Balançava a cabeça. Mas não era um balançar de quem acompanha uma música enquanto faz qualquer coisa só pra poder não só ouvir música; de quem acompanha, não só com o olhar, como uma forma de não perder nada, uma bolinha de tênis de mesa em pleno jogo; de quem vê e analisa e estranha algo ou alguém pela primeira vez; de quem involuntariamente cria mais um recurso pra marcar força e ritmo ao piano; de quem só é batimento cardíaco. Era de negação. Discórdia. De muitos e dele próprio. Tantas coisas tão erradas... Tudo e todos tão definidos... Tantos "todos", "ninguéns", "sempres", "nuncas", que já perderam sua valia. Todos encaixados em estereótipos e previstos como se fossem uma gota de chuva. Tantas gotas então... que essa chuva inunda o mundo e ninguém escapa. Tanto preconceito, tanta hipocrisia, tanta acomodação, tanta cegueira, tanta humanidade. E ele se pergunta se é humanidade ou a negação dela; se isso tudo é ser humano, ele não quer... e se pergunta se não querer ser humano já é ser humano. Pra onde quer que olhe ou toque, não percebe nada real. Todos são paredes de rochas escorregadias e penetráveis apenas por minúsculos poros que estão fechados na maioria das vezes. Fechados a comando de desculpas como educação e sociedade. Ele se vê completamente deslocado, vendo a negação em ver. Ele, frente a todos, se via em todos, tão humano (ou se negando a ser) quanto.
Mergulhava no prório universo e se via. Uma terceira pessoa. Uma experiência tão horrorosa quanto satisfatória. Aquele espelho não era mais tão distorcido e embaçado, mas lhe custou quebrar a própria imagem. Agora a cegueira não era tanta... mas a luz inédita dói. Dor que dá vontade imensa de expelir, quebrando essa carcaça, essa pedra. Dor de ver o mesmo horror de tudo em si. Dor de se negar.
É como se ele não fosse dali. Ninguém o entendia. Tem alguma coisa errada com ele. Tem alguma coisa errada com tudo. Se falar o que realmente pensa sobre certas coisas, já imagina as pessoas negando, correndo, desprezando, se inconformando. Então, ainda se vê como todos, na carcaça praticamente impenetrável, e horrorizado consigo mesmo por isso. É tão desconfortante sua situação, que pensa ser realmente compreensível essa cegueira toda. Compreensível mas não vale a pena. Ele se pergunta se é de sua responsabilidade fazer ver; qual seria o preço de se mostrar e de ser visto. Um nojo da definição, e ao mesmo tempo uma vontade louca de definir tudo e todos (é tão bom !), talvez como uma tentativa de fantasiar que é tudo tão simples, caindo na cegueira. Todos tem um pouco (ou muito) de tudo. É isso que irrita a todos. Bendita educação ! Que coisa tapada.
Qual o papel dele ali ? Ele tinha sequer algum ? É tudo tão verdadeiramente assustador ? Ele fazia parte daquilo tudo ? Ele sempre olhou mas nunca viu ?
Não imagina quantas são as cavernas da vida, mas lhe parece que a graça é sair de todas elas.
Narciso não ficou se admirando assim que se viu, mas ficou assustado em perceber que aquele era ele. Aquele a quem nunca tinha visto. Aquele pra quem todos sempre olhavam, mas ele nunca vira. Aquele a quem ninguém conhecia de fato. Nem ele.
segunda-feira, 1 de março de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Viajei
"Fui viajar. Ah, foi pular carnaval ? Não... fui viajar mesmo. Foi quando ? Sábado. E voltou quando ? Terça. Mas como você não pulou carnaval ? Não é porque eu viajei durante o carnaval que eu pulei carnaval, não necessariamente." Foi o início de conversa que tive com todos com quem falei assim que voltei de viagem. Mentira, ninguém pensou dessa forma. Eu pensei que pensariam, mas não pensaram, então o que pensei fica sendo o que pensei que pensariam, entendeu ? Não ?... Tudo bem, pense o que quiser. Fato é que fui viajar. Estou dizendo 'fato' pra ficar bem claro que a viagem não foi fruto de pensamentos. Não que eu tenha pulado carnaval. Mas viajei. Literal e metaforicamente. O viajar literalmente não acontece muito por enquanto, já metaforicamente... Toda hora e minuto e segundo.
No banco de trás do carro a caminho da estrada. MP3 não, porque já já estarei surdo por causa disso e um dos meus maiores medos é ficar surdo. O carro daqui a pouco fica quente. Abre o vidro. Na estrada, alta velocidade, vento forte, bate na orelha, fone que o camelô me deu dinheiro pra levar. Pronto. Volume no 31 e mais ruído de vento que música. Fecha o vidro. Agora mais música que vento, mais chiado que música, mais calor que chiado. Abre o vidro e esquece MP3. A solução pra caso eu quisesse ouvir música era partir para o princípio dela. A imaginação. Sempre fiz isso, porque não fazer agora ? Dá pra pausar, avançar, retroceder, sobrepor músicas, colocar efeitos, imaginar solos, é perfeito.
