença entre esquerda e direita, viu ?
P.S.S.S.: 'Gauche' está no bom sentido aí. ^^
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Sobre o bom velhinho
Muita gente especula o porquê de inventarem esse tal de Papai Noel. "Ah... se a criança vai descobrir depois mesmo que ele não existe, então porque ficar fantasiando ?", "Até parece que um velhinho daquele vai conseguir, numa fração de segundo, passar nas casas de todas as crianças."
Isso realmente não interessa. É bom acreditar e pronto. Faz bem, ainda mais agora que descobri mais um motivo que prova isso.
Quando você acredita em Papai Noel, sabe, com você mesmo, que os presentes virão, mesmo que descubra um tempo depois que os que vieram não eram muito bem os que você queria, mas pelo menos, até aquele momento, não teve incertezas ou oscilações de humor. Só a ansiedade, por maior que seja, natural, pela espera do presente. É só esperar pelo momento. Funciona como um porto seguro.
Quando você descobre que a 'magia' toda vem dos seus pais, tudo muda. Na hora, pode só parecer triste, sem graça, compreensível, melhor do que antes, o que seja, mas o processo todo da espera pelo presente muda. Você entrava em contato com o Papai Noel uma vez por ano. Ele só 'trabalhava' no final do ano. Agora não. O 'Papai Noel' está ali o tempo todo. Por mais que, na fantasia anterior, você acreditasse que o poder de julgamento do Papai Noel era tão grande a ponto de precisar de uma só cartinha pra definir se você merecia o presente ou não, agora é muito mais real que o seu comportamento está sendo visto. Tá, você só vai se preocupar com essas coisas no natal mesmo, mas é uma preocupação a mais.
O pior disso tudo é como fica a mente da criança. Na véspera de natal ela pede alguma coisa para os pais que, pra ela, é de extrema importância. A partir daí percebe-se o quanto o Papai Noel era importante, porque o porto seguro não existe mais; aquele período que antes era só ansiedade, agora é cheio de especulações e dúvidas. O interessante dessa situação é como tudo o que não deve acontecer acontece, e na hora errada. Como quando você ouve os seus pais conversando baixinho em outro cômodo da casa sendo que, além deles, só há você ali; ou os vê fazendo gestos cheios de significado e olhando pra você de vez em quando. Todas essas coisinhas que acontecem faziam uma tempestade na sua cabeça. Em um determinado estágio, eram tantas coisinhas dessas, tantas especulações, que você poderia simplesmente recortar esses momentos e montar três mosaicos: um extremamente otimista, com a mais perfeita certeza de que iria ganhar o presente em que estava pensando; outro extremamente pessimista, considerando que o presente não seria o que pediu, se viesse; e outro completamente neutro, considerando como nada tudo aquilo que você achava que fosse. Natural. Não era com você. Detalhe: esses três mosaicos eram montados com exatamente os mesmos recortes, com a diferença apenas na interpretação de cada um. O que pode parecer bom, pode, ao mesmo tempo, parecer ruim... ou não ser nada.
A ansiedade aumentava, porque não era só a ansiedade de ver o presente, mas também a de qual presente ver. Essa ansiedade podia ser tamanha que te fazia buscar sinais, te dando pelo menos uma noção pra que mosaico olhar. Então você arrisca conversar com os seus pais sobre o presente de natal e, como querem fazer surpresa, ficam completamente neutros. Neutralidade era a última coisa que você queria. Ela não te faz definir nada; se tudo o que você viu ou ouviu dos seus pais nesse tempo todo era bom ou ruim, se você superinterpretou alguma coisa, se fez tempestade em copo d'água, se pensou certo em algum momento, se a própria neutralidade já quer dizer algo. Nada. Nenhuma certeza. Então você fica oscilando entre essas interpretações e a ansiedade só aumenta ainda mais, porque o presente vai ocupando cada vez mais lugar na sua cabeça, o natal está chegando e você fatalmente saberá o resultado disso tudo. É só esperar pelo momento, mais uma coisa que se torna difícil nessa situação, mas que você sempre consegue. Tá, sempre não, porque, afinal de contas, essa é a primeira vez que passa por algo assim, então não sabe como vai ser. Mas sabe que, por mais cego que você se sinta, sem saber o que esperar, vale a pena tentar esperar. Aliás, o presente é tudo o que você mais quer.