Ler. Claro. Não é tão difícil assim descobrir um universo paralelo. É só ler. Tantos universos por aí paralelos com o meu, porque não aproveitar ? Vamos lá então. Comecei... li um pouco... e parei. Não que o livro fosse chato. Se eu peguei aquele livro pra ler numa situação daquela, tinha que ser legal. Só aconteceu algo que se encaixaria muito bem como crendice popular, sabe ? Como não poder olhar no espelho depois de uma refeição porque o canto da boca pode repuxar permanentemente como num derrame; Não poder tomar banho depois de uma refeição porque pode dar congestão; não poder tomar nada sob o sol porque pode dar problema na musculatura facial; se a barriga da grávida ficar de tal jeito, é menina. O pior de tudo é que cada uma dessas crendices tem explicações. Completamente questionáveis, mas tem. Afinal, não iam sair do nada, certo ? Enfim, eu fiquei enjoado enquanto lia no carro. Parei por um tempo (não o carro, a leitura). Tentei de novo. De novo (não a tentativa, o enjôo). Como sempre, depois de algo assim eu fiquei tentando encontrar o porquê. Acabei aproveitando o vento e o sol direto no rosto.
Chegando lá, fiquei num quarto com TV a cabo. 272 canais. Isso mesmo. Diante disso tudo, qual foi a única coisa que assisti além dos episódios que baixei no notebook ? Monstros S.A. , claro ! Adoro aquele filme. E eu tenho mania de ficar assistindo canais estrangeiros. Ouvir o sotaque e ficar imitando é legal. Ah, tinha um documentário sobre 2012 mas isso rende outro post. Andando de carro por lá, naquele trânsito infernal, e digo "infernal" só pela temperatura mesmo, reparei numa placa. Uma placa com três palavras, uma abaixo
da outra e uma seta abaixo de tudo indicando o caminho: "Polícia / Hospital / Cemitério". Não sei se é tão específico assim, mas eu dei risada. Sim, porque a placa queria dizer (voz de vendedor dos comerciais das Casas Bahia): FOI ASSALTADO !? ESTÁ DOENTE !? ALGUÉM PRÓXIMO A VOCÊ MORREU !? É SÓ DESGRAÇA NA SUA VIDA !? VEM PRA CÁÁÁÁÁ !!!!
Logo depois fomos a uma loja de conveniências. Será que é o tipo de lugar que se uma mulher menstruar, logo surge um lixinho, um pano numa bacia com água, uma calcinha nova, um pacote de absorventes e um biombo circular, tipo daquele do The Sims, em volta dela e tudo é tão rápido e ela já está no biombo que
nenhum homem por perto desconfia que aconteceu e não fica perguntando depois o porquê da correria ? No caso de diarréia, já surge um banheiro sem precisar passar por chuva e pelo esôfago de um Tiranossauro Rex ? Foi lá que o Adam Sandler comprou o controle universal ? A Marisa Monte vai lá diariamente ? E então parei logo na porta e pensei se poderia entrar. Se eu não sou o cara que chega pra um amigo e diz "E aí... preparado pra sua festa surpresa no sábado !?" Arrisquei e fui. Parece que todos estavam contra o fluxo, então foi meio difícil: "Com licença, com licença... Opa, desculpa, com licença, opa, minha culpa, desculpe, opaaa..." Mas entrei. Ufa...
De resto foi muito churrasco, piscina, muito sol, piscina, muita piscina, queimadura do sol e piscina. Nadar é uma parte de mim (isso também valeria um post, mas pra mim já valeu a sensação e... o texto ficaria muito abstrato).
P.S.: Só consegui na loja mesmo porque lembrei da frase "Você pode tudo, exceto em caso de suspeita de dengue." Seria a frase do momento reflexão, logo às 6 da manhã, da minha rádio.
No banco de trás do carro a caminho da estrada. MP3 não, porque já já estarei surdo por causa disso e um dos meus maiores medos é ficar surdo. O carro daqui a pouco fica quente. Abre o vidro. Na estrada, alta velocidade, vento forte, bate na orelha, fone que o camelô me deu dinheiro pra levar. Pronto. Volume no 31 e mais ruído de vento que música. Fecha o vidro. Agora mais música que vento, mais chiado que música, mais calor que chiado. Abre o vidro e esquece MP3. A solução pra caso eu quisesse ouvir música era partir para o princípio dela. A imaginação. Sempre fiz isso, porque não fazer agora ? Dá pra pausar, avançar, retroceder, sobrepor músicas, colocar efeitos, imaginar solos, é perfeito.
Ler. Claro. Não é tão difícil assim descobrir um universo paralelo. É só ler. Tantos universos por aí paralelos com o meu, porque não aproveitar ? Vamos lá então. Comecei... li um pouco... e parei. Não que o livro fosse chato. Se eu peguei aquele livro pra ler numa situação daquela, tinha que ser legal. Só aconteceu algo que se encaixaria muito bem como crendice popular, sabe ? Como não poder olhar no espelho depois de uma refeição porque o canto da boca pode repuxar permanentemente como num derrame; Não poder tomar banho depois de uma refeição porque pode dar congestão; não poder tomar nada sob o sol porque pode dar problema na musculatura facial; se a barriga da grávida ficar de tal jeito, é menina. O pior de tudo é que cada uma dessas crendices tem explicações. Completamente questionáveis, mas tem. Afinal, não iam sair do nada, certo ? Enfim, eu fiquei enjoado enquanto lia no carro. Parei por um tempo (não o carro, a leitura). Tentei de novo. De novo (não a tentativa, o enjôo). Como sempre, depois de algo assim eu fiquei tentando encontrar o porquê. Acabei aproveitando o vento e o sol direto no rosto.
Chegando lá, fiquei num quarto com TV a cabo. 272 canais. Isso mesmo. Diante disso tudo, qual foi a única coisa que assisti além dos episódios que baixei no notebook ? Monstros S.A. , claro ! Adoro aquele filme. E eu tenho mania de ficar assistindo canais estrangeiros. Ouvir o sotaque e ficar imitando é legal. Ah, tinha um documentário sobre 2012 mas isso rende outro post. Andando de carro por lá, naquele trânsito infernal, e digo "infernal" só pela temperatura mesmo, reparei numa placa. Uma placa com três palavras, uma abaixo
da outra e uma seta abaixo de tudo indicando o caminho: "Polícia / Hospital / Cemitério". Não sei se é tão específico assim, mas eu dei risada. Sim, porque a placa queria dizer (voz de vendedor dos comerciais das Casas Bahia): FOI ASSALTADO !? ESTÁ DOENTE !? ALGUÉM PRÓXIMO A VOCÊ MORREU !? É SÓ DESGRAÇA NA SUA VIDA !? VEM PRA CÁÁÁÁÁ !!!!
Logo depois fomos a uma loja de conveniências. Será que é o tipo de lugar que se uma mulher menstruar, logo surge um lixinho, um pano numa bacia com água, uma calcinha nova, um pacote de absorventes e um biombo circular, tipo daquele do The Sims, em volta dela e tudo é tão rápido e ela já está no biombo que
nenhum homem por perto desconfia que aconteceu e não fica perguntando depois o porquê da correria ? No caso de diarréia, já surge um banheiro sem precisar passar por chuva e pelo esôfago de um Tiranossauro Rex ? Foi lá que o Adam Sandler comprou o controle universal ? A Marisa Monte vai lá diariamente ? E então parei logo na porta e pensei se poderia entrar. Se eu não sou o cara que chega pra um amigo e diz "E aí... preparado pra sua festa surpresa no sábado !?" Arrisquei e fui. Parece que todos estavam contra o fluxo, então foi meio difícil: "Com licença, com licença... Opa, desculpa, com licença, opa, minha culpa, desculpe, opaaa..." Mas entrei. Ufa...
De resto foi muito churrasco, piscina, muito sol, piscina, muita piscina, queimadura do sol e piscina. Nadar é uma parte de mim (isso também valeria um post, mas pra mim já valeu a sensação e... o texto ficaria muito abstrato).
P.S.: Só consegui na loja mesmo porque lembrei da frase "Você pode tudo, exceto em caso de suspeita de dengue." Seria a frase do momento reflexão, logo às 6 da manhã, da minha rádio.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Fiduma
- Cheguei na bilheteria, pedi meia-entrada e entreguei uma nota de cem, hahahahahahaha. A mulher me olhou com cara de "Ah... tá de sacanagem..." mas depois abriu a gaveta das moedas e começou a empilhar de dez em dez as de cinco centavos. "Ah... tá de sacanagem..." digo eu ! Tive que admitir a brincadeira. ¬¬
- Ah, Fiduma... Concordemos que você foi sacana.
- Eu sei, hehehe. Mas sempre quis dar uma nota de cem em lugares onde não se costuma fazer isso. É legal ver a expressão das pessoas que terão de dar um 'longo' troco, hahahaha. Tá ! Eu sei que odiaria se fosse eu lidando com o caixa numa hora dessas. É só brincadeira, poxa !
...
- Estica as pernas e apoia os pés na cadeira da frente pra ninguém sentar e tapar a nossa visão.
- Fala baixo e tira esse som infernal do jogo da cobrinha !