Isso realmente não interessa. É bom acreditar e pronto. Faz bem, ainda mais agora que descobri mais um motivo que prova isso.
Quando você acredita em Papai Noel, sabe, com você mesmo, que os presentes virão, mesmo que descubra um tempo depois que os que vieram não eram muito bem os que você queria, mas pelo menos, até aquele momento, não teve incertezas ou oscilações de humor. Só a ansiedade, por maior que seja, natural, pela espera do presente. É só esperar pelo momento. Funciona como um porto seguro.
Quando você descobre que a 'magia' toda vem dos seus pais, tudo muda. Na hora, pode só parecer triste, sem graça, compreensível, melhor do que antes, o que seja, mas o processo todo da espera pelo presente muda. Você entrava em contato com o Papai Noel uma vez por ano. Ele só 'trabalhava' no final do ano. Agora não. O 'Papai Noel' está ali o tempo todo. Por mais que, na fantasia anterior, você acreditasse que o poder de julgamento do Papai Noel era tão grande a ponto de precisar de uma só cartinha pra definir se você merecia o presente ou não, agora é muito mais real que o seu comportamento está sendo visto. Tá, você só vai se preocupar com essas coisas no natal mesmo, mas é uma preocupação a mais.
O pior disso tudo é como fica a mente da criança. Na véspera de natal ela pede alguma coisa para os pais que, pra ela, é de extrema importância. A partir daí percebe-se o quanto o Papai Noel era importante, porque o porto seguro não existe mais; aquele período que antes era só ansiedade, agora é cheio de especulações e dúvidas. O interessante dessa situação é como tudo o que não deve acontecer acontece, e na hora errada. Como quando você ouve os seus pais conversando baixinho em outro cômodo da casa sendo que, além deles, só há você ali; ou os vê fazendo gestos cheios de significado e olhando pra você de vez em quando. Todas essas coisinhas que acontecem faziam uma tempestade na sua cabeça. Em um determinado estágio, eram tantas coisinhas dessas, tantas especulações, que você poderia simplesmente recortar esses momentos e montar três mosaicos: um extremamente otimista, com a mais perfeita certeza de que iria ganhar o presente em que estava pensando; outro extremamente pessimista, considerando que o presente não seria o que pediu, se viesse; e outro completamente neutro, considerando como nada tudo aquilo que você achava que fosse. Natural. Não era com você. Detalhe: esses três mosaicos eram montados com exatamente os mesmos recortes, com a diferença apenas na interpretação de cada um. O que pode parecer bom, pode, ao mesmo tempo, parecer ruim... ou não ser nada.
A ansiedade aumentava, porque não era só a ansiedade de ver o presente, mas também a de qual presente ver. Essa ansiedade podia ser tamanha que te fazia buscar sinais, te dando pelo menos uma noção pra que mosaico olhar. Então você arrisca conversar com os seus pais sobre o presente de natal e, como querem fazer surpresa, ficam completamente neutros. Neutralidade era a última coisa que você queria. Ela não te faz definir nada; se tudo o que você viu ou ouviu dos seus pais nesse tempo todo era bom ou ruim, se você superinterpretou alguma coisa, se fez tempestade em copo d'água, se pensou certo em algum momento, se a própria neutralidade já quer dizer algo. Nada. Nenhuma certeza. Então você fica oscilando entre essas interpretações e a ansiedade só aumenta ainda mais, porque o presente vai ocupando cada vez mais lugar na sua cabeça, o natal está chegando e você fatalmente saberá o resultado disso tudo. É só esperar pelo momento, mais uma coisa que se torna difícil nessa situação, mas que você sempre consegue. Tá, sempre não, porque, afinal de contas, essa é a primeira vez que passa por algo assim, então não sabe como vai ser. Mas sabe que, por mais cego que você se sinta, sem saber o que esperar, vale a pena tentar esperar. Aliás, o presente é tudo o que você mais quer.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Sobre coisas dessa vida
Pronto pra ir pra aula de manhã. Meio na correria porque o ônibus passava dali a cinco minutos, mas daria tempo. Abrindo a porta pra sair, percebi que a bermuda não combinava com o vento frio. Entrei em casa de novo pra colocar uma calça e finalmente saí.
Saindo do condomínio, voltado pra avenida onde fica o ponto de ônibus (quase em linha reta de onde eu estava), vi a traseira do ônibus parado. Se eu fosse uma personagem de um filme e você me visse nessa hora, faria algo que, apesar de não ser normal, é comum: gritaria comigo... ou melhor... com a TV.
"COOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRE,COOOOOOOOOOOOOOOOOORRE, VAAAAAAAAAAAAAAI !!!!!!!!!!"
Mas, de fato, mesmo que eu pedisse um milagre, como alguém sair com uma Ferrari da portaria do condomínio logo atrás de mim já sabendo da minha desgraça e só falasse "Pula no capô mesmo que eu breco e te arremesso lá !!!" e esse milagre acontecesse, não daria tempo. Resumindo, perdi o ônibus e, por sorte, peguei carona com um veterano. Cheguei menos atrasado, mas ainda assim, atrasado.
"Moço, só tem a poltrona 30 e a 34."
Como a 34 é BEM DO LADO do banheiro, e eu já me sentei nesse lugar outras vezes, escolhi a 30, lógico.
"Ahhhh... acabaaaaaaram de pegar a 30 no outro guichê."
¬¬'
Adivinha ??? A PORTA DO BANHEIRO ESTAVA DESTRAVANDO SOZINHAAAAA !!! Não só isso, como ela batia no apoio do meu banco quando ficava completamente escancarada. Eu só esticava o braço pra fechar e, com certeza, quando isso acontecia, fazia com que as pessoas pensassem que havia alguém no banheiro. Finalmente, quando entrava alguém no banheiro, o que aconteceu com uma
frequencia anormalmente alta, eu perdia o foco do que estava fazendo, só pra ficar de olho caso a porta abrisse. Sim, porque eu seria a única testemunha de um constrangimento colossal, ficando talvez mais constangido que a pessoa no banheiro.
Às vezes penso que se não fosse eu ali na 34, não haveria nada de errado com a porta. ¬¬'
Ah... o cara que sentou do meu lado nessa viagem estudou comigo no jardim de infância. Ele se lembrou de mim. Não sei porque, mas eu nunca achei que ele fosse me reconhecer, apesar de ele não ter mudado quase nada. Será que eu não mudei quase nada também ?
Outra viagem. Eu estava lendo o terceiro livro de uma história que certa vez tentaram me contar, mesmo sem o meu consentimento.
Quase aconteceu de novo. Na outra vez, quase me contaram coisas do primeiro livro e, dessa vez, me senti mais desesperado ainda, porque o terceiro livro estava muito melhor. Eu não iria querer saber definitivamente nada.
"Noooooooooossa esse livro é muito bom !!!" - uma menina disse enquanto voltava ao ônibus na parada.
No fim, foi uma conversa agradável, porque ela também odiava que contassem as coisas que ainda não havia lido e teve o bom senso de não me dizer nada.
Eu NUNCA MAIS levo NADA naquele compartimento acima das poltronas. Aprendi a lição.
Comprei uma polibarra, daquelas de fazer exercício, sabe ? Coloquei ali acima da poltrona. Só quando o táxi parou em frente de casa, percebi a pequena cagada que tinha feito. Porque diabos eu coloquei a barra ali em cima !?!? Eu NUNCA uso aquele compartimento !!! Eu podia muito bem colocar na parte da frente do banco, onde sempre ponho a minha mala, aliás.
Tive que buscar a barra na garagem dos ônibus que, apesar de ser perto de casa a ponto de eu ir a pé, me fez lembrar daquelas simulações de programas policiais, onde o cenário do assassinato é na beira de uma rodovia, à noite, perto de um matagal, onde as coisas são mal sinalizadas e, principalmente, quando a vítima percebe que o número 1300, que lhe informaram pelo telefone, aparentemente não existe (entre o 1226 e o 1380 deveria haver um 1300, não ?). Ela então liga pro carinha da garagem dos ônibus pra falar onde está, ou onde acha que está.
A vítima só seguiu pro lado contrário. Simples !!!! E se sentiu um animal acéfalo quando viu a quantidade de holofotes, típicos de uma garagem, além de, vejam só, vários ônibus parados lado a lado (típicos de uma garagem também) pro lado que deveria seguir. ¬¬'
MAS O PORTEIRO DO CONDOMÍNIO DISSE QUE ERA DO LADO DIREITO !!!! EU OUVI !!!
E que ninguém me convence de que 1300 vem antes de 1226, não mesmo !!!