- Hahahahahahahaha ! Calma porque não começaram nem os trailers.
...
- Vai logo... tira a mão do pacote de pipoca, para de ficar enrolando e deixa eu pegar um pouco... Eu sei que você já pegou a sua porção faz tempo. VAI LOGO ! (entredentes)
...
- Fidumaaaaaa... ¬¬ Ninguém na sala precisa saber que você já terminou a sua bebida... NEM EU ! PARA DE FAZER ESSE BARULHO PERTO DO MEU OUVIDO ! (entredentes)
- Hahahahahahahahahahaha !!!
Zumbilândia. Um filme de terror com uns toques de comédia. Não que eu não tenha rido ou feito piadas durante o 'Atividade Paranormal', mas estou dizendo que esse filme teve a intenção de fazer rir. Acho que não estou com o humor tão macabro assim. Fato é que tenho prazer em encontrar defeitos nos filmes; não me importo se foram defeitos propositais (como dá pra supor tanquilamente num filme como esse), ou não, contanto que existam.
- Nenhum dos protagonistas morre no final ! Muito sem graça isso ae... E conto mesmo ! Hahahahahahahaha ! Ah, e aquele fortão de chapeu era gay, certeza.
- Ah... Olha o spoiler, Fiduma ! ¬¬
Numa cena o garoto sai do carro pra comprar algumas coisas e acaba correndo de dois zumbis no estacionamento, voltando pro carro. Acontece que, de volta pro carro, ele encontra um zumbi escondido no banco de trás ! Como assim !? O zumbi agora tem senso e coordenação suficientes pra conseguir entrar num carro trancado e se esconder !? O fortão fica armado com duas pistolas numa barraca cercada de dezenas de zumbis. E MATA TODOS !!! E AINDA SOBRA BALA !!! QUEM ELE É !? O JACK BAUER !? O CARA USA CÓDIGO DE MUNIÇÃO INFINITA E NUNCA RECARREGA A ARMA !? Sem contar que só os protagonistas permanecem vivos no mundo todo, claro. Como conseguem, sozinhos, administrar os brinquedos do parque de diversões !? Precisariam de centenas de pessoas pra isso !!!
- Sabia que a equipe produtora do filme te acharia um fiduma puta ?
- Hahahahahahahahahaha !
P.S.: Aí está um pouco do Fiduma. Ele vai comparecer aqui quando puder. Mais informações no lado esquerdo do blog em 'Meus espelhos'
- Ah, Fiduma... Concordemos que você foi sacana.
- Eu sei, hehehe. Mas sempre quis dar uma nota de cem em lugares onde não se costuma fazer isso. É legal ver a expressão das pessoas que terão de dar um 'longo' troco, hahahaha. Tá ! Eu sei que odiaria se fosse eu lidando com o caixa numa hora dessas. É só brincadeira, poxa !
...
- Estica as pernas e apoia os pés na cadeira da frente pra ninguém sentar e tapar a nossa visão.
- Fala baixo e tira esse som infernal do jogo da cobrinha !
- Hahahahahahahaha ! Calma porque não começaram nem os trailers.
...
- Vai logo... tira a mão do pacote de pipoca, para de ficar enrolando e deixa eu pegar um pouco... Eu sei que você já pegou a sua porção faz tempo. VAI LOGO ! (entredentes)
...
- Fidumaaaaaa... ¬¬ Ninguém na sala precisa saber que você já terminou a sua bebida... NEM EU ! PARA DE FAZER ESSE BARULHO PERTO DO MEU OUVIDO ! (entredentes)
- Hahahahahahahahahahaha !!!
Zumbilândia. Um filme de terror com uns toques de comédia. Não que eu não tenha rido ou feito piadas durante o 'Atividade Paranormal', mas estou dizendo que esse filme teve a intenção de fazer rir. Acho que não estou com o humor tão macabro assim. Fato é que tenho prazer em encontrar defeitos nos filmes; não me importo se foram defeitos propositais (como dá pra supor tanquilamente num filme como esse), ou não, contanto que existam.
- Nenhum dos protagonistas morre no final ! Muito sem graça isso ae... E conto mesmo ! Hahahahahahahaha ! Ah, e aquele fortão de chapeu era gay, certeza.
- Ah... Olha o spoiler, Fiduma ! ¬¬
Numa cena o garoto sai do carro pra comprar algumas coisas e acaba correndo de dois zumbis no estacionamento, voltando pro carro. Acontece que, de volta pro carro, ele encontra um zumbi escondido no banco de trás ! Como assim !? O zumbi agora tem senso e coordenação suficientes pra conseguir entrar num carro trancado e se esconder !? O fortão fica armado com duas pistolas numa barraca cercada de dezenas de zumbis. E MATA TODOS !!! E AINDA SOBRA BALA !!! QUEM ELE É !? O JACK BAUER !? O CARA USA CÓDIGO DE MUNIÇÃO INFINITA E NUNCA RECARREGA A ARMA !? Sem contar que só os protagonistas permanecem vivos no mundo todo, claro. Como conseguem, sozinhos, administrar os brinquedos do parque de diversões !? Precisariam de centenas de pessoas pra isso !!!
- Sabia que a equipe produtora do filme te acharia um fiduma puta ?
- Hahahahahahahahahaha !
P.S.: Aí está um pouco do Fiduma. Ele vai comparecer aqui quando puder. Mais informações no lado esquerdo do blog em 'Meus espelhos'
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Comunicação é tudo
Lá estava eu, como uma criança que vê pela primeira vez alguma coisa, me perguntando alguns dos porquês da vida: "Por que, logo que as portas do metrô abrem, a gente não encontra grandes ursos panda prontos para nos dar um abraço na Consolação ?", "Por que a faixa da Paraíso é branca ? É uma tentativa de piada ?", (pelo menos dá pra dar risada só da tentativa), "Por que vendem coisas além de calcinhas na Casa das Calcinhas ?", "Por que o pino da Srta. Rosa é vermelho, o do Profº. Black, rosa, o do Sr. Marinho, verde, e o da Dona Violeta, azul ? Será que é só no MEU Detetive ?", "Por que vendem refrigerante e suco no Rei do Mate ? Ou será que a morte do Al Capone faz valer a teoria da conspiração ?"...
- Felipe !?
- Oi ?
-TÁ ACABANDO O TEMPO !!! COOOOOORTA O FIO VERMELHOOOOOOOOO !!!! VAAAAAAAI !!!!! Já vestiu tudo ?
- Já, tio.
- É importante você não encostar em nada porque alguns materiais estarão esterilizados.
Sabe aquelas pessoas que acham que psicólogo cura gente louca, enfermeira limpa sujeira de gente velha, engenheiro só constroi prédio, historiador só vive no passado, filósofo fica parado só pensando e músico é vagabundo ? Então... Diriam que eu estava vestido de "açougueiro chique" naquele momento.
Chegando na sala de cirurgia, uma das enfermeiras se dirigiu a mim:
- Vai auxiliar ?
- Vou assistir.
E aí eu fico pensando se a coisa tivesse sido um pouco diferente; se eu tivesse conversando com o professor Pasquale; se eu e ela fôssemos mais atentos ao que poderia acontecer:
- Vai fazer o quê ?
- Assistir à cirurgia.
- Assistir a cirurgia ?
- Isso.
- Certo. Já que o paciente já está anestesiado, enquanto o seu tio se prepara, você já pode proceder. Aqui estão os instrumentos esterilizados. O bisturi.
- Mas eu não...
- Vamos lá. Abrir, identificar, ligar, remover, irrigar e fechar.
- Mas, mas...
- Mais pressão. A carne humana é uma concha grossa. Vai fundo. Aqui estão a pinça e o grampo. Abra o peritônio e retire o apêndice.
- Mas, eu... eu... eu não...
- Agora só precisa inverter o toco no ceco e puxar as alças simultaneamente, mas tenha cuidado para não... *&%@#@&* ...quebrá-las.
"Ah não... Se eu pudesse pelo menos sair correndo em volta da mesa de braços erguidos e gritando desesperadamente para que isso tudo não fosse verdade..."
- Rasgou o ceco. Arrumou um sangramento. Está enchendo de fezes. O que faz agora ?
- Ah.... ah..... hãã.....
- Pense. Inicie a aspiração e procure as alças antes que a paciente sangre até a morte. Pegue o grampo, a pressão está caindo.
"Penso que os passarinhos são felizes !!!! É isso em que eu penso agora, ok !?!?!??!"
- Vamos, o que está esperando !? Aspiração !!! A pressão está caindo muito. *pi pi pi pi pi pi pi pi pi pipipipipipipi* Alguém tire ele daqui.
- NÃO VOU ASSISTIR A CIRURGIA, VOU ASSISTIR ÀÀÀÀÀÀÀÀÀ CIRURGIAAAAA !!!!!!! SÓ FICAR OLHANDO, OK ?! TUDO BEM ?! PREPOSIÇÃO, PREPOSIÇÃO !!! NÃÃÃÃOOO !!! EU
QUERO ASSISTIR !!! ME LARGUEM !!!
- É pra assistir, não pra atrapalhar.
- MAS EU NÃO VOU ASSISTIR, EU VOU ASSISTIR !!! HEEEEI !!!!
- Felipe !?
- Oi ?
-
- Já, tio.
- É importante você não encostar em nada porque alguns materiais estarão esterilizados.
Sabe aquelas pessoas que acham que psicólogo cura gente louca, enfermeira limpa sujeira de gente velha, engenheiro só constroi prédio, historiador só vive no passado, filósofo fica parado só pensando e músico é vagabundo ? Então... Diriam que eu estava vestido de "açougueiro chique" naquele momento.