Saindo do condomínio, voltado pra avenida onde fica o ponto de ônibus (quase em linha reta de onde eu estava), vi a traseira do ônibus parado. Se eu fosse uma personagem de um filme e você me visse nessa hora, faria algo que, apesar de não ser normal, é comum: gritaria comigo... ou melhor... com a TV.
"COOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRE,COOOOOOOOOOOOOOOOOORRE, VAAAAAAAAAAAAAAI !!!!!!!!!!"
Mas, de fato, mesmo que eu pedisse um milagre, como alguém sair com uma Ferrari da portaria do condomínio logo atrás de mim já sabendo da minha desgraça e só falasse "Pula no capô mesmo que eu breco e te arremesso lá !!!" e esse milagre acontecesse, não daria tempo. Resumindo, perdi o ônibus e, por sorte, peguei carona com um veterano. Cheguei menos atrasado, mas ainda assim, atrasado.
"Moço, só tem a poltrona 30 e a 34."
Como a 34 é BEM DO LADO do banheiro, e eu já me sentei nesse lugar outras vezes, escolhi a 30, lógico.
"Ahhhh... acabaaaaaaram de pegar a 30 no outro guichê."
¬¬'
Adivinha ??? A PORTA DO BANHEIRO ESTAVA DESTRAVANDO SOZINHAAAAA !!! Não só isso, como ela batia no apoio do meu banco quando ficava completamente escancarada. Eu só esticava o braço pra fechar e, com certeza, quando isso acontecia, fazia com que as pessoas pensassem que havia alguém no banheiro. Finalmente, quando entrava alguém no banheiro, o que aconteceu com uma
frequencia anormalmente alta, eu perdia o foco do que estava fazendo, só pra ficar de olho caso a porta abrisse. Sim, porque eu seria a única testemunha de um constrangimento colossal, ficando talvez mais constangido que a pessoa no banheiro.
Às vezes penso que se não fosse eu ali na 34, não haveria nada de errado com a porta. ¬¬'
Ah... o cara que sentou do meu lado nessa viagem estudou comigo no jardim de infância. Ele se lembrou de mim. Não sei porque, mas eu nunca achei que ele fosse me reconhecer, apesar de ele não ter mudado quase nada. Será que eu não mudei quase nada também ?
Outra viagem. Eu estava lendo o terceiro livro de uma história que certa vez tentaram me contar, mesmo sem o meu consentimento.
Quase aconteceu de novo. Na outra vez, quase me contaram coisas do primeiro livro e, dessa vez, me senti mais desesperado ainda, porque o terceiro livro estava muito melhor. Eu não iria querer saber definitivamente nada.
"Noooooooooossa esse livro é muito bom !!!" - uma menina disse enquanto voltava ao ônibus na parada.
No fim, foi uma conversa agradável, porque ela também odiava que contassem as coisas que ainda não havia lido e teve o bom senso de não me dizer nada.
Eu NUNCA MAIS levo NADA naquele compartimento acima das poltronas. Aprendi a lição.
Comprei uma polibarra, daquelas de fazer exercício, sabe ? Coloquei ali acima da poltrona. Só quando o táxi parou em frente de casa, percebi a pequena cagada que tinha feito. Porque diabos eu coloquei a barra ali em cima !?!? Eu NUNCA uso aquele compartimento !!! Eu podia muito bem colocar na parte da frente do banco, onde sempre ponho a minha mala, aliás.
Tive que buscar a barra na garagem dos ônibus que, apesar de ser perto de casa a ponto de eu ir a pé, me fez lembrar daquelas simulações de programas policiais, onde o cenário do assassinato é na beira de uma rodovia, à noite, perto de um matagal, onde as coisas são mal sinalizadas e, principalmente, quando a vítima percebe que o número 1300, que lhe informaram pelo telefone, aparentemente não existe (entre o 1226 e o 1380 deveria haver um 1300, não ?). Ela então liga pro carinha da garagem dos ônibus pra falar onde está, ou onde acha que está.
A vítima só seguiu pro lado contrário. Simples !!!! E se sentiu um animal acéfalo quando viu a quantidade de holofotes, típicos de uma garagem, além de, vejam só, vários ônibus parados lado a lado (típicos de uma garagem também) pro lado que deveria seguir. ¬¬'
MAS O PORTEIRO DO CONDOMÍNIO DISSE QUE ERA DO LADO DIREITO !!!! EU OUVI !!!
E que ninguém me convence de que 1300 vem antes de 1226, não mesmo !!!
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