Chegando na sala de cirurgia, uma das enfermeiras se dirigiu a mim:
- Vai auxiliar ?
- Vou assistir.
E aí eu fico pensando se a coisa tivesse sido um pouco diferente; se eu tivesse conversando com o professor Pasquale; se eu e ela fôssemos mais atentos ao que poderia acontecer:
- Vai fazer o quê ?
- Assistir à cirurgia.
- Assistir a cirurgia ?
- Isso.
- Certo. Já que o paciente já está anestesiado, enquanto o seu tio se prepara, você já pode proceder. Aqui estão os instrumentos esterilizados. O bisturi.
- Mas eu não...
- Vamos lá. Abrir, identificar, ligar, remover, irrigar e fechar.
- Mas, mas...
- Mais pressão. A carne humana é uma concha grossa. Vai fundo. Aqui estão a pinça e o grampo. Abra o peritônio e retire o apêndice.
- Mas, eu... eu... eu não...
- Agora só precisa inverter o toco no ceco e puxar as alças simultaneamente, mas tenha cuidado para não... *&%@#@&* ...quebrá-las.
"Ah não... Se eu pudesse pelo menos sair correndo em volta da mesa de braços erguidos e gritando desesperadamente para que isso tudo não fosse verdade..."
- Rasgou o ceco. Arrumou um sangramento. Está enchendo de fezes. O que faz agora ?
- Ah.... ah..... hãã.....
- Pense. Inicie a aspiração e procure as alças antes que a paciente sangre até a morte. Pegue o grampo, a pressão está caindo.
"Penso que os passarinhos são felizes !!!! É isso em que eu penso agora, ok !?!?!??!"
- Vamos, o que está esperando !? Aspiração !!! A pressão está caindo muito. *pi pi pi pi pi pi pi pi pi pipipipipipipi* Alguém tire ele daqui.
- NÃO VOU ASSISTIR A CIRURGIA, VOU ASSISTIR ÀÀÀÀÀÀÀÀÀ CIRURGIAAAAA !!!!!!! SÓ FICAR OLHANDO, OK ?! TUDO BEM ?! PREPOSIÇÃO, PREPOSIÇÃO !!! NÃÃÃÃOOO !!! EU
QUERO ASSISTIR !!! ME LARGUEM !!!
- É pra assistir, não pra atrapalhar.
- MAS EU NÃO VOU ASSISTIR, EU VOU ASSISTIR !!! HEEEEI !!!!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Do ruído fez-se o som
Se, num dia em que a casa fica cheia de familiares, até aqueles que quase nunca vêm, como aquela minha tia que pensa que ainda tenho 12 anos, minha mãe estiver na cozinha - local da casa mais lotado nessas ocasiões - terminando de preparar uma panela de sopa, mesmo que eu seja o mais próximo do fogão pra
levar a panela pra sala, ela vai olhar pra todos ali e, com um olhar pensativo, pedirá esse favor a alguém que não seja eu. Não que eu tenha sido o protagonista daquela cena que eu - e imagino que muita gente - gostaria de ver um dia. Acho que não preciso descrever, mas em câmera lenta seria bem legal. Vou fazer em casa qualquer dia só pra filmar. Fato é que eu, com um prato de sopa na mão, demoro meia hora só pra andar uns 5 metros. Engraçado é que com a panela dá pra ir mais rápido. Tá aí uma ideia pra quem for fazer tese de doutorado sobre dinâmica de fluidos.
Mas eu acho que o meu histórico de pequenos desastres talvez justifiquem essa atitude da minha mãe. Situações clássicas como um fio atravessando uma sala de ponta a ponta à altura do tornozelo são um prato cheio pra mim. Uma faca na minha mão é sinônimo de auto-massacre (ainda não sei as regras do uso do hífen na última reforma ortográfica, pra quem se importa com essas coisinhas). Às vezes dá até pra pensar que sou grego. Não, não é porque eu falo coisas sem sentido e você usa aquela expressão de que até parece que eu estou falando grego, mas pelo ritual de quebrar pratos. Tá, exagerei. Nunca quebrei um prato, só lasquei, mas só um. Copos... Já deu pra imaginar. Eu agitando um litro de iogurte 'antes de abrir', sendo que ele já estava aberto é que não dá pra imaginar. ¬¬
Tudo isso foi só pra falar que eu sou desastrado - e, por sinal, exagerado - e um dia derrubei uma colher... Uma colher inesquecível.
Acontece que na época eu estava descobrindo uma das minhas maiores paixões: a música. Desde então, aprendi a apurar o ouvido e a ouvir melhor música, o que, pode não parecer, mas faz uma diferença tremenda. Confesso que adquiri essa mania de associar sons do cotidiano à música. Tipo quando a Madonna vai ao programa do David Letterman e mostra o colar, puxando o decote pro lado e o baixista faz o 'tum tum' do coração; quando a chaminé do navio te lembra uma tuba tocando uma nota em Sol, um alarme de carro ou uma sirene intercalando um Ré e um Dó; o 'tuuuuuu' do telefone, que pode servir pra afinar instrumentos de corda. A música de abertura do Grey's Anatomy e o final da "Pedro Pedreiro" - com os vocais fazendo o som do trem - são bons exemplos também.
Talvez a colher não tenha sido o início disso tudo, mas foi marcante. Só que na hora coloquei na pia e agora, depois de tanto tempo, não sei qual é a colher, nem se ainda existe. O que eu queria mesmo era jogar todas elas no chão, uma por uma, "AND AGAIN, AND AGAIN, AND AGAIN", até achá-la, só que descobri o
diapasão e comprei um.
Pode parecer meio louco, outros dizem que é "ouvido absoluto", mas o importante é a delícia de perceber música em tudo.
levar a panela pra sala, ela vai olhar pra todos ali e, com um olhar pensativo, pedirá esse favor a alguém que não seja eu. Não que eu tenha sido o protagonista daquela cena que eu - e imagino que muita gente - gostaria de ver um dia. Acho que não preciso descrever, mas em câmera lenta seria bem legal. Vou fazer em casa qualquer dia só pra filmar. Fato é que eu, com um prato de sopa na mão, demoro meia hora só pra andar uns 5 metros. Engraçado é que com a panela dá pra ir mais rápido. Tá aí uma ideia pra quem for fazer tese de doutorado sobre dinâmica de fluidos.
Mas eu acho que o meu histórico de pequenos desastres talvez justifiquem essa atitude da minha mãe. Situações clássicas como um fio atravessando uma sala de ponta a ponta à altura do tornozelo são um prato cheio pra mim. Uma faca na minha mão é sinônimo de auto-massacre (ainda não sei as regras do uso do hífen na última reforma ortográfica, pra quem se importa com essas coisinhas). Às vezes dá até pra pensar que sou grego. Não, não é porque eu falo coisas sem sentido e você usa aquela expressão de que até parece que eu estou falando grego, mas pelo ritual de quebrar pratos. Tá, exagerei. Nunca quebrei um prato, só lasquei, mas só um. Copos... Já deu pra imaginar. Eu agitando um litro de iogurte 'antes de abrir', sendo que ele já estava aberto é que não dá pra imaginar. ¬¬
Tudo isso foi só pra falar que eu sou desastrado - e, por sinal, exagerado - e um dia derrubei uma colher... Uma colher inesquecível.
Acontece que na época eu estava descobrindo uma das minhas maiores paixões: a música. Desde então, aprendi a apurar o ouvido e a ouvir melhor música, o que, pode não parecer, mas faz uma diferença tremenda. Confesso que adquiri essa mania de associar sons do cotidiano à música. Tipo quando a Madonna vai ao programa do David Letterman e mostra o colar, puxando o decote pro lado e o baixista faz o 'tum tum' do coração; quando a chaminé do navio te lembra uma tuba tocando uma nota em Sol, um alarme de carro ou uma sirene intercalando um Ré e um Dó; o 'tuuuuuu' do telefone, que pode servir pra afinar instrumentos de corda. A música de abertura do Grey's Anatomy e o final da "Pedro Pedreiro" - com os vocais fazendo o som do trem - são bons exemplos também.
Talvez a colher não tenha sido o início disso tudo, mas foi marcante. Só que na hora coloquei na pia e agora, depois de tanto tempo, não sei qual é a colher, nem se ainda existe. O que eu queria mesmo era jogar todas elas no chão, uma por uma, "AND AGAIN, AND AGAIN, AND AGAIN", até achá-la, só que descobri o
diapasão e comprei um.
Pode parecer meio louco, outros dizem que é "ouvido absoluto", mas o importante é a delícia de perceber música em tudo.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Porque se ferrar é legal
Não venha me dizer que você foi de carro até Natal, a um cinema em dia de feriado nacional querendo assitir a uma estreia, à Feira do Rolo, à Praça da Sé, à Parada Gay, à Corrida do Queijo... E QUE NADA DE ERRADO ACONTECEU !!!!! AHHHH PELO AMOR DE DEUS !!!!! NADINHA DE ERRADO ?!?! AH NÃO...
Os ingressos do filme que eu quisesse ver acabarem bem na minha vez ? HAHAHAHAHAHAHA seria demais !! Um cara que só porque está ouvindo a música e não a própria voz achar que canta bem, e em outra língua... SENTAR DO SEU LADO NO ÔNIBUS DURANTE UMA VIAGEM DE MAIS DE 5 HORAS ? HAHAHAHAHA É aí que mora a alegria ! Apontar descaradamente pra duas garrafas de refrigerante sobre o balcão de venda de ingressos, virar pro seu amigo com uma cara de 'quem iria pôr
refrigerante ALI ?!' e perceber que a dona do refrigerante estava logo atrás de você na fila ? Estar dirigindo à noite sem habilitação e ouvir uma sirene logo atrás de você mas perceber que era de um carro de auto-escola ? Mais uma história pra contar ! Estar imitando um professor quando ele sai por uma porta logo à sua frente ? HAHAHAHAHA MARAVILHA !!!! Ficar preso no banheiro ? É como jogar Mario: nunca enjoa.
Derrubar acidentalmente com um verdadeiro mergulho de costas uma daquelas pilhas de latinhas de ervilha num supermercado ? Nunca aconteceu, comigo, mas seria sensacional se acontecesse. Por maior que seja a tensão na hora, do tipo "Ah não... o dono do supermercado vai me matar, eu vou ter que pagar tudo lavando pratos durante a semana inteira ou ter que montar toda a pilha aqui e agora mesmo", o importante é, no final das contas - ou o quanto antes - dar risada.
Acabou o papel higiênico num banheiro mas você só percebeu na pior hora ? Foi perguntar àquela pessoa, no meio da estrada à noite, qual era o caminho mais curto, mas percebeu que aquele brilho eram de olhos de uma cavalo ? Naquela situação, geralmente pública e que representa uma grande responsabilidade, do tipo "Naõ me chama, não me chama, não me chama, não me chama...", te chamaram ? Foi a um circo vestido de palhaço e depois assitir a um rodeio, mas foi pego no susto pelo touro ? Sempre que assiste "Depois de Horas" ou "Cilada" se sente na pele ou pelo menos gostaria de se sentir na pele dos protagonistas ?
Parabéns !!!! E se você consegue achar graça em tudo já quando acontece... Parabéns de novo !!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Eu sei que sou muito sarcástico, mas não fui em nenhum momento nesse texto. Pode parecer idiota, bobo, imbecil, estranho, mas é sério: adoro quando essas coisas acontecem comigo. E é bom saber que muitas delas ainda vão acontecer. Simples !
Os ingressos do filme que eu quisesse ver acabarem bem na minha vez ? HAHAHAHAHAHAHA seria demais !! Um cara que só porque está ouvindo a música e não a própria voz achar que canta bem, e em outra língua... SENTAR DO SEU LADO NO ÔNIBUS DURANTE UMA VIAGEM DE MAIS DE 5 HORAS ? HAHAHAHAHA É aí que mora a alegria ! Apontar descaradamente pra duas garrafas de refrigerante sobre o balcão de venda de ingressos, virar pro seu amigo com uma cara de 'quem iria pôr
refrigerante ALI ?!' e perceber que a dona do refrigerante estava logo atrás de você na fila ? Estar dirigindo à noite sem habilitação e ouvir uma sirene logo atrás de você mas perceber que era de um carro de auto-escola ? Mais uma história pra contar ! Estar imitando um professor quando ele sai por uma porta logo à sua frente ? HAHAHAHAHA MARAVILHA !!!! Ficar preso no banheiro ? É como jogar Mario: nunca enjoa.
Derrubar acidentalmente com um verdadeiro mergulho de costas uma daquelas pilhas de latinhas de ervilha num supermercado ? Nunca aconteceu, comigo, mas seria sensacional se acontecesse. Por maior que seja a tensão na hora, do tipo "Ah não... o dono do supermercado vai me matar, eu vou ter que pagar tudo lavando pratos durante a semana inteira ou ter que montar toda a pilha aqui e agora mesmo", o importante é, no final das contas - ou o quanto antes - dar risada.
Acabou o papel higiênico num banheiro mas você só percebeu na pior hora ? Foi perguntar àquela pessoa, no meio da estrada à noite, qual era o caminho mais curto, mas percebeu que aquele brilho eram de olhos de uma cavalo ? Naquela situação, geralmente pública e que representa uma grande responsabilidade, do tipo "Naõ me chama, não me chama, não me chama, não me chama...", te chamaram ? Foi a um circo vestido de palhaço e depois assitir a um rodeio, mas foi pego no susto pelo touro ? Sempre que assiste "Depois de Horas" ou "Cilada" se sente na pele ou pelo menos gostaria de se sentir na pele dos protagonistas ?
Parabéns !!!! E se você consegue achar graça em tudo já quando acontece... Parabéns de novo !!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Eu sei que sou muito sarcástico, mas não fui em nenhum momento nesse texto. Pode parecer idiota, bobo, imbecil, estranho, mas é sério: adoro quando essas coisas acontecem comigo. E é bom saber que muitas delas ainda vão acontecer. Simples !
